Notas iniciais
PRIMEIRO CAPÍTULO, PESSOAAAAAAAL! UHUUUUUL! Mas não se animem muito, é só uma "introdução" do que realmente acontecerá. Bem, eu AAAAAMO o Luke, principalmente pelo jeitinho malvado dele. Boa leitura e espero que gostem.

Eu corria pela colina do Acampamento Meio-Sangue com Annabeth, Luke e Grover. Entre as árvores, uma criatura enorme chamava por mim. “Filha de Zeus”, ele dizia, se aproximando lentamente, “Eu a matarei, mas primeiro veja seus amigos morrerem!”. Me coloquei entre o monstro e meus amigos, brandindo a adaga que Luke fizera para mim como presente de aniversário. “Nem por cima de meu cadáver!”, gritei. O ciclope deu uma gargalhada a avançou, me jogando de encontro com uma pedra. “Thalia, não!” Luke gritou, desesperado. “Corram!”, foi a última coisa que consegui dizer, antes de meu pai me transformar em um pinheiro.

Então a cena mudou. Estávamos eu, Percy e Zöe frente à Atlas, Luke e às reféns Annabeth e Ártemis, que segurava o céu no lugar do titã. “Por favor, Thalia. Eu irei... ele irá destruí-la. Por favor...”, Luke implorava. Ao sinal de Percy, fui em direção ao filho de Hermes e nós dois lutamos. Com lágrimas nos olhos, chutei-o do alto do Monte Tamalpais e desabei no chão.

...

Thalia POV´s ON

Acordei sobressaltada, suando frio. Olhei ao redor e, para minha felicidade, estava no Chalé 1 do Acampamento. Fechei os olhos e respirei o ar puro com um toque de ozônio, me sentindo reconfortada. Era só um pesadelo.

Ainda estava escuro, devia ser madrugada. Levantei-me da cama decorada com pequenos raios e, após acender a luz, me permiti observar as paredes decoradas com papéis de parede que projetavam o céu perfeitamente. Apesar do terrível medo de altura, eu amava observar o realismo da decoração: as nuvens moviam-se pelo papel e o céu nele retratado fora criado para reproduzir o estado de espírito de Zeus. Um pequeno e quase inexistente raio passou por duas nuvens, produzindo um leve brilho prateado no quarto. Decidi dar uma volta, não sem antes colocar minha presilha de Tenente e pegar meu arco e aljava.

O lago estava tranquilo. Eu poderia dar um mergulho se quisesse, porém já briguei feio diversas vezes com Percy, – principalmente após o rapto de minha amiga Annabeth (que por um acaso namora Percy) – então meio que o pai dele, Poseidon, poderia ter uma leve vontade de me destruir. Suponho que o fato de ser filha de Zeus não contaria como bônus para me tirar da lista negra do deus. Eu não gostaria de sofrer um curto e, além do mais, a ideia de virar churrasquinho de pinheiro não me parece boa.

Recapitulando, o lago estava tranquilo naquele dia. A água e o céu se encontravam no horizonte, formando uma linha estável. Sentei ao lado de uma árvore e observei o fio de claridade que surgia atrás da colina, bem atrás do meu pinheiro.

Fiquei ali observando a lua crescente e pensei em Milady. Onde será que ela estaria àquela hora? Ártemis era como uma irmã mais velha, eu devia praticamente tudo à ela.

Levantei-me e caminhei silenciosamente pelo acampamento para que as harpias da limpeza não me ouvissem. Quando me dei conta, estava acariciando Peleu, que estava pouco menor que eu. Passei meus dedos pelo Velocino , observando a lã dourada. Por que ele me envenenou? Por que ele me deixaria morrer em minha forma de pinheiro? Nós éramos uma família! Thalia, não seja idiota! O que é isso? Ele não te amava de verdade, só estava te manipulando! Concentre-se, garota!

Mesmo me repreendendo, não pude conter aquela lágrima. Peleu percebeu minha tristeza, esfregou delicadamente a lateral de seu focinho em meu rosto e, com sua língua quente de cuspidor de fogo, lambeu-a. Após isto só me lembro de acordar com o rosto muito molhado e a cabeça latejando um pouco, ao lado do dragão, que me observava, intrigado.

