Notas iniciais
Comentem!

Sally acordou com o sol nos seus olhos. Ela virou para o outro lado, enterrando a cabeça no travesseiro.

– Vamos sua dorminhoca. Tenho uma surpresa para você.

Era Paul. Tinha casado com ele fazia 4 anos.

– Que surpresa? — ela perguntou, enquanto ele tirava a coberta de cima dela.

– Você não sabe que dia é hoje, Sally?

Ela se virou para ele, curiosa.

– Não. Que dia é hoje?

Ele não respondeu. Apenas sorriu, lhe deu um beijo e saiu do quarto. Ela respirou fundo. Mas o que eles estão aprontando dessa vez?Ela riu com a ideia. Como ela adorava sua família. Percy, Paul e Tyson.

Foi ai que ela se lembrou dele. Não a levem a mal, mas quem é que não esquece o seu verdadeiro amor?

Ela deixou a lembrança de lado e foi tomar um banho.

–-x--

– Será que ela vai gostar? — Paul estava sentado na cadeira da varanda, olhando a incrível moto que estava à sua frente.

– Claro. — Percy falou — Conheço minha mãe como conheço o mar.

E lá vinha ela. Descendo as escadas, de cabeça baixa. Quando ela chegou tomou um choque.

– FELIZ ANIVERSÁRIO!

– Co-como vo-vocês...

Ela se interrompeu. Sua boca estava em um perfeito O.

– Gostou da surpresa, mãe?

Ela olhou para eles como se fossem de outro mundo.

– Se eu gostei? — ela balançou a cabeça — EU AMEI!

Puf. Ela desmaiou. Se não fosse por Paul, ela teria caído no chão.

– Ah, eu imaginei isso. — Percy falou, carregando-a nos braços para a cadeira.

–-x--

Depois de alguns minutos...

– Ai. — Sally colocou a mão na cabeça — Eu tive um sonho ótimo. Sonhei que vocês havia me dado uma moto de presente.

Paul se sentou ao seu lado, com a chave na mão. Ele colocou o objeto metálico na sua mão.

– Não foi um sonho, Sally.

Ela correu para onde estava a moto, montou e a ligou. Que som!Ela acelerou. Ficou contornando a casa de praia com a moto empinada.

– MINHA MÃE É DEMAIS! — Percy gritou, enquanto Sally empinava a moto com a roda da frente.

– Como ela consegue fazer isso?

Paul não sabia que ela dirigia motos.

Sally ficou em pé na moto e levantou um braço para cima. Ela viu de longe um penhasco. Então teve uma ideia. Mudou a direção e a marcha e foi para a estrada.

– Aonde você está indo? — Percy gritou.

– PARA O PENHASCO!

Todos se olharam apavorados. Sim. Sally ia pular o penhasco com uma moto. Mas isso era muito fácil para ela. Poseidon havia ensinado, com qualquer veículo, andar de baixo d'água. Ela se lembrou da primeira vez que o viu fazendo isso. Ela havia gritado: SEU LOUCO! E realmente era loucura. Mas depois, Sally gostou e Poseidon fez questão de lhe ensinar. Foi fácil. Ele estava protegendo ela o tempo todo. Mas fazia tanto tempo. Será que ela ia conseguir?

Quando chegou lá, saiu de cima da moto e foi até a beira. Deuses, como era alto. Mais alto do ela costumava saltar antigamente. O mar batia forte contra as rochas. Ela voltou para a moto e respirou fundo. Foi mais um pouco para trás e acelerou. Ela estava a 160 km/h.

Sally quase não sentiu quando saiu do chão.SANTO POSEIDON!Seu pensamento foi tão alto e forte que até as águas se acalmaram um pouco.

Ela girou a moto 4 vezes antes de cair na água. Lá da casa da praia. Paul gritou seu nome, desesperado.

Mas antes dela afundar totalmente, acelerou até seu limite. Quando percebeu, Sally estava dirigindo em cima da água como se não fosse água. Como se fosse um estrada reta.

Paul e os outros suspiraram de alivio.

Quando Sally chegou a praia, viu caras de preocupação e também pálidas. E ela entendeu o porque. Seu braço estava com um grande corte e fundo. Mas a água lhe curou rapidamente. Percy olhou para ela como se dissesse: Não fui eu. E Tyson também estava. Ai ela percebeu. Foi Poseidon que fez isso.

Quando ela estava na água sentiu um força muito familiar protegendo-a. Era a mesma força que a protegia quando estava treinando os saltos na água. Sempre ele a protegeu.

– Obrigada pelo presente. Eu gostei muito mesmo. Agora vamos. Vocês vão perder a hora.

–-x--

Depois do café da manhã, eles foram para a escola. Sally pegou seu notebook e sentou no sofá da varanda. Pensou em escrever um pouco, mas estava sem inspiração. Colocou o notebook de lado e ficou olhando para a sua moto. Ela parecia tão familiar.

Sim. Ela era a mesma moto que Poseidon havia dado para ela também de presente de aniversário. Foi com ela que começou a praticar o esporte.

Ela ficou olhando mais um pouco quando ficou com uma sensação de alguém estar observando ela. Ela olhou ao redor mas não tinha ninguém.

Se levantou, montou na moto e a levou para a garagem. Depois que saiu de lá, sentiu de novo a sensação de estar sendo observada. Mas como? Não tinha ninguém lá.

Entrou em casa de novo e levou um susto.

– Sally. Precisa se esconder. Você está correndo muito perigo.

Era Poseidon. Ele estava de calças jeans e uma camisa azul marinho. Estava também com seu tridente na mão.

– Poseidon. — ela não conseguia respirar direito.

– Sally. — ele se aproximou mais dela, e parou na sua frente. Dava para ver que ele estava preocupado com ela — Muitos monstros estão atrás de você.

– Mas porque? É por causa do...

– Não. Não é por causa do Percy. Eu também não sei. Nicole não quer contar para mim e...

– Nicole? — ela franziu a testa — Mas ela não morrido?

– Pois sé. Ela voltou. — ele suspirou, e fitou seus olhos — Ela disse que você tem um poder diferente.

Ela riu.

– Eu sou uma mortal. Não tenho poderes.

– Foi o que ela disse — ele deu de ombros — pra mim.

Ela olhou nos olhos dele. Aqueles lindos olhos verdes-mar estavam agora cheios de preocupação.

– Obrigada pela moto.

Ele fingiu estar confuso.

– Do que você está falando?

Ela rolou os olhos.

– De nada. — ele falou dando um sorriso.

– Você sabe que não pode esconder nada de mim, que depois eu sempre vou saber.

Ele suspirou e concordou com a cabeça. Ele ficou com uma cara de bravo que assustou ela. Ele a puxou pela cintura e a abraçou. Ela não o empurrou, mas o puxou mais forte.

– Eu senti sua falta. — ela disse depois de um empo.

Ele se afastou um pouco e acariciou seu rosto, dando um sorriso.

– Eu também, minha doce Sally.

Notas finais
Comentem pessoal.