Notas iniciais
queda do parapeito

Irmã Beatriz: Olá!(abrindo o portão). O que deseja?

Gabriel: Eu sou o padre Gabriel, gostaria de falar com a Reverenda Lúcia.

Irmã Beatriz: Ela está atendendo os familiares de uma aluna.

Gabriel: É,eu imagino.(vendo o carro). Mas,é muito importante.

Irmã Beatriz: Entre!

Gabriel: Obrigada!

Irmã Fabiana: Padre!(se aproximando). Como vai?

Gabriel: Bem,o que aconteceu?

Irmã Fabiana: Dulce Maria mandou flores e caixa de bombons para a Reverenda Lúcia como ela fosse casar.

Gabriel: Meu Deus!

Irmã Fabiana: Estou mais preocupada é com a Dulce Maria,padre,o seu Luciano está muito bravo.

Gabriel: Me leve até a diretoria,Irmã.

Irmã Fabiana: Sim.

NA DIRETORIA

Luciano: Dulce Maria!(bravo).

Dulce Maria: :'(

Luciano: Não chora.

Cecília/Estefânia/Noel: Luciano!(em coro).

Luciano: Está vendo,Reverenda,estou rodeado de cúmplices da minha filha.

Dulce Maria: Falta o tio Gabriel.

Luciano: Está vendo,Reverenda.

Reverenda Lúcia: Pode entrar!(ouvindo uma batida na porta).

Gabriel: Com licença!(entrando).

Dulce Maria: Titio!(correndo até o tio).

Gabriel: Oi.(pegando a sobrinha no colo).

Luciano: Chegou o cúmplice que faltava.

Dulce Maria: Agora,o time está completo.

Luciano: Dulce Maria!(falando meio alto).

Gabriel: Luciano! Não há necessidade que você grite com a menina.

Luciano: Eu não estou gritando.

Gabriel: Luciano! Eu,Cecília,Estefânia,Noel,Silvestre e Dulce Maria já estamos acostumados com os seus gritos,mas,a Reverenda não está.

Luciano: É,você tem razão.

Gabriel: Princesa!(pegando a menina no colo). Como você teve esta ideia?

Dulce Maria: A ideia não foi minha,titio,Barbara e Frida me falaram que a Reverenda Lúcia iria largar o hábito e formar uma família igual a minha mamãe.

Luciano: Dulce Maria!(gritando).

Gabriel: Luciano!(seriamente).

Luciano: Ela ficará de castigo por um mês sem poder sair do quarto para nada.

Dulce Maria: Viu,Reverenda,como eu sou injustamente tratada pelo meu papito.

Reverenda Lúcia: :/

Luciano: Estefânia! Leve a menina para casa e tranque no quarto com chave,eu vou ir com a Cecília na consulta médica.

Estefânia: Não vou trancar a menina no quarto.

Dulce Maria: :'(

Gabriel: Não se preocupe,princesa,eu,sua tia,seu tio Noel e sua mãe vamos resolver isso.

Dulce Maria: :) (sorrindo).

Estefânia: Minha bonequinha! Quando você faz esta cara,é porque vai aprontar alguma coisa.

Dulce Maria: O papito vai me perdoar,titia.

Estefânia: Então,vamos para casa e você colocar o seu plano em prática.

Dulce Maria: Sim.

Gabriel: :/ (olhando seriamente para Estefânia).

Noel: :)

DUAS HORAS DEPOIS NO APARTAMENTO DE LUCIANO LÁRIOS

Luciano: Desculpa a demora.

Estefânia: Não se preocupe,pedir para Silvestre atrasar o almoço por uns minutos.

Luciano: Cadê a Dulce Maria?

Estefânia: Dormindo!

Luciano: Ok,eu vou levar isso para o quarto.(saindo).

Cecília: Vocês a trancaram?

Estefânia: Não! Ela armou um plano para o Luciano perdoar ela.

Cecília: Qual plano?

Estefânia: Não sei,Cecília,mas,ela ficou por quase uma hora na cozinha com o Silvestre.

Cecília: Tomara que dê certo.

Gabriel: Com o jeito rabugento do meu irmão,Cecília,acho que não dará certo.(ouvindo os gritos do irmão). É melhor irmos todos.

Estefânia: Sim.(subindo).

Noel: O que será que aconteceu?

Gabriel: Ele é exagerado,Noel.

NO QUARTO DE LUCIANO

Estefânia: Luciano!(entrando). O que aconteceu?

Luciano: Isso!(aprontando para a cômoda).

Estefânia/Gabriel: :) (sorrindo).

Noel: Luciano! Isso é um papelzinho com uma fita enrolada.

Luciano: Esta menina quer me enlouquecer.

Noel: Dulce Maria?

Luciano: Quem mais seria?

Cecília: Eu não estou entendendo nada.

Gabriel: Quando Angélica e Luciano brigaram por alguma coisa,ela deixava um papel enrolado numa fita com estas mesmas palavras.

Silvestre: O almoço está pronto.(entrando no quarto).

Luciano: Muito bom.(saindo).

