Notas iniciais
Gente! E aquele ensaio? E os beijinhos no rosto? E o quase beijo? E Flanessa? hahaha Ah, neeeem! Eu só acho que Vanessinha tinha que se ligar que ela deu foi é muita sorte, ficar com a Flavinha e largar Clarina em paz. Meus amores, minhas últimas provas estão batendo na porta, então.. sejam pacientes. u.u Me desejem sorte para eu sobreviver mais um fim de período. Beijos.

Durante toda a viagem para casa, Clara ficou fazendo carinhos em Ivan e perguntando sobre como ele havia passado os últimos dias. Marina ouvia a conversa de mãe e filho encantada.

– Chegamos! – Helena desligou o carro, e todos desceram.

– Clara. – Marina pegou sua mão, puxando-a para um canto. – Eu vou pegar um táxi para Santa Tereza.

– Como assim? Não vai ficar? Helena disse que a família toda está aí. – Riu. – Família é exagerada. Só fiquei uns “diasinhos” fora.

– Sua família é maravilhosa. – Sorriu. – Mas acho melhor eu não ficar. Estão esperando você, não você e Marina. Não acha melhor você, sei lá, conversar com todos antes sobre isso? Sua mãe, por exemplo? Do que eu simplesmente chegar assim com você. Claro que eles sabem que você estava comigo, mas não é a mesma coisa que te ver comigo assim de repente. Acho melhor deixar para outra ocasião.

Clara acariciou sua mão, suspirando. – Tá bom.

Marina passou a mão em seu rosto, sorrindo. – Eu te amo.

Clara retribuiu o sorriso.

– Aproveita sua família, o filhão. Eu te ligo, tá bom?

Clara assentiu e Marina lentamente deslizou sua mão da dela, e lhe mandou um beijo.

– Ei, ei, ei, ei. Tá fugindo da nossa conversa?

Marina sorriu e se virou para Ivan. – Não estou não, mocinho. – Passou a mão em seu cabelo. Mas vai ficar para outro dia. Helena, muito obrigada por tudo. – A cumprimentou.

– Não vai ficar?

– Hoje ainda não.

Helena olhou para Clara.

– Eu te explico, irmã.

Marina entrou num táxi.

– Marina! Olha só! Quem é viva sempre aparece. – Vanessa a abraçou. – Que saudade de você.

– Nós morremos de saudade. – Flavinha chegou e a abraçou também.

– Ué, mas como assim, gente? Pensei que você ia chegar com malas, “Clarinha” – falou com o deboche de sempre – filho, ex-marido, sogra, cachorro.. E você chega aqui sozinha? Recebeu uma luz – Pôs o dedo em sua testa – no meio do caminho, foi isso?

– Ai, Vanessa. Não tem nem cinco minutos que eu cheguei, por favor. Já nem estou com saudades mais. – Falou passando por ela.

– Volta aqui. –A abraçou de novo. – Eu tô brincando. – Olhou para Flavinha. – Mas nós estávamos mesmo esperando pelo menos a Clara por aqui.

– Ela está com a família. Estavam todos lá esperando por ela.

– E você não ficou porque....?

– Acho melhor ela conversar com eles primeiro sobre tudo o que aconteceu do que eu já chegar chegando.

– Tem razão. – Flavinha disse, se aproximando das duas.

– Ai, mas vem cá que eu morri de saudades de vocês. – Marina puxou as duas para outro abraço. – Muito obrigada por cuidarem de tudo aqui.

– Claro, né? Se não é a gente aqui nesse estúdio...

Marina apertou a bochecha de Vanessa. – É, Vanessinha? Que sorte a minha de ter vocês, né? – Sorriu para Flávia. – Agora vou subir porque eu preciso de um banho naquela minha banheira maravilhosa. Beijos, meninas.

– Espera aí, não vai contar nada? O que aconteceu lá?

– E nossos presentes? – Vanessa completou, fazendo Marina rir.

– Em meia hora eu desço de novo com os presentes de vocês. Esperem aí.

Marina sentou em sua banheira, fechando os olhos e permitindo que seu corpo relaxasse. Sorriu, pensando em tudo que viveu com Clara em Londres. Estava muito feliz. Finalmente, tinha a mulher de sua vida. E Ivan, que era a pessoa mais importante para Clara, parecia não se importar. Com o resto elas conseguiriam lidar juntas.

Clara entrou no apartamento de Helena e abraçou um a um. O abraço em Chica foi mais demorado.

– Saudades, minha filha.

– Eu também, mãe.

Embora Chica estivesse feliz por ver a filha novamente, Clara sentiu que ela estava meio estranha. Ninguém perguntou por Marina, pelo menos não para Clara.

Conversaram bastante, comendo e bebendo. Clara entregou os presentes de cada um. E todos adoraram. Ivan mais ainda, experimentando as roupas e seus brinquedos novos.

