Can this be real?
25 Capitulo 24 - Meu anjo
Notas iniciais
Acordei em uma cama estranha sem saber aonde estava, havia uma faixa imobilizando minha perna, uma faixa em minha cabeça, meu corpo tinha diversas feridas e tudo doía especialmente minha cabeça parecia que ela ia explodir a qualquer momento, soltei um gemido ao levantar e logo um homem alto que eu nunca vi antes entrou no pequeno quarto que me acomoda.
– Senhor Belikov, como se sente? – ele pergunta com um olhar preocupado, me pergunto se ele é algum tipo de médico, e espera...
– Belikov? O que? A onde eu estou? Quem é você? – Eu fiz todas essas perguntas, mas a que estava em minha mente era, Quem sou eu? O homem me olha com um pouco de pena e tristeza.
– Você sofreu um acidente, a sua carruagem caiu de um penhasco, você está em uma pequena fazenda da propriedade do senhor Mazur e eu sou um médico, eu estava acompanhando você no dia do acidente, mas eu pulei da carruagem antes que ela caísse. – Ele explicou com uma enorme calma e paciência.
Eu fiquei olhando para ele sentindo um pânico dentro de mim, por que eu não me lembro? Porque minha cabeça doi tanto? E porque eu tenho a sensação de que eu tenho algo importante para fazer? Alguém para proteger, começo a me agitar e o médico ou seja lá quem ele for, me entrega um como com um liquido amarelado.
– É um chá para você ficar calmo e diminuir a dor. – Ele diz e eu olho para o copo desconfiado. – Pode beber senhor, você está sob meus cuidados há duas semanas, se eu quisesse matar você, você nem estaria acordado.
Eu decido dar um voto de confiança, afinal o que eu tenho a perder? Eu nem sei quem eu sou ou onde estou, só sinto dor, dor e preocupação e eu nem sei porque eu estou preocupado, eu só sei que havia alguém me esperando, alguém que precisava de mim, eu espero me lembrar.
~VA~
Os dias passam e nada muda muito, as dores são cada vez menores e estão se tornando inexistentes exceto a do dor de cabeça, que é forte e parece piorar quando eu tento me lembrar de algo, é frustrante, a sensação de que tem alguém que precisa de mim não me abandona e isso só me frustra ainda mais, eu me sinto impotente, me sinto fraco e eu odeio essa sensação, eu quero ter o controle da minha vida, mas antes eu preciso me lembrar quem eu era.
A única coisa boa que me aconteceu nesses dias foram meus sonhos, eu sonho todo dia com um anjo, um anjo lindo com a forma de uma mulher, a mulher mais linda do mundo, seus olhos e cabelos castanhos, seu sorriso encantador, eu escuto sua voz doce chamando meu nome, eu quero ir até ela e encontra-la, mas sempre que chego perto dela eu acordo e isso aumenta a minha habitual frustração.
Eu me pergunto se tal mulher é real, se alguém da minha vida que eu não lembro, mas no fundo eu acho que é fruto da minha imaginação, não é possível existir tamanha beleza em uma pessoa só, aquela mulher é perfeita, perfeita demais para ser real, eu me pergunto se ela é realmente um anjo, um anjo que me espera além dessa vida, eu me pergunto se eu morrer eu vou encontra-la? Se sim eu anseio pela minha morte, pois a cada dia que eu sonho com essa mulher misteriosa mais eu me sinto próximo a ela, e eu anseio por ela a cada dia, eu contestava a minha insanidade, me apaixonando por uma mulher que eu só vejo em sonhos, uma mulher que eu nem sei se é real, definitivamente eu estava louco, completamente louco.
Mas tudo mudou depois de três semanas, os sonhos não eram mais com ela apenas me chamando, eram lembranças, memórias fragmentadas sobre ela, sobre quem ela era sobre como eu a conheci e o que ela significava, foi um sonho doce, intenso e torturante, mas o importante era que eu estava começando a me lembrar.
Me lembrei do nosso noivado de como sua beleza me impactou, mas do meu medo de ela ser uma marionete, ela fingiu bem durante a noite, mas as vezes ela liberava algumas frases me demonstrando sua personalidade e eu me animei.
Me lembro do nosso passeio de como tudo correu bem até eu falar uma coisa idiota e ela se fechar novamente, me lembro da nossa briga nas vésperas do casamento quando ela encontrou Natasha lá em casa, e tambpem me lembro do nosso casamento de como ela era a noiva mais linda que eu já vi mesmo estando emburrada, me lembro dela brigando com Natasha que tentava se envolver em um caso comigo, me lembro de como ela me pediu para faze-la minha no dia de núpcias e de como chorou quando suas roupas foram rasgadas, de como no dia seguinte eu fiquei admirado com seu apetite, ela não era uma mulher comum, ela era única e eu via isso e me sentia cada vez mais atraído e apaixonado.
Me lembro dela me contando sobre a minha irmã e de como descobrimos que foi o mesmo idiota que tentou violenta-la, me lembro da vingança que ela me pediu, e me lembro da nossa primeira noite, a primeira de muitas, me lembro de como foi perfeito de como foi mágico, me lembro da nossa viagem e dos nosso problemas durante ela, e depois de nossa ida a fazenda, me lembro da enorme felicidade que eu estava sentindo, de nós andando a cavalo e de como ela sempre caia, dos piqueniques, das noites de amor, de como nos entregávamos em qualquer lugar, no celeiro, no rio, era só estarmos sozinhos que nos rendíamos um ao outro, era incrível e me lembro do festival na aldeia e de como eu admiti que a amava, eu sentia a tanto tempo, mas guardava para mim, não queria assusta-la, nesse dia eu não me segurei e disse que a amava e ela me fez ainda mais feliz do que fazia quando disse que me amava de volta.
Minha esposa, minha vida, meu amor, minha Roza, eu precisava voltar para ela, e era isso que eu iria fazer.
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