Can't Stop Lovin' You
2 She loves you
Notas iniciais
Ela te ama
Yeah, yeah, yeah
Ela te ama
Yeah, yeah, yeah
Com um amor como esse
Você sabe que deveria estar feliz
Agora você sabe que é com você
Acho isso apenas justo
Orgulho pode machucar também
Peça desculpas a ela
Por que ela te ama
E você sabe que isso não pode ser ruim
Ela te ama
E você sabe que deve ficar feliz
Ela te ama
Yeah, yeah, yeah
She loves you
Quando Oliver começa a recobrar a consciência sua cabeça doía como se tivesse tomado três garrafas de tequilas, a luz do ambiente invadia as pálpebras ainda fechadas, sentia um leve aroma de jasmins que por toda sua vida lembraria a mulher que ele amava, e de repente a sentiu junto ao seu corpo. Oliver abriu os olhos alarmados, viu Felicity vestida deitada sobre o seu peito, ele próprio vestido, e o local que ele sabia ser o quarto dela.
Aos poucos a memória foi lhe tomando, o gás, o desejo incontrolável de vê-la, tanto que não teve como lutar e acabou por invadir sua janela. Lembrou dos beijos e de quase ter feito amor com ela. ‘Onde eu estava com a cabeça? Eu deveria ter me controlado, eu não poderia ter cedido’. Mas então a pior de todas as memórias lhe vem à mente como uma granada de proporções enormes. Felicity chorando, e as lagrimas eram derramadas por sua culpa. ‘Como eu posso causar tanto sofrimento a alguém que eu mais amo?’
Oliver nem ao menos tinha notado que durante todo o tempo seus braços estavam abraçados ao corpo de Felicity, mesmo inconscientemente. Ele começa a senti-la despertar em seu peito, os braços de Felicity automaticamente envolvem o corpo de Oliver. E nesse instante fugaz Oliver sentiu-se completo como até então não tinha se sentido na vida.
Felicity ao notar a situação tentou sair do colo de Oliver, mas os braços do Arqueiro se estreitam mais. – Aí Oliver, por que você faz isso comigo? – Ele ouve a jovem dizer. Sente as lagrimas dela em seu peito. – Você vai se afastar de mim, vai me fazer sofrer. – Felicity não percebe que Oliver estava acordado e o quanto isso o machucava. Oliver pouco a pouco afrouxa os braços e Felicity se levanta trancando-se no banheiro. Oliver se levanta, a segue e consegue ouvir os seus soluços mesmo através da porta fechada, ele não aguentava mais aquilo.
[...]
Nos dias que sucederam o incidente com o gás foi como se nada tivesse acontecido, naquele dia Oliver saiu da casa de Felicity sem esperar que ela saísse do banheiro, não se despediu, e isso fez o coração da jovem sangrar um pouco mais. Mas uma semana havia se passado, a maluca que brincava com os sentimentos dos outros foi pega, quando Oliver a fez aspirar o próprio gás e ela teve uma crise de choro dizendo que nunca tinha sido amada de verdade. Roy teve que se controlar para não cair na risada, até mesmo o comissário Lance estava tendo dificuldades em manter a cara de sério.
E outra vez era sábado, Roy estava trabalhado no clube e John aproveitando a tranquilidade momentânea, ou na esperança que os dois amigos cabeças duras se acertassem, resolveu ir para casa aproveitar a noite de sábado com a família. Então estavam Felicity e Oliver na caverna enquanto ela fazia algumas pesquisas e atualizava alguns de seus programas para deixar os equipamentos em ordem, Oliver a olhava a distância, como sempre. –Felicity? – Ele a chama com a voz calma, mas isso não impede que ela tenha um sobressalto, mesmo sem querer, por que ela temia o que viria pela frente, vira sua cadeira até estar de frente para Oliver que permanece a uma certa distância dela. – Eu queria te pedir desculpas por ter invadido... – Ele começa mas ela o corta.
– Oliver eu não sei se você notou, mas estou tentando fingir que aquele dia, ou aquela noite, não aconteceu. Você não era você e o que fez não era algo que faria em seu juízo perfeito. – Felicity fala tentando parecer imparcial.
– Realmente eu nunca faria aquilo. – Ele começa. – Mas isso não muda o fato de tudo que aquilo que eu te disse seja a mais pura verdade.
