Canção da Sereia

50 Sereias - Parte 1


Notas iniciais
Bem, sobre o capítulo passado... Será que Megan está certa? Não sei... na verdade sem sim. Mas eu não vou contar XD Galera time Willian sofrendo agora, aposto... mas, ainda há luz no fim do túnel... ou não... TAM TAM TAM XD Boa leitura!

Nora

– Não estou possuído! — Lancey esbraveja.

– Não estou possuído! — Willian repete.

– Ele está mentindo. — Lancey volta a encarar Willian com ódio. — Ele envenenou aquelas mulheres... as manipulou para matar as sereias. Ele queria as almas delas. É um assassino. Só quer poder.

Esse não era Lancey. Não o meu bom amigo que sempre foi gentil e esteve ao meu lado. Esse homem a nossa frente estava possesso, com ódio e querendo matar William.

Ou talvez, esse seja quem ele é, e eu apenas não o conheço direito...

Willian se mantém a minha frente, encarando Lancey.

– Vamos nos acalmar... — Mason tenta de novo. — Podemos chegar a um consenso.

– Ele quer matá-la. — Willian finalmente diz.

– Você que entregá-la a Isaac. — Lancey acusa.

– Não é entregar, ele precisa dela, então vai quebrar o feitiço da Helena. Como acha que vamos tirá-las daqui? Aquela cobra nunca vai deixá-la sair.

– O que acha que as impede de sair? Helena? Não é ela que tem arrastado mulheres para o fundo do mar!

– Ele só quer sair!

Muita informação. Me afasto deles.

– E a criatura? — Pergunto já longe de Willian. Os dois me olham e começam a falar ao mesmo tempo. — Cala a boca, Lancey! — Grito pro meu amigo que se cala.

– Foi a primeira sereia que ele conseguiu fazer.

Sereia? Eu o olho incrédula.

– Aquilo é um zumbi! Igualzinho de filmes! — Esbravejo.

– Ela morreu durante a transformação. Elas nunca aguentam. — Elas?– Mas... — Ele me olha incomodado, baixa a cabeça. – Os espíritos não precisam de coisas vivas para controlar. Apenas Isaac.

Oh caramba!

– Estou sendo caçada por uma zumbi sereia possuída? — Pergunto a espera de um riso e um “brincadeira” no final. Mas isso não acontece. — Willian... você disse elas... O que houve com todas as mulheres desaparecidas...?

O olhar sentido que ele me dá só confirma que eu não sairei desse lugar.

– Isaac tentou transformar algumas... outras foram pegas por Helena.

O que isso? Uma corrida? Quem chega primeiro fica com o prêmio?

– E você quer eu... vá até esse Isaac? — Pergunto a ele. Estou realmente triste. Não sei porque me desaponta tanto que ele seja quem quer me ver pelas costas. Bem talvez eu saiba. Pensei que ele gostasse de mim.

– Ele não vai fazer mal a você, Nora. Ele só precisa do seu corpo. Pense nisso como um empréstimo!

Ok... agora sim. Isso é mais do que qualquer pessoa sã pode aguentar.

– Puta que pariu! — Perco a paciência. — Empreste o seu corpo então, porra!

– Você não tem escolha! — Ele me diz e é o suficiente. Eu perco completamente o controle e parto pra cima dele, ao mesmo tempo que Lancey decide calá-lo.

A confusão se inicia. Mason tenta segurar Willian que parte para cima de Lancey. Gideon e Kall tentam segurar meu amigo, enquanto Megan tenta, sem sucesso, me parar. Até consigo alcançar os cabelos de Willian no processo.

Então eu paro. Congelo ao ouvir o miado familiar e ao mesmo tempo me lembro para onde seguir esse som me levou antes.

Lancey também para de lutar, ele se afasta de Willian, me pega pela mão e me tira do cômodo.

– Você não vai mais se aproximar desse cara, entendeu? — Ele me diz irritado.

Está escuro, mas nossos olhos estão acostumados. Posso ver um pouco do rosto dele.

Os miados de Sardinha continuam, vamos até a cozinha, onde é a porta. Ela não está trancada como deveria. Os miados vem de fora. A luz da lua que vem lá de fora, ilumina o ambiente. Lancey aperta minha mão.

