Can You Hear Me?
1 -
Waiting
Nota: Ficou meio nonsense, eu sei. De toda forma, eu espero que gostem. São quase três da manhã, então compreendam qualquer erro.
Eu estava jogado no chão molhado com minhas próprias lágrimas, banhado em meu próprio sangue, aguardando minha morte. Meu lugar não era mais aqui, deixou de ser quando a pessoa que mais amo veio a falecer. Estava disposto a deixar de ser Kira, deixar de ser o Deus do Novo Mundo por causa daquele maldito detetive que bagunçou minhas emoções. Seu nome? Ryuuzaki L, ou simplesmente L. O rapaz mais inteligente dessa era, o melhor detetive de todo o mundo. Sim, eu me apaixonei por ele, e isso foi um grande erro. Me apaixonei por alguém na qual seu destino era morrer, uma hora ou outra. Eu podia estar feliz por ter conquistado a vitória... L estava fora de meu caminho agora, eu já posso ser o novo Deus, como sempre sonhei... Mas, em vez disso, preferi ir junto com ele. Se é para perder, que percamos juntos, não me importo. Meu destino agora é ficar ao lado de meu amado, independente de quais medidas eu tenha que tomar para que isso aconteça.
"Não faça nada disso", uma voz falou. Abri meus olhos com dificuldade e pude enchergar a alma de L. Uma alma tão iluminada e pura assim como o garoto era. Fiquei de joelhos em sua frente, observando-o. Suas feições perfeitas, mesmo que agora aparentassem ser fantasmagóricas; Seus olhos negros contornados com notáveis olheiras de cinco noites em claro; Seu corpo tão magro e pálido, bem cuidado. Era muito bom vê-lo, mas eu não podia tocá-lo. Uma lágrima teimosa brotou no canto de meu olho e escorreu pelo meu rosto. O vulto tentou secá-la, mas de nada adiantou.
- Ryuuzaki, você pode me ouvir? — Perguntei ao rapaz em um tom quase ingênuo. O espírito em minha frente mexeu a cabeça, afirmando. Consegui dar um sorriso. — Irei me juntar a você em breve. Estou á beira da morte. Devo dizer que é meu fim, não é? Minha alma vagará por algum local no qual eu nem sei qual é. Cometi tantos crimes que não irei para o inferno e nem para o céu. Isso deveria ser bom. Estou sofrendo muito. O vejo em breve.
Ouço um único tiro estourar da arma dos policiais, no qual acerta minhas costas em cheio. Caio de frente ao vulto do detetive e, finalmente, sinto minhas pálpebras pesarem. Meu coração tinha uma batida mais langorosa, mais pacata. Diminuia a cada segundo, até que parou por completo. Minha mente se apagou, meu corpo se tornou completamente imóvel. A única coisa visível era meu sangue escorrendo por todo o piso.
"Adeus", fala o vulto de meu amado.
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