Capitão América - Um Sonho de Liberdade
11 Epílogo
Alguns dias se passam. O confronto contra os Apátridas fora cessado. Sam Wilson se encontra discursando em rede nacional. O mundo agora podia conhecer um novo Capitão América, o qual não responderia diretamente a algum governo, mas buscaria defender todo aquele que precisasse ser defendido. Em seu discurso, Sam explica que sua luta contra os Apátridas não os colocava no patamar de terroristas. Assim como diversos refugiados ao redor do mundo, os Apátridas lutavam por seus direitos, porém com métodos mais violentos e inconsequentes. Sam não teme em expor seus ideais durante seu discurso. Ele deixa explícito que os Apátridas não passavam de vítimas de uma sociedade e de um sistema político que não os enxergava como iguais. Sam também reconhece os feitos violentos dos Apátridas e os repudia, mas compreende que a dor daquelas pessoas era um problema muito mais urgente naquela situação. O descaso dos governos mundiais para com os mais necessitados deveria ser a principal pauta de lideranças políticas naquele momento. Era necessário compreender que pessoas em situação de vulnerabilidade estavam sendo usadas para o benefício da ganância humana. O testemunho de vida de Isaiah Bradley lhe vem em mente. De maneira literal, um Ser Humano teve sua liberdade roubada de si. Um simples pedido de desculpas não bastava para remediar aquele ato de violência. Sam anuncia que as discussões sobre a lei Ato de Remendo estavam cessadas. A humanidade precisava se unir em prol do bem comum.
Nisso, podemos ver que algumas coisas aconteceram nesse meio tempo. Bucky havia seguido um dos conselhos de Sam e estava buscando por auxílio psicológico, tendo como finalidade sua reintegração na sociedade. Já não era mais necessário que ele passasse noites em claro remoendo seus atos do passado. Havia chegado a hora de reaprender a viver a vida de maneira adequada. Dennis recebe o auxílio de Misty, que não se esquecera de sua promessa. Junto de suas novas habilidades, ele encontra um novo propósito de vida ao iniciar um treinamento para, futuramente, exercer uma carreira na polícia de Nova York. Além disso, a nova dupla parece se conectar naturalmente com o passar dos dias. Após uma árdua jornada, Sharon recebe a anistia do Governo Americano. Porém, enquanto saía do Capitólio, Sharon entra em contato com alguns de seus agentes infiltrados. Ela indica que a Mercadora do Poder estava agora infiltrada em uma das maiores potências governamentais, e afirma que seus negócios estavam prestes a serem alavancados. Sua próxima missão teria início nos dias que se seguiriam. Por fim, Sam leva Isaiah e seu neto Elijah até o Instituto Smithsonian, local onde agora a história de Isaiah seria imortalizada em uma exposição. A violência praticada contra Isaiah era agora exposta ao mundo. Entretanto, a celebração de sua vida e os feitos incríveis que havia realizado eram o que mais arrecadavam os olhares atentos de todos que passavam no local. Isaiah Bradley era o nome de um homem que passara por grande dificuldades em sua vida, mas que agora também era lembrado pela história como um herói de sua nação. É seguro afirmar que sua coragem e determinação lhe concediam o título de Capitão América.
Chegando próximo ao final de seu discurso, Sam direciona suas palavras à população de seu país. Ele constata que muitas pessoas não irão reconhecê-lo como o Capitão América, aproveitando para propagar seu ódio com frases como “Esse não é o MEU Capitão!”. Além disso, Sam tem ciência de que a opinião pública irá tentar usar a cor de sua pele e o fato dele não ser aprimorado para tentar diminuir seus feitos através de sua nova alcunha. Mesmo assim, o escudo carregado pelo Capitão América continuaria a representar todo indivíduo que estivesse oprimido e necessitasse de liberdade. Toda e qualquer injúria dirigida à pessoa de Sam Wilson se tornaria mais combustível para que o Capitão América permanecesse a lutar pelo Sonho de Liberdade da população mundial. Ao fim do discurso, Sam eleva seu escudo e é ovacionado por todos que estavam no local, incluindo sua família e seus companheiros de missão.
