Capítulo único - Bebê

1 Capítulo único - bebê


Notas iniciais
Bem peço desculpas por algum erro de português e espero que gostem da fanfic. Depois das festividades do final de ano retorno com os antigos projeto por enquanto um presente para vocês.

Obrigada pelo carinho.

Aldebaran subiu ao templo de Atena. Encontrou Saori e Shion conversando um pouco agitados e ao verem o cavaleiro explicaram o motivo dele está ali.

— Aldebaran, você se lembra de Rafael? – questionou o ariano mais velho.

— Sim, mestre Shion. – coçou o queixo. – Depois da batalha que ganhamos não o vi mais. – sorriu pensando em rever o amigo e ensiná-lo a jogar vídeo game. – Como ele está?

— Bem. – a deusa de manifestou. – Gabriel quer que você cuide dele.

— Sem problemas, eu e o Kamus podemos cuidar dele. – o brasileiro não entendeu as expressões tristes, talvez as feridas do anjos tenham sido graves e não queriam contar com medo. – Cuidaremos dele pelo tempo que acharem melhor.

— Uma vida? – questionou Shion.

—x-

Kamus estava na biblioteca organizando uns livros quando notou o amante na porta olhando o nada. Não era comum ver o taurino fitando o nada por muito tempo a não ser que as notícias que recebeu seja forte. Se aproximou do companheiro e o abraçou passando todo o carinho e confiança, ia esperar que ele começasse a falar mesmo que isso demorasse um tempo. O brasileiro ainda digeria o que ouviu e ao sentir o abraço do companheiro retribuiu da mesma forma começando o pequeno relato que teve na sala do grande mestre e soltou o verbo.

— Ele foi transformando em bebê, Kamy. – falou na lata. – Num bebê indefeso e os anjos não podem cuidar dele.

— E o que iram fazer?

— Pediram para nós cuidarmos dele, eu quero, mas se você não quiser...

— Vai ser meio difícil. – colocou a mão no queixo e fitou os livros. – Cuidar de criança pequena é complicado. – andou pela biblioteca seguindo pelo outro. – Mas se eu cuidei de duas crianças acho que um bebê não deve ser tão complicado.

Curioso viu o aquariano entrar num corredor e notou que ali nunca tinha entrado. Notou uns livros infantis e algumas pastas com os nomes de Hyoga e Issak. O francês parou em uma prateleira e pegou um livro dando ao marido.

— Comece a ler esse e eu vou procurar algo sobre higiene pessoal.

— Como entender seu filho de zero a cinco anos de A a Z. – leio a capa do livro e coçou o cabelo. – Não me diga que aprendeu a cuidar dos seus pupilos assim...

— Um pouco. – pegou mais dois livros. – A maioria me deu uma base e o resto foi na pratica mesmo. Como às vezes que os meninos tiveram febre e não tinha um posto médico ai tive que me virar. Pelo menos aqui não ter urso para morde ninguém.

Uma risada alta e cristalina foi ouvida. O ruivo levantou uma das sobrancelhas e colocou mais alguns livros nas mãos do amante.

— Kamy. – respirou fundo parando de ri. – Você é um gênio. – equilibro os livros em um braço e com o outro puxou o amante para um beijo profundo. – Já falei que te amo hoje?

— Ainda não. – se recuperou do beijo o ruivo e deu um sorriso bobo ao se lembrar de como o taurino é intenso no que faz. – Mudando de assunto. – viu o outro o olhar cheio de amor. – Que dia o Rafael vem?

— Amanhã à noite.

— Bem vamos ter que comprar umas coisas na cidade. – pegou outro livro. – Será que vão se incomodar se eu fizer uma reformar?

— Em que está pensando ruivão?

— Aquela sala que íamos fazer uma sala de jogos vai receber as coisas do quarto de hospede de cima. – caminhou para a saída seguido do amante. – Estou pensando em arejar o antigo quarto de hospede e colocar algumas coisas para receber o bebê. Quero ele do nosso lado se algo acontecer em um minuto vamos socorre-lo.

— Você pensa em tudo.

— Não está nos meus planos um filho. – viu o olhar de espanto do taurino. – Mas se é para ter um filho que seja com você e não um pai solteiro.

— Eu te amo ruivão.

— Eu sei. – sorriu. – Eu sei meu tourão.

— A noite o tourão quer um presente do ruivão. – falou malicioso. – Será que eu ganho?

— Isso depende de como meu tourão ira se sair nas comprar de hoje.

—x-

Na noite seguinte...

Nervoso? Kamus via o marido andar de um lado pro outro no salão do último templo e nem um sinal de Gabriel. Saori sorriu para o casal e tinha certeza que a escolha foi bem feita. Em pouco tempo, escutaram um par de asas e dos céus desceu Gabriel com vestes brancas e um cesto onde havia o pequeno Rafael.