Estefânia: Da outra vez,ele a perdoou.

Cecília: Ela já fez isso?

Estefânia: Sim,você ainda era freira na época.

Cecília: :)

Estefânia: Vou chamar a Dulce Maria para almoçar.

Gabriel: Eu vou.

Estefânia: Sim.

NO QUARTO DE DULCE MARIA

Dulce Maria: Por favor,mãezinha.(pegando a foto). Me ajude que meu plano dê certo para o papito me perdoar.(dando um beijo na foto).

Gabriel: Princesa!(entrando). Vamos almoçar.

Dulce Maria: Sim,titio.

Gabriel: Princesa! Como você teve a ideia de colocar o bilhete enrolado numa fita na cômoda do seu pai?

Dulce Maria: Eu já tinha feito isso,titio.

Gabriel: E como teve a ideia?

Dulce Maria: Minha mãe Angélica me disse quando sonhei com ela.

Gabriel: E esse desenho?

Dulce Maria: É a minha mãe Angélica.

Gabriel: E porque desenhou ela chorando?

Dulce Maria: Porque o papito não me perdoa.

Gabriel: :/ (olhando seriamente para a sobrinha). Vamos?

Dulce Maria: Sim.

NA SALA DE JANTAR

Luciano: E o Gabriel?

Estefânia: Foi chamar a Dulce Maria para almoçar.

Luciano: Ela está de castigo.

Estefânia: Sabemos!

Luciano: Então,ela vai almoçar no quarto.

Estefânia: Não vejo nada de mal da Dulce Maria sair do castigo somente para fazer refeições na mesa.

Luciano: Ok,ela pode fazer as refeições a mesa com nós.

Estefânia: :)

Gabriel: Estamos aqui.(entrando na sala de jantar).

Noel: Silvestre! O que temos para o almoço hoje?

Silvestre: Lasanha e costelinha assada.

Dulce Maria: Costelinha assada?

Silvestre: Sim,Baixinha.

Dulce Maria: Com licença!(se levantando e indo até o pai). Temos que colocar o babador,papito.

Estefânia/Gabriel: :) (rindo).

Noel: Porque os risos?

Luciano: Angélica sempre me colocava o guardanapo quando fazia costelinha assada.

Noel: :)

UMA HORA DEPOIS

Cecília: Silvestre! Pode trazer a sobremesa e o café.

Dulce Maria: Eu fiz a sobremesa,mãezinha.

Cecília: Que bom.

Noel: E qual é a sobremesa?

Dulce Maria: :)

Silvestre: Aqui está a sobremesa.(colocando um prato na mesa).

Luciano: :O

Estefânia/Gabriel: :)

Noel: O que é isso?

Dulce Maria: Biscoito de nozes,tio Noel,o preferido do meu papito.

Noel: Vou experimentar.(pegando um biscoito).

Dulce Maria: Sim.

Cecília: Está muito gostoso,filha.

Dulce Maria: Obrigada!(olhando seriamente para o pai). Está gostoso,papito?

Luciano: Muito!

Gabriel: Tem o mesmo sabor,Luciano.

Estefânia: Sim,Gabriel.

Noel: Estou perdendo alguma coisa?

Luciano: Angélica fazia estes biscoitos e depois da morte dela,Estefânia e Silvestre tentaram fazer com este mesmo gosto e não conseguiram.

Noel: :)

Luciano: Os biscoitos estavam deliciosos,filha.

Dulce Maria: :)

Luciano: Agora,suba por seu quarto que está de castigo.

Dulce Maria: Sim.(colocando um papel em cima da mesa e saindo).

Estefânia: O que tem no papel?

Gabriel: Ela estava terminando de fazer esse desenho por pai rabugento quando entrei no quarto.

Luciano: Ela fez um desenho para mim?

Gabriel: Sim.(sorrindo).

Luciano: O que significa isso?

Gabriel: Isso é um desenho que a Dulce Maria fez da Angélica chorando.

Luciano: E porque desenhou ela chorando?

Gabriel: Ela me disse que é porque a Angélica está triste e chorando porque você colocou a menina de castigo e não a perdoa.

Luciano: Com licença!(se levantando). Eu vou até o cemitério.(saindo).

Noel: Ele ficou mexido com isso.

Gabriel: Só espero que com isso,ele perdoe a Dulce Maria.

Cecília: É.

UMA HORA DEPOIS

Luciano: Já estou de volta.(entrando).

Cecília: Que bom.

Luciano: Vou falar com Dulce Maria.

Cecília: Sim.

Gabriel: Acho que Dulce Maria conseguiu.

Cecília: Tenho certeza que Luciano não conseguiria dormir a noite sem fazer as pazes com a menina.

Luciano: Cadê a Dulce Maria?

Cecília: No quarto.

Luciano: Não!

Noel: Dulce Maria!

Gabriel: Meu Deus!

Luciano: Cecília!(vendo a esposa quase desmaiar).

Gabriel: Com licença!(saindo).

Cecília: Meu Deus! Precisamos tirar a menina de lá,Luciano.

