Can't Help Falling in Love
27 We'll always have tomorrow
O trem começava a ganhar velocidade. Teddy estava com o rosto colado à janela, observando o castelo que considerou sua casa por tanto tempo se transformar em um pequeno ponto no espaço. Uma parte da sua vida ficava para trás e isso doía. Não tinha como não doer. O caminho que se seguia a frente ainda era tão incerto e difícil de definir. Por mais que tentasse segurar a habena do seu futuro, Teddy não podia prever o que o esperava lá fora. Mas havia certa beleza no desconhecido, pensou.
Quando não conseguiu ver nada além de colinas e vales, voltou sua atenção para Victoire, que desenhava no banco ao seu lado.
— Acabou — disse ele. — Realmente acabou.
Ela ergueu os olhos do seu desenho.
— Você está feliz?
— Digamos que estou metade feliz, metade triste. Isso faz sentido?
— Acho que sim. Me sinto igual — respondeu sem conseguir esconder a melancolia por detrás da suas palavras. Teddy segurou sua mão e falou, firme:
— Nós vamos ficar bem, eu prometo.
— Sei que sim. E de toda forma, nós ainda temos um verão inteiro juntos.
— Na verdade, Vic, nós ainda temos uma vida inteira juntos. — E sobre aquilo ele esperava estar inteiramente certo.
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