Cant Buy Me Love

3 Capítulo Três: Como Cuidar de Pequenos Animais


Capítulo Três: Como Cuidar de Pequenos Animais



POV Bella

Mal vi o caminho de volta. Quando dei por mim já estava no apartamento de Edward. Ele me levou até o quarto e me colocou na cama, me cobrindo com a coberta. Então se deitou ao meu lado e tentou enxugar as minhas lágrimas.

– Não entendo por que você ainda está chorando. Aquele inútil não merece nenhuma de suas lágrimas. – Ele criticou, mas sua voz era suave.

– Ele era a minha única fa-família, Ed-ward. – Solucei. – A-gora eu n-não tenho na-da.

– Você tem a mim. Sempre terá a mim. Eu serei a sua família e você, a minha. – Ele disse.

– N-não é as-sim que funciona. – Eu resmunguei.

– Eu sei que não temos laços de sangue, mas os seus pais um dia foram estranhos um para o outro, não? Podemos começar a nossa própria família. Eu nunca vou te deixar, Isabella. Nunca. — Ele prometeu. Agarrei-me ainda mais a ele, chorando com vontade.

Como esse estranho podia ser tão bom pra mim (deixando de lado os distúrbios de personalidade dele), quando minha própria família me abandonara?

Naquela noite, Edward simplesmente dormiu ao meu lado.

No dia seguinte, sentia-me muito melhor e muito mais confortável naquela casa. Aquele lugar, Edward... Aquilo era tudo o que eu tinha.

Perto do anoitecer, desci para o banco para falar com Edward.



~~



POV Edward

Fiquei surpreso ao ver Isabella descendo do elevador. Meus seguranças não a pararam. Havia instruído os dois para não deixá-la sair do prédio, mas ela não havia tentado nada.

Bem na hora que Isabella vinha pelo elevador, Alice invadiu meu escritório pela porta do banco, como ela sempre fazia.

– Vim trazer o dinheiro para pagá-lo. – Ela disse, jogando-se no sofá em minha sala como se tivesse sido convidada.

– Vá embora, não viu que tenho visitas? – Perguntei irritado. Alice meramente olhou para Isabella com interesse.

– Não é nada demais, vim apenas para saber o que quer para o jantar, mestre. – Isabella falou corando completamente. Senti meu corpo ferver de desejo ao ouvir sua voz baixa me chamando daquele jeito.

– Mestre? Hmm, que coisa mais masoquista. Gostei! – Alice exclamou sorrindo maliciosamente.

– Não diga essas coisas, Alice, Isabella é especial. – A recriminei. Isabella me olhou com seus grandes olhos castanhos muito abertos.

– Especial? Vejo que sim. Então é esse o seu tipo de garota? – Alice falou levantando-se e indo na direção de Isabella, olhando-a com atenção. Ela se aproximou, afagando a cabeça dela. – Own, você é tão fofa!

Isabella sorriu abertamente para ela, com os olhos brilhando.

Confesso que tive inveja. Ela nunca sorrira daquele jeito para mim.

O que Alice havia feito para merecer aquele sorriso?

– Alice, venha aqui! – A chamei de lado, enquanto Isabella nos observava.

– Como você fez para ela gostar de você? – Perguntei, indignado.

– Gostar? Bem, ela parece ser uma garota tímida. Tem que ganhar sua confiança. – Alice falou, como se isso fosse óbvio. – Você não sabe disso?

– Se eu soubesse, acha que estaria te perguntando? – Eu disse, irritado.

– Você nunca foi bom no seu relacionamento com as pessoas. Mas não se preocupe, tenho uma coisa que pode te ajudar. Mais tarde trarei para você. – Ela disse, confiante, olhando para Bella, que nos olhava com curiosidade.

– O que é? Me dê agora! – Exigi nervoso.

– Não está comigo agora, obviamente. Mais tarde eu mando. – Ela falou. Então se virou para a saída.

Isabella também foi embora, me deixando com meus pensamentos.



Mais tarde naquele dia, quando eu já estava em casa, Alice me mandou um livro.

Um maldito livro!

Agora imagine o titulo?

“Como cuidar de pequenos animais.”

