Canta Per Me

1 Canta Per Me - Capítulo único.


Notas iniciais
Eita, faz tanto tempo que eu não escrevo que nem sei mais como é isso -q

Mas enfim, eu estava escutando a música "Canta Per Me", da Nadia Carolina, e meio que fiquei inspirada em escrever algo "sensual e erótico" desses dois. Não ficou muito do jeito que eu queria, mas para quem estava a tempos sem escrever eu até que gostei e resolvi postar. Espero que gostem e boa leitura! :D

Canta Per Me — Capítulo único.

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Como aquelas mãos humanas eram capazes de deixá-lo tão submerso aos prazeres do corpo, com tamanha facilidade, ainda lhe era um mistério. Para Thanatos, tudo deveria ser um simples joguete. Detestava aquele homem, isto era um fato. A prepotência, a arrogância por se achar no direito de desafiar um deus – e encostar suas mãos imundas em seu rosto, no calor da batalha! – era demais para a sua paciência. Mas... Admitia que toda aquela ousadia chamava a sua atenção. Não era à toa que o escolheu para uma simples diversão, para sanar uma simples curiosidade que há tempos o intrigava... A sensação da carne, mortalmente falando.

Quer dizer... os humanos faziam loucuras devido á libido e aos prazeres da carne, certo? E não entendia... Não havia como entender. Era uma deidade, jamais abriu espaço na sua mente para aquela curiosidade. Até agora...

Seduzir aquele homem foi fácil, em meio à provocações e desafios. Mas jamais Thanatos imaginou que o resultado seria aquele... Uma entrega tão louca, tão potente, ardente... Seu corpo parecia ter sucumbido ao ápice da mortalidade quando entregue àquelas mãos que o puxava com indelicadeza, apertando-lhe a cintura por cima da roupa, que instantes depois já não estava mais cobrindo seu corpo pálido. Manigold o despia com uma facilidade que o assustava, mas não mais do que a entrega total de seu corpo desde o primeiro toque. Os beijos eram armas fatais, que deixavam o deus totalmente entregue aos braços do humano audacioso, enquanto correspondia com ardor, sentindo o sabor da língua quente enroscada na sua própria. Beijos e mais beijos molhados e intensos que seguiam com uma urgência visceral...

Era apenas uma curiosidade. Queria apenas sentir aquela sensação, uma única vez, e depois voltar à sua vida divina como sempre o fez. Mas por que estava ali novamente? Por que insistia em procurar aquele cavalheiro? Uma, duas, três vezes... Já não sabia mais em qual dose estava, apenas sabia que seu corpo o desejava mais do que qualquer outra coisa. Um desejo que o irritava por se ver tão dependente, tão viciado à um simples mortal.

Thanatos segurou o rosto másculo do homem que o dominava, puxando-o para mais um ósculo ousado, que foi prontamente correspondido. Evitava conversa, evitava qualquer contato verbal. Manigold nunca perdia a chance de provoca-lo. E, droga, aquelas provocações mexiam mais com o seu corpo do que com o seu próprio orgulho divino!

O canceriano parou o beijo com uma mordida em seu lábio inferior, descendo a boca sedenta até o pescoço; as mãos explorando a nudez do corpo divino, não apenas no aspecto de ele ser o próprio deus da morte em pessoa, mas no quesito de beleza... Que homem belo! O que ele tinha de arrogância, ele tinha de perfeição. As mãos não se faziam de rogadas, apertando e apalpando tudo o que alcançavam, enquanto o inclinava com seu próprio corpo contra a cama daquela casa vazia, em meio à um campo deserto... Um local que agora pertencia apenas aos dois. Aos joguetes do orgulho, aos prazeres do corpo e aos sentimentos da alma.

— Você prefere vir aqui à ficar naquele Palácio tedioso. – Aquilo não foi uma pergunta. Manigold sorriu ao constatar, mesmo sabendo que irritaria o amante.

— Cale a boca. – Thanatos ordenou com seu tom de voz altivo. Mesmo sob o outro, ainda mantinha a faceta divina. – Você está vestido demais. – Reclamou, terminando de tirar a blusa que Manigold usava e passando as mãos pelas costas largas do outro, até chegar na calça, indo para a frente da mesma e começando a abri-la.

Manigold alargou o sorriso ao perceber a urgência que aquelas mãos tinham de seu corpo. Jamais pensou que teria aquele homem, ou melhor, aquele deus como seu amante; o melhor dos amantes, aliás. Após a trégua e o acordo de paz entre os deuses, encontrar Thanatos em meio aos seus treinos, destes que fazia questão de praticar distante do santuário, foi o melhor de todos os acontecimentos. Algumas provocações, palavras soltas, toques ousados (vindos de sua parte, é claro) ... Teve o melhor dos resultados. Teve Thanatos em seus braços.

Ajudou o outro a ficar igualmente despido, e mais uma vez os lábios se encontraram. Agora, com os corpos se tocando sem mais nenhum empecilho, o calor tomou conta do ambiente, do desejo, deixando evidente todo o erotismo que ali era compartilhado.