O casal se aproximou e assim que viram o pequeno bebê se apaixonaram. Gabriel viu o zelo que Kamus pegou o pequeno o envolvendo uma manta mais quente e o olhar de pai super protetor que Aldebaran fez ao ver o menino espirrando.

— Espero que não se arrependam. – falou após um tempo Gabriel analisando os humanos.

— Não deve ser difícil cuidar de um bebê.

— Aldebaran, Rafael ainda é meio anjo e sim ele dará muitas alegrias a vocês, mas também grandes problemas. – viu as mãozinhas se mexendo. – Rafael sempre amou os humanos e sempre desejou um dia ser um dele. E creio que vocês dois possam dar essa humanidade que ele desejou agora.

— Você falou em problemas. – repetiu as palavras do anjo, o francês. – Que tipo de problemas?

— Tipo asa... – coçou o queixo. – talvez umas explosões aqui e acolá e outras coisas... – fez de conta de olhava algo no pulso tipo um relógio imaginário. – Bem está na minha hora e até.

Saiu voando o anjo sobre os olhares dos humanos que não entenderam nada. Mas Gabriel não sabia como explicar o que estava por vim no dia a dia do pequeno anjinho.

—x-

Alguns meses depois...

O dia estava lindo. O sol na Grécia estava convidativo para ir à praia. O brasileiro colocou a sunga da seleção do seu país e depois uma camada generosa de protetor solar tudo sendo olhado pelos olhos negros de Rafael que estava com um ano e poucos meses.

— Piu. – apontou para o patinho de borracha que Issak deu na última visita ao seu mestre. – Calma Rafa. – passou na perna e limpou as mãos. – Pronto aqui o piu. – deu o pato.

— Amor estou pronto. Só esperando vocês descerem.

— Estamos indo. – pegou o protetor solar e a bolsa do filho. – Kamy colocou protetor solar, amor?

— Sim.

— Estamos descendo.

—x-

Praia.

A cara de Rafael ao ver as ondas do mar indo e vindo nos seus pequenos pés era comovente. Kamus tinha relutado de levar o pequeno no mar até completar um ano de vida. Porém aquele esforço valeu a pena. Ver como o mar era grande e bonito.

— Vem Rafa. – pegou o menino nos braços. – Hora de hidratar.

— Dá. Da.

— Depois. Vamos tomar agua.

— Dá. Da.

Se aproximaram da tenda onde o ruivo que pegou um saquinho com suco e deu pro pequeno. Rafael não conseguiu tomar nada na mamadeira só bebia leite ou tomava os líquidos em saquinhos como se fosse sorvete (tipo seria sacolé ou Dudu ou picolé no saquinho não sei como se chama ai na terra de você, mas aqui é Dudu ou sacolé) nem chupeta o menino chupava.

— Deba esse é seu. – deu um saquinho de chocolate para o marido. – Rafa toma tudo o suco de beterraba. – o menino parou olhou o pai e apontou para o saquinho.

— Toto. – voltou a chupa o saquinho.

— Depois tem banana. – pegou um pote e colocou no colo.

— Nanana. – apontou para o aquariano. – nanana papa. Nanana.

— Depois de terminar o suco.

— Engraçado. – falou o taurino. – Rafa é o único menino que não gosta de laranja, mas ama as frutas incomuns e as verduras odiadas pelas crianças.

— Eu não tenho culpa se o nosso Rafinha gosta de frutas e verduras exóticas.

Aldebaran via a dedicação que Kamus tinha com a alimentação do filho deles. Como fazia de tudo para que o pequeno comesse comidas saudáveis e dos países dos seus pais. Rafael aprenderia a comer comida francesa e brasileira além da grega. Apesar de que ninguém ia se esforçar tanto porque Rafael tinha gosto por comida e por riscar.

Se não fosse a ideia genial do aquariano de optar por uma pintura que fosse fácil de remover riscos até hoje ninguém entenderia como numa hora o quarto estava todo riscado para depois tudo ter saído com uma esponja e agua. Mas antes muitas fotos da arte do pequeno afinal o planejamento do quarto do filho deles foi feito para que Rafael explorasse todo o seu potencial.

— Nanana. – mostrou o saquinho vazio.

— Aqui. – colocou o pote no colo do filho.

— Gugu. – mostrou as mãos sujas.

— Aqui. – deu uma toalha com o desenho de um gundan que Hyoga deu de presente.

— Gugu?

— Sim limpe as mãos com a toalha.

