Cantos Esquecidos
3 Cântico a Micéia
Notas iniciais
Meu nome é minha herança
Sou filho do grande Ruivo e da Rainha de pura bonança
Herdeiro do Inverno e da Primavera
Aquele que matara a poderosa e temível Quimera
E libertara o povo de toda a sua ganância
Sou Micéia, sou o vento que no alto sempre sopra
Sou o fogo que ilumina tua tocha
Sou o portador da Imortalidade
Aquele de pura bondade
Que em nome de Lis a paz trouxera
Doravante não tardarei em lutar
De batalha em batalha, travar, ganhar
Derrotando e expurgando todo o mal
Seja com espada ou punhal
Enxotando o desafiante que assim ousar
Os Campos Dourados jurei proteger
E toda e qualquer luta hei de vencer
Pois o sangue de meus pais em mim trago
E aqui em Borgo, ante as águas do lago
Darei minha vida se precisar perecer
As sete cabeças da besta cortei
E todas elas ao túmulo de meus pais levei
Prostrando-as como sinal das minhas conquistas
Oferecendo ao rei e rainha, figuras tão quistas
Das quais eternas canções para sempre entoarei
À filha da Primavera e do Inverno
Ao herdeiro dos homens, guerreiro eterno
A Lis e ao Ruivo, para sempre meus senhores
À princesa Sophia que cessa todas as dores
Por eles e com eles enfrentarei qualquer mistério
Montado em Fattinia seguirei a cavalgar
Guardando os Campos Dourados sem hesitar
E como havia prometido, jamais deixarei
De vencer as batalhas que ainda terei
E as riquezas de minhas vitórias compartilhar
Naveguei por astutos mares
Dobrei a chuva, quebrei seus males
Derrotei a serpente, decapitei o gigante
Venci com apenas uma mão a besta errante
Tudo isso apenas para que a paz habite a todos os lares
Meu nome é minha herança
Sou filho do grande Ruivo e da Rainha de pura bonança
Sou o fogo, a neve, o ar
Ninguém nunca poderá me parar
E jamais deixarei de dar ao meu povo esperança
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