Caricature Of Intimacy
2 Segunda Parte
Eram dez horas da noite seguinte quando saí do prédio à procura de um táxi. Levava uma bolsa dourada e usava a mesma meia-calça. Só que desta vez estava enfiada num tubinho preto, que não chegava nem a dois palmos antes do joelho. Consegui este com a vizinha do andar de baixo.
Quando finalmente peguei o táxi, eu entreguei ao motorista o papel que o advogado havia me dado no dia anterior.
- Esquina da 4ª com a Freemont? –perguntou o taxista gordo.
- Exato. Não vá com pressa. –respondi.
Demorou um pouco para chegarmos, e a corrida saiu cara. Ao descer do táxi, eu avistei um carro preto. Só podia ser ele. A rua estava escura e deserta. Era iluminada apenas por uma placa de néon vermelha que indicava nosso “Motel”. Ele buzinou. Eu entrei no carro. Ele cheirava bem.
- Espero que você valha à pena. Tive que dizer que era uma reunião. E que havia a conhecido estritamente como negócios. A pobre Senhora continuará com o advogado adúltero. –e depois de dizer a ultima frase, soltou uma risada amarga.
E nós entramos.
Lá estava eu. Levava comigo um rosário, dentro de minha lingerie. Mas eu teria um emprego na firma esta segunda. Pobre virgem.
Oh, que maravilhosa caricatura de intimidade.
Não há gotas de chuva nas rosas e garotas de vestidos brancos dormindo com baratas e tendo oportunidades ruins. À sombra dos lençóis antes de todas as manchas e um pouco mais de suas coisas menos favoritas.
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