Cant Buy Me Love

5 Capítulo Cinco: Nossa Casa


Notas iniciais
NOTINHA LÁ EM BAIXO!!! LEIAM POR FAVOR!!!

Capítulo Cinco: Nossa Casa



POV Bella

O tempo com Edward parecia voar. Principamente depois de tudo o que havia acontecido ultimamente. Eu gostava da companhia dele, mas estar presa naquele apartamento estava me deixando nervosa e um pouco mal-humorada, apesar de eu não ser assim. Não sei como Edward percebeu isso, mas algumas semanas depois da história com Aro e James, ele me surpreendeu.

Estávamos na cama, depois de fazer amor.

– Amanhã uma amiga minha virá aqui para levá-la para sair. O que acha? – Ele disse enquanto acariciava meus cabelos.

– De verdade? – Eu perguntei esperançosa.

– Sim. Você se lembra da Alice, não é? – Ele perguntou.

– Aquela mulher baixinha do outro dia? – Eu perguntei interessada.

– Sim, mas não a chame de baixinha na frente dela. – Ele riu e eu fiz o mesmo. – Ela vai levá-la para fazer compras. Que tal?

– Mas eu não tenho dinheiro... – Falei, constrangida.

– Não se importe com isso. Você não quer sair um pouco de casa? – Edward questionou.

– Quero sim. – Afirmei.

– Ótimo. Ela virá buscá-la às dez horas amanhã. – Edward falou.

– Obrigada. – Eu disse.

– Mas Isabella, lembre-se... Nada de tentar fugir, por favor. – Ele pediu.

– Sim. – Concordei, embora não fosse preciso. Eu não tinha para onde fugir. E mesmo que tivesse, não sabia se iria querer. Havia me apegado muito a ele nos últimos tempos.



~~



Alice chegou pontualmente às dez horas. Ela afagou minha cabeça com carinho, como havia feito na primeira vez que nos vimos.

– Como você está? – Ela perguntou quando entramos no elevador.

– Estou bem. E você? – Perguntei educadamente.

– Estou ótima. Mas me diga, o Edward está te tratando bem, não está? – Ela quis saber. Corei.

– Sim, ele me trata muito bem. – Afirmei.

– Bom. – Ela disse.

Saímos no escritório de Edward, mas ele não estava lá.

– Deve estar se encontrando com algum cliente. – Alice disse.

Um dos seguranças de Edward estava na sala.

– O senhor Cullen mandou que eu fosse com as senhoras. – Ele disse.

– Ah, ótimo, Mike. Você carregará as compras. – Alice falou rindo em seguida. Não tive como não rir também.

Fomos de limusine para o shopping. Lá, Alice quis visitar cada loja de roupas, sapatos e lingerie que existia. Cada uma mesmo. No fim do dia, meus pés estavam me matando, mas eu estava feliz.

Eu gostava de Alice e seu jeito meio maluco e ativo, o oposto de mim, me dava certo conforto.

Mike carregou minhas compras para cima quando cheguei ao prédio de Edward. No apartamento, ele já me esperava. Quando viu as sacolas, ele riu.

– Aposto que ela te fez andar o shopping inteiro. – Ele disse.

– Eu nem sabia que havia tantas lojas de sapato. – Confidenciei. Edward meramente riu, dispensando Mike.

Então veio me abraçar, já colocando o rosto em meu pescoço.

– Eu preciso tomar um banho. – Falei. Por algum motivo, não me sentia no clima para ir para a cama com ele.

– Tudo bem, vou com você. – Edward disse.

– Hoje não, por favor. Estou cansada e dolorida. – Eu disse.

Edward me olhou com desconfiança, mas concordou.

Eu achava que uma ida ao shopping poderia mudar o meu humor, e até o fizera por algum tempo, mas agora voltava a me sentir mal-humorada novamente. Meu corpo estava dolorido e eu me sentia estranha. Tinha certeza de que isso logo iria passar.


~~



Edward chegou do trabalho na hora de sempre hoje. Depois daqueles estranhos primeiros dias, quando ele ficava lendo aquele livro sobre animais de estimação, ele começou a vir para casa cedo.

Eu fazia o jantar e sempre comíamos à mesa juntos. Como uma família. Ele havia dito que seríamos como uma família, ainda assim...

– Como foi o seu dia? – Ele perguntou, como perguntava todas as noites.

– Foi bom, e o seu? – Eu repliquei, sinceramente interessada.

– Meio estressante, mas no meu ramo é sempre assim. – Ele disse, suspirando. Então eu pedi que ele me falasse mais sobre o seu dia e ele me contou tudo, sobre os clientes que não queriam pagar e os empréstimos que fazia.