Então não era só eu que achava que Isabella parecia com um desses animais pequenos e assustados, tipo um esquilinho fofo?

Mesmo assim, me parecia inútil. No entanto, me peguei lendo o livro avidamente, como se ali houvesse a chave para conseguir a confiança de Isabella.



#Primeiro dia#

No primeiro dia, o animal se encontra assustado e estressado por ser colocado em um ambiente estranho. Não toque nele, deixe-o se habituar ao novo lar. Nunca deve usar de violência ou levantar a voz.



Isabella: Primeiro dia – Abusada sexualmente e confinada em casa.



– Merda, está tudo errado. – Gritei, jogando o livro no chão. Eu já sabia que havia feito tudo errado com ela, não precisava que um livro idiota me dissesse isso.

Nessa hora, percebi Isabella parada na entrada da sala, parecendo assustada. Tentei arranjar uma desculpa.

– Foi uma barata. – Expliquei, sem muita confiança.

– Oh, elas aparecem até mesmo em lugares limpos como este?! – Ela disse surpresa. Abaixou-se e pegou o livro. Seus olhos brilharam. – Você tem um animal de estimação?

– Hmm... Não, estava pensando em comprar um. – Menti.

– Ah, seria legal. – Ela comentou. Imaginei se não seria bom comprar mesmo um, já que ela havia gostado tanto da ideia. – Eles são tão fofos.

Ela parecia tão maravilhosa ali, com os olhinhos brilhando enquanto passava as páginas e via as fotos dos bichos. Quis agarrá-la ali mesmo.

Não o toque. O livro dizia.

Fechei as mãos com força, resistindo.

– Você pode ir dormir agora, vou trabalhar ainda. – Falei, querendo que ela saísse logo das minhas vistas.

– Ok. – Ela disse, parecendo surpresa.

Ela me entregou o livro e foi para o quarto. Continuei na sala, lendo aquele livro estúpido. Acabei dormindo no sofá mesmo.



#Segundo dia#

O animal ainda não está habituado aos arredores. Chame o seu nome gentilmente e lhe dê espaço. Repita isso pelos próximos dias.



No dia seguinte, fiz o que o livro mandava. Achava tudo meio idiota, mas situações desesperadoras pedem medidas desesperadas. Eu não sabia como agir perto de Isabella. Não sabia como agir perto de ninguém. Se aquele livro me ajudasse a ganhar nem que fosse um pouquinho a afeição dela, já seria lucro.

Naquela noite quando cheguei Isabella estava lavando os pratos do jantar e, ao invés de agarrá-la e fazer miséria com ela, como eu queria, chamei o seu nome com carinho. Ela me olhou com aqueles grandes olhos castanhos e brilhantes.

– Pode ir dormir sem mim, vou trabalhar um pouco mais.

Então saí de perto, me trancando no escritório para não fazer nenhuma besteira. Acabei dormindo ali mesmo. Nos dias seguintes, segui o que o livro dizia.



#Nos dias seguintes#

Após alguns dias terem se passado, ele vai permitir que você o toque. Afague a sua cabeça gentilmente e faça-o se acostumar com o contato físico. Durante esse período você não deve procurá-lo forçadamente. O truque é nunca surpreendê-lo.



Eu chegava do trabalho e Isabella estava sempre me esperando na porta. Parecia feliz em me ver, o que me fazia acreditar que talvez aquele livro idiota não fosse tão ruim quanto eu imaginava. Eu sempre afagava sua cabeça com carinho, como o livro mandava, e me trancava no escritório.

Todos esses dias sem dormir na minha cama estavam me deixando acabado. Sempre acabava dormindo no escritório. E esses dias sem tocar Isabella me deixaram cheio de tesão. Ia acabar fazendo uma loucura um dia desses.



– Você vai trabalhar hoje também? – Isabella perguntou quando cheguei do trabalho naquele dia. Afaguei sua cabeça com carinho, como fazia sempre e chamei seu nome gentilmente.

– Hoje não, estou cansado. – Falei. E estava mesmo. Minhas costas estavam me matando. Imaginei se conseguiria algo com ela hoje.



