Can this be real?
15 Capitulo 14 – Furia
Notas iniciais
POV – Rose
O caminho até a hospedaria foi silencioso, Dimitri estava nervoso, muito nervoso, bem eu também, mas ele parecia que iria explodir, parecia que a qualquer momento ele iria mandar o cocheiro dar a volta para ele socar o conde até o mesmo cair inconsciente ou morto, eu mesma queria socar a cara daquele homem, ele era totalmente repulsivo, quando ele me fez aquela proposta eu mal pude acreditar.
Flash Back On:
– Como é seu primeiro nome senhora Belikov? – O conde me perguntou enquanto dançávamos, seu hálito cheirava a álcool e estava me dando nojo, mesmo que ele apenas me tocasse nos lugares aonde a dança permitia, seu toque me enojava, ainda mais pelo seu olhar de pura luxuria em mim.
– Rosemarie – eu respondi um pouco rude, não conseguia mais disfarçar minha repulsa a ele.
– Lindo nome, assim como a dona dele, Belikov tem sorte de ter como esposa. – Ele disse em tom que deveria ser galante, mas a mim causava nojo, eu não via a hora dessa maldita música acabar, quando viu que eu não ia responder ele continuou – Vejo que é tímida Rosemarie, eu gosto de mulheres assim.
– Senhora Belikov, não somos íntimos. – Eu respondi ríspida.
– Mas poderíamos ser – Ele disse me puxando mais para si – Podemos ter uma conversa em particular em meu escritório, vai ser um grande prazer te ver sem esse vestido.
E foi aí que a confusão começou.
Flash back Off:
Chegamos a hospedaria e subimos ao nosso quarto em silencio, Dimitri mal me olhava, eu sabia que era porque ele estava com raiva, muita raiva, apesar de eu saber essa raiva não era direcionada a mim, ele não gostava que eu o visse com raiva, ele acreditava que isso me faria teme-lo, ele ainda tinha medo de que eu o visse como um homem rude, bem ele era um homem rude, não comigo e não o tempo todo, mas fazia parte da personalidade dele ser assim, e eu não via problemas nisso eu não era o exemplo de delicadeza, Dimitri parecia não entender muito bem isso, ele tinha medo de se tornar o pai dele e isso o atormentava quase o tempo todo.
– Eu vou descer e beber um pouco, não saia do quarto – Ele disse ainda sem me olhar, se esforçando para não colocar toda a sua raiva em seu tom.
– Eu só vou chamar alguma das suas irmãs para me ajudar com o vestido – eu disse em um tom baixo.
– Tudo bem, chame e volte para o quarto e não saia daqui. – ele repetiu e saiu.
Eu queria gritar e dizer que ele não mandava em mim, que eu não era uma criança para ser mandada, mas eu sabia que isso iria piorar a situação, eu estava aprendendo a lidar com ele, quando ele estava assim o melhor era deixa-lo sozinho um tempo e depois conversar com calma, sabia que se discutisse com ele agora só iria o fazer ficar com mais raiva e agora era tudo o que eu não queria, sai do quarto e ia chamar Vik, mas percebi que eu precisava conversar com alguém, e não era bom para Vik e nenhuma das irmãs de Dimitri se envolverem nesse assunto, então resolvi chamar Olena para me ajudar, ela com certeza tem experiência com esse tipo de assunto devido aos anos de casamento com o pai de Dimitri, bati em sua porta e pedi ajuda ela prontamente veio me ajudar, pelas suas feições preocupadas ela sabia que algo havia acontecido e assim que chegamos ao meu quarto ela começou a puxar assunto.
– Vocês brigaram? – Ela perguntou assim que começou a me ajudar com vestido, percebi que ela estava temerosa com uma possível briga.
– Não Olena, nós não brigamos, aconteceu outra coisa – eu contei a ela sobre a proposta do conde e de como Dimitri o havia socado e de como ele estava furioso e eu simplesmente não sabia o que fazer, Olena ouviu tudo atenta, ela não demonstrou surpresa quando eu disse o que o conde queria o que me fez imaginar se tal proposta já foi feita a ela.
– Isso já era de se esperar, você é muito bonita, sabia que teria esse tipo de problemas, isso não é muito incomum, esses homens passam por cima de qualquer um para conseguir o que desejam, eu fico aliviada e orgulhosa pelo meu filho ter recusado, ele é um homem bom. – Ela disse, e eu comecei a duvidar mais sobre ela já ter passado por isso.
– Olena, você já passou por isso? – Eu perguntei.
– Sim, mas no meu caso, meu marido aceitou, depois disso eu resolvi não ir mais para nenhum baile – Ela disse em um tom amargurado, eu me arrepiei e senti pena dela imaginando tudo o que sue marido a fez passar, quanto mais eu ouvia sobre ele mais raiva eu sentia por ele.
– Sinto muito, eu nem imagino como foi difícil para você ser casada com ele por tantos anos, eu tenho sorte de Dimitri não ser assim, às vezes ele é difícil, como agora eu nem sei o que fazer para deixa-lo calmo, eu me sinto impotente. – Eu desabafei, já havia tirado o vestido e estava com minha combinação.
– Rose – Olena disse segurando minhas mãos – Se tem alguém que pode acalmar Dimitri esse alguém é você, ele é difícil e muito fechado, sem contar que é demasiado sério, mas depois que vocês se casaram ele mudou, você fez muito bem para ele, eu não sei o que você faz ou como, mas sei que só você pode acalma-lo – Ela disse me olhando com olhos gentis eu ia responder, mas Dimitri entrou no quarto – Vou deixa-los sozinhos, boa noite.