Eu gostava de ouvir tudo que ele tinha para dizer.

Há algumas semanas atrás eu não poderia imaginar que me afeiçoaria tanto ao homem que havia abusado de mim daquele jeito. Mas eu havia percebido, há algum tempo já, que ele no fundo era uma boa pessoa. Ficava tentando me lembrar de onde ele me conhecia, mas nada vinha à minha mente.

Então todos os dias, depois do jantar, enquanto eu estava terminando de lavar a louça, ele me abraçava por trás, afundando a cabeça em meu pescoço.

Hoje não foi diferente, fechei os olhos enquanto seu nariz percorria meu pescoço e fiz a pergunta. Aquela pergunta que eu fazia sempre.

– O que deseja agora, mestre? – Já sabia bem demais a resposta.

– Você. Tudo que eu mais desejo é você. – Ele respondeu, com aquela voz rouca que me dava calafrios.

Ele então me levou para o quarto e me jogou na cama, já arrancando as minhas roupas. Às vezes ele era mais calmo, mais carinhoso, mas na maioria das vezes ele usava certa violência.

Eu já havia percebido que aquele era o seu jeito de fazer amor. Edward não sabia a força que tinha e quando ele estava com muito tesão, não conseguia se controlar.

Ele me apertava, beijava e mordia por todo o corpo, nos lugares mais inusitados, me deixando encabulada e extremamente excitada. Hoje era um desses dias.

Edward usava os dentes em meus mamilos, me fazendo gemer de uma forma constrangedora demais. Isso doía, de certa forma, mas dava muito mais prazer.

– Isabella... – Ele sussurrou no meu ouvido, enquanto me penetrava, finalmente.

Minha entrada estava encharcada, mesmo assim sua passagem era difícil. Ele era grande demais e usava força demais. No entanto, não era doloroso, muito pelo contrario. Quando ele me tomava assim, eu gozava várias vezes, chegando à quase inconsciência.

Agarrei-me a ele com força enquanto ele estocava mais rápido, se forçando cada vez mais para dentro de mim. Um orgasmo me atingiu quando eu ouvi o som de sua voz, gemendo em meu ouvido. Ele estava chegando ao ápice, eu sabia. Quando ele gozou, seu líquido me preencheu, me dando outro orgasmo.

Ele me deitou na cama e me beijou sofregamente, deitando a cabeça em meu colo enquanto recuperava o fôlego. Edward então se levantou, indo até o banheiro. Fiquei deitada, esperando que voltasse. Ele sempre dormia comigo e eu ficava feliz por não estar sozinha.

Aquele meu momento de mal-humor e estranheza havia passado em pouco tempo. Agora, na maior parte do tempo eu me sentia excitada, querendo Edward por perto o tempo inteiro. Não sabia o que estava acontecendo comigo.

Outra coisa estranha de estar morando com Edward era que meus sentimentos estavam à flor da pele. Eu não era assim, não era tão emotiva sempre. Mas ficava cada vez mais descontrolada perto dele, principalmente quando ele fazia o que fez a seguir.

Edward cumpria sua palavra. Depois que fazia amor comigo, sempre me entregava um cheque de 50 mil dólares, como prometido. No entanto, não havia como eu me sentir pior na vida.

Quando fazia sexo com ele... Eu nunca havia me sentido daquele jeito. Apesar de a nossa situação não ser a mais comum, eu sentia prazer com ele. E eu sabia que estava começando a nutrir sentimentos por ele. Sentimentos que eu jamais senti por ninguém.

Por isso quando ele me pagava, eu me sentia suja. Aquilo não era certo. Não era o que eu queria. Queria pagar minha dívida com ele sim, mas não daquele jeito. Queria... Queria fazer amor com ele sem ganhar nada em troca, apenas a sua companhia. Era pedir demais?

Acho que por isso fiz o que fiz a seguir.

Edward voltou do banheiro e foi direto até o seu paletó, que estava jogado no chão. Ali pegou o talão de cheques e foi até a escrivaninha. Quando voltou para a cama, me entregou dois cheques.

– Um é pelo que acabamos de fazer, e o outro... – Ele sussurrou no meu ouvido, deitando-se às minhas costas e beijando meu ombro. – É pelo que vamos fazer agora.

Com aqueles cheques em minhas mãos, senti-me a pessoa mais desprezível do mundo. Empurrei Edward com força e pulei da cama, jogando os cheques em cima dele.

– Não, eu não posso... – Falei, começando a chorar. – Isso não é certo... Não é certo! Eu vou arranjar um emprego, qualquer coisa. Eu vou te pagar, mas isso não...

