Capítulos Soltos - The Couple Book
5 Capítulo V - Enquanto Isso...
Notas iniciais
É, nós sabemos, demoramos 'um pouquinho'... ^^'
Bem, já era de se esperar, né... Eu estava em época de provas fodidas (química orgânica, Matemática...) e foi difícil nós duas sentarmos pra discutir e escrever.
Apesar de parecer que não, não morremos nem desistimos de Capítulos Soltos, rs'
O capítulo de hoje... Bem... Pra não estragar a surpresa, nos vemos lá embaixo.
Boa leitura! o/
“(...) Ouviu-se então um barulho semelhante a uma forte rajada de vento e os dois desapareceram”.
Arme e Ryan, que havia descido a colina, observavam o pó cair lentamente no chão, onde a alguns segundos atrás se encontravam Amy e Jin. A maga se aproximou e examinou a substância, arregalando os olhos em seguida.
- Mas esse não se parece nada com o feitiço que eu fiz ontem... – Ela adquiriu instantaneamente uma fisionomia preocupada. Passou então a correr pelo vale gritando o nome dos desaparecidos histericamente até que Ryan a segurasse pelo braço, surpreendendo-a e a fazendo se calar.
- Arme... Isso é muito sério. Eles não estão mais aqui e berrar só vai chamar atenção. Preciso que você me conte tudo. – A garota encarou-o hesitante. Ele tinha uma expressão firme e parecia realmente querer ajudar, porém, ela havia prometido a Jin que não contaria nada a ninguém.
Decidiu então revelar apenas que ela preparara um feitiço para ajudar Jin, informou então os ingredientes que usou, os encantos que proferiu e a forma como misturou tudo; disse que aquela não era a finalidade do feitiço e ele definitivamente não era tão poderoso assim, além de não estar daquele jeito na noite anterior. Constatou também que não o examinou pela manhã e que algo devia ter caído lá dentro, alguém podia tê-lo sabotado ou ainda deixado algo cair, sem más intenções.
- Qual era a finalidade do feitiço?... Você acha que qualquer um desse acampamento tinha motivos pra sabotá-lo?
- Não, acho que não... Só eu e Jin sabíamos sobre o plano e acho que ninguém entrou na minha barraca durante a noite – disse ignorando a primeira pergunta.
- Deve ser algo bem constrangedor pra você não querer me contar... Vou confiar no seu julgamento. – disse fazendo-a rir sem graça — É melhor pegar um pouco do pó pra análise, Arme.
Ela consentiu e encheu um frasquinho que tirou sabe-se lá de onde com o pó. Subiram então a colina sem trocar uma palavra sequer; a maga se encontrava pensativa, coisa difícil de se ver. Ambos estavam preocupados e ela, além da preocupação com seus dois amigos desaparecidos, sentia a culpa pesar cada vez mais e se transformar em temor rapidamente. Chegando ao topo do monte, antes de se separarem, Ryan chamou sua atenção:
- Escute, Arme... É importante que Elesis não saiba de nada, okay? Ela com certeza inventaria algum castigo – disse imaginando a ruiva berrando e maltratando a maga, afinal, elas não se davam nada bem e o temperamento da líder já era explosivo com quem simpatizava.
A maga assentiu com um olhar quase inexpressivo, a não ser por uma sombra de inquietação que ele soube identificar. Como se quisesse passar alguma calma para a garota, depositou um beijo em sua testa, mas não obteve quase nenhum resultado. Ela sempre se mostrava imune às aproximações dele. Contrariado, seguiu para suas atividades vespertinas e Arme para as suas.
Quem os visse a partir do momento em que ambos surgiam de um lugar deserto trocando tais palavras e se despedindo com um beijo na testa certamente imaginaria haver algo a mais entre eles.
Lire os vira e assim pensou.
Para ela já eram reconhecidos seus sentimentos por Ryan, que nunca pareceu percebê-los. Sentimentos que agora inflavam em seu peito, fazendo-a sufocar em angústia. Se não chorava naquele momento, não era por falta de vontade, e sim por orgulho. A garota de longos cabelos loiros seguiu sem rumo por entre algumas árvores, subindo no galho de uma próxima às instalações e apoiando a cabeça, que pesava, em seu tronco.