Provavelmente a porta está aberta porque George e Steve saíram... certo?

– Hey! — A voz de Megan nos assusta e quase subo em Lancey.

– Você está bem? — Ela me pergunta, me puxando para junto dela e olhando para Lancey dos pés a cabeça. — Ele está...

– Possuído? — Ele acaba a pergunta dela. — Não. Mas o seu amigo estava parecendo. Se eu não tivesse tanta certeza de que é impossível Isaac fazer isso, eu teria matado ele.

– E por que não faz isso agora? — Willian aparece, com os outros ao seu redor pedindo pra ele parar.

Um barulho de unhas arranhando madeira nos faz parar. De novo. E de novo. Lancey se aproxima da porta aberta e vai para fora. Ele volta e nega com a cabeça, mas é puxado para trás com violência. Megan grita. Não penso duas vezes, vou pra fora, atrás de Lancey.

Está escuro, mas é possível ver a forma que vem a frente. A criatura de antes, sem um braço e com a perna quase pendurada. Ela anda em minha direção, junto com outras coisas semelhantes. Algumas andam, outras se arrastam. Pânico me enche e mal posso me mexer. Mas eu tenho. Olho em volta, atrás de Lancey. Mas não o vejo. Não o encontro.

– Merda! — Alguém grita de de trás de mim e uma luz ilumina a frente, onde as coisas estão vindo. Me sinto em um filme de terror, onde criaturas se arrastam para fora do túmulo. Algumas com carne podre, outras já no osso e elas vem todas em nossa direção. Em minha direção. Caminho para frente, mais perto delas, olhando a nossa volta. Cadê o Lancey?

Estou com tanto medo... mas ele nunca me deixaria para trás. Preciso encontrá-lo.

– NORA, ENTRA! — É a voz de Willian. — NORA!

– LANCEY! — Eu grito.

Não consigo vê-lo. Merda, merda. Eu não vou entrar sem ele.

– LANCEY! — Grito de novo, já em lágrimas.

Willian está xingando atrás de mim e ouço tiros, mas não olho para trás. Tudo que penso agora é no meu amigo que nunca me deixou sozinha.

– LAN... — Começo a chamar mas sou impedida por braços fortes que me pegam pela cintura, me levantando e me arrastando para dentro. — NÃO, ME SOLTA! LANCEY!

Tento me soltar de todo jeito. Me debato e arranho.

– Tô aqui, calma! — A voz do meu amigo responde em algum lugar.

Quando estamos dentro da casa, a porta é fechada e os caras começam a colocar tábuas nela para segurar. Tem lanternas acessas agora e uma delas ilumina quem me pegou lá fora. Lancey! Eu o abraço tão apertado que sinto até dor em meus dedos. Mas que se foda.

– Tá tudo bem... — Ele me afasta e tenta me estudar com a pouca luz. Eu vejo seu rosto sujo de algo escuro. Toco a mancha e é quente. É sangue.

– Você tá ferido...

– Vou sobreviver, Nora.

Ele encosta sua testa na minha e por um instante, só há nós dois nesse lugar. Sua respiração rápida vai ficando calma.

– Não saia de perto de mim, ok? — Ele pede.

– O mesmo vale pra você! — Digo a ele que sorri. Então nossa bolha estoura. As coisas estão do lado de fora, batendo nas paredes, tentando entrar. Sinto algo esfregar em minha perna e solto um gritinho. Lancey me olha preocupado e então se volta ao chão. Ele abaixa e ergue Sardinha. Me sinto aliviada por ele não ter ficado lá fora.

Pego meu gato de Lancey e o aperto. Ele está assustado, tadinho.

– Me dê uma arma, inferno! — É a voz de George. Olho para trás e o vejo discutir com Mason. Steve está perto dele. Agora se tornaram inseparáveis. Mas... se eles não saíram... por que a porta estava aberta?

Notas finais
Ui, alguém virou macho! E ai galera, preparados para a primeira morte do elenco principal? TAM TAM TAM (o_O) Ups, deixei escapar um spoiler... ai ai ai (@_@) Quem vocês acham que mandei para o brejo? TAM TAM TAM (O_o) Bj bjs