Can't remember to forget you
5 Explicações e saltos
Notas iniciais
Paul comia seu macarrão com atum tranquilamente enquanto Sally comia nervosamente. Não sabia como explicar para ele. Ela respirou fundo e criou coragem.
– Paul. — ele levantou a cabeça e arqueou as sobrançelhas, talvez pensando que ia levar um carão por estar comendo rápido demais — Preciso lhe contar uma coisa.
– O que foi meu amor? — ele disse limpando sua boca com um guardanapo.
Ela ficou muda. Deu uma olhada rápida no relógio. Uma hora da tarde. Faltava uma hora para ela ir ao Olimpo.
– Fale, você está me deixando preocupado.
– Eu vou para o Olimpo. — ela disse e ele ficou confuso — Vem. Vou lhe contar tudo.
Ele ajudou ela a guardar a louça. Se sentou no sofá, e ficou olhando para ela esperando que ela falasse alguma coisa.
– Caos, o criador do universo, antes de morrer ele queria entregar seu poder a um dos filhos que mais merecesse. Só que nenhum deles merecia seu poder. Todos estavam em guerra. Até mesmo seus irmãos, os outros titãs primordiais. E, bom, ele resolveu entregar o seu poder para um mortal.
– Mas porque?
– Ninguém sabe. Mas a decisão dele já estava tomada e ninguém discordou.
Ele ficou pensando um tempo.
– E quem é?
Sally não estava olhando para ele. Estava de cabeça baixa. Ela sabia que depois, sua vida mudaria para sempre. Ela também, queria protege-lo.
– Sally. — ele ficou pálido — Por acaso não é você, não?
Ela concordou com a cabeça, ainda olhando para o chão. Paul foi para trás afundando no sofá, sem acreditar.
– É por isso que vou para o Olimpo. Lá vou estar protegida de Gaia, que esta me caçando feito onça. Ei. — ela se sentou ao lado dele. — Eu não vou te abandonar. Vou estar sempre com você.
Ele virou-se para ela e se inclinou para beija-la. Foi um beijo doloroso e urgente. Ela não queria deixa-lo, mas era uma boa opção até porque, ela estava atraindo monstros demais.
– Eu vou visitar você. — ela olhou seu relógio de pulso. Faltava apenas vinte minutos para Poseidon chegar — Vamos. Você precisa trabalhar.
– Vai precisar de carona para ir para lá?
– Pra que carona se eu tenho minha moto? — ela sorriu.
Paul assentiu. Colocou seu tênis, e deu um beijo e um abraço demorado nela.
– Eu te amo. — ele disse por fim.
– Eu também.
Ele foi até o carro, mas antes de entrar nele gritou:
– Mande notícias!
– Sim, vou mandar!
E lá se foi seu marido. Sally teve um mau pressentimento de que nunca mais o veria. Sally foi até seu quarto e pegou o capacete, que era das cores da moto, vermelho e preto. Desceu as escadas e deu uma última olhada na sua casa. Como faria saudades.
– Sally?
Ela se virou e estava de cara com Poseidon.
– Oi.
– Você contou a ele?
Ela fez que sim com a cabeça. Ela olhou para ele. Estava com uma cara de culpado.
– Eu estou fazendo o certo. Não vou voltar atrás.
Ele assentiu e eles foram para a moto. Poseidon já ia pegar o lugar para dirigir.
– Ei, pescador. — ele olhou para ela — O que foi que eu disse?
Ele ficou pensando um pouco, e depois sorriu. Ela ligou a moto, e acelerou.
– Seria errado a gente demorar um pouco? — ela perguntou quando eles chegaram na estrada.
– Não. Porque?
– Se segura! — ela disse, acelerando a moto até chegar a 200 km/h. Poseidon entendeu seu recado e abraçou ela por trás.
Sim. Eles estavam indo para o penhasco. Poseidon controlou as águas para protegerem os dois. Mas ela parou na beirada.
– O que foi? — ele perguntou confuso.
– Como se pula com duas pessoas? — dando um sorriso de medo.