– Você sabe como o mercado de trabalho está hoje em dia, Isabella? Nunca terá dinheiro suficiente. – Ele rebateu, voltando àquele seu jeito frio.

– N-não importa, fa-rei q-qualquer coi-sa. I-isso não. Nun-ca. – Continuei, soluçando compulsivamente.

O olhar que Edward me lançou naquele momento fez meu coração se apertar. Ele abaixou o rosto e apertou o lençol com as mãos em punhos. Em seguida levantou-se, começou a pegar suas roupas no chão e vesti-las de volta.

– Mesmo depois que... Tudo que... Será que ser tocada por mim é tão desprezível assim? – Sua voz soava inexpressiva, quebrada. Não soube o que responder, apenas continuei a chorar. Edward não esperou que eu recuperasse a fala. – Muito bem então. Eu achei... – Ele engoliu em seco. – Mas isso não importa agora. Terá o que quer Isabella.

Ele então passou por mim em direção à porta.

– Mest... – Tentei dizer algo, mas ele me interrompeu.

– Vou sair agora e amanhã vou direto para o trabalho, mas esteja pronta quando eu voltar, vamos sair. – Ele disse. Sem esperar resposta, jogou o paletó sobre o ombro e saiu.

Meu corpo inteiro tremia, sem saber o que ele quisera dizer com aquilo. Não queria que ele saísse daquele jeito, com raiva de mim, por isso corri atrás dele. Quando cheguei à sala, no entanto, a porta do elevador já estava se fechando. Corri e ainda bati nela, mas foi tarde demais.

Em seguida voltei para o quarto, me sentindo péssima. Meu estomago estava embrulhado e minha cabeça doía. O que será que ele estava pensando agora? Ele me odiava? O que será que ele iria fazer agora?

Mal consegui dormir naquela noite, pensando em Edward. Eu queria dizer a ele... Queria dizer o quê a ele? Nem eu mesma tinha certeza do que eu queria dizer.

Passei o dia inteiro nervosa, chegando mesmo a vomitar algumas vezes. Nada parava no meu estômago. Arrumei a casa perfeitamente. Deixei tudo no lugar, pra que quando Edward chegasse não encontrasse nenhum defeito. E fiz o que ele mandou. Fiquei pronta e esperei que ele viesse me buscar.

Mas quando apareceu, Edward vinha seguido por seus seguranças grandalhões. Nem saiu do elevador.

– Que bom que você está pronta. Vamos, vamos logo. – Edward falou, mal olhando para mim. Entrei no elevador com eles e parei ao lado de Edward, tentando pensar em algo para dizer.

– Aonde vamos? – Consegui perguntar, com a voz fraca.

– Não se preocupe. – Ele disse apenas. Seu tom me calou, mas ainda queria dizer algo. Qualquer coisa...

Nós fomos o caminho inteiro em silêncio, Edward e eu no banco de trás e os seguranças nos bancos da frente. Ele olhava o tempo todo pela janela. Pouco tempo depois chegamos a um hotel. Os seguranças abriram a porta e descemos.

Logo na entrada, o gerente nos abordou.

– Senhor Cullen. – Ele cumprimentou.

– O quarto que eu pedi está pronto? – Edward perguntou.

– Claro, o melhor quarto. – O gerente garantiu.

Então nos acompanhou até a cobertura. Lá, Edward me mandou entrar. Ele e os outros homens ficaram parados na porta.

– Você vai ficar aqui por uns tempos. Mandarei alguém trazer as suas coisas para cá. Amanhã venho buscá-la logo cedo. Tenho um trabalho para você no banco, por isso não se preocupe com a sua dívida. – Ele disse, ainda sem me olhar nos olhos. Mal podia acreditar no que estava ouvindo. Não achava que ele fosse algum dia me deixar ir embora, me... Libertar? Essa não parecia ser a palavra certa. – Isabella... Vou fazer o possível para que amanhã seja a última vez que você me verá.

Com isso ele jogou a chave para mim e fechou a porta, me deixando ali sozinha. Sozinha...

Meu coração parecia ter parado no momento em que ele pronunciou aquelas palavras.

A última vez que o veria?

As lágrimas fluíram sem que eu percebesse. Dei por mim já com o rosto molhado, a frente da blusa encharcada com aquelas gotas quentes.

Olhei ao redor, para o quarto, e tudo me pareceu estranho, hostil. Principalmente aquela cama vazia e fria.

O que estava acontecendo comigo?

Eu não estava conseguindo o que queria? Edward não iria mais me tocar, não me ofereceria mais dinheiro para isso e ele havia acabado de me libertar. Já não morava mais com ele, poderia ir a qualquer lugar. Não era isso que eu queria? Não era?

Não... O que eu queria era ele. Só ele, sem dinheiro envolvido.