Ficou ali refletindo durante um tempo que não contou e nem saberia dizer. Para ela, a fala de Ryan fazia algum sentido, afinal, um romance entre os integrantes da Grand Chase poderia desestabilizar o grupo em parte. O que achava que havia entre Ryan e Arme podia não existir, mas ela sequer pensara nessa possibilidade. Era ciúmes que ela sentia, um ciúmes que conseguiu arrancar dela algumas poucas e sôfregas lágrimas.
A tarde já acabava quando ela desceu da árvore. Seu rosto dava sinais de que havia chorado, apesar de tê-lo feito minimamente. Ao ver-se com os pés na grama, sentiu que entrava no campo de visão de alguém. Olhou ao seu redor e pode distinguir a figura de Lass quando se viram. Lire tentou desviar o olhar e suavizar os sinais de choro esfregando os olhos com as mãos, mas o rapaz já os havia notado.
Ele se aproximou com seu jeito discreto e inexpressivo, depositando uma de suas mãos no ombro da loira.
- O que aconteceu, Lire? – o rapaz apresentava uma preocupação velada. Ela apenas sustentou o olhar do amigo com uma feição aflita. Lire queria muito contar, colocar pra fora o que sentia, mas sua fala teimava em sair.
- Não é nada, Lass, obrigada – disse ao perceber que não conseguiria se abrir com o amigo. Ela se afastou, quebrando o contato visual e se dirigindo à fogueira para o jantar.
- Não diga que não é nada, eu sei ver quando alguém está sofrendo – murmurou mais para si mesmo do que para Lire. Todo sofrimento que o domínio de Cazeaje trouxe consigo o ensinou a reconhecer tal sentimento nos olhos de qualquer outra pessoa, até nos das mais reservadas, como ele próprio.
Quase todos já se encontravam reunidos ao redor da fogueira, com exceção de Elesis, e os dois desaparecidos, obviamente. Ryan sentava-se ao lado de Arme que, assim como Lire, fitava o chão tristemente. A loira de vez em quando olhava do outro lado da roda para constatar que o elfo não tirava o olhar preocupado da maga, preocupação essa que ela interpretou de outra forma. Lass não sabia o que era, mas certamente algo incomodava Lire, e muito.
Depois de algum tempo, Ronan se irritou com a demora dos três e atacou a comida. Seus companheiros olharam-no assustados, mas, pouco a pouco, todos o seguiram. A quantidade de alimento estava pela metade quando Elesis surgiu atrás da roda de amigos com uma aura demoníaca, fazendo a maioria congelar e alguns se engasgarem. Arme sentiu um choque percorrer sua espinha e suas mãos começaram a suar.
- Foi Ronan que começou a jantar sem você aqui, ruiva – disse Lass, que continuava a comer uma coxa de frango assado, sério e inalterado.
- Eu cuido do Ronan depois – disse lançando a ele um olhar atravessado; o garoto ficou verde de medo e vermelho por ter interpretado aquilo com certa malícia – Agora eu tenho o dever de descobrir... – disse se aproximando da fogueira, fazendo surgirem sombras em seu rosto -... Se algum de vocês aqui sabe ou foi a causa do sumiço dos dois indivíduos que faltam.
Ela lançou um olhar panorâmico pela roda de amigos. Vendo que ninguém se manifestaria, prosseguiu:
- Eu posso ser muitas coisas, mas não sou burra ou desatenta – começou a andar ao redor dos companheiros – Amy e Jin desapareceram pouco antes do meio-dia, dei por falta deles durante o treino e verifiquei suas barracas agora a pouco. Eles nem haviam arrumado suas camas – todos a seguiam com os olhos, ela investigava cada rosto ali presente – Não me surpreende a ideia deles terem fugido para viver um romance clichê e inconsequente, mas já teriam voltado pra encher a barriga de graça e, como líder, me preocupo com todos, sem exceção. Algum de vocês tem algo a dizer ou alguma observação para contribuir com o caso? – ela fez outra pausa para encarar lentamente cada um ali presente.
- Eu acho que vi a Amy e a Arme dançando no vale de tarde – observou Ronan, fazendo Arme engolir em seco. Elesis virou-se para ela imediatamente.
