Can You Save Me?
17 Next To You
Notas iniciais
Dê-me amor como nunca antes
Porque, ultimamente, eu tenho desejado mais
E faz algum tempo, mas eu ainda sinto o mesmo,
Talvez eu deveria deixar você ir
— Give Me Love (Ed Sheeran)
POV’S Francesca
— Não, não...para por favor! – Eu me debatia e tentava escapar dele enquanto o mesmo apenas ria e continuava com as cócegas – É sério, para – Minhas risadas e as de Diego ecoavam pela casa inteira, ainda bem que seu pai não estava em casa naquele momento.
— Só paro se me der um prêmio – Ele sorriu e em meio de tudo aquilo, percebi que era muito sortuda por ter alguém como ele ao meu lado, sempre pronto para me defender, proteger e simplesmente me fazer feliz a cada instante.
— E que prêmio seria esse?
Cessou as cócegas e logo pude sentir o gosto doce já tão conhecido por mim...o gosto de seus lábios, as coisas ultimamente pareciam estar bem mais intensas desde que começamos a sair e então ter um relacionamento sério.
Eu estava nas nuvens, até escutar alguém pigarrear.
— Oi pai – Diego ajeitou-se no sofá rapidamente ao ver Gregório parado nos observando.
— Olá Diego, Olá Francesca – Nos cumprimentou e sorriu, ou eu estou tendo ilusões ou Gregório estava de bom humor naquele final de tarde.
O pai de Diego sempre fora conhecido por ser um pouco rígido com seu filho e alunos, já que lecionava na St. George’s College há alguns anos. Quando éramos pequenos sempre preferíamos ir na casa de Vilu ou de León, pois tínhamos um certo medo de Gregório, e Diego nos entendia perfeitamente bem.
— O que aconteceu? – Diego questionou Gregório e pude constatar pela sobrancelha arqueada que ele também estava confuso com o ar alegre repentino do homem a nossa frente.
— As coisas estão dando muito certo para mim hoje, apenas isso – E com um certo tom de mistério, riu de leve e saiu da sala, deixando nós dois sem entender nada.
— Okay, me diz que não foi só eu que achou isso estranho – Diego disse e foi o suficiente para que caíssemos na gargalhada.
As coisas sempre andaram um pouco lentas entre mim e Diego, ambos tínhamos medo do que poderia acontecer caso assumíssemos nossos sentimentos em relação ao outro. Até que em um dia, do nada, ele apareceu em meu apartamento.
— Oi Fran...- Diego sorriu e coçou a nuca, mesmo eu estranhando o fato de ele estar ali, retribuí o sorriso.
— Hey, entra!
Ele parecia um pouco apavorado, no momento em que percebi, me senti preocupada, até demais.
— Bem, vou falar antes que eu perca toda a coragem que passei anos juntando- E de preocupada fui rapidamente à nervosa — Lembra aquela vez em que estávamos eu e você indo para casa após termos ido tomar sorvete com Broduey e Camila quando tínhamos quinze anos?
— Que acabou chovendo e viemos brincando na chuva feito duas crianças? Lembro – Ri ao lembrar-me daquilo, mas ainda sem entender onde o garoto moreno em minha frente queria chegar.
— Antes daquilo eu já estava um pouco confuso em relação aos meus sentimentos, mas a partir daquele momento eu tive a certeza de que estava apaixonado por você. E após quatro anos isso não mudou Fran.
No momento fiquei surpresa, mas depois de absorver aquilo um sorriso foi formando-se em meus lábios, já que fora mais ou menos na mesma época que eu começara a sentir coisas diferentes por Diego, que até o tal momento era um de meus amigos.
— Uma semana depois a notícia de que estava saindo com Luke corria pelos corredores da escola – Ao ouvir aquele nome, meu sorriso se desmanchou – E minhas esperanças foram se esvaindo.
Luke fora uma das piores pessoas que eu poderia conhecer no mundo inteiro, era possessivo demais e pensava que eu era sua propriedade, até que bati de frente com ele e o mesmo segurou meu braço com muita força, estávamos no pátio da escola, pensávamos que era somente eu e ele naquele lugar.
— Até que eu fui no pátio aquela vez e vi que ele estava gritando contigo, fiquei com tanta raiva que se pudesse bater nele até ele ficar inconsciente eu juro que faria.
— Lembro que assim que você viu que meu braço tinha ficado avermelhado com a pressão você quase que partiu para cima dele mesmo que ele fosse mais velho e mais forte, só parou de confrontar ele quando outras pessoas foram ver o que estava acontecendo e Federico segurou você — Sorri de leve e percebi que do nada, lembranças como aquela não me afetavam mais, poderia ser o fato de que estava ali, com Diego.
— Ei, eu tinha chance contra ele – O mesmo riu e aquilo foi o suficiente para mim constatar que o que sentia por ele não havia mudado nada – Mas enfim, eu queria ter te protegido desde aquela vez ou até mesmo antes, queria e ainda quero ser o único. Porém eu sei que isso não é possível de acontecer, apenas vim aqui te dizer isso porque cansei de guardar para mim – Desviou seu olhar para o chão.
— Como você tem tanta certeza de que não é possível? – Segurei seu rosto delicadamente fazendo o mesmo olhar para mim e o beijei.
— Amor? Está tudo bem?
Me despertei de meus devaneios e sorri, voltando à realidade e encontrando os olhos cor de avelã que tanto adoro.
— Sim, apenas estou lembrando de quando um maluco apareceu em meu apartamento falando várias coisas há alguns meses.
— Maluco que você ama né – Falou convencido e eu apenas revirei os olhos.
— Enfim, vou indo para casa...no caminho passo na casa do Vargas para ver como ele está – Falei e sorri ao perceber que chamei León da forma que chamávamos ele em algum momento de nossa infância.
— Mas já? – Diego falou fazendo beicinho e tive que me conter para não ficar ali.
POV’S Violetta
Hello Vilu, esqueceu-se de mim?
Aquele fim de dia poderia ter sido perfeito se um simples sms não me deixasse louca, após o acidente de León eu passei a ter medo de números desconhecidos.
— Vilu, está tudo bem? – León olhou do celular para mim, com uma sobrancelha arqueada.
O León de antes sabia das coisas da minha vida, mas esse não lembrava de nenhuma delas, pensei que o melhor a fazer seria deixar ele sem saber, talvez se você não conheça esse lado você esteja a salvo.
— Está sim amor, é apenas minha avó me cobrando uma visita...tenho que ir lá logo ou ela vai me matar – Eu era péssima na arte de mentir, mas León pareceu acreditar.
Saímos do deque da piscina pelo fato de estar ficando frio e fomos para a sala, logo vendo Fran entrar rapidamente pela porta da frente.
— Desculpa a má educação – A mesma apoiou suas mãos em seus joelhos e aí percebi que a garota estava ofegante, e isso não era resultado dos passos saltitantes que Fran costumava dar por aí – Mas quando eu vim para cá eu encontrei um cara escondido atrás do muro, posso ter sido imprudente mas saí correndo atrás dele, sem deixar de fora os gritos, óbvio.
— Ei ei, calma Fran – León pronunciou chegando perto da amiga, pelo menos o nome da mesma ele lembrava.
— Quando eu cheguei eu pude ouvir ele dizendo algo como “Isso fará Violetta não ter mais saída a não ser aceitar ” – Eu estremeci no momento em que ouvi meu nome, Fran tinha feito questão de imitar o tom de voz do tal homem.
— Isso o que? Ah meu deus...- Sentei no sofá e logo outro sms se faz presente na tela de meu celular.
Violetta Castillo, você irá pagar caro por isso.
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