De volta a Louisiana, Sam reúne seus amigos e sua família para um almoço na casa de sua irmã. Ele aproveita a presença de vários aprimorados no local (Bucky, Dennis e Misty) para pedir seu auxílio no conserto do barco de sua família. Enquanto Bucky e Dennis analisam o barco, Misty aproveita o momento a sós com Sam e agradece por ele tê-la auxiliado na batalha dentro do prédio do CRG, além de ter prestado seu apoio a ela em relação ao seu medo de altura. Sam acolhe as palavras de Misty com gratidão e afirma que ela fora uma ótima companhia durante o voo. Os dois se aproximam. A mão de Sam acaricia o rosto de Misty, que acaba por corar. Seus olhos se encontram, quase como se pudessem transmitir a totalidade do sentimento em seu íntimo. Bucky e Dennis infelizmente atrapalham o momento de carinho, deixando-os envergonhados. Enquanto Bucky tenta remendar a situação, indicando à Dennis que alguém os havia chamado do lado de fora do barco, Misty conclui que seria melhor que todos voltassem para junto do grande grupo. Seu olhar para Sam indica que aquele momento seria retomado no futuro. Sam sai do barco estampando um grande sorriso em seu rosto. Nos arredores da casa de Sarah estão Joaquín Torres, Isaiah e Elijah Bradley os filhos de Sarah e também Sharon Carter, à qual observa a pessoa de Isaiah Bradley. Em uma breve conversa, Sharon o questiona sobre como ele estava se sentindo agora que sua voz havia sido ouvida. Isaiah reconhece que ninguém poderia mudar seu passado, mas agora sentia-se mais aliviado por ter sido ouvido com atenção e respeito. Ele agradece a bravura de Sam em assumir o Legado de Steve, mesmo com tantas críticas que ainda estavam por vir. Isaiah afirma com eloquência que aquele era o SEU Capitão América. Novamente, Sam abre um grande sorriso em seu rosto. Ele consegue sentir que seu dever estava cumprido. Sharon também expressa um sorriso, porém um sorriso breve, quase superficial. Seu disfarce deveria permanecer intacto. Nesse momento, o celular de Sharon vibra. Na tela, uma simples mensagem “Está feito”. O efeito da mensagem em Sharon é imediato. O sorriso no canto de sua boca agora sim era verdadeiro. Durante o almoço, enquanto todos compartilhavam uma alegre refeição em uma mesa ao ar livre, os sobrinhos de Sam chegam correndo e interrompem o momento de confraternização. Eles levam Sam e seus aliados para dentro de casa e apontam para a televisão, que informava a morte dos Apátridas envolvidos no confronto com o Conselho de Repatriação Global enquanto eram realocados para a Balsa. Todos ficam horrorizados, exceto por Sharon, à qual retoma o sorriso no canto de seu rosto. No mesmo momento, Misty e Dennis são chamados para auxiliar na investigação do caso e se despedem de todos que estavam no local. Antes que Misty adentre em sua aeronave, Sam chama por seu nome e a surpreende com um caloroso beijo. Aquela bela mulher, à qual havia se apresentado a ele de maneira misteriosa, agora conquistara seu coração completamente. Enquanto caminha na direção da aeronave, Misty indica que não havia se esquecido da promessa que fizera a Sam. Eles ainda teriam um encontro normal num futuro próximo. A lembrança daquela promessa arranca um alegre sorriso em Sam, o qual acompanha a partida da aeronave junto com os outros. Indo em direção a Cidade de Nova York, Dennis e Misty compartilham algumas informações que a equipe investigativa já havia conseguido sobre o caso, no que são surpreendidos por um barulho que vinha do lado de fora da aeronave. Era como se algo estivesse batendo de leve no vidro da cabine de pilotagem. Dennis fica confuso com a situação, porém Misty concentra seu olhar pelos céus e consegue reconhecer a presença de Sam e Joaquín, que os seguiam do lado de fora, usando seus trajes de combate. Ao fazer contato com a aeronave, Sam os informa que o Capitão América e o Falcão estavam prontos para aquela missão.
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