Notas iniciais
Amores! Oiê. :) Sei que vocês devem estar querendo me esfolar viva a essa altura haha ou já se esqueceram de mim. Mas eu tenho boas desculpas, haha. 1 - Não tinha ideias mais, nenhuma sequer. :/ Quase que não sai esse capítulo. 2 - Faculdade. Essa última é mais para vocês terem uma 'dózinha' de mim e não ficarem com muita raiva, kkkk. Enfim, obrigada :) Saudades de vocês.

– Essa noite você fica aqui, Marina. Já se apresentou pra família, Ivan não esta em casa e nós temos o apartamento todo só para nós duas. Não vai me deixar sozinha, né?

– Com você pedindo desse jeito, coisinha... e eu consigo te dizer não?

Se beijaram.

Enquanto Marina se arrumava para dormir com um pijama emprestado, Clara esperava por ela na cama, de lingerie.

Assim que entrou no quarto, Marina parou na porta e ficou olhando, surpresa.

– Clarinha. – Sorriu maliciosamente e tombou a cabeça para o lado.

Clara a chamou com o dedo. Marina sorriu e andou até ela já desabotoando a camisa de seu pijama.

Alguns dias se passaram e Clara não tocou no assunto de mudar com Marina mais. Marina percebeu, mas não quis insistir. Ficou um pouco magoada, mas Clara viria quando quisesse, o convite já estava feito afinal. Estava ansiosa, claro, mas a essa altura já havia aprendido a esperar. Afinal, tinham todo o tempo do mundo agora.

Ivan passava mais tempo com Cadu agora que ele já estava com horários mais fixos no bistrô. E, com isso, Marina aproveitava para dormir no apartamento de Clara com ela. A cada vez que acordavam juntas ela esperava que Clara dissesse alguma coisa sobre mudança, mas nada.

Era fim de semana e Clara acordou Marina logo cedo para poderem correr na praia.

– Meu amor. – Beijou seu ombro.

Marina sorriu, ainda com os olhos fechados.

– Acorda, minha linda.

– Hmmm.... não, Claaraa.

– Vamos correr na praia comigo. O dia está lindo!

– Tá muito cedo, Clarinha. – Marina resmungou e virou pro outro lado.

– Você nem sabe que horas são.

– Cedo.

Clara sorriu e beijou sua bochecha.

– Por favor?

Marina abriu um olho só, para olhar pra Clara.

– Você disse que não conseguia me dizer não.

Marina suspirou e sentou na cama bocejando e passando a mão no rosto e cabelo.

– Tá bom.

Clara a abraçou por trás.

– Bom dia.

– Bom dia. – Marina beijou sua bochecha e fechou os olhos novamente, encostando a cabeça nela.

Clara emprestou roupas para Marina correr com ela. Antes de saírem, ficou olhando para ela e sorrindo.

– Que foi? Ficou estranho?

– Só é engraçado te ver usando roupas minhas. – Riu. – Mas vamos lá.

Trancou a porta.

– Uma das várias vantagens de estar num relacionamento com outra mulher. A gente pode compartilhar roupas, sapatos, maquiagem!

– Nossa, é verdade, Marina! – Clara falou brincando. – Não tinha olhado por esse lado ainda. Você teria me conquistado muito mais rápido com os seus sapatos!

– Uma das! – Marina deu um beijo leve em seu pescoço, fazendo Clara rir.

Durante a corrida, Marina sempre acabava ficando pra trás.

– Vamos, meu amor. – Clara puxava sua mão.

– Eu ainda nem acordei, Clarinha! – Marina fazia careta.

Decidiram parar num quiosque para tomar água de coco.

– Clara, dá uma olhadinha ali. Discretamente. – Riu.

– O quê? Onde? – Clara sussurrou, procurando.

Marina lhe mostrou a direção com os olhos. Não muito longe, Cadu brincava de futebol com Ivan na areia e Verônica. Os três pareciam estar se divertindo muito e Verônica e Cadu pareciam muito mais próximos do que Clara havia percebido antes.

– Você acha que... ?

– Ai, não sei, Marina. – Olhou para eles de novo. – Mas tomara que sim. Olha lá, tá até bonito os três juntos. – Riu.

– E a Verônica é uma pessoa maravilhosa.

– O Cadu também, ele merece.

– Shh! Ivan viu a gente, eles estão vindo aqui. Muda de assunto. – Riu.

– Olha só essas mulheres mais lindas do mundo!

– Ah, Ivan! – Marina puxou seu rosto e lhe deu um beijo estalado na bochecha. – Gente, olha só a lábia desse carinha.

– Assim eu vou ficar com um pouquinho de inveja também, Ivan. – Verônica sorriu um pouco nervosa. – Tudo bem, gente?

Marina e Clara sorriram para ela.

– Não precisa, Verônica. Você também faz parte.

– Tudo bem, Cadu?

– Tudo ótimo, Marina. – Cadu ainda demonstrava um certo desconforto, mas não fez comentários.

– A gente tava jogando futebol na areia, mãe. Se soubesse que vocês estavam aqui a gente montava um time.