– Oliver não... – a voz dela soava angustiada.
– Eu te amo, e por um momento só o que me comandou foi esse amor. – Oliver chega mais perto e se apoia em uma mesa, ficando de frente para a Felicity. – Acordar com você em meus braços... – Ele a olha apaixonadamente, ela sente toda a intensidade dos seus sentimentos.
– Oliver nada mudou. – Felicity levanta.
– Tudo mudou, eu não posso mais...
– Não pode mais o que, Oliver me explica? – Felicity quase grita.
– Não posso mais ser o motivo do seu choro. – Oliver dá um passo e envolve a cintura dela em seus braços. – Não consigo viver sabendo que eu te faço sofrer. Mas morro se te causarem algum mau.
– Oliver eu não posso te esperar para sempre. – Felicity segura nos braços de Oliver e não desvia do seu olhar. – Você vai me perder, e você vai ser eternamente culpado por uma coisa. – Ele olha sem entender. – Pela minha infelicidade. Eu prefiro viver intensamente um dia, que desperdiçar toda a minha vida na tristeza. Oliver eu te amo. – Diz quase como uma prece, e aquilo faz o coração de Oliver encher de alegria.
–Como pode me amar? –Ele encosta a testa na dela. – Como depois da dor que eu vi em seus olhos aquela noite?
– Não é como se eu tivesse escolha. Te amar nunca foi uma escolha para mim e por mais que isso me doa, não é como se eu tivesse escapatória. – Felicity procura a boca de Oliver, ela não aguentava mais a distância, a saudade, o beijo é carinhoso e apaixonado. – Me diz Oliver como você poderia viver sabendo que causou minha dor?
– Não posso. Não vou. Felicity... – Mas ela o interrompe com mais um beijo, ele a traz para mais perto dele, prendendo-a em seu corpo, os dois em um encaixe perfeito. – Eu precisava tanto disso.
Um pensamento racional passou pela mente lógica de Felicity e ela interrompe o beijo. Sua respiração está ofegante assim como a de Oliver. Ela se afasta dos braços dele e o encara, ele corresponde ao seu olhar. Ele já sabe como ela funciona, sabe o que provavelmente ela está pensando.
– Eu não posso, Oliver. – Ela suspira – Simplesmente não posso. Não agüentaria se você amanhã decidir que não é seguro me ter na sua vida, ou algo assim, e me afastasse de novo. – Ela se aproxima dele e coloca as mãos em seu rosto. – Eu preciso de você como preciso de ar, e apesar de não ter tido escolha no fato de ter me apaixonado por você, eu não poderia ter escolhido um homem melhor para amar. – Ela lhe sorriu e Oliver sentiu seu mundo iluminar-se. – Mas eu tenho que te ter na minha vida por completo, não posso te aceitar pela metade, você entende?
Oliver entendeu e por mais que doesse ele sabia que ela estava certa. Ele precisava estar com ela por inteiro, sem receios, sem meios termos, sem afastá-la no primeiro sinal de perigo. Tinha que aceitar que ela era forte e do jeito dela poderia se defender, talvez não de tudo, mas de boa parte das ameaças, e como ela lhe disse, ela também tinha problemas em sua vida que podiam lhe trazer perigo. Ninguém estava livre deles. Nem ele mesmo.
Ele afastou uma mexa do seu cabelo e acariciou seu rosto. — Felicity, eu... – Ele lhe deu um beijo casto nos lábios – Eu sei que não posso te pedir mais nada, mas há coisas em mina vida que preciso resolver antes de poder ser totalmente seu...
– Ra’s Al Ghul?
– Sim...
– Oliver, as vezes você tem que deixar de ser tão cabeça dura e aceitar que as pessoas que estão do teu lado o fazem porque querem e porque acreditam em você. Eu já te disse isso uma vez e vou repetir você não está sozinho, eu, assim como John, Roy, Lyla acreditamos em você e no que você representa.
– Não posso impor a vocês uma guerra que é só minha.