– É a mesma coisa, só que o carona também tem que dar um impulso.
Ela assentiu. Foi bastante para trás. Poseidon pediu que ela acelerasse até 190 km/h. Ligou o motor e acelerou até onde ele tinha pedido. Sentiu um arrepio na espinha de medo, mas Poseidon a abraçou mais forte. Respirou fundo. Quando sairão do chão, eles deram 8 voltas, que deixaram Sally tonta. Mas ela não perdeu o foco e acelerou até o limite. Mas aí ela sentiu seu ombro ardendo. Ela quase soltou a mão do acelerador, quando Poseidon a curou e disse que estava tudo bem. Tirou a mão dela e acelerou a moto. Quando chegaram na estrada, Sally disse:
– Ok. Pode me chamar de louca.
Ele começou a rir. Eles não trocaram de lugar, Poseidon que estava atrás dela estava dirigindo. Sally estava se apoiando nele, ofegante.
– Você não é louca, Sally. Nós dois somos loucos. — ela sorriu e concordou — E também foi uma boa ideia.
– É. Cortar o ombro foi uma boa ideia.
– Seu ombro já ta curado.
Ela nem tinha percebido. Mas sua blusa verde estava manchada um pouco de icor dourado.
– Você é mesmo imortal.
– Mas como? Me cortei diversas vezes e meu sangue sempre foi vermelho.
Ele suspirou.
– Pra você ver como até os imortais a névoa engana.
Eles chegaram na cidade, e Poseidon falou que era melhor ela dirigir.
– Porque?
– Porque tem uns policiais lá na frente que estão pedindo a carteira de motorista.
Ela arregalou os olhos. Não tinha carteira de motorista daquela moto. Mas ele lhe entregou o documento da moto e sua carteira.
– Ai, que susto. — ele começou a rir.
– Pensou que eu ia esquecer?
Ela suspirou de alivio. E realmente tinha mesmo alguns policiais. Tinha um que ela conhecia, que fora amigo de seu pai. George era um velhinho de 59 anos que ainda trabalhava.
– Oh, ola Sally!
– Oi, George. — disse ela dando um sorriso, e lhe entregando os documentos.
– Moto nova?
– Sim. Por isso não tem placa.
– Não se esqueça de que em vinte dias você precisa colocar a placa.
– Ok, muito obrigada.
Eles viraram a esquina, e já estavam no Empire State.
– Amigo do seu pai?
– É. — ela disse se lembrando que ele sabia ler seus pensamentos.
Poseidon pediu que ela colocasse no estacionamento. Quando eles entraram no elevador, Sally agarrou ele num abraço.
– Eu estou com medo.
– Com medo do que Sally?
– De eles não gostarem de mim e...
Ele começou a gargalhar.
– É o que eles mais querem é te conhecer. — ele se afastou um pouco e beijou sua testa.
Ela olhou para ele.
– Serio?
– Com certeza! — ela olhou para ele duvidosa — Eu juro! Olha mas cuidado com a Afrodite.
– Porque?
– Porque eu não sei sabe que você se afastou de Paul, e ela vai achar que vocês dois se separam e vai inventar um monte de coisas. Experiencia própria. Depois que eu me separei de Anfitrite ela tentou me arranjar outra. Eu não entendo ela.
Ela começou a rir. Depois a gargalhar.
– Não ria de mim! — ele disse quando o elevador abriu.
Mas Sally parou de rir porque ficou encantada com o Olimpo. A entrada, dos dois lados, estavam as estátuas dos deuses. Poseidon pegou ela pela mão e a levou para o Olimpo. No caminho, Poseidon ficou dando o nome dos lugares para ela e falou que isso tudo foi obra de Annabeth. Ele também mostrou a fonte que ela havia construido em sua homenagem.
O Olimpo era muito grande e suas colunas pareciam medir 3 metros. Na sala do trono todos os deuses estavam conversando e rindo. Mas estavam falando em grego.
Zeus foi o que percebeu sua presença.
– Bem-vinda a nossa casa, Sally Jackson, Herdeira de Caos.
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