Limpou as mãos do seu jeito e depois começou a comer os pedaços de bananas com as mãos. Sempre olhando em volta para não perder nada. Depois de descansar do lanche os três entraram na agua. Rafael nunca se divertiu tanto com o mar. Viu os peixes, os animais.

— Bixo. – apontou para um caranguejo que entrou na toca. – bixo.

— Caranguejo. – falou Kamus,

—...

— Caranguejo. – falou de novo e viu o outro apontar para o animal na toca. – Sim é um caranguejo com calma você aprende o nome dele Rafa.

— Dada?

—x-

A noite.

O dia foi agitado, mas o casal tinha certeza que depois de um ano fizeram o certo em aceitar serem os pais do pequeno anjo. Vendo o dormir feliz pelo dia cheio e depois indo dormir juntos ambos tinham certeza. Rafael um dia irá ser um grande humano.

—x-

Fim?

Só mais um pouco...

Capítulo extra

Meu nome é Rafael dos Anjos Pereira Blanche. Hoje estou aqui em frente ao tumulo dos meus pais humano, cavaleiros e companheiros de batalha. Muitos fatos aconteceram durante a minha vinda a terra para ser criado como humano e filho dos meus amados pais cavaleiros de ouro. Eu descobri no meu primeiro beijo com um rapaz que gostava de meninas. Fiquei meio constrangido em contar isso aos meus pais. Mas ouviu uma risada de Aldebaran e um levantar de sobrancelha do Kamus. Parecia que ambos estavam preparados para tudo até para minha opção sexual.

Conheci o amor ao lado de Angélica que me deu dois meninos gêmeos a qual batizamos como Aldebaran e Kamus como os meus pais. Vi os dois indo ter o descanso eterno no mesmo dia com uma diferença de dois minutos entre os dois. Morreram de velhice e dos sintomas das guerras. Posso falar que morreram felizes e realizados por me verem feliz e com os meus filhos.

Hoje estou aqui pedindo mais uma vez proteção. Retomo o meu olhar para o santuário a qual uma nova deusa guia os novos cavaleiros de uma nova era. Mas no caso eu lembrei do meu passado e mais uma vez brando a minha espada e coloco o meu encouraçado (tipo de armadura igual ao dos cavaleiros) para liderar a linha de frente.

Sinto um vento frio com um cheiro de grama fresca. Sei que os dois estarão mais uma vez ao meu lado para a batalha. Retorno ao coliseu e vejo homens, mulheres e mestiços (Rafael não foi o único que desceu a terra e teve filhos) esperando as ordens. Meu olhar pousa sobre os olhos castanhos da minha esposa Angélica que cuidaria dos feridos afinal ela é humana.

Depois em meio àquela multidão vejo os meus filhos vestido as armaduras dos tios deles. Afinal eles são gêmeos do signo de gêmeos. Vejo também as armaduras dos meus pais em outros corpos. Uma mulher alta e de pele negra usava a de touro e outra mulher baixinha de pele tão branca quanto a neve vestia a de aquário.

Alguns filhos dos meus tios de coração, alguns filhos de sangue, alguns filhos do céu, alguns filhos distantes de outras terra estavam ali para a batalha final. Entraram no território inimigo e acabaram com o mal. O cosmo poderoso da deusa de apenas vinte anos emana confortando os corações e passando paz.

Era para ser dito algo, mas foi rápido. Entramos em batalha junto com as almas dos antigos guerreiros. Sabe eu queria registrar algo nesses talvez últimos momentos.

Meu nome é Rafael dos Anjos Pereira Blanche, filho de Aldebaran Pereira de touro e Kamus Blanche de aquário, um anjo que virou humano e soube porquê e para quem lutar, eu luto por eles, o futuro. Eu luto pela única vida que nós – incluindo eu – temos.

Sinto o sangue esvaziar, a dor, o frio, aquilo era realmente a morte, os meus filhos me olhando, eu nos meus plenos 60 anos deixo minha história marcada na terra depois de viver por milênios. Fecho os olhos e vejo eles. Então é assim que se é ser humano. Sou guiado ao paraíso.

—x-

Segundo os registos do santuário da deusa Atena Rafael dos Anjos Pereira Blanche nasceu na Grécia e morreu em batalha. Não foi colocado dia do nascimento e nem da morte nos registro um pedido da esposa que cuidava dos arquivos e dos filhos. A lapide foi colocado ao lado dos pais que viveram mais do que ele com a mesma denominação nome e função.

Aldebaran de touro

Kamus de aquário.

Rafael dos anjos.

Fim.

Notas finais
Bem se você leu até o final e gostou, eu agradeço por ter lido e gostado mesmo sem ter comentado. Aqui terminar a saga de Rafael que soube por um período de sua vida o que é ser humano o que só vivemos uma vez na vida.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!