#E alguns dias depois...#

Sua insistente dedicação certamente fortificará. Ele começará a sentir profunda afeição por você.



– Que bom! Você deve estar mesmo exausto. – Ela falou toda alegre, com os olhos brilhando. – Vou terminar o jantar.

– Hmm... Pegue alguma bebida na adega também. Estou pensando em beber um pouco, se você me acompanhar. – Eu disse esperançoso.

– Ok, só um pouco. – Ela falou e foi correndo me obedecer. Tomei banho e quando voltei, a mesa estava pronta.

A comida estava deliciosa, como sempre. Isabella até que bebia bastante, mas não tinha muita resistência. No fim, tive que carregá-la para a cama. Ela ficou ali, corada devido ao álcool e apenas me olhando. Não tive como resistir.

Levei meus lábios aos seus, praticamente ficando fora de controle apenas com aquele ato. Para minha surpresa, os braços de Isabella vieram parar no meu pescoço. Ela nunca havia vindo de tão boa vontade para os meus braços.

Apertei o seu seio, ouvindo seu gemido baixo como se fosse música. Então ouvi a sua risada. Uma risadinha baixa e alegre.

– O que foi? – Perguntei, intrigado.

– Nada, eu apenas estou feliz. Pensei que meu mestre estava me evitando. – Ela falou, com a vozinha fraca.

– Por quê? – Quis saber, sem entender por que ela achava aquilo.

– Nós sempre comemos separados, você chega tarde e vai direto para o escritório. – Ela explicou.

– Ah, aquilo... – Não sabia como explicar. Mas Isabella me interrompeu.

– Diz de novo? – Ela pediu. Olhei para ela, confuso. – Alguns dias atrás você disse que eu era especial. Eu não te entendia muito bem, mas depois do que você disse... Não acho que você seja tão mal. Diz de novo?

Não me lembrei imediatamente do que ela estava falando, então me veio a cena com Alice, no escritório. Mais do que todos os meus esforços durante aqueles dias, aquelas palavras simples ditas impensadamente...

– Claro. – Concordei. Aproximei-me do seu ouvido e sussurrei. – Você é especial. Muito especial para mim.

– De novo. – Ela pediu.

– Você é muito especial, de várias maneiras. – Falei.

– Como assim? – Ela quis saber.

– Assim. – Eu disse, então a beijei avidamente, liberando o tesão que estava guardando durante todo esse tempo.



~~



POV Bella

Eu estava tomando banho quando Edward chegou do trabalho, no dia seguinte. Sem a menor vergonha, ele entrou no banheiro e ficou me olhando.

– Por favor, poderia me deixar sozinha, mestre? – Pedi humildemente.

– Por que eu faria isso? – Ele perguntou com a sobrancelha erguida, displicentemente encostado à pia.

– Eu estou tomando banho. – Falei o óbvio.

– Por isso mesmo, a visão é ótima daqui. – Ele disse.

Corei furiosamente, mas continuei a tomar banho, tomando para mim a missão impossível de fingir que ele não estava ali. No entanto, podia sentir seu olhar queimando a minha pele como uma visão de lazer.

Mal vi a sua aproximação. Edward tinha aquele jeito felino de andar, era difícil ouvir seus passos. Quando dei por mim, ele estava me abraçando pelas costas, beijando meu ombro e apertando meus seios com as mãos.

– Mestre... Vai molhar sua roupa. – Falei fracamente, enquanto ele apertava cada centímetro do meu corpo com aquelas suas mãos grandes e fortes.

– Não tem problema. – Ele murmurou.

– Mas você pode ficar doente... – Tentei.

– Então vamos sair daqui. – Edward desligou o chuveiro, pegou uma toalha e jogou sobre meus ombros, usando outra para enxugar meus cabelos. Quando ficou satisfeito, tirou a própria roupa e pegou uma toalha. – Pode me secar.

Peguei a toalha, corando, e comecei a enxugar os seus cabelos. Então desci para seu peito forte, abdômen e pernas. Minha entrada já se encontrava molhada em expectativa.

Edward então me puxou para os seus braços, me empurrando contra a parede. Ele começou a me beijar, apertando minha coxa, subindo para a minha bunda e o meu seio.

