Can You Protect Me?

6 VI. Rosas têm espinhos...


Notas iniciais
YOOOOOOO!!!! * PEDRADAS* AIN!!! Calma!! Nas notas finais tem tudo que precisam ou querem saber… Por hora apenas BOA LEITURA!

Orihime observava a sua mão, já cuidada por Ulquiorra enquanto tentava não encostar a mesma em nada para que não sujasse. Shiffer bebia o seu chá enquanto lia o seu livro atento às palavras. Orihime percebia que ele estava entretido no livro que, agora, era a sua companhia. Essa serenidade de Ulquiorra era como uma outra face dele. Aquela que não a deixava rancor ou desconfiança. Aquela que a fazia pensar que, talvez (mas só talvez) pudesse confiar nele. Mas, claro, que coisa absurda certo? Ele a tirou tudo que ela gostava e quer afastar quem a donzela ama para bem longe. Isso a faz pensar que ele só queira desejar e fazer mal a ela mas desde o que acontecera mais cedo, Orihime não conseguia deixar de pensar em Ulquiorra e no quanto isso pode ser falso.

“ O que ele realmente pensa? Quais serão as suas verdadeiras intenções?”

– Porque me ajudou? – Olha para ele ainda tentando entender.

Os olhos profundos de Ulquiorra desviaram a sua atenção para Orihime que o observava do sofá da sala.

– A minha mão… porque me ajudou a cuidar da queimadura?

– Mesmo depois de tudo, ainda continuo a ter uma promessa com a sua mãe. – Afirma marcando o seu livro e o fechando na página em que lia. – Ela quer que vós fiqueis bem e a salvo, o combinado foi que ela te deixasse e, enquanto isso, eu te curava e te proporcionava uma vida confortável. E não sou tão horrível a fim de a deixar com uma queimadura e não cuidar dela.

– Me fazer de vossa criada é o mesmo que eu ter uma vida confortável?

Orihime suspirou cansada e olhou para o alto, pensativa sobre aquilo tudo.

– Ouvi dizer que… a sua mãe tem prados. – Continua a beber o seu chá falando pausadamente, mudando de assunto.

– Sim… ficam do lado este de casa.

Os olhos curiosos e grandes de Orihime reagiram a essa pergunta. Ela esquecera-se completamente dos prados. Eles eram tão importantes para a sua mãe. Como pudera se esquecer de algo tão significante como isso?

– Ireis tomar conta deles de agora em diante.

– Eu não sei como cuidar deles.

– Deveis ter alguém tomando conta por hora, certo?

– Sim… Um camponês amigo de minha mãe.

– Ora, aprenderás a cuidar deles com esse camponês e aprenderás a ser doméstica com a minha ajuda. – Pousa a sua chávena delicadamente sobre o pires de porcelana. – E tem uma coisa muito importante, quando conhecidos seus perguntarem por vossa mãe, diga que ela viajou de emergência.

– Viaj-

– E não dê demasiados detalhes. – Cortou não a permitindo perguntar mais nada.

Orihime parecia não desistir de detalhes. Via-se pela sua face que tentara falar algo mas desiste assim que o vê levantar de seu assento e ir para o quarto. Que desleixada. Os prados são fazem parte da sua infância. Orihime sentia-se mal e estava, estranhamente, a sentir-se estúpida. A sua mão ainda doía mas, tinha confiança de que o “ remédio” de Ulquiorra a tivesse ajudado.

Olhou para a janela, já começara a escurecer. Outro dia já se começava a passar. Estranho como os dias se passavam assim tão rápido ultimamente.

~*X*X*~

De um lado um pouco afastado da vila e do mercado, depois de atravessar a pequena floresta de bagas vermelhas, encontravam-se casas enormes e luxuosas com famílias bem vestidas e apresentáveis. O “segundo paraíso dos nobres”. Lá muitos eram inimigos uns dos outros mas sorriam e falavam falsamente como se fossem íntimos. Cada casa tinha uma arquitetura diferente e cores igualmente diferentes.

