Cantarella.
25 The last Broflovski
Notas iniciais
Ike POV.
''When you try your best, but you don't succeed
When you get what you want, but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse''
(Creeper: se alguém descobrir que música é essa, ganha um doce u-u)
Largo meu violão na cama e começo a chorar. Isso já está virando rotina. Não consigo aceitar a morte do meu irmão. Eu ainda acordo achando que ele está aqui.
Ah, nem me apresentei. Sou Ike Broflovski, mais conhecido como o ''Canadense estranho da casa dos Broflovski'' Tenho 13 anos e bem... Não sou muito feliz.
Desde que Kyle morreu eu estou meio depressivo. A única coisa que me deixa bem.. É cantar.
Bem e duplamente mais deprimido.
Meus pais brigam todo dia, desde chingamentos até se agredirem. Nem preciso dizer que é minha mãe que ganha na agressão. Eu simplesmente não aguento mais.
Eu vou fugir, pro mais longe que conseguir. Estou cansada dessa miserável vida, que vêm me pegando desde os 10 anos.
Quando completei onze anos meu pai começou a cheirar urina de gato de novo. Minha mãe começou a se prostituir e Kyle nunca tinha tempo pra mim. Eu sempre fui meio... Solitário.
E agora... Morar nas ruas deve ser a mesma coisa que morar aqui.
Acho que se eu falar pro Gerald (nem chamo ele de pai, mais) que vou embora, ele vai falar ''vai com Deus'' ლ(ಠ益ಠლ)
Drogado desgraçado.
Vou arrumar minhas coisas, e partir o quanto antes.
Adeus lar. Ou o que quer que você seja.
- IIKEEEE! VAI NO MERCADO PRO SEU PAI PORQUE ELE É UM PREGUIÇOSO DESGRAÇADO QUE TEM PREGUIÇA DE FAZER COMPRAS!
Ou não, talvez depois do mercado.
- Ah, tudo bem... — Desci e peguei a lista de compras.
- Isso também é pra você tirar seu cú magro daquele quarto, vai viver moleque!
Viver? Eu vivo muito mais trancado no meu quarto do que você dando pra qualquer um por aí.
Vadia desgraçada.
- Tá... — Corri que nem um desgovernado pro mercado, até que esbarro em alguém.
Esse alguém caiu em cima de mim.
- Olha por onde anda, moleque!
- Ah me desculpe e... E... — Fiquei paralisado. Até que percebo em quem em esbarrei. Era uma garota. Ela era... Linda demais. Perfeita, em outro sentido.
Ela tinha cabelos negros presos em um rapo de cavalo de lado. Sua franja cobria metade do seu rosto, mas parece que não era proposital, pois ela a tirou logo depois. Aí eu pude reparar bem em seus olhos. vermelhos como rubi. (Creeper: aposto que já adivinharam quem é e.e)
- Me desculpe por isso. Eu estava com muita pressa.
- Ah, sem problemas. Só porque você pediu com gentileza. — Ela sorriu. É o sorriso mais lindo e perfeito do mundo. — Prazer, sou Daniela.
- Ike. Por que estava correndo?
- E isso é da sua conta?
- Ahn... Não. Me desculpe. — Fiquei cabisbaixo.
- Calma, estava só brincando. — O sorriso de novo. Mas logo ele se desfez. — Eu estou fugindo.
- De quem?
- Ela... — Ela começou a tremer. Como eu queria a confortar nesse momento... Bah, você acabou de conhecer ela Ike. — K-Karen... Ela... Não me deixa em paz... — Ela caiu de joelhos no chão, tremendo e chorando. — M-Me ajude...
- Claro que vou te ajudar... — Levantei ela e e lhe lance um sorriso. — Mas vamos no supermercado antes. Sem perguntas.
Fomos no mercado, conversando a todo minuto. Daniela é muito legal! Só que pelo visto, ela gosta de me zoar. Me chama de coisas como ''Shota''. O que diabos é isso?
- Shota, agora podemos ir na sua casa? Você disse que ia na minha casa.
- Ahn, c-claro. Está bem. — Terminei de pagar as compras e fui em silêncio até a minha casa. Ela falava algo que não conseguia ouvir, estava prestando atenção se tinha comprado tudo certo.
- SHOTA!
- AH PELAMOR DE JEOVÁ! — Quase dei um pulo de susto. — Que susto caralho!
- Só queria saber se você estava ouvindo. — Ela cruzou os braços. — E pelo visto... não estava.
- A-Ah, me desculpe! Minhas sinceras desculpas por isso...
- Ah Shota, você é muito fofinho! — Ela apertou minhas bochechas. Ai. — Vamos, essa deve ser sua casa.
Talvez seja porque eu esteja abrindo a porta, ou o fato da frase ''Ike arrasa'' que eu escrevi aos oito anos. Não sei.
- Ike, quem é essa? Já arranjou uma vadia seu garanhão? — Meu pai estava bêbado. Corei violentamente.
- G-GERALD! Ela é a Daniela... Minha amiga.
- Ah você é muito frouxo Ike, vai ter filhos.
- Gerald! E-Eu tenho treze anos!
- E não me chame pelo nome! Eu sou seu pai filho da mãe!
- NUNCA FOI, SEU PUTO! — Segurei a mão de Daniela e a puxei pro meu quarto.
- Nossa. Família feliz essa.
- M-Me desculpe...
- Sem problemas. — Ela pegou meu violão e começou a tocar. O som era maravilhoso. — Sabe cantar? Eu só sei tocar, minha voz é um cú. — Ela deu uma risada.
- Um pouco...
- E eu também só sei tocar um pouco... — Ela disse, ironizando. — Anda, canta.
Um sorriso se formou em meu rosto. Daniela é perfeita.
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