Cantos de primvera
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Mais 2 dias de viagem até o próximo reino. Estava cansado de tudo aquilo.
Mas não desejava voltar para as Ilhas do Sul. Longe disto.
Agora mais do que nunca desejava nunca mais pisar em sua terra natal. Mas depois de mais dois reinos ele teria que voltar, para sua infelicidade.
E chegava agora no reino de Vermonter onde lá também era recebido por um rei, já bem idoso, sem mulher e sem filhos.
O jantar foi estranho.
O velho rei dava em cima de Dagmar sem a menor vergonha na cara até ela ficar insultada com tal atitude assim como Lars e Charlotte.
Ele também ficaria muito aborrecido ao ver aquele velho nojento tentando assediar a sua irmã mais velha. A vontade que tinha era de jogar o prato de comida na cara daquele homem asqueroso.
Eles não ficaram nem 24 horas naquele reino devido às atitudes de seu rei.
Logo estavam no navio novamente.
Ali passava maior parte de seu tempo desenhando ou jogando cartas com as irmãs.
Durante a noite ele tentava escrever para Elsa; mas o que poderia dizer ?
Que sentia a falta dela, de Arendelle, mas fora isso não tinha o que escrever. Ao menos nada que ele achasse digno de nota.
Acabou por dormir naquela escrivaninha da sala de leitura do navio, mas acordara em sua cama do quarto da embarcação, não tinha ideia fora parar ali, provavelmente Lars o trouxe.
Passava se dois dias e ele novamente saltava do navio para mais algum reino do qual no fundo não se interessava nem um pouco.
Dessa vez era uma jovem rainha que tinha um filho cerca de 7 anos mais velho que Hans, e um ano mais velho que Dagmar e Charlotte.
A companhia dele era agradável, principalmente a Charlotte que estava visivelmente interessada no rapaz.
E aparentemente ele a correspondia.
Naquele lindo dia de sol ameno ele sentava sob uma árvore não tão grande que havia próxima de um grande lago, lago esse que Charlotte estava com o príncipe em cima de um barquinho com ele remando e ela o pintando.
Ver aquela cena fazia ele pensar na Princesa de Arendelle. Precisava escrever para ela.
Voltando para o palácio daquele reino ele olhava para a boneca que Elsa lhe dera e então sentou à escrivaninha daquele quarto reservado a ele e começa a escrever.
Fora breve a convivência com a família novamente. Elsa a cada dia que passava ficava mais forte, seu gelo era inconstante. Sentia ele movendo se dentro de si.
Como uma doença que a devorava de dentro para fora.
Não passava se nem duas semanas e ela voltava a solidão de seu quarto frio.
Anna novamente voltará a bater em sua porta, mas ela não respondia.
Os seus pais pediam para ela sair, mas nunca eram obedecidos.
— Não sentir… -
Dizia ela. Mas a verdade é que ela sentia, sentia muito medo.
— Elsa… chegou uma carta para você. -
O rei batia na porta do quarto de sua filha na esperança que ela ao menos abrisse para receber a carta.
— Por favor, passe por debaixo da porta. -
Fora tudo que ele ouviu. E assim o fez.
Ao pegar a carta seu coração disparava. Ali tinha o selo das Ilhas do sul. E o nome do remetente era somente um.
Hans Westergaard.
Antes mesmo que pudesse fazer qualquer coisa Elsa sentia o envelope começar a congelar em suas mãos.
Assustada ela deu um pequeno grito e jogou a carta longe. Não poderia ler, não agora.
Ela então pegava uma caixa do qual havia em seu quarto e ali guardava a carta.
Abrindo uma tábua solta do assoalho em baixo de sua cama, ela guardava a carta, assim como algumas outras coisas que ela tinha apreço mas ao mesmo tempo medo de perder. E assim fazia com cada carta que recebia dele. Mas na verdade, nunca abrirá ou muito menos responderá nenhuma delas.
Não queria se envolver com ele, pelo próprio bem do príncipe.
O que poderia acontecer se ele voltasse e acabasse o machucando com seu gelo assim como fez com sua irmã ?
Como ele reagiria ao descobrir seus poderes ?
Provavelmente medo. Assim como ela.
E a cada carta guardada por ela sem nunca ter sido aberta, sentia a distância aumentar, tanto quanto sua solidão.
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