De entre todas essas casas que mais pareciam palácios, a dos Kuchiki era sem dúvida o mais adornado com flores e árvores de cerejeira com uma entrada em que o verde e o rosa se misturavam dando um toque perfeito de sutileza. Os muros da casa, feitos de pedras rústicas, tinham delicadas eras a subirem por ele.

A noite caía e ao mesmo tempo, chegava a hora do jantar na mansão Kuchiki. Rukia já se encontrava sentada na mesa de jantar, logo ao lado de seu irmão Kuchiki Byakuya que bebia um gole de seu vinho. Kurosaki estava em sua frente, do outro lado da mesa olhando para a donzela com um sorriso doce. Era raro Kurosaki entrar na mansão dos Kuchiki ou mesmo juntar-se a alguma refeição, mas naquele dia, Kuchiki Byakuya fez a questão de o convidar pessoalmente para um amigável jantar na sua residência.

A mesa estava completa de boa e saborosa comida e Rukia aproveitava cada pedaço da refeição saboreando cautelosamente.

Rosas têm espinhos…

– Então, Rukia, como fora o dia com o Rei?

– Fora bom. – Olha para o irmão mais velho com um sorriso e olhar doce. Depois, respirou fundo e olhara para a mesa pensativa e com um semblante um pouco triste.– Embora que… -- Desviara o olhar para Kurosaki. – Eu gostasse que Kurosaki estivesse mais comigo…

…Espinhos cortam…

– Kurosaki não esteve consigo? – Olha para Ichigo com um olhar severo, até mesmo ele fora apanhado de surpresa. Não esperava que Rukia o fosse denunciar ao seu irmão… estava mais á espera que ela o dissesse pessoalmente isso ou que o perguntasse onde ele fora e o que fora fazer.

– Esteve mas… demorou muito fora do palácio…-- A voz chorosa e mimada de Rukia fez Kuchiki mais velho ficar chateado com Ichigo. – Ele disse ter ido para o mercado… no final, ele demorou muito por lá.

Ichigo conteve a insatisfação porque afinal, Rukia era frágil em coisas como essas e ela tinha razão. Ichigo queria mais é estar com Orihime do que propriamente com Rukia? Não… Ichigo amava Rukia demais para sentir ainda algo por Orihime… no máximo apenas sentia saudades dela.

– E posso saber onde fora, Kurosaki? – Ichigo levanta a sua cabeça para poder responder à pergunta do maior.

Rukia sorrira, e sorrira com satisfação, como que se o que fizera fora algo vencedor e merecedor de prémio. Os dois não viam o seu rosto, Rukia tinha um prazer enorme por ter feito o seu noivo ter caído na boca do lobo…

...Frágeis…? Contesto.

– Depois de ter saído do palácio, fui para a vila…— Não era o suficiente. Ele tinha que contar tudo e sem parecer que fosse algo como traição ou algo que perjurasse a pouquíssima confiança que o Kuchiki tinha dele. – Visitar a filha de Inoue Ao, Orihime. Ela foi afetada pela epidemia de a uns anos atrás mas recuperou-se.

XEQUE!

– Ah, Orihime. – Sorri.— A sua antiga noiva? – O tom irónico de Rukia era óbvio.

Kurosaki, em alguns momentos, no início da sua amizade com Rukia, falara de Orihime para a Kuchiki. Nos momentos em que Ichigo sentia-se sozinho e desamparado e quando sentia saudades dela falara o quanto eles se amavam e o quanto queria que ela acordasse e ficasse ao seu lado. Sentimento que foi diminuindo. Rukia tirou pouco-a-pouco o que era SÓ de Orihime.

– Ela não era minha noiva. – Suspira.

– Mas bem, eu quero a ver também. – Sorri animada. – E vou pedir que façam uma cestinha com frutas do campo e vamos entregar a ela. – Os seus roxos olhos encaram o irmão mais velho. – Poderei?

O irmão não fala nada por uns segundos respirando fundo e desviando o seu olhar de Kurosaki para a irmã. Rukia estava animada. Talvez não fosse má ideia.

– Se isso a deixa feliz, então siga.

Rukia bate palminhas com um entusiasmo até fora do normal. Kurosaki até achava estranho tanto entusiasmo da parte dela mas não contestou nada, sorriu e continuaram a refeição como se nada fosse.

