Can't let you go.
31 Capítulo 31
Notas iniciais
No caminho para casa, Marina não conseguia se conter.
– Podemos fazer várias pesquisas de orfanatos de todo o Brasil; daí, fazemos uma pequena lista de lugares que tenham bebês para visitarmos. Mal posso esperar. Ai, fico pensando que quanto mais novinho, melhor. Imagina! Aquela coisinha pequena no nosso colo. — Juntou as mãos. — Toda fofinha, cheirosinha. Mas claro que não é bem assim também. Dizem que a criança que escolhe a família, e não o contrário. Vamos torcer para ter aquele ‘click’ e a criança se apaixonar por nós tanto quanto nós por ela. Podemos ver com algum advogado nosso ou mesmo o Nando. Mas vai ser uma corrida e tanto, costuma ter filas atrás de bebês. A maioria quer os mais novos, então pode levar um bom tempo, temos que nos preparar. — Suspirou. — Por mim, claro que podíamos adotar uma criança mais velha também, tem várias precisando de amor, eu só tô com essa ideia fixa de que quero um bebê pra gente. — Sorriu. — Não consigo parar de pensar.
Clara sorriu de volta. — Claro, bebês são irresistíveis. E criança maior você já adotou o Ivan. — Riu.- Vai ser uma experiência e tanto para você, ter um bebê. Para nós duas. — Pôs a mão em sua perna.
– Você tem certeza disso? É mais um passo enorme — enfatizou — em nossa vida.
– Claro que tenho, amor.
– É que, sei lá, você já passou por isso, né? Seria novidade só para mim. Eu quero muito, mas eu quero com você nessa, só se você topar também e quiser tanto quanto eu, mesmo que..
– Para, Marina. É claro que eu quero. Eu adoro criança, pô. Vai ser lindo ter um bebezinho só nosso. É claro que eu quero. — Pegou sua mão. — Quero muito. Mas, eu confesso que quando mencionou, eu pensei que, sei lá, eu pensei que fôssemos engravidar. — Ergueu as sobrancelhas e olhou para Marina.
– É. — Marina hesitou. — Eu pensei nisso também, mas sempre imaginei que fosse acabar adotando algum dia. Toda vez que me imaginava sendo mãe, imaginava assim. Ai, gravidez é tão complicado. Eu não sei se… não sei.
– É uma experiência única. Aquele barrigão, saber que tem uma criança sendo formada ali dentro de você. Você sente a presença, sabe? Desde o início, mesmo quando ainda é tão pequenininho que nem dá pra sentir mesmo. Coisa de mãe. — Riu. — E quando mexe pela primeira vez, então? É maravilhoso. — Riu. — O Ivan mexia muito, sabe. Mesmo antes de nascer já era impossível! Tinha noite que custava me deixar dormir. Mas era incrível.
– Eu sei, quer dizer, eu não sei, eu imagino. — Olhou pela janela do carro pensativa.
Clara a fitou por alguns segundos e voltou a se concentrar no trânsito.
– São duas possibilidades. Podemos ponderar as duas. De qualquer forma, meu amor, será nosso bebê e nós vamos dar todo nosso amor.
– Você acha que eu conseguiria? — Se virou pra ela de repente.
– Gravidez não é nenhum bicho de sete cabeças também. Quer dizer — riu — é sim, mas a gente consegue, claro. E… pode ser eu também, não me importaria de engravidar de novo. Embora, eu ache que você adoraria a experiência e ficaria linda, muito mais linda ainda, grávida.
– Você acha que eu consigo? — Repetiu.
– Eu estarei do seu lado o tempo todo. — Pegou sua mão.
– Eu quero. — Riu, nervosa. — Eu quero viver essa experiência. Quero gerar um bebê nosso. — Sorriu e respirou fundo. — Ai, meu Deus. — Olhou para sua barriga e então para Clara. — Então, nós vamos engravidar! — Comemoravam juntas.
Chegaram e entraram em casa abraçadas.
– Esses sapatos tão me matando. — Marina os retirou e seguiu descalça. — Tô tão ansiosa, tão animada. Mal posso esperar para fazermos tudo direitinho. — Puxou Clara pela cintura e a beijou. — Ivan já tá em casa?
– Não, só chega amanhã. — Piscou para ela.
Marina sorriu, pegou sua mão e correram para o quarto.
Puxou Clara pra dentro e fechou a porta.
– Hora da sobremesa. — Pôs a mão em sua barriga e a levou até a cama. Subiu em cima dela e começou a beijá-la enquanto suas mãos exploravam aquele corpo que já conhecia tão bem. — Minha gostosa. — Marina sugou seu pescoço e moveu seus lábios para o lóbulo da orelha, ponto fraco de Clara.
– Sua. — sussurou de olhos fechados. — Toda sua.
Ao ouvir isso, Marina passou sua mão direita por baixo da blusa, apertando a cintura de Clara e puxando-a para si, enquanto mordia sua orelha. Clara se contorceu e gemeu, mas foi calada por outro beijo apaixonado.
– Sou louca por você, Clara.
– Perdidamente louca. — Clara puxou seu rosto para beijá-la novamente colocando as pernas em sua cintura e depois a abraçou.
– Minha fotógrafa. — A apertou contra si. Marina sorriu e beijou seu pescoço suspirando.
Depois de alguns minutos trocando beijos intermináveis, Marina se levantou para tirar sua roupa. Foi tirando cada peça lentamente e passando a mão em seu corpo, para provocar Clara, que assistia vidrada. Se sentou na cama e estendeu os braços para tocá-la, mas Marina a empurrou de volta e se afastou.
– Marina… vem! — Mordeu a boca enquanto a assistia tirando a última peça, a calcinha.