Clara andava pelo cômodo olhando para todos e muito feliz por estar de volta.

– Mãe, posso falar com a senhora um minutinho?

– Claro, minha filha.

As duas se direcionaram para o quarto de Helena. Se sentaram na cama, e Chica pegou a mão de Clara entre as suas.

– E então, Clara?

– Mãe, eu acho que a senhora já deve saber de tudo sobre a minha viagem, né?

– Eu tenho uma boa idéia.

– Mãe, eu.. amo a Marina. Eu não podia deixar ela simplesmente ir embora. E eu, eu sinto muito não ter falado isso com a senhora antes da viagem, mas eu não sabia como. Eu não sabia nem se ia dar certo.

– E deu?

– Deu. – Não conseguiu conter o sorriso. – Ai, a Marina é.. ela é uma mulher maravilhosa, eu nem acredito em tudo que ela agüentou por minha causa. Ela é muito importante para mim. – Falou olhando nos olhos de Chica.

– É uma situação diferente, né, Clara? É estranho. Você.. você viveu uma vida inteira com o Cadu, com o seu marido, e de repente larga ele por causa de uma mulher? Assim? De uma hora para outra?

– Não foi de uma hora para outra. Nosso casamento já estava desgastado e a Marina – suspirou – A Marina entrou na minha vida desde a primeira vez em que a gente se viu. Eu tentei muito salvar meu casamento, mas não dá pra salvar uma relação que não tenha amor mais.

– Você não ama mais o Cadu?

– Não. Não como antes, não da mesma forma, não como eu amo a Marina.

– Então é amor?

– Claro que é amor, mãe. Eu não ia tomar um rumo completamente diferente na minha vida assim se não fosse sério.

– E o seu filho?

– Ele tem lidado bem com isso, até agora. Ele gosta da Marina, e sabe o quão ela é importante para mim.

– E por que ela não está aqui? Com vocês agora?

– Porque ela preferiu que eu conversasse com você primeiro.

Chica olhou para o lado suspirando. – Tá certo.

– Mãe, a senhora sabe o quanto é importante para mim.

– Claro que sei, minha filha. – Passou a mão em seu rosto.

– Eu a amo.

Chica olhou para suas mãos na cama. – Como eu disse, é uma situação inusitada..

– Eu não vou abrir mão da nossa história novamente. – Limpou uma lágrima.

– Nem eu te pediria isso. Acho que só me resta me adaptar, fazer o melhor que posso. Além do mais, ela é prima muito querida do Ricardo, já é praticamente da família.

Clara sorriu, deixando as lágrimas escaparem e abraçou a mãe.

– Seja paciente, meu amor. Mas eu vou dar o melhor de mim para me acostumar com essa sua nova relação. Se o Ivan, que é o mais importante nessa história, aceita, por que eu não?

– Obrigada, obrigada, obrigada. – Deu beijos no rosto de Chica.

– Eu te amo muito.

– Também te amo, minha filha.

– Mãe, e o Cadu? Sabe dele?

– Cadu está chateado, né, Clara? Não aceita essa idéia de Marina de jeito nenhum. Mas ele não fez nada não. E o Ivan parece que tem intermediado isso aí. – Riu.

– Tão esperto, o meu pequeno.

– Tem um filho de ouro!

– Olha os presentes, olha os presentes. – Marina desceu a escada animada.

– Oba. – Vanessa bateu palmas e elas foram ao seu encontro.

– Mas conta pra gente, como foi lá?

– Ai, Flavinha, foi maravilhoso! Eu já estava indo embora do hotel quando a Clara chegou. Chegou, me abraçou, me beijou, ali mesmo, na frente de todo mundo. – Riu. – Não se importou com nada a não ser nós duas e nosso amor. Foi tão bom. Nós conversamos sobre tudo, nos divertimos muito, tiramos altas fotos. Ai, foi tudo muito bom. Ainda nem acredito que não estou sonhando, sabe? Que tudo vai dar certo agora.

– Fico muito feliz por vocês. – Passou a mão em seu braço.

– Obrigada. – Falou sorrindo e não percebendo a cara de deboche de Vanessa.

Clara e Ivan foram para casa e logo Marina ligou.

– Já estava com saudades.

– Eu também, meu amor. E como foi lá com a família?

– Foi tudo bem. Perguntaram por você.

Sorriu. – Você acha que vão me aceitar bem?

– Claro. São minha família, eles têm que. E é impossível não gostar de você.

Riu. – Quais os planos pro resto do dia?

– Ivan e eu vamos ver um filme e dormir agarradinhos. – Riu. – Só está faltando você.

– Ai, eu ia amar esse programa. Mas, aproveita o filhote que ele deve estar com muita falta de mãe. Posso passar aí amanhã de manhã?

– Claro, vem sim. Vem porque eu já estou morrendo de saudades.

– Vou sonhar com você. Eu estou muito feliz, Clarinha.

– Eu também.