Após uma pausa dramática:
- Arme, Arme, Arme... Então você sabe para onde os dois foram? – os olhos da ruiva estavam arregalados, sua pose de Sherlock Holmes teria feito Arme rir, não fosse o desespero vidrado em seus olhos.
- E-eu só ensaiei uns passos com ela, depois ela disse que ia... Para a barraca dela – Ryan a encarava, incentivando-a a agir normalmente e a lembrando de não revelar nada – Já o Jin... Não vi ele desde o café da manhã – mentiu ela.
A ruiva a encarava com os olhos estreitados e um sorrisinho. Logo depois, começou a rir:
- Uuuuh, hu, hu, hu, hu, huuuu... Fale a verdade, maga hiperativa... Huuuu, hu, hu, hu, hu, huh... Porque se não falar... – Ela esbugalhou os olhos, dando um passo à frente rapidamente e gritando, assustando Arme.
A garota de cabelos roxos saiu berrando e chorando.
- AAAAAAH, BUÁÁÁÁ! Para com isso, Elesis, sua demônia!! EU NÃO SEI AONDE ELES FORAM PARAR!
A líder ria e algumas lágrimas saiam pelos cantos de seus olhos. Os que sobraram na roda olhavam-na como se ela fosse a pessoa mais retardada do mundo. Ela se recompôs.
- Brincadeiras a parte... Precisamos encontrá-los urgentemente, pelo bem deles e pelo nosso bem. Quanto menos membros, menos apoio e menos força no combate. O grupo deve se manter unido e... – Ela fixou o olhar no chão, estreitando os olhos. Quando Ryan viu o que ela observava, seu coração disparou. A ruiva abaixou-se para pegar o frasco com o pó verde que Arme deixara cair. Uma faísca se acendeu em sua mente naquele momento, ‘o que será que é isso dentro do frasco?’. Ela o abriu cautelosamente e tentou sentir o cheiro da substancia, começando uma crise de espirros em seguida.
Ela jogou o frasco aberto na direção de uma das toras que os companheiros estavam usando como banco. Todos os três ali sentados (Lire, Lass e Sieghart) esquivaram prontamente. Quando o pó voou sobre a tora, ouviu-se o barulho característico de uma rajada de vento e ela desapareceu.
Elesis observava aquilo atônita para, depois, se tornar gradualmente tão vermelha quanto seus cabelos:
- ARMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!! – a líder passou a correr para onde estava a maga, que também saiu desembestada, tentando fugir. Atrás das duas vinha Ryan, que tentava alcançar e segurar Elesis. Ele conseguiu quando a ruiva estava para cometer o homicídio – ME SOLTA, SEU ELFO MALDITO!! VOCÊÊ!! FOI VOCÊ QUE DEU SUMIÇO NELES, NÃO FOI ARMEE?! – o guerreiro estava fazendo um grande esforço para segurar a ruiva. Depois de berrar mais ameaças e ofensas, ela se controlou o suficiente para abaixar o tom de voz – Pois fique você sabendo que sua penitência não vai ser só achar um jeito de trazê-los de volta...
- Mas Elesis, isso pode levar dias... O pó que eu coletei era pra estudo, e você praticamente jogou ele fora!
- Não quero saber o que era aquele pó, você que é a maga aqui e você que fez a merda, agora se vira! – seu rosto continuava uma carranca – E para cada dia sem a volta deles... Você terá um ‘pequeno’ castigo. Faço isso como incentivo – ‘e que incentivo!’ pensou Arme – agora me solte, Ryan, que quero interrogar ela sobre o que aconteceu... E, depois, jantar – ele não moveu um músculo – Eu não vou matá-la, sua porta, ela é a maga roxa aqui, ninguém além dela sabe lidar com esse tipo de magia, nem mesmo a Mari, porque suas especialidades são bem diferentes.
Assim, após o interrogatório, a maioria se dirigiu a suas barracas. Arme dormiu aflita com a situação em que se encontrava e com a situação que ela imaginava que se encontravam seus amigos, Amy e Jin.
Notas finais
Desculpem se ficou sem graça, mas infelizmente tinhamos que conectar a história da Amy e do Jin com a do restante da Grand Chase. o próximo capítulo... Acho que já ficou um pouco evidente o que vai acontecer, né? Hehehehe!
Esperamos que tenham gostado!! =)
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