Ela enfureceu-se e se aproximou dele com raiva no olhar, ela batia o indicador no peito dele com força. — Às vezes, Oliver Queen, você é um completo imbecil! Beleza se você quer enfrentar toda uma liga de assassinos sozinho, e morrer fazendo isso. Mas você, por um momento sequer, já parou para pensar o que seria de mim, dos seus amigos e dessa maldita cidade sem você? Como eu viveria sem você? – Ela gritava, e ele só conseguia pensar em como ela parecia uma leoa. – Que droga, Oliver!!!! – Ela lhe deu um beijo que de carinhoso não tinha nada, era pura raiva, angustia, confusão. Desvencilhando-se dele ela saiu da cave sem nem mesmo olhar para trás. Oliver ficou ali, parado, olhando para a samambaia, dividido entre o amor e o medo.
[...]
Horas se passaram e tecnicamente ela já deveria estar dormindo, mas como dormir depois de tudo o que tinha acontecido, a conversa, os beijos. Felicity estava sentada em seu sofá, com as pernas junto ao tronco, não acreditava que tinha se declarado daquele jeito para Oliver, não que fosse um segredo, mas nunca tinha sido tão reveladora assim.
– Merda! – Apoia a cabeça nos joelhos, fecha os olhos e fica assim por algum tempo, tanto tempo que nem sabe dizer.
– Felicity? – Ele a chama, achando que ela estava adormecida.
– Será que você não sabe o que é uma porta? – Ela não levanta o rosto, está muito irritada para isso. –Você está precisando que eu invada algum sistema ou precisa de uma cama para dormir? – Ela não consegue conter a ironia na voz.
– Você está disposta a lutar por mim? – Pergunta sentado à sua frente no sofá.
– Não é isso que eu venho fazendo nos últimos três anos, será que você é tão cego que não conseguiu notar? – Ela continua com a cabeça abaixada, poderia parecer birra, mas ela não confiava nela mesma quando o assunto era Oliver, mas ele levanta o seu rosto e encara os seus olhos. – O que você quer Oliver? – Ela diz, tirando as mãos de Oliver do seu rosto, até aquele simples toque fazia seu coração acelerar, e ela não podia deixar seus sentimentos assim nas mãos de quem não sabia como cuidar deles. Oliver se levanta e parece que não sabe dizer deixando Felicity irritada, furiosa até, ela se levanta e o encara, mesmo sendo mais baixa que ele, não deixou-se abalar por toda a sua imponência. – Fala de uma vez Oliver o que você quer? O que veio fazer aqui?
– O que eu quero? Você sabe o que eu quero!? – Ele devolve toda a sua fúria.
– Não Oliver, eu não sei. Eu realmente queria saber, você me deixa confusa, irritada, e as vezes, na verdade em noventa por cento delas eu quero torcer o seu pescoço. – Felicity tenta estrangular o ar como se assim parte da sua frustração sumisse.
– Eu vou te dizer o que quero. Eu quero você. – Diz com raiva. – Odeio quando qualquer um se aproxima de você, isso me mata de ciúmes, enxergo em vermelho. – Ele dá um passo em sua direção, mostrando a postura de um predador, mas ela não sede, fica firme sem deixar se abalar. – E o que eu vim fazer aqui? Eu vim fazer isso... – Oliver cruza o pouco espaço que os separavam e a pega em um beijo forte, seus braços lhe envolvem a cintura, e a tiram do chão em um momento de fúria. Já Felicity responde ao gesto com a mesma intensidade, ela aperta-lhe os ombros com toda a sua força, suas unhas quase rasgam o tecido da camisa dele. O beijo se prolonga ao máximo e quando se separam é só o suficiente para tomar folego para reinicia-lo. Oliver desce suas mãos pelo corpo de Felicity, pegando suas cochas e fazendo com que ela monte em seu quadril, os seus beijos descem pelo pescoço da jovem enquanto ele caminhava com ela até o quarto.
[...]
Felicity estava deitada dormindo de bruços, o lençol lhe cobria apenas o final das costas em diante, seus cabelos estavam bagunçados sobre o travesseiro, sua pele ainda suada pelas horas de amor que os dois tiveram. Oliver estava sentado na cama, encostado na cabeceira com as pernas estendidas, ele a admirava, cada detalhe, curva, gesto, queria guardar essa noite para sempre, queria lembrar de como Felicity sussurrou seu nome quando chegou ao ápice do prazer, do gosto da pele dela em sua boca, de como ela dormindo parecia um anjo, ele sabia que lembraria dessa noite para sempre. E com esse pensamento ele se deitou ao lado de Felicity a puxou para o seu peito.