Luciano: Sim,vamos descer.

Estefânia: Luciano!(descendo com uma carta). Achei isso em cima da cama de Dulce Maria.

Luciano: Estou muito triste pelo meu papito não me perdoar,vou ir para Europa.

NA RUA

Gabriel: Regino! O que aconteceu?

Regino: A menina caiu do parapeito.

Gabriel: Dulce Maria!(se aproximando).

Regino: Já chamei a ambulância,padre.

Gabriel: Ela está sangrando na cabeça.

Luciano: Gabriel!(se aproximando em companhia da esposa,amigo e prima).

Estefânia: Dulce Maria!(assustada).

Cecília: Pela Chagas de Cristo!

Estefânia: Precisamos chamar uma ambulância.

Regino: Já chamei a ambulância,senhora.

Gabriel: Luciano! Por quê você,Cecília,Estefânia e Noel não vão indo na frente para Cruz Vermelha,eu fico aqui com a Dulce e vou com ela na ambulância.

Luciano: Sim,nós iremos na frente e eu chamarei o André.

Gabriel: Sim.

Cecília: É melhor irmos ligo, Luciano.

Luciano: Sim.

ALGUNS MINUTOS DEPOIS NA CRUZ VERMELHA

André: Gabriel!(se aproximando). O que aconteceu?

Gabriel: Dulce Maria aprontou na escola e meu irmão a castigou, ela fugiu de casa pela janela do quarto,pois,o Luciano não tinha a perdoado, e caiu do parapeito do prédio.

André: Sabe o nome do médico que está atendendo?

Gabriel: Não! Eles a levaram para dentro.

André: Eu vou tentar descobrir alguma coisa.

Gabriel: Sim.(vendo o médico sair e sentando). Por favor, Angélica, eu sei que você protege a Dulce do céu, não deixe que nada aconteça com a menina.(fazendo o sinal da cruz).

Luciano: Gabriel!

Gabriel: Oi,eu estava rezando.

Luciano: Como está a Dulce?

Gabriel: Os médicos estão atendendo ela,o André chegou e entrou para tentar conseguir informações.

Luciano: Que bom.

UMA HORA DEPOIS

André: Gabriel!(se aproximando).

Luciano: André! Como está a Dulce Maria?

André: Ela ainda está inconsciente,Luciano,mas,é normal pela queda de sofreu.

Cecília: Mas,ela vai sobreviver?

André: Devo ser sincero,Cecília,é uma situação bem difícil,mas,devemos ser otimistas.

Noel: E se a transferimos para a sua clinica?

André: Não aconselho que façam isso no momento,poderia ser fatal,mas,depois que o perigo passar,podemos transferir sem nenhum problema.

Luciano: Ela pode morrer?

André: A queda foi muito feia,Luciano,mas,como disse antes,nós devemos ser otimistas.

Luciano: Ok.

Gabriel: Eu vou até a paróquia resolver umas coisas e mudar de roupa.

Luciano: Se não for muito incomodo,passe no colégio e avise a Reverenda Lúcia que a menina não irá por algumas semanas.

Gabriel: Sim,eu aviso.(se levantando e saindo).

Luciano: Obrigada!

Estefânia: Cecília! Vamos até a capela?

Cecília: Sim, vamos.

UMA HORA DEPOIS NA ESCOLA "REINA DA AMÉRICA"

Reverenda Lúcia: Irmã Fabiana! Como estão o rendimento das alunas?

Irmã Fabiana: Muito bom,Reverenda.

Reverenda Lúcia: Que bom.

Irmã Clementina: Reverenda Lúcia!(entrando). O padre Gabriel está aqui fora.

Reverenda Lúcia: Mande-o entrar.

Irmã Clementina: Pode passar,padre.

Reverenda Lúcia: Nos deixem a sós,Irmãs.

Gabriel: Elas podem ficar,Reverenda.

Irmã Fabiana: Padre!(vendo a cara do padre). O que aconteceu?

Gabriel: Eu vim avisar que a Dulce Maria não poderá comparecer a aula por algumas semanas.

Reverenda Lúcia: O castigo do senhor Luciano se aplica a escola também?

Gabriel: Não! É que Luciano estava relutando para perdoar ela,e quando percebemos a menina tinha fugido de casa pela janela do quarto dela e sofreu uma queda,eu fui na ambulância com ela para Cruz Vermelha.

Reverenda Lúcia: Santo Deus Sagrado!

Irmã Fabiana: Como ela está?

Gabriel: É bastante grave o caso,Irmã Fabiana,mas,o André disse que devemos ser otimista e eu já rezei bastaste para Angélica interceder pela filha do céu.

Irmã Fabiana: Tenho certeza que ela irá interceder pela menina.

Gabriel: Bom!(se levantando). Eu só vim para avisar que a menina faltará aula.

Irmã Fabiana: Padre! O que diremos as colegas?

Reverenda Lúcia: Uma parte da verdade,Irmã Fabiana,que a menina está hospitalizada porque sofreu um acidente doméstico.

Irmã Fabiana: Sim.