~*X*X*~

– UAAAAAA!

Orihime ficara boquiaberta assim que vira os prados tão bem tratados, cuidados e grandes. Era magnífico como tudo havia mudado enquanto ela estava adormecida. Ela estava, sem dúvida, animada. Até correra pela descida um tanto que ingreme do campo colocando a mão no seu chapéu para admirar melhor sem qualquer medo algum de cair. Ulquiorra vinha atrás dela, monótono como sempre, mas contemplava a animação da donzela.

– Senhor Urahara? – Chama sorrindo alegremente dirigindo-se a passos largos para a casinha em frente do prado. – Senhor Urahara estais cá? – Diminui o passo assim que chega em frente da pequena casa.

Alguém sai de dentro dela com uma bengala, embora nem precisasse dela, era um homem alto e magro e com uma pele clara. O seu cabelo era bagunçado e loiro ( quase pálido) e tinha fios a enquadrar os lados da face e também um pouco sobre os olhos. Usava uma camisa e calça verde e por cima um boshi preto com diamentes brancos. Um chapéu branco com listras verticais verdes que não permitiam ver muito bem a cor ou mesmo os olhos embora eles fossem cinzentos. Nos pés possuía um geta.

– Ora… Estarei eu a ver bem? – Urahara mostrara-se completamente incrédulo ao ver Orihime em sua frente com um sorriso de orelha a orelha. – Orihime? – A donzela nem resiste em abraçar o homem em sua frente. Que menina impulsiva.

– Sim, sou eu! – Confirma ainda abraçada a ele.

Urahara riu e bagunçou a cabeça de Orihime. Fazia sempre isto quando ela era pequena. Orihime lembra-se perfeitamente disso. Quando ela caía, quando ela roubava morangos do campo da camponesa velhota do lado, quando chorava e também quando sorria.

– Não mudastes nada… -- Sorriu enquanto Orihime se afastava dele.

TOC!

– AI! – Gemeu a menina quando recebera a bengala na cabeça.

– Criança! Inoue Ao ficou muito preocupada consigo. – Orihime abriu a boca para falar algo mas recebera outra bengalada na cabeça.

Ulquiorra assistia aos dois. Urahara Kisuke Até parecia ser pai, tio ou mesmo irmão pela forma que ele a tratava, falava e agia.

– E vós sois…? – Urahara fixara os seus olhos em Ulquiorra com uma voz descontraída.

– Ulquiorra Shiffer, habitante de Las Noches. – Faz uma pequena reverência com a cabeça em forma de comprimento.

– Ah, não precisa de ser tão formal. – Rira pondo a mão no ombro de Orihime. – Seu novo comprometido? – Sussurra com os olhos em Ulquiorra tapando a boca com um pequeno lequezinho que usava.

– EH? – Orihime olha para Urahara de olhos arregalados e com um ar ofendido. – Perdão?

Só de pensar que Urahara pudesse pensar que aquele estranho ser com corpo de humano de nome Ulquiorra fosse namorado dela a fazia ficar chateada com ele.

– Oquê? Poderia ser… Não é feio. Não de todo. – Olha para a donzela com um ar pervertido.

Ele tinha razão. Ulquiorra era bem apresentável, bonito e um tanto que elegante. As suas roupas e cabelo refletiam isso. Sem falar nos olhos que eram lindos. Orihime olhara-o nos olhos e vendo que ele também a encarava a fizera ficar rosada.

– Pelo amor de Deus, Senhor Urahara. – Cruzara os braços olhando para o lado do prado emborrada. – Ele apenas está a tomar conta de mim enquanto minha mãe está em viagem. – A voz saíra baixa. Mentir para alguém que para ela era como pai a magoava. Suspirou fechado os olhos.

“ Vamos lá Orihime… é pelo bem da tua mãe!”

– Então entrai. Temos muito que falar! – Convidou Urahara sorrindo.