Eu devia ter dito... Devia...

Será que ele me aceitaria de volta se eu pedisse? Será que ele me odiava? Será que ele achava que eu não o queria? O que ele estaria pensando?

Sempre as mesmas perguntas, me atormentando cada vez mais. Edward ainda era um mistério para mim. Por que, no fim das contas, ele havia me resgatado, em primeiro lugar? Por que ele pagava tão caro apenas para dormir comigo quando podia conseguir qualquer mulher que quisesse de graça? E por que raios ele tinha que ser tão gentil comigo?

Embolei-me no chão, sem querer me deitar naquela cama, e chorei com mais intensidade do que nunca. Quando meu corpo não aguentou mais, adormeci.

Acordei apenas com as batidas na porta.

Lembrei que Edward havia dito que iria vir me buscar cedo e levantei correndo, quase caindo. Havia tomado uma decisão.

Edward estava parado na porta quando abri, com os dois seguranças. Eles entraram e um dos seguranças colocou a mala junto à cama, antes de sair.

– Troque-se, estarei esperando por você lá embaixo. – Edward disse apenas, em seguida virou-se para ir embora. Senti que se não dissesse o que pensava agora, nunca mais conseguiria, por isso avancei.

Agarrei as mangas da camisa de Edward e encostei minha testa em suas costas, sentindo o cheiro que eu havia desejado sentir a noite inteira.

– E-eu fico com o emprego, mas... – Engoli em seco. – Eu não gostei desse quarto, mestre. Quero ir para nossa casa.

Meus olhos arderam quando disse nossa casa. Esperava que ainda pudesse ser nossa.

Senti Edward estremecer quando eu disse aquilo. Vi suas mãos se fecharem em punho, então ele se virou e me agarrou pelos ombros com força, com muita força.

– Por que você insiste em brincar comigo dessa forma, Isabella? Eu não vou permitir isso. Tenho sido muito generoso com você, mas... – Ele parou bruscamente, como se não estivesse certo se poderia continuar.

– Eu não queria fazer amor com você por dinheiro. Eu não queria ser confinada em casa. Mas você foi muito bom para mim, Edward, e eu quero voltar para a nossa casa. – Falei com mais firmeza, mas com as pernas tremendo de medo. – Por favor, me aceite de volta.

Edward me puxou para os seus braços e me apertou neles. Com tanta força que achei que não poderia mais sair dali. Esperava mesmo que não.

– Vamos voltar então. – Ele sussurrou, parecendo outro homem.

Abriu a porta do quarto, segurando a minha mão com muita força.

– Mike, pegue a mala. – Edward mandou, rumando para o elevador comigo.

– Você vai me deixar trabalhar para pagar a dívida, não é? – Perguntei, duvidosamente. Não sabia o que faria se ele dissesse que continuaria a me pagar por sexo. Provavelmente não teria coragem de dizer não. Ficar sem ele era muito pior. Nem a minha dignidade era motivo suficiente para deixá-lo.

– Sim. Será minha secretária pessoal. Gostaria disso? – Ele perguntou, carinhosamente, olhando para mim como sempre.

– Claro, claro que sim. – Falei. Sentia que meus olhos deviam estar brilhando de alegria agora. Ele sorriu, seus lábios tocando os meus na mais suave das carícias.

– Quando chegar a casa, eu vou fazer sexo com você. Muitas vezes. – Ele sussurrou, me fazendo estremecer. Era constrangedor quando ele dizia este tipo de coisa, mas realmente me deixava excitada.

– Sem cheques. – Eu disse, decidida. Ele sorriu malicioso.

– Sem cheques, apenas orgasmos. – Ele riu quando eu fiquei vermelha e quase engasguei com saliva.

Ele era um pervertido mesmo, não tinha jeito.


Notas finais
Bom gente, esse é o PENÚLTIMO CAPÍTULO, como vocês devem ter percebido. O próximo é o ÚLTIMO.
E vocês devem estar pensando aí né, ELA VAI DEIXAR O MISTÉRIO PARA SER RESOLVIDO DO ÚLTIMO CAP? Pois é. Na verdade não era para ser realmente um mistério tão grande, era para ser apenas uma história de fundo, pra deixar todo mundo com uma pulguinha atrás de orelha, mas aparentemente vocês gostam de se focar nos detalhes... huahuahuahua
O importante é vcs verem como a relação deles foi crescendo aos poucos, como um foi mudando o outro.
E ACHO QUE EM BREVE DAREI A VOCÊS NOTÍCIAS SOBRE AQUELA LONG FIC QUE EU TINHA FALADO ANTES.
Bjus, espero que tenham gostado do cap.