– E a gente tava correndo. Bom, eu estava correndo, né? A Marina estava se arrastando na areia. — Riram.

– Bom, mas eu acho melhor a gente ir andando porque ainda temos que planejar nosso almoço. – Cadu pôs as mãos nos ombros de Ivan. – Tenham um bom dia! – Sorriu para elas.

Assim que saíram, Marina e Clara olharam uma para a outra sorrindo com a falta de animosidade entre eles.

–----

– Amor..
Marina ergueu os olhos pra Clara.

– Hoje o Ivan não tem aula. Eu vou buscá-lo no judô...

– Hmm, mais um pouquinho eu termino isso aqui. Só um minutinho, e aí nós almoçamos juntos.

– Na verdade, Marina.. — Clara fez uma carinha — não vai dar pra esperar não. Pode terminar aí em paz, com calma. Tem dias que o Ivan tá doido para ver um filme que está em cartaz e o Cadu ia levá-lo hoje, mas surgiu alguma coisa lá no bistrô. A sessão é daqui a pouco, já estou atrasada. — Clara deu um beijo em sua testa e saiu com pressa.

– Tá. — Marina respondeu já sozinha, se sentindo um pouco excluída do programa família. E além do mais... Cinema na hora do almoço?

– Oi, mãe! Ué, cadê a Marina? Pensei que a gente ia almoçar junto. Vamos comer lá em Santa Teresa?

– Não, filho. Hoje somos só nós dois. A Marina tá ocupada.

– Ah, que pena.

– Na verdade, eu não queria que ela tivesse vindo mesmo.

– Por quê? — Ivan ficou confuso, afinal as duas estavam juntas sempre que podiam.

– Vem pro carro que a gente conversa.

– Pra onde a gente tá indo, então?

– Pro shopping.

– Oba. Posso tomar sorvete?
Clara olhou para ele com os olhos semicerrados. — Só depois do almoço.

No caminho até o shopping, Clara não tocou no assunto de Marina de novo e Ivan esperou. Mas, no restaurante, ele não se aguentava mais.

– Eu só não entendi porque a senhora não queria a Marina aqui.

– Porque eu preciso conversar com você. Só nós dois.

– Okaaay..

– Você sabe que eu e a Marina nos amamos muito, né?

– Claro, né, mãe? Tá na cara.

– E ela também te ama.

Ivan assentiu. — Eu também sou amarradão nela, mãe. Nada disso é novidade.

Clara riu. — Queria conversar com você porque a Marina me falou que queria que a gente passasse ainda mais tempo juntos. Ela.. A Marina quer que a gente more junto.

– Nós três?

– Nós três. Na casa dela. O que você acha?

– Nó, eu acho mó legal. Imagina? Aquele casão, piscina todo dia. E tem o cachorro.. Vai ser meu também, né? Nosso cachorro, sempre quis um cachorro grande.

Clara riu. — Então você gosta da idéia.

Ivan assentiu. — Eu já esperava por isso também.

– Ah é? Você tá muito crescidinho, rapaz!

– Ué, mãe. Duas pessoas que se amam costumam morar juntas, né?

– É. E tem outra coisa. Desde o dia que ela me disse isso que eu tive uma ideia que não consigo tirar da cabeça.
Ivan olhou pra ela curioso.

– Eu fico pensando. E se.. E se a gente se casasse?

Ivan arregalou os olhos. – É. Faz sentido. — sorriu. – E vocês iam ficar lindas de noivas. E eu posso entrar com as alianças. Ou ser padrinho! Eu já posso ser padrinho?

Clara riu. — Não sei, filho. Você ainda é tão novinho. Mas pode cuidar das alianças. Ivan sorriu.

– Aliás, é por isso que te trouxe aqui hoje. Quero que me ajude a escolher uma aliança pra gente.

Seus olhos brilharam. — Demorou! Vamos. — Se levantou.

– E o sorvete, cara?

– Fica pra mais tarde, nós temos uma missão muito importante agora.

Ivan saiu puxando Clara pela mão.

– Nós vamos escolher o maior, mais bonito, mais caro.

– Menos, meu filho. — Clara riu.
Passaram o dia inteiro procurando pelo anel que chamasse sua atenção. O que mais se parecia com as duas. Marina estranhou a demora dos dois, o filme com certeza já tinha acabado e nada. Já que não haviam dado notícias, resolveu ligar.

– Clara?

– Oi, amor!

– E aí?

– Nós estamos passeando aqui no shopping ainda.

– Ah, vou aí então. Em qual vocês estão?

– Hmm, mas a gente já tá saindo... Daqui a pouco chegamos aí, beijos.

– Tá bom. — Marina suspirou e desligou. Clara estava muito estranha e ela não gostava disso.

– Nada demais, Marina. Ela só está com o Ivan. Só tiraram um dia mãe e filho, só isso. – Falou pra si mesma, suspirando.

– Nenhuma palavra disso pra Marina, heim Ivan? Segredo nosso.

–Segredo nosso. – Riu. – Ela vai amar!

Notas finais
Posso finalizar com um pedido de casamento de novo? kkkk