Quando amanheceu Felicity acordou sobressaltada, ela olhou envolta e não o viu, sentiu o seu cheiro e se odiou por ter cedido ao seu amor.
– Burra! – Diz baixinho se jogando de volta na cama com as mãos na cabeça, uma única lagrima desce triste em na lateral do seu rosto. Ela fica imersa em seus pensamentos e sua dor.
– Felicity... Felicity? – Oliver está parado a porta, já vestido. Ela o olha sem entender, ele segurava duas xicaras. – Meu café é péssimo, mas você não acordava. – Oliver vem até ela e senta ao seu lado na cama e lhe estende uma xicara enquanto bebe a outra. Felicity se cobre com o lençol e senta o olhado sem entender. –Você dorme como uma pedra. – Ele tenta quebrar o clima tenso.
– Você está aqui. – Fala por fim. – Não é que eu não quisesse que você estivesse, ou que eu quisesse. – Se atrapalha. – Mas a questão é que você não fugiu? – Ela demonstra admiração.
Oliver pega as xicaras e coloca no criado mudo. – Fugir para onde? – Ele pergunta sem a olhar. – Felicity eu não posso fugir de você, por que não dá para fugir de mim mesmo, entenda uma coisa, você está tão dentro de mim, que não existe mais eu, tudo que existe em mim é o amor que eu tenho por você. – Ele enfim a olha, ela está espantada, lagrimas silenciosas desciam por seu rosto. – Eu me mantinha afastado de você, por que se eu te perdesse, se você se ferisse por minha causa. – Ele suspira tentando explicar. – Entenda que não é só você, se acontecer algo com você, eu literalmente morro.
Ela afaga seu rosto, e os olhos estão presos, ela se aproxima dele e dá um beijo casto em seus lábios, encosta a testa na dele. – Oliver você não vê que acontece o mesmo comigo? Que cada vez que você se afasta de mim, é um pedaço do meu coração que você tortura? Quando você entrou pela minha janela da outra vez, eu te queria tanto que quase acreditei que fosse verdade. – Diz de olhos fechado.
– É verdade, sempre foi, eu que era cabeça dura para admitir, e depois teimoso por não ficar com você...
– Besta por se afastar, imbecil por falar que não podia ser Oliver Queen, anta... – Lista olhado para ele
– Ok, ok.- Ele dá risada interrompendo a lista interminável, antes que isso o traumatizasse. – Já consegui entender. Mas o importante é que não vou mais fazer nada disso, e se ainda estiver apaixonada por esse arqueiro aqui. – Aponta para si. – Pode ficar com ele.
Felicity sorri. – Arqueiro não. – Ele a olha com receio. – O arqueiro só durante a noite, durante o dia eu quero o Oliver Queen. – Felicity o puxa para a cama. – Aos finais de semana talvez uma mistura dos dois. – Ela cogita, subindo em cima dele. Oliver fica extasiado com a mulher que ele ama.
– Felicity. – Ele coloca uma mecha do cabelo dela para trás. – Eu te amo. – Ele diz com tanta intensidade que parece que tira o ar do pulmão dela, Oliver se vira sobre ela, depositando beijos em seu pescoço, ele puxa o lençol.
– Ai Oliver, o que eu vou fazer com você? – Pergunta sorrindo com ele beijando a sua barriga.
– Você pode me amar? – Testa.
– Você ainda tem dúvidas? – Pergunta e ele apenas fica quieto. – Oliver, eu te amo. – Disse com o olhar profundo no seu.
– Acho que não vou sair dessa cama hoje. – Oliver brica.
– Mais não vai mesmo! Foram três anos te vendo sem poder aproveitar. – Ela bate na testa e Oliver ri. – Eu disse isso alto?
–Fica tranqüila, foram três anos aqui também. Que tal você usufruir do que é seu? – Ele pergunta sugestivo.
– Gosto dessa idéia. – Felicity prende Oliver entre suas pernas.
– Temos muita coisa para colocar em dia. – Oliver a beija com paixão e sabe que aquela seria a boca que ele beijaria para o resto da vida, aquele corpo seria o corpo que ele desejaria até não respirar mais, aquela era a mulher que ele amaria até seu coração parasse de bater e três segundos mais. Felicity, sua Felicity por que ele era o seu Oliver, todo seu.
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