Can this be real?

18 Capitulo 17 –Cansados


Notas iniciais
Boa tarde mais um capitulo, espero que gostem...

Depois dois dias exaustivos resolvendo negócios, eu finalmente iria para casa e finalmente veria minha Roza, estava morrendo de saudades dela, de tudo nela, do seu sorriso, das suas piadas, do seu olhar, do seu jeito único de me manter calmo e principalmente sentia falta de tocar seu belo corpo, se eu fechasse os olhos eu podia sentir seu cheiro doce e ouvir sua voz rouca de prazer gemendo meu nome.

Nesses dois dias durante a noite eu sonhei com ela, quando eu estava acordado eu só pensava nela, quando os homens com quem negocio me viram desacompanhado me ofereceram várias companhias femininas e se chocaram quando eu neguei todas elas, por mais belas que fossem as moças, nenhuma se comparava a minha esposa, nenhuma mulher no mundo se comparava a ela, ela era única.

Finalmente cheguei na minha casa em Baia, meu coração batia mais forte só de saber que eu iria vê-la agora, finalmente depois de dois longos dias exaustivos eu iria vê-la, e durante a noite eu iria compensar esses dois dias afastados, Rose era um vicio pra mim, um sobre qual que não tinha o menor controle, um que eu não queria controlar, eu estava totalmente a sua mercê.

A alegria que eu sentia se tornou preocupação assim que eu ouvi os gritos de Vik, entrei na casa rápido e me deparei com uma cena que eu não esperava ver, Rose e Vik discutindo, eu perguntei o que estava acontecendo enquanto observava a cena em minha frente, Rose me lançou um olhar de alivio, mas quem me respondeu foi Vik.

– O que aconteceu ? O que aconteceu foi que sua esposa querida mandou seus capangas prenderem meu namorado. – Vik estava histérica, típico dela quando lhe negavam algo.

Eu tentei absorver bem a informação, primeiro eu nem sabia que Vik tinha um namorado, eu não dei permissão para cortejo e segundo porque Rose mandariam prender o namorado de Vik isso não fazia o menor sentido, vendo a minha cara de confusão Rose resolveu me explicar melhor as coisas.

– Dimitri, eu e Vik fomos a cidade hoje e ela me disse que estava gostando de um rapaz, eu segui com ela para uma doceria e fiquei em uma mesa sozinha enquanto ela e seu namorado conversavam, mas depois de um tempo um amigo dele chegou, ele me abordou e disse que – Ela parou e me olhou demonstrando sua aflição ela respirou fundo e continuou – Ele disse que ele e o namorado de Vik participaram do incidente com Sonia. – Ela disse rápido.

Eu senti a raiva subir em mim imediatamente, todas elas me olhavam preocupadas, com exceção de Vik e Sonia, Vik estava furiosa e Sonia branca como o papel, provavelmente revivendo aquela maldita noite, Rose não inventaria algo assim e Vik de fato estava tendo um de seus ataques infantis.

– Todas vão se deitar apenas Sonia e Rose fiquem aqui. – Eu disse controlando minha raiva, pois minha vontade era de ir até aqueles dois e acabar com eles.

– Dimka... – Começou Vik

– Não me desobedeça Viktoria suba agora e sem mais ataques. – Ela me olhou incrédula e antes de subir lançou um olhar de ódio a Rose.

Assim que estávamos apenas os três me aproximei de Sonia que estava consternada, eu a abracei e logo ela começou a chorar desesperadamente, Rose apenas observava, ficamos assim por alguns minutos até que Sonia finalmente se acalmou.

– Sonia, você reconheceria eles? – Eu perguntei tentando manter minha voz calma apesar da minha fúria aparente.

– Sim, eu tenho pesadelos com seus rostos quase toda a noite – Ela disse com uma voz fraca enquanto secava algumas lágrimas que insistiam em cair.

– Tudo bem, vamos lá trás fazer o reconhecimento, tudo bem para você? – Eu perguntei e ela assentiu.

Fomos até o quarto onde dois homens estavam acorrentados, levei um candelabro até eles iluminando o rosto deles, mostrando para Sonia, ela voltou a chorar compulsivamente, o que me fez ter a certeza de que eram eles, minha sorte era terrível, o ex-noivo de minha esposa que quase a havia violentado, havia violentado minha irmã com mais dois homens e agora minha irmã mais nova estava namorando um dos agressores, e eu imaginava o quão “puras” eram suas intenções.

