Canção Para O Amor
1 Capítulo Único
“Depois de tanto tempo como amigos, hoje eu vou me confessar!”. Acordei com essa ideia em minha cabeça, mas já no café da manhã estava quase desistindo.
Desci para comer algo na cafeteria do hotel, e ele acenou para mim de uma mesa perto dos doces. “Só podia estar lá mesmo.” — Ei Sekihan, isso é bolo de chocolate? – Perguntei, vendo que, pela cara, parecia estar muito bom. Ele sorriu para mim, como se dissesse que “sim”. Porém, havia pedaços do bolo em seus dentes, e eu acabei desabando em rir. Alguns dos outros hospedes olharam de cara feia para mim e dei o meu melhor para me controlar. Peguei um pedaço do tal bolo de chocolate e sentei em frente ao meu amigo. Mas, ele olhou sério para meu rosto. — O que foi? O homem virou o rosto para a cadeira vazia do seu lado e depois voltou a olhar para mim, fazendo um bico com os lábios. Levantei-me, empurrei o bolo para o outro lado da mesa e fui sentar ao lado de Sekihan. — Piko, o que andou fazendo ontem à noite? Está com umas olheiras horríveis. Corei com sua pergunta. Não poderia lhe dizer que passei a noite toda pensando em como faria para me declarar para ele. — Apenas... Treinando. É, estava treinando. — É? Eu não ouvi nada lá do quarto. Mas enfim, acredito em você. – E ele me deu um beijo na bochecha – Você fica muito fofo corado. — Imbecil! – Me virei para o lado oposto de Sekihan, e continuei comendo meu bolo. — Enfim, — Ele continuou falando, não dando atenção ao fato que estava falando com minhas costas — queria saber se você não quer ficar lá no meu quarto hoje. Podemos jogar algo, cantar no karaokê... Sei lá. Tava pensando em “tirar uma folga” por hoje. O que você acha? Não precisei pensar duas vezes. Sem me virar para o garoto, respondi: — Seria legal... Ele se levantou, e sorriu para mim. Na verdade, acho que sorriu. Afinal, eu não estava vendo de qualquer maneira. — Então vou indo lá. Quando terminar de comer, vem. Estarei te esperando. E ele foi embora da cafeteria cantarolando alguma coisa incompreensível. Terminei de comer lentamente. Mesmo estando ansioso pelo que poderia acontecer hoje, meu medo estava me afetando nessa mesma intensidade, por fim anulando minha vontade de estar perto do Sekihan, ficando envergonhado ao seu lado. Enfim, me levantei e deu um breve suspiro. Antes de ir para seu quarto, fui primeiro ao meu. Ainda precisava escovar os dentes, afinal. Ao chegar a meu aposento, decidi não só escovar os dentes, mas também tomar novamente um banho. Mesmo tendo já me lavado após acordar, ainda estava com o rosto sonolento e precisava enrolar mais um pouco. O que eu não esperava era ouvir a porta do quarto se abrindo e uma voz conhecida que entrava cantarolando “Mr. Wonder”. — O que você faz aqui, Seki? – Gritei de dentro do banheiro. — Você estava demorando, achei que poderia ter acontecido algo... Mas, pelo jeito, você só fez ‘pipi’ na calça – Ouvi sua risada, entretanto decidi não retrucar. Porém fui surpreendido pela porta do banheiro se abrindo. — Piko... – Sekihan entrou sussurrando, e abriu o Box – Bu! – Uma tentativa inútil de me assustar. Inconscientemente eu gritei seu nome e joguei água no mesmo, fazendo-o voltar para perto da porta do banheiro. – Seu feio! Você deixa tudo aberto e depois eu que pareço o vilão! – Ele falou, tampou a tampa do vaso sanitário e sentou em cima dela. – Ei Piko, você ainda tem o “Nina”? Ele estava falando sobre meu perfume francês. — Está no primeiro armário... O que tem um espelho... — Oh, ok, já achei – Senti o cheiro do perfume se espalhando. — Seki, não exagere! – E ele colocou sua cabeça pra dentro do Box, novamente. — Desculpe-me! – E eu joguei, mais uma vez, água nele, fazendo-o voltar para o quarto, gritando de lá – Tem uma roupa para me emprestar, Piko? — Eu não vou te emprestar nada! — Então irei me deitar em sua cama... — Não, não irá! Não ouvi mais nada depois disso. “Aposto que ele está dormindo, molhando todo meu colchão.” Terminei o banho, me enxuguei e sai do Box. Mas minhas roupas não estavam lá. — SE-KI-HAN! – Gritei furioso – Onde estão minhas roupas? — Estou usando... Sai do banheiro enrolando a toalha na cintura, enquanto Sekihan ria na minha cama com as minhas roupas! Peguei outras vestimentas e fui em direção ao banheiro, novamente. — Piko, você é lindo. – Ele disse, me fazendo corar e olhei para ele – Por que essa vergonha toda de mim? Não tem porque se preocupar de eu ter um corpinho de modelo, pode se trocar aqui. Sorri para ele e sussurrei um “imbecil”. Acho que ele escutou. Enfim, retornei ao banheiro e me troquei lá mesmo. Voltando para o quarto, meu querido que estava sentado na cama me olhou de cima a baixo. — Você é realmente o mais belo de todos, mas... — Mas? — Ainda preferia sem roupa! – E ele começou a rir, e eu, já nervoso o suficiente, fui até ele e tentei lhe dar uma bofetada. Porém ele segurou em meu pulso. Segurou forte, mas foi cedendo um pouco depois de uns segundos. Colocou sua mão direita ao lado de minha cintura e com a mão esquerda, que estava no pulso, segurou minha mão e deu uma lambida em meu dedo indicador. Sem reação, fui guiado pela mão que estava em minha cintura até ele, sentando em seu colo, com o rosto um pouco acima do dele. –... Mas eu gostaria que você fosse apenas meu.
Sem me controlar, levei meu rosto mais perto ao dele, juntando nossos lábios. Ele soltou minha mão, passando agora a sua em minha cintura. E eu, ainda beijando-o, passei meus braços em volta de seu pescoço. Não demorou muito para o beijo se tornar mais intenso, deixando nossas línguas se tocarem e brincarem a vontade. As mãos de Sekihan tocavam minhas costas, por dentro da camiseta e ele a tirou. O mesmo começou a dar mordidas de leve em minha orelha, até que eu tomei coragem e falei: — Seki... – Ele olhou para mim, me fazendo ficar mais vermelho ainda, se isso era possível – Eu... Eu te amo... — Eu também te amo, Piko. – E ele me deu um selinho. — Mas ainda não estou pronto... Pra isso... Não assim... Ele deu uma risada e me abraçou forte. — Está tudo bem, iremos ter muito tempo pra fazer qualquer coisa. Se for isso que você quer, posso até esperar a vida toda. Estando ao seu lado, nada mais importa. – Comecei a chorar, abraçando-o fortemente também – Piko, você está chorando? – Ele me perguntou, passando suas mãos pelo meu cabelo – Meu bobo. — Sim, sou um bobo e todo seu, meu imbecil.
Notas finais
Espero que tenha gostado e... É isso. Obrigada por ler! :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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