Carpatos

9 Você não me machuca, já eu machuco você


Notas iniciais
Boa leitura...Nos vemos lá embaixo

''– O...O que você vai fazer? — perguntei hesitante.


Nathan ficou quieto por uns instantes enquanto ligava o motor ele acelerava agressivamente o carro ''nada chamativo'' para fora da escola.


O que ele ia fazer comigo? O que eu tinha feito de errado? Ele estava tão calmo de manhã e agora...


– Não aguento mais o seu comportamento infantil...Achou que ia ficar fugindo o tempo todo de mim? — suas palavras eram sem nexo, mas o que me afligia era o seu tom frio e calculista.


Eu tinha fugido dele a todo instante na escola. Não falava quando ele se dirigia a mim porque estávamos num local público e ele não seria tolo de fazer alguma coisa impensada, mas agora era só ele e eu. ''

Ele continuou dirigindo feito um louco...Até que ele parou abruptamente numa floresta nem um pouco amedrontadora. Olhei em volta, estava chovendo muito e o céu estava repleto de nuvens negras.

– Saia do carro. — Ouvi uma voz fria bem próxima de mim ordenar isso.

Ele tinha saído do carro e estava me esperando sair. Abri a porta hesitante, percebi que estava tremendo. A chuva parecia ainda mais forte agora, minhas roupas já estavam se colando ao meu corpo.

Dei passadas lentas até ficar ao seu lado. Nathan sorriu e isso fez com que aquele medo irracional voltasse com toda a força. Ele começou a se aproximar lentamente de mim, e a cada passo que ele dava na minha direção eu me afastava. Até que senti algo sólido átras de mim.

'' Você não vai mais fugir de mim''

Ouvi a voz dele na minha cabeça...Ele tinha dito isso na minha mente!

Oh meu Deus. As vozes que eu escutava na minha mente eram sempre ELE.

– Oh que você é? — perguntei com a voz danificada pelo medo. Meu coração queria sair pela boca.

Ele sorriu e colocou cada braço ao lado do meu corpo, impedindo qualquer fuga.

– Esse vai ser o nosso segredo agora. — Ele sussurrou e logo depois seus lábios tomaram os meus. Seu ataque era violento. Tentei empurrá-lo,mas era como empurrar um muro de concreto. Meu desespero se intensificou, eu não conseguia pensar direito.

Mordi o lábio dele com toda minha força, mas em vez de ouvir seu grito de dor ele começou a rir.

– Você não me machuca. — Ele sussurrou e aproximou seus lábios dos meus novamente.

Gritei quando senti ele morder meu lábio inferior. Senti um gosto estranho...Era sangue.

– Já eu machuco você. — Ele sussurrou e limpou o sangue que escorria dos meus lábios com os dedos.

Seus labios voltaram a se apossar dos meus. Ele envolveu minha cintura possessivamente.

– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — Uma voz feminina gritou.

Senti ele se afastar abruptamente de mim. Uma velhina estava parada nos encarando com cara de poucos amigos.

– A senhora não percebeu que queremos privacidade? — Nathan disse sarcasticamente. Ele estava tentando enganá-la.

''Se disser alguma coisa já sabe quais serão as consequências''

Sua voz praticamente rosnou na minha mente.

Aquela era a minha chance de escapar dele. Eu queria pedir ajuda, gritar, dizer que Nathan era um pscicopata sem escrúpulos...Mas, logo a imagem do meu pai caído inerte no chão veio á tona.

Por isso fiquei quieta, esperando que a velhinha fosse embora e que Nathan voltasse com o seu ataque sobre mim.

– Vocês poderiam escolher um lugar não público para fazer isso? — Reclamou ela enquanto se afastava cada vez mais de onde estávamos. Logo ela desapareceu de nossas vistas.

Nathan virou de volta para mim e acariciou meu rosto, percebi que estava tremendo novamente, mas agora era de frio.

Ele segurou minha mão com força suficiente para que eu não fugisse e começou a me puxar.

– Para onde está me levando? — perguntei apreensiva antes de soltar um espirro. Meu cabelo estava totalmente ensopado.

– Gostaria que conhecesse minha casa. — disse simplesmente. — Você precisa trocar essa roupas encharcadas.

O QUE?

– Eu quero ir pra minha casa. — Tentei fincar meu pé no chão, mas só consegui sujar meu par de tênis ainda mais.

– Acho que você não entendeu muito bem. — disse com frieza. — Eu não estou pedindo sua permissão, você vai e ponto final.

Arrogante.

Ele continou me puxando e tudo que eu via era mato e mais mato. Aquilo já estava ficando cansativo.

'' Já estamos chegando''

– Você quer parar com isso? — Eu estava com raiva. Ele fazia questão de me amedrontar com esse truque. Nathan simplesmente riu e me ignorou.

De repente vi uma enorme casa, parecia mais uma mansão de filmes. As portas eram de vidro e as paredes eram decoradas com madeira.

Eu não conseguia articular as palavras. ELE ERA RICO.

– Vamos. — Nathan puxou-me até a porta e ordenou que eu entrasse.

Caminhei lentamente para dentro daquele magnífico lugar. Eu jamais poderia imaginar que havia casas assim na cidade, já que a maioria dos habitantes eram pobres.

Nathan ficou na minha frente, impedindo que eu me distraísse mais. — Vou preparar seu banho. Há algumas roupas da minha mãe que servirão em você. — disse animado enquanto subia as escadas sem nunca deixar de segurar minha mão.

Notas da autora: Assistam ao trailer oficial da estória!


Notas finais
Mereço reviews???

Cara eu estou muito feliz pelos reviews que recebi

Um muito obrigada á:

GarotadaCicatriz

gabriela

FanaticTotalBelieber

SakuraElenaMoka

Obrigada suas lindas!!