– Aqui não. – Resmunguei.

– Aqui sim. – Ele disse. Fez com que eu me virasse e me pressionou de barriga contra a pia de mármore.

O espelho enorme mostrava o meu rosto corado, meus lábios vermelhos e meus mamilos rígidos. Edward se encontrava às minhas costas, beijando meus ombros e pescoço enquanto uma de suas mãos brincava com meu mamilo e a outra se infiltrava entre minhas pernas.

Eu gemia descontrolada, fechando os olhos para não ter que me ver naquela situação constrangedora.

– Gosto do jeito como os seus gemidos ecoam aqui. – Edward sussurrou em minha orelha, mordendo o lóbulo em seguida.

– Mestre, por favor... – Tentei.

– Abra os olhos e veja o seu rosto no espelho, Isabella. – Edward mandou. Fiz o que ele dizia e vi também o seu rosto ao lado do meu, apoiado em meu ombro. – Veja como cora de prazer.

Neste momento ele ergueu uma de minhas pernas e senti seu membro em minha entrada, me penetrando. Gemi alto, o som ecoando no banheiro de mármore.

– Não há como negar, Isabella. Você gosta disso. – Edward falou.

Fechei os olhos, gemendo mais uma vez.

– Abra os olhos e veja. – Edward mandou. Fiz que não com a cabeça.

– Essa não sou eu. – Aquela mulher lasciva não podia ser eu.

– Claro que é... – Edward falou, estocando em meu interior. Voltei a gemer, meu corpo inteiro tremendo de prazer.

– Não... Você... Você faz isso comigo. Eu não quero. – Resmunguei.

– Não quer? Tem certeza? – Edward questionou. Ele soltou meus quadris e parou de se mover. Então se afastou e colocou os braços atrás da cabeça. Olhei para ele, perdida. Meu corpo inteiro gritava que queria o dele.

– Mestre... – Resmunguei, irritada.

– Peça. – Ele mandou. Mordi o lábio e, sem conseguir resistir, corri até ele e o abracei.

– Por favor. – Sussurrei.

Edward não riu. Ele me agarrou pelas coxas e me ergueu em seus braços. Carregou-me até a pia e me apoiou ali, penetrando-me imediatamente.

– Não pode mais fingir que não me deseja da mesma forma que eu a você, Isabella. – Ele disse, aumentando a velocidade de seus movimentos. Eu nada disse. Não tinha forças para articular uma só palavra. Joguei meus braços em seu pescoço, apertando seu corpo ao meu enquanto Edward continuava a estocar em meu interior.

Logo chegamos ao ápice juntos. Continuei agarrada a Edward, exausta. Não percebi quando ele me levou para a cama, mas logo percebi que estava num lugar macio, com um corpo quente ao meu lado.

Eu não sabia se devia me apaixonar por Edward, ou ter medo dele. Ele tinha duas faces, isso eu sabia. Uma delas era a que ele usava no meio em que trabalhava, a qual usava para lidar com seus clientes, subordinados e sócios. Aquele era o homem implacável, que não aceitava não como resposta. E muitas vezes esse homem tomava lugar quando ele estava comigo.

A outra... A outra era a que ele parecia usar apenas comigo: aquela do homem carinhoso, que cuidava de mim como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo. E eu tinha a impressão de que este homem existia há muito pouco tempo.

Aquele homem mal, irritado e pronto para obter o que queria a qualquer custo parecia ser quem ele costumava ser de verdade.

Tentava imaginar o que havia acontecido, por que Edward se tornara esse homem e por que ele havia mudado. Fiquei imaginando...

Teria sido por minha causa?

Enquanto aqueles pensamentos giravam na minha cabeça, eu ficava pensando que tudo ficaria bem se eu ficasse ao seu lado. Se eu me agarrasse a ele com muita força e nunca o deixasse ir, talvez ele nunca sofresse novamente.


Notas finais
Espero que gostem do cap... hehe
AH, DETALHE: NÃO VAI TER POST AMANHÃ NEM DOMINGO PQ VOU VIAJAR. =/
Bom final de semana p vcs, povos e povas.
Bjs