Can you keep the secret ?
11 Capítulo 10 - Tantos inimigos, tão pouco tempo.
Notas iniciais
Chuto a panturrilha de Márcia e a faço cair no chão. Chuto sua costela e me ajoelho ao seu lado, segurando a sua garganta.
– Por quê você está aqui? — indago, ainda segurando sua garganta contra o chão gelado.
– Juliet... um recado... — ela responde, engasgando.
– Como ela te mandou um recado? Você sabe o que aconteceu? Sabe onde ela está?
Márcia apenas assente com a cabeça, seus lábios ficando roxos com a falta do ar. Afrouxo o aperto apenas para que ela não morra ainda.
– Você não me respondeu.
– Ela me mandou uma carta... da cadeia. — ela diz pausadamente, ainda sofrendo com a falta do ar.
– O que a carta dizia? Você está com ela?
Márcia assente mais uma vez, e leva sua mão até o bolso da calça, puxando a carta devagar.
– Mais rápido! Eu não tenho o dia todo, garota.
Ela me entrega a carta.
Márcia, isso é urgente. Por favor, cumpra a risca o que eu escrever.
Lúcia está morta. Todos sabemos que Lúcia está morta. Ninguém sabe quem a matou. Pensam que sou eu, mas acredite em mim: eu não fiz nada.
Melissa fez.
A procure. A mate. Tente tirar a máscara de inocência que ela colocou no rosto, e mostre o que ela fez.
Por favor.
Por qualquer pessoa que teve vínculos com a Lúcia. Por qualquer pessoa que pode sofrer nas mãos da Melissa.
Por mim.
Juliet.
Dobro a carta e a coloco em cima da minha cama.
– Você pretendia me matar, Márcia? Sua amiga de infância?
Ela assente mais uma vez.
– Você sabe se Juliet está certa?
– Pelo o que você está fazendo agora... ela provavelmente está.
– Bom, você nunca vai saber.
Dizendo isso, pego o travesseiro e aperto contra o rosto roxo de Márcia. Ela se contorce em busca de ar, os cabelos pretos voando com os movimentos bruscos, que por fim, param. Eu tiro o travesseiro de seu rosto e saio, pensando que eu tenho que sumir dessa cidade por um tempo.
Não posso ser descoberta. Encontrada.
Minha vida depende disso, e de outras pessoas também.
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