– Rose, leve Sonia daqui e vá para o quarto. – Eu disse em um tom duro, ela me conhecia bem sabia que não era por causa dela e apenas assentiu e saiu dali com uma Sonia inconsolável.

Furioso, essa palavra parecia pequena perto do que eu sentia nesse momento, era mais do que fúria, meu corpo tremia de tamanho ódio que o invadia, todos os acontecimentos foram acumulados dentro de mim, todos esses malditos homens sem alma que torturavam ou pretendiam fazer mal as mulheres cujo eu me importava, meu pai, Jesse, o conde esses dois, eu sentia raiva de todos eles, mas apenas dois sentiriam minha fúria, no fim a noite iria ser longa, mas não de prazer e sim de tortura.

~VA~

Quando cheguei ao quarto o sol já estava nascendo, Rose estava acordada,com uma cara péssima, me perguntei se ela ouviu os gritos daqueles desgraçados e quanto eles eram, espancados e dilacerados até que por fim encontraram a morte, apesar de ter despejado minha raiva neles dois, ainda havia um pouco dela dentro de mim, fora a frustração, sempre quando as coisas estavam se encaminhando aparecia alguém como o conde ou surgia um assunto antigo como esse, soquei a cômoda do quarto, Rose respirou fundo antes de falar.

– Achei que já estaria calmo depois de tudo. – Seu tom de voz era seco, aposto que finalmente ela deve ter visto com que tipo de homem se casou, deve me rejeitar profundamente agora, meu peito apertou na possibilidade de ela me rejeitar, mas eu nada disse.

– Você vai ficar ai de costas para mim sem falar nada Dimitri, sabe eu estou cansada disso. – Ela disse a ultima parte quase em sussurro como se dissesse mais para ela mesma do que pra mim.

– Rose o que você quer que eu fale? – Eu perguntei me sentindo miserável e com medo de sua possível rejeição.

– Eu quero que nós tenhamos uma conversa franca e quero que você esteja me olhando durante a essa conversa. – Ela disse e eu me virei para encara-la esperando o pior, e ela continuou — Eu conheço você eu sei que está com raiva e eu sei que você que está pensando no quanto eu devo te odiar agora que eu vi que você é um monstro, e francamente eu estou reza cansada disso, cansada de repetir as mesmas coisas, cansada de toda a vez que você fica nervoso ou irritado é sempre a mesma coisa.

– E o que você quer que eu faça, eu sou assim, é a minha natureza ser assim, me temperamento é esse. – Eu disse exasperado.

– Eu sei, mas você pode pelo menos não se fechar tanto e me dizer o que te incomoda, eu sempre tenho que ficar lendo você e imaginando como você se sente, já parou par pensar que eu quero que você me conte como esta se sentindo. – Ela disse em um tom exigente demonstrando toda a sua frutração. – Uma de suas irmãs me odeia e a outra está sofrendo um trauma terrível por conta de meu ex-noivo, e você passa a noite torturando pessoas e chega aqui transtornado e não tem a decência de me olhar e dizer como se sente, eu estou cansada disso tudo, eu quero um pouco de paz Dimitri, eu sinto como se fosse explodir, sempre alguma coisa aparece e nossa paz acaba.

Ela passou as mãos pelo rosto e pelos cabelos nervosamente, eu a olhei por um momento e entendi sua frustração, eu me sentia da mesma maneira, eu estava cansado de tudo isso, eu queria paz eu queria sossego e acima de tudo eu queria era que eu e ela vivêssemos em harmonia sem problemas.

– Eu me sinto da mesma forma Roza, eu não aguento mais isso, eu cheguei em casa ansioso para ver você novamente e quando chego me deparo com um maldito problema. – Eu disse com uma voz cansada, demonstrando tudo o que eu sentia, Rose me olhou e veio até mim, me abraçando, eu enterrei meu rosto em seu pescoço sentindo seu cheiro, ela me agarrava como se eu fosse sua tábua da salvação e eu fazia o mesmo, até porque ela era minha tábua da salvação.

– E o que vamos fazer Dimitri? – Ela me perguntou com uma voz baixa e cansada.

– Agora vamos tomar um banho e vamos descansar, amanhã vamos embora daqui, eu e você, vamos para um lugar onde nada disso irá nos alcançar. – eu disse e ela se afastou um pouco enquanto me olhava com curiosidade.

– E para onde vamos? – ela perguntou e eu dei um meio sorriso.

– Surpresa Roza, será uma surpresa.

Notas finais
Comentem o que acharam, beijos