Notas iniciais
A primeira história eu escrevi com todo meu amor e carinho, espero que gostem. E também que os rapazes que inspiraram essa história gostem.

~~ Narrador: Dylan ~~

Meus momentos no sexto ano foram ótimos, me recordava de todas aquelas lembranças maravilhosas conservadas na minha memória. O ano letivo havia terminado e eu entrei de férias. Por um longo período de tempo fiquei sem ver meus amigos, estava com saudades. Quando eu o vi terminando, pude me animar um pouco em saber que em breve eu os encontraria.

Aquele era o último dia de folga, comecei a arrumar desesperadamente meu material e organizar minhas apostilas escolares. Fiz algumas anotações na mão tentando não esquecer de dar comida pro cachorro. Estava tão desesperado que minha vida começou a se esvair lentamente. Tudo se tornou um sufoco porque deixei para fazer aquilo em último momento. Sentei em cima da bolsa e parei para refletir no que acontecerá quando eu os encontrar.

Terminei de arrumar tudo e deitei em cima da cama com o celular na mão. Consegui a pontuação máxima em um jogo e me animei um pouco. Meus dedos tremiam graças ao frio e a janela aberta não ajudava. Recebi uma mensagem naquela noite dizendo que alguns dos nossos amigos não se encontrariam mais naquela escola. Desapontei-me um pouco, pensando na falta que eles deixariam. Acabo por adormecer enquanto lia as mensagens de consolo do meu amigo.

Na manhã seguinte, acordei atrasado. O relógio não tinha despertado porque esqueci de me programar. Arrumo-me rapidamente sem deixar-me levar pelo fato de que não havia alimentado o cachorro. Depois de me trocar e colocar uma torrada queimada na boca, corro pro ônibus escolar indo direto pra escola.

Cheguei na escola. O barulho produzido pelas vozes dos meus amigos já me animava. Abri a porta com um sorriso, observando a todos eles, com exceção daqueles que saíram. Enturmo rápido com o grupo reunido, contando sobre minhas férias. De repente, da porta, surge um garoto. Cabelos longos, magro e cá entre nós, muito bonito. Seus olhos castanhos me fitavam até seu olhar se dispersar para uma carteira vazia. Acomodou-se na mesa e tirou todo seu material da mochila. Começou a fazer um desenho aleatório.

Ignorava meus amigos e continuava observando aquele garoto. Nunca havia o visto na minha vida, mas queria conhecê-lo. Um dos meus amigos tentou chamar minha atenção e fez uma pergunta aleatória. Nem me importei com ele e apenas assenti. Ele chegou em meu ouvido e sussurrou: "Ele parece ter namorada". Corei imediatamente, empurrando ele da carteira. Tentei desviar do assunto, assumindo uma posição demasiado masculina. Inflei o peito e disse com todo orgulho: "Ah, por favor. Eu gosto de mulheres, né. Sai dessa, cara!".

Seu desenho havia realmente ficado muito bonito. Era na verdade algo abstrato e difícil de ser captado, mas eu senti sua emoção se desbotar das cores daquele retrato. Uma loira chegou encostando seus peitos fartos em suas costas. Passou a mão pelos seus braços e chegou até o desenho como se quisesse seduzi-lo. Perguntou:

— Do que se trata este desenho?

— É um desenho abstrato — Responde com sua voz roca, que parecia sumir.

A garota mascava um chiclete, enquanto tentava destacar seus peitos por cima do rapaz. Sem entender coisa alguma do que ele disse, lançou uma fala aleatória que foi interrompida por sua amiga.

— Nossa amiga, olha que desenho bonito. Ele deve desenhar bem, né? Posso pegar seu caderno? — A garota de olhos verdes sem seu consentimento tira-lhe o caderno de suas mãos e começa a foleá-lo.

Uma morena chega por trás, e começa a observá-lo juntas. Dessa vez, as três se reuniram em torno do caderno demonstrando certo interesse por suas pinturas.

— Nossa, arrasou. Que lindo esses desenhos. Como você faz isso? — Stella, a loira, pergunta.

— Você faz algum tipo de curso, ou sei lá? Porque isso tá muito bom — Indagou Lindsay, a de olhos verdes.

— É, realmente. Que lindo. Faz um pra mim? — Interfere Liz, a morena.

As meninas são interrompidas pela professora que acaba de chegar na aula. Uma mulher, carregando uma flauta em suas mãos. Seus cabelos estavam presos com uma espécie de faixa, dando-lhe um ar exótico. Aquela era Starla, a professora de música. Seu grito percorreu pela sala, chamando a atenção de todos. Os agrupamentos foram desfeitos e eles se sentaram em suas mesas. Aquela mulher tinha certa autoridade para sobrepujá-los. Ela era muito temida.

Não conseguia prestar atenção em sua aula, apenas observar aquele garoto. Ele me atraía muito. Pouco me importava com os ensinamentos da mulher. Algumas vezes ele virava enquanto eu o observava, fazendo-nos corar ao mesmo tempo. Dispersávamos os olhares por um tempo, mas eu voltava a olhá-lo.

O sino tocou, indicando a troca de aulas. O professor havia se atrasado, então ficamos dispersados pela sala novamente. Aproximo-me do garoto, antes de ser barrado por aquelas três novamente. Fui empurrado para trás e cai sentado no chão. Começaram a encher o garoto de perguntas:

— Qual é o seu nome?

— Hector. — Responde o garoto em meio a tantas outras perguntas.

Finalmente sabia o nome de quem eu havia me apaixonado.

Notas finais
É isso ai pessoal. Se repararem, no social spirit vai estar +18, mas não terá nada demais como algumas de vocês esperam. É claro que pra isso vou colocar capítulos extras, caso queiram.