Can you keep the secret ?

12 Capítulo 11 - We are victims of ourselves.


Notas iniciais
Hello, peoples! Gente, vocês comentaram muito rápido wdhjdjkhnwdjkwe aqui está o proxímo capítulo :) ADIVINHEM O MEU SUSTO QUANDO EU VI QUE TINHA UMA MELISSA ACOMPANHANDO. Beijocas! * Música - Kings and Queens, 30 Seconds To Mars. * * Tradução - Somos vítimas de nós mesmos. * * A fict está acabando! ;-; temos aproximadamente 3 ou 4 capítulos! *

Saio do apartamento alugado e começo a andar perdida em pensamentos. Olho para as pessoas, e me vejo em um jogo divertido, tentando imaginar seus segredos.

Nenhum é tão oculto quanto o meu. Nenhum precisa ser tão oculto quanto o meu.

Faz dois meses que matei Márcia. Faz quase três meses que matei Lúcia. E esses segredos andam ocultos, que quase eu não os acho dentro do meu interior.

Paro em frente a uma lanchonete e entro, ouvindo o barulho da porta. Me sento em uma mesa, e olho para todos que estão naquele lugar. Uma pessoa me prende a atenção.

Usa um casaco preto, que oculta seu corpo me impedindo de decifrar se é um homem ou uma mulher, sendo a única dica os longos cabelos pretos que caem pelos ombros. Um chapéu inclinado sobre o rosto não me deixa ver as feições de tal pessoa, e acabo por me manter mais atenta. Este pede um café, o tomando devagar e saboreando devagar.

Esqueço a pessoa, e começo a comer, e nem percebo quando o ser que prendia minha atenção se senta ao meu lado. Me mexo um pouco para o lado, atenta e preocupada.

– Olá. — a pessoa comprimenta e não posso deixar de notar que aquela voz me parece familiar.

– Oi. — digo, nervosa, a voz tremendo.

– Fala sério. Isso não é o jeito certo de falar com uma velha amiga. — a pessoa balança a cabeça, deixando o chapéu cair. Abre o casaco, e eu acabo gritando.

Na minha frente está Juliet.

Ela pega o meu braço e me conduz até o lado de fora, andando comigo por um bom tempo. Penso em me soltar e sair correndo, mas a curiosidade me vence. Entro em seu apartamento, e ela se senta como se não tivesse acontecido nada demais.

– Mas... você estava na cadeia. — digo com a voz fraca.

– Estava. Pois é. E você estava em outra cidade. E Márcia está morta. Lúcia também.

Faço uma cara confusa, indo para perto da porta.

– O que as duas tem a ver com isso?

– Mais coisa que você imagina. Agora, uma coisa eu não sei — como você matou Márcia. Pode me contar?

Estou achando tudo incrivelmente estranho, mas acabo falando. Para me gabar dos fatos de ter matado mais de uma pessoa.

– Sufocada. — digo, fria. — Eu a matei sufocada.

Juliet assente.

– Isso é tudo que eu precisava saber.

Assim, ela abre a blusa de botões, revelando uma escuta.

Corro.