Assim que Olena saiu Dimitri foi para janela do quarto, ele ainda estava visivelmente nervoso, eu pensei nas palavras que Olena acabara de me dizer, “tem alguém que pode acalmar Dimitri esse alguém é você” , respirei fundo e me aproximei dele, passei minhas mãos por suas costas tensas, e fiquei acariciando até seus músculos relaxarem um pouco e então o abracei por trás.
– Roza...
– Eu sei Dimitri você está com raiva e quer socar o conde até a morte, eu admiro você por isso, mas eu... – Ele se virou abruptamente e me encarou, surpresa, confusão e raiva, estavam em seu olhar.
– Admira? Porque? Porque você me admira quando tudo o que eu quero fazer é violento, você deveria estar com medo de ter um desequilibrado como marido. – Ele bradou, me mostrando todos os seus medos, todos esses medos que eu conheço bem, o medo de eu odia-lo e acha-lo um monstro, o medo de ser como seu pai, eu respirei fundo e o encarei tentando passar todo o meu carinho e admiração por ele com meu olhar.
– Dimitri eu te admiro porque você não me vendeu como se eu fosse uma mercadoria para aquele homem asqueroso me usar como desejasse, eu te admiro porque você me defendeu. – Eu disse em um tom calmo, mas Dimitri continuava nervoso, seus punhos estavam cerrados e seu maxilar contraído.
– Eu nem quero pensar no que ele queria fazer com você, só de pensar outro homem te tocando – ele fez um som de frustração e me segurou pelos braços com força – Você é minha, e apenas minha, nenhum homem vai te tocar além de mim. – Ele disse furioso e eu me assustei um pouco com seu tom, ele me soltou ao perceber minha reação e me olhou arrependido, e se virou de costas novamente.
– Dimitri, olhe para mim – eu pedi, ele relutou um pouco, mas se virou, seu rosto era um misto de sentimentos, arrependimento, medo, fúria, mas o que mais se destacava era o desejo. – Eu sei que eu sou sua Dimitri, e nenhum homem vai me tocar além de você, e sabe o que eu mais desejo agora?
– Não – Ele me respondeu, eu via seu conflito interno.
– Eu desejo que você me mostre que eu sou realmente sua – Eu passei as mão sobre seu peito – me mostre Dimitri – eu disse em um tom baixo.
E como se fosse uma ordem, Dimitri me puxou para si me beijando com fúria e paixão, geralmente ele era carinhoso e delicado, mas hoje não iria ser assim, hoje Dimitri queria me mostrar que eu pertencia a ele, não havia carinho ali, apenas um desejo selvagem, em outra época eu ficaria temerosa com o que ele pudesse fazer comigo, mas agora eu queria que ele me fizesse sua, eu o desejava com força e não me importava mais nada, apenas suas mãos em meu corpo, sua boca na minha e seu membro pulsante que logo estaria dentro de mim.
Ele rasgou minha combinação me deixando nua, eu logo tratei de tirar sua camisa, e ele me jogou na cama e deitou sobre mim, suas mãos exploravam todo meu corpo, enquanto ele mordia e chupava meu pescoço, ele fez o percurso até meus seios, os chupando como nunca antes havia feito, ele os chupava com fúria, eu gritava e gemia sentindo um prazer que eu nunca senti antes, ele enfiou dois dedos dentro de mim, e me estocava rápido, indo cada vez mais fundo, eu estava perto da liberação quando ele parou.
– Hoje eu quero que você goze quando meu pau estiver dentro de você – Ele rosnou, eu arfei surpresa e excitada ele nunca havia usado palavras baixas assim comigo.
Ele logo se livrou do resto de suas roupas e quando eu menos esperei ele estava dentro de mim me penetrando com força, ele colocou minhas pernas sobre seu ombro e me penetrou mais fundo.
– Dimitri – Eu gemi e gritei ao mesmo tempo
– Isso Roza geme meu nome.
Ele continuou a investir com força, enquanto eu gritava e gemia seu nome, de repente ele saiu de dentro de mim e me virou de bruços e me ajeitou para que eu pudesse ficar de quatro e logo me penetrou novamente com a mesma fúria anterior, ele agarrou meus cabelos com uma mão enquanto a outra fazia círculos em meu clitóris, eu estava a preste a desmaiar de tanto prazer principalmente quando ele se inclinou sobre mim.
– Diz que é minha Roza. – Ele rosnou em meu ouvido
– Eu sou sua Dimitri – Eu disse com minha voz falha devido ao prazer que eu estava sentindo, logo minha liberação veio e duas estocadas depois Dimitri se derramou dentro de mim.
Caímos na cama ofegantes, tudo o que eu conseguia pensar era, o que foi isso, meu corpo ainda tremia um pouco devido ao orgasmo violento.
– Sabe camarada – eu disse quando recuperei um pouco meu fôlego – Acho que você deveria se estressar mais vezes. – Ele riu, e eu fiquei aliviada de ter meu Dimitri relaxado novamente.
– Só você mesmo Roza – Ele disse me puxando para seu peito, depositando um beijo em meus cabelos, a história do conde foi esquecida e logo estávamos dormindo em perfeita harmonia nos braços um do outro.
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