A língua quente do italiano trilhava o corpo pálido sob o seu, apertava as pernas torneadas enquanto redescobria todo o caminho que começava a aprender com total devoção. Após sugar com uma vontade imensa ambos os mamilos rosados, arrancando gemidos que beiravam a dualidade da entrega e do orgulho do divino abaixo de si, o caminho foi ficando mais ousado, erótico, chegando sem pudor algum no membro desperto, provando-o com toda a sede que havia no seu âmago. Sentia sede dele, de Thanatos, e demonstrava isto conforme o sugava e lambia com devassidão.

Ao arquear as costas, as mãos do deus da morte apertaram com força o cabelo curto de Manigold, deixando escapar alguns gemidos. Maldito corpo traiçoeiro! Tinha que ser tão evidente assim a necessidade e o desejo que sentia por aquele homem audacioso?! A língua do canceriano parecia não ter limites, ao parar o que fazia, descendo um pouco mais e se colocando no cerco apertado de seu corpo, enquanto deixava suas duas pernas sobre seus ombros. Quando foi que ele o colocou tão exposto assim?!

— A-aahhh...! – Thanatos não conseguia controlar a respiração, muito menos os gemidos que escapavam de seus lábios finos. A língua dele estava... ali. Tirando a sua sanidade, puxando-o para o deleite carnal. Maldito humano!

Mais uma vez Manigold sorriu. Thanatos não fazia ideia de como os gemidos eróticos que saia de seus lábios o deixava excitado. Satisfeito. Poderia gozar só em vê-lo assim, com os cabelos negros espalhados pela cama, o rosto pálido sempre tão altivo agora avermelhado, os lábios e os olhos entreabertos... Era puro deleite aquela visão! Como o deus da morte era capaz de mostrar tamanho paraíso ao estar tão excitado?

Thanatos o fitou, fixamente agora, ao sentir o outro o tocar ali, com o membro em riste. Mais uma vez estava submerso aos prazeres carnais; a dor inicial não era nada, o prazer era uma esfera muito mais dominante naqueles momentos. O abraçou com as pernas, sem pensar, sentindo-o fundo, completamente dentro de si. E sem muito esperarem, os movimentos começaram, os corpo ligados, conectados não apenas fisicamente, mas emaranhados naquela linha de prazer que surgia naqueles momentos. As mãos dominantes do canceriano o puxava mais, cada vez mais, uma nova investida, uma nova invasão, um novo ritmo, cada vez mais rápido, mais forte, mais esbraseante...

Era o mais puro desejo lascivo que percorria seu corpo, o fazendo agarrar com mais urgência o corpo alheio, segurando firme os cabelos curtos de brilho azulado, descendo para os ombros fortes, as costas largas, a bunda firme, apertando-o com vontade, sentindo-o mais fundo e firme dentro de si. Os olhos de Manigold o observava com o mais palpável desejo, e Thanatos gostava daquilo, de se sentir desejado por aquele humano, ao ponto de vê-lo perder o controle junto de si, vê-lo gemer seu nome, sussurrar impropérios com os lábios encostados nos seus, os olhos se revirar de prazer... Aquele erotismo o fazia se sentir vivo. O levava ao ápice de uma maneira inimaginável.

Então era assim que os humanos se sentiam? Sua dúvida sempre foi esta... E por mais que as sensações falassem por si só, Thanatos jamais chegaria à uma conclusão. Ou, talvez, não queria a conclusão. Queria apenas aquele prazer. Os lábios de Manigold que o beijava lentamente após o prazer de ambos, as mãos firmes e calejadas que tirava-lhe a franja da testa suada e acariciava a imagem de estrela que havia ali... O sussurro após o ato que dizia como era bom tê-lo ali.

E a resposta nunca vinha. Thanatos deitou, cansado, deixando o outro tocar-lhe os cabelos e o rosto ao deitar ao seu lado. Fechou os olhos, querendo se concentrar unicamente na sensação mundana que percorria seu corpo... O orgasmo recente de ambos que ainda fazia seu peito retumbar. Não havia respostas. Só havia sensações.

Fechou os olhos e esperou... Até sentir o outro ao seu lado dormir. Como todas as vezes, Thanatos saia no meio da noite após se vestir. Saia sem resposta alguma, sem conseguir sanar sua curiosidade. Ou talvez já a tivesse compreendido, afinal, era obvio que aquele tipo de sensação era o que procurava. Todavia, por mais que quisesse aquilo, não entendia por que o queria tanto.

O que era apenas um jogo entre uma divindade e um humano, tornou-se um vício prazeroso e eloquente. Mas Thanatos deixava que fosse apenas isto, apenas um vício. E era por isso que sempre saia no meio da madrugada, após o momento tão cálido e viciante...

Porque era como uma canção que ele gostava de apreciar. E que ele jamais admitira que, àquela canção, era sempre tocada em seus pensamentos. Por mais que ele deixasse transparecer que era apenas uma diversão de um deus entediado...

...Aquela música jamais pararia de tocar em seus pensamentos...

Notas finais
Eu amo demais ManiThana, que shippzão da porra, aaaaaaaaaa

Obrigada quem leu até aqui! s2

Beijos e queijos,
Pale Moon.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!