Canção do Infinito
3 Nebulosa
Às vezes acho que tenho um problema
Coisas do dia a dia
Coisas tão normais
Me parecem forçadas, tão artificiais
É como não estar aqui
Como ver tudo de longe
Ser envolvida pela névoa
E lentamente sumir
Às vezes raiva explosiva
Às vezes apatia
Às vezes completa falta de sentimentos
Um vazio de escuridão fria
Não sei mais o que fazer
Estou fora do meu lugar
Sempre sozinha, subestimada
Às vezes quero dormir e nunca mais acordar
Qual é o sentido dessa vida?
Será que as coisas um dia melhoram?
Seria mais fácil desistir de tudo?
Eu me pergunto...
Tento me distrair
Invento coisas que façam o tempo passar
Mas lá no fundo a verdade grita
E nada pode calar
O sono deveria ser refúgio, guarida
Mas mesmo aí minha mente me persegue
Pesadelos, noites inquietas
Jamais me permitem a paz merecida
Me tornei mestra da máscara
Da ironia e dos sorrisos forçados
Ninguém percebe
Talvez seja por que não se importem o bastante para me olhar através do escudo
Sou uma sombra
Que vaga pelos baixios da história
Seguindo o eco do riso distante
Daqueles dias de glória
Caminho sozinha por essa história sem fim
Esperando que um dia essa prova acabe
Um sinal indicará a direção
E estarei em casa, enfim
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