Falaram durante três horas. Ulquiorra observava e raramente dizia alguma coisa. Se falasse eram respostas de apenas uma, duas ou três palavras. Beberam vários chás que Orihime gostava e compararam frutas e vegetais. Orihime comprometera-se em ajudar Urahara nos prados e pediu a sua ajuda, pelo menos até a sua mãe estar fora. Algo bem recebido por Urahara que aceitou na mesma hora a ajuda da donzela. No final, já era de tarde e se despediram do homem. Orihime abraçou-o forte e depois andou com Ulquiorra até casa. Não era preciso um cavalo. Poderiam ir a pé. A donzela estava feliz como sempre ficava quando saía dos prados. Urahara Kisuke era como um pai para ela pois o seu estava sempre em viagem. Sinceramente, Orihime nem se lembraria da face de seu pai se não fosse pelas fotos e retratos que tinha em casa.

Estava silencioso, nenhum dos dois falava mas a verdade é que Orihime queria agradece-lo por aquele dia, nem ela sabia ao certo como fazer isso nem o porquê de fazer isso. Aliás, ela nem gostava dele… ela odiava-o. Que ideia parva… pedir desculpas para alguém como Ulquiorra?

– Como está a vossa mão? – Preocupa-se Ulquiorra cortando o silêncio dos dois e os rodeios de Orihime.

– Ahn… bem? – Toca na sua mão ainda um pouco dorida mas nem tanto como o dia anterior. – Obrigada…

– É o que devo fazer.

– Não pela preocupação… pelo dia de hoje.

“ ORIHIME SUA TOLA! CALA A BOCA!”

– Não fiz nada para merecer agradecimento.

“ CLARO QUE NÃO! QUAL O SEU PROBLEMA ORIHIME?”

– Oh… me trouxe para os prados… foi divertido.

– Vós conheceis os prados e, mesmo que esquecesse deles, uma hora iria se voltar a lembrar.

SIM! POR ISSO É QUE NÃO LHE ESTOU A ENTENDER ORIHIME!”

– Sim.. sim, tendes razão. – Suspira mordendo o lábio inferior com força.

Estava a ser parva, de certa forma. Agora Ulquiorra com toda a certeza pensava que Orihime gostava dele. Talvez pensasse que ela até queria se aproximar dele.

– Eu o odeio ainda, sabe disso certo? – Vira-se séria para Ulquiorra que parara de andar com os olhos fixos em frente. – Entendeu? – Insiste aproximando a sua cara à dele chateada nem sequer prestando atenção ao que ele via.

Ulquiorra olha para Orihime de forma monótona mas desta vez mais concentrada. Aquilo incomodara a Orihime que olha para frente de novo e simplesmente para de andar arregalando os seus olhos, deixando o cesto de vegetais cair no chão e pondo a mão na boca, que neste momento estava boquiaberta. Um misto de sentimentos envolviam-lhe. Raiva, dor, tristeza, deceção, traição, desolação e talvez um pouco de nervosismo pois não sabia como reagir áquilo.

Mesmo em frente de sua casa, mesmo em frente à arvore onde sempre conversavam e partilhavam memórias…mesmo à frente dela, Ichigo estava a beijar a Kuchiki mais nova.

– Ichigo…?

Sussurrou com o coração a bater a mil, enquanto sentia uma vontade enorme de chorar.

…São belas… mas são tão venosas como as cobras.

Notas finais
Sabe, eu estes meses tenho passado por muita coisa… muita mesmo. Em Agosto eu tinha o capitulo metade feito e estava com inspiração para o fazer… daí aconteceu que meu melhor amigo morreu depois de um tiro na cabeça e… ai gente… me senti assim: UM CACO e sem inspiração alguma. Leitoras ou leitores que falam comigo sabem isso porque eu até nem apareci no Fanfic durante um BOM tempo. E fiquei assim… Agosto e Setembro… E aqui estou eu no FINAL de Outubro com o capítulo já feito. Estou na terça parte do 7º Capítulo e espero acabar ele o mais rápido possível. Já não quero vos fazer esperar mais… Devo isso a vocês… Me desculpem pela demora. Vou tentar não o fazer novamente. Adoro todos vocês lindezas e lindezos. ATÉ O PROXIMO CAPÍTULO
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.