Pegou a mão de Clara e a levantou. Clara a abraçou, passando as mãos em seu corpo.
– Me deixa louca, sabia?
– Sabia. — Riu e começou a despir Clara, deixando-a de calcinha apenas.
Clara sentou Marina na cama e sentou em seu colo. Rebolou no colo dela, segurou seu cabelo e a beijou, enquanto Marina apertava suas costas. Clara tombou o pescoço para trás, para que recebesse atenção da fotógrafa, que, claro, aproveitou e segurando Clara no colo, a deitou na cama.
Continuou beijando-a enquanto apertava ambos os seios e sentia os mamilos que se enrijeciam.
Clara mordia o lábio, agarrou o corpo de Marina e ficou encarando enquanto Marina se deliciava com um de seus seios, beijando, chupando, circulando o mamilo com sua língua e roçando os dentes, fazendo com que Clara se arqueasse cada vez mais em sua direção, soltando gemidos.
Quando Marina parou e olhou para ela, sorriram. Clara puxou seu rosto para beijá-la.
– Eu te amo tanto.
– Cada dia mais.
Voltaram a se beijar e Marina deslizou a mão por sua barriga. Retomou a atenção ao pescoço e apertou o sexo de Clara por cima da calcinha, sentindo o quanto já estava molhada e fazendo- a gemer.
– Tira.
Marina beijou entre seus seios e desceu beijos pela barriga, massageando-os novamente. Beijou em cima da calcinha, sugando um pouco e sentindo o cheiro. A puxou para baixo, arranhando e apertando as coxas de Clara no caminho.
– Você é tão... — Apertou. — Gostosa. — Passou as unhas na parte de dentro das coxas, do joelho até a virilha.
Deitou em cima dela novamente, encaixando seus corpos. No meio de outro beijo, Marina usou sua perna para afastar as de Clara e, finalmente, deslizou sua mão até seu sexo, que molhou seus dedos mesmo sem ter afastado os grandes lábios ainda. Ao sentir a umidade, gemeram juntas e Marina mordeu o pescoço de Clara.
– Clara, que delícia. — Gemeu de novo e começou a fazer círculos lentos no clitóris. Depois, penetrou um dedo apenas para sentir o quão quente ela estava.
Clara fechou os olhos, mordeu o lábio e involuntariamente ergueu seu quadril de encontro à mão que a tocava.
– Continua, por favor. — Arfava.
– Você me deixa louca, minha coisinha. Louca.
Pôs a mão no pescoço de Clara e fez com que ela se sentasse novamente. Se beijaram ardentemente e Marina puxou seu cabelo, afastando suas bocas para beijar sua orelha novamente.
Sussurrou. — Quero te chupar.
Clara soltou um ruído incompreensível. — Marina…
Ergueu uma sobrancelha, dando à Clara aquele olhar matador que ela já conhecia tão bem.
– Senta aqui.
Marina desceu da cama e ajoelhou no chão. Afastou as pernas de Clara, beijou e chupou do joelho até a virilha, onde passou a língua de baixo para cima.
– Marina.. — Clara arfava — Chega de provocação, por favor.
Marina beijou seus grandes lábios e depois passou a língua, afastando-os. Clara se contorceu e agarrou nos cabelos da fotógrafa, puxando-a mais para si.
– Assim?
Clara só conseguiu concordar com a cabeça e puxá-la novamente. Rebolava e gemia, com uma mão ainda emaranhada nos cabelos e a outra segurando no ombro, enquanto Marina a lambia e chupava. Clara não tinha controle sob seu corpo mais. Sabia o efeito que seus gemidos tinham em Marina e não os economizava. Já sentia seu corpo tremer.
– Abre os olhos, amor. – Clara obedeceu. – Quero que você goze olhando para mim.
Marina se concentrou no clitóris e só parou quando reconheceu o som e o gosto que representava seu clímax. Sorriu, lambeu seus lábios e passou a mão limpando seu queixo.
– Tão gostosa.
Voltou para a cama e deitou em seu peito. Clara passou um braço ao seu redor, de olhos fechados e ainda tentando voltar daquela sensação.
– Amor?
– Hmmm??
Marina riu e beijou seu rosto. Clara abriu os olhos e virou o corpo pro seu lado, com um sorriso de orelha à orelha.
– Vem cá. — Beijou Marina e a penetrou pegando sua mulher de surpresa. Marina não conseguiu se conter, se afastou dos lábios de Clara gemendo e escondeu o rosto em seu pescoço, dominada de prazer.
– Continua, hmmm.
– Não vou parar. — Clara segurou seu pescoço e voltou a beijá-la enquanto movia seus dedos rapidamente sem resistência alguma, tamanha a excitação de sua mulher, que agora tinha posto a perna de cima em cima das de Clara e segurava em seu corpo com força.
Os gemidos de Marina aumentavam e ela mordeu Clara enquanto sentia o orgasmo lavando seu corpo. Mas não teve tempo para relaxar, porque Clara decidiu continuar, somando ao orgasmo e deixando Marina exausta.
– Não quero... sair daqui… nunca mais. — Falava com dificuldade. — Hmm, nunca mais. — Se aninnhou em Clara.
Clara riu e beijou sua cabeça. Continuaram abraçadas por mais alguns minutos.
– Vamos tomar um banho? — Estava uma noite quente no Rio e Clara apontou para o estado suado dos corpos das duas.
Tomaram banho juntas, que foi mais longo do que planejando devido às trocas de carícias.
Antes de dormirem, Clara abraçou Marina por trás, de conchinha.
– Feliz aniversário de casamento. – Beijou sua nuca.
– E que venham muitos outros. – Marina respondeu já meio grogue de sono.
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