Candis
23 Inalcançável
Notas iniciais
"Inalcançável como uma estrela tão distante
um amor quase impossível
invisível como o ar
é tão inalcançável, tão sublime como um anjo.."
Inalcanzable
—2001-
Seus olhos brilharam ao ver a figura esguia no palco, dançando e tocando, girando como se nada tivesse fim.
Die parecia tão brilhante enquanto tocava, os fãs seguiam ele com os olhos atentos, como se estivessem enfeitiçados por sua presença.
Yuu também podia dizer que estava enfeitiçado. O seguia com os olhos quase como um imã.
Queria ser como ele, tomar o público daquela forma, performar tão perfeitamente quanto ele. O admirava há uns anos, mas somente agora pode vir acompanhar shows da banda, ver alguém da sua terra natal chegando ao ‘estrelato’ do visual kei, de alguma forma o fazia se sentir orgulhoso. Também queria alcançar esse status. E Die seria seu role model.
Ficou tão admirado, que mal percebeu que o show se aproximava do final. Queria que aquele momento durasse eternamente, para que continuasse a admirar seu ídolo.
Os olhares se encontraram quando a banda seguiu para agradecer o público, e o guitarrista abriu um grande sorriso em sua direção, fazendo com que Yuu se envergonhasse e timidamente correspondesse.
Os integrantes saíram do palco, e as luzes se acenderam, para os fãs saírem em segurança. O moreno apenas esperou que a multidão diminuísse para seguir o seu caminho, ainda tinha que voltar para sua casa e trabalhar no dia seguinte.
Caminhou pelo salão já mais vazio, quando ouviu um “hey” ao fundo. Virou-se, sem ter certeza que aquilo era para si. E se surpreendeu ao ver o ruivo vindo em sua direção, com o típico sorriso nos lábios.
Yuu sentiu o coração disparar, o rosto esquentar, e acabou ficando paralizado ali, até que o outro se aproximasse.
Sentiu como se uma energia gigantesca o emaranhasse ao guitarrista de cabelos vermelhos. E de alguma forma percebia que isso ocorrera com ele também, como se os olhos escuros mostrassem tudo para ele.
— Oi! — disse. — Eu… percebi que sempre vem nos ver. — Die continuou sorrindo, fazendo com que o outro, mais uma vez, correspondesse sorrindo timidamente de volta.
— Eu… eu… acho… eu gosto do som de vocês — gaguejou. — Gosto como você performa no palco…. — estava extremamente sem jeito, e tentou desviar o olhar, mas era como se a figura do outro o prendesse, e mesmo envergonhado, Yuu continuou o observando, seus traços marcantes, os olhos extremamente contornados de preto, contrastando com a pele pálida.
Die era tão bonito.
— Fico feliz que goste de nossa performance, é…. bem… como é seu nome? Quer vir com a gente, vamos para um ‘happy hour’.... — o guitarrista pareceu também levemente desconcertado, mas nada tirava seu brilho.
Ele continuava brilhando como se estivesse coberto pelas luzes do palco. Yuu levou alguns segundos, ainda o olhando atentamente.
— Me chamo Yuu… — fez uma leve reverência, vendo o mais velho corresponder.
— Então Yuu-chan, quer vir? — estendeu a mão,e sem pensar duas vezes o rapaz aceitou, seguindo na direção do camarim com o guitarrista.
O seguiu em silêncio, mas antes que entrassem no camarim, o ruivo voltou-se para ele sorrindo.
— Espero que goste da minha companhia — riu. — Eu sei que sou um pouco estranho, mas gostei de você. Parece ser alguém legal…
— Eu…. — Yuu sorriu, não iria confessar, mas seu sorriso abobalhado parecia transmitir tudo.
Obviamente ele iria gostar de passar um tempo com Die.
[...]
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