– Bom dia, garoto – sorri e acariciei seu focinho, o que o fez cuspir fogo de felicidade.

Enquanto alimentava Peleu com um pouco de carne, lembrei-me do pesadelo.

Primeiro o salvei e depois o matei. Agora ele está morto de verdade. Por quê não enganei Cronos e salvei Luke? Tudo por causa de minha arrogância! Espere, eu estou errada, ele foi um traidor! Thalia, pare! Não, você não pode fazer isso... Não chore!

Inevitavelmente, lágrimas ameaçaram descer por meus olhos. Ouvi um farfalhar na grama e enxuguei meus olhos com a manga da minha blusa de frio do Green Day.

– Thay! – Phoebe corria em minha direção, ofegante – Estava preocupada com você! Pensei que estivesse no Chalé 1, mas não te encontrei lá – ela jogou as palavras em cima de mim, o que era normal quando estava nervosa.

Phoebe recuperou o fôlego na rapidez que é concedida às Caçadoras e me observou, esperando uma resposta.

– Ei, está tudo bem – sorri para ela – não precisa se preocupar, só resolvi dar uma volta pelo acampamento.

Ela pareceu não acreditar.

– Seus olhos estão vermelhos, Thay. – sua voz soava mais calma que antes, porém seus olhos castanhos permaneciam preocupados – Os pesadelos voltaram?

Eu não podia mentir para Phoebe. Além de ser minha sucessora e a pessoa em quem eu mais confiava no que dizia respeito à Caçada, ela era uma de minhas melhores amigas. Fora isso, Phoebe me conheci o suficiente para saber que eu realmente não estava bem.

– Sim, – admiti – mas desta vez havia algo diferente... Ele me pediu ajuda.

A subtenente me encarava com um ar de pena. Ela não entendia, mas Luke era como um irmão mais velho para mim e, apesar de tudo, mesmo sabendo quão tolo era esse sentimento, eu o amava muito. Ressaltando: como irmão mais velho, apesar do fiasco que ele era como exemplo.

– Thalia, você sabe que Luke foi um dos servos mais fiéis de Cronos, ele pode estar tentando persuadi-la indiretamente.

– Phoe, alguma coisa muito grave está acontecendo. Eu tenho certeza.

– Que tipo de coisa, Thay?

– Não sei bem, mas temo que haja algum problema no Submundo. Luke morreu como herói, portanto ele está nos Campos Elísios – concluí, pensativa.

A Caçadora levou um tempo para processar as informações e tentar encaixá-las.

– Então devemos relatar seu sonho para Quíron. Apesar de eu detestar a possibilidade de aquele idiota voltar e, o pior, – Phoebe completou, com repulsa na voz – o fato de ele ser um homem.

Ri da atitude dela. Eu era a única garota da Caçada que não odiava homens. Até porque muitos de meus amigos eram desse gênero e, diferentemente da maioria, não me tornara Caçadora porque fui magoada pelo amor da minha vida (eca!), mas porque queria um pouco de paz na minha vida de semideusa (e jovialidade eterna hehe). Além do mais, não tem como sentir falta de algo do qual nunca experimentou.

Me despedi de Peleu com um afago em seu focinho escamoso e seguimos pelo acampamento. No caminho, cumprimentei meus amigos Connor, Annabeth, Grover e Nico di Angelo, que decidira permanecer no acampamento após “derrotarmos” Gaia, no verão anterior.

De repente, algo se chocou contra mim. Algo, não, alguém. Phoebe armou seu arco e apontou a lança para o garoto que esbarrara em mim. Travis ergueu as mãos em sinal de redenção e pedi que a subtenente abaixasse a arma.

– Thalia... seu irmão... veio te ver... ele está no seu chalé... – Travis retomava o fôlego entre as pausas – Espere... eu não te vi quando você chegou ontem. – Ele encarou Phoebe com receio e voltou-se para mim, sorrindo de braços abertos – Ouvi dizer que você ainda pode reverenciar um amigo.

Retribuí o sorriso e o abracei, me segurando para não rir da expressão de Phoebe, que parecia querer bater em Travis com o arco.

– Travie, diga ao Jason que resolverei algo com Quíron e logo estarei no chalé, O.K.?

– Você é que manda, Tenente – Travis prestou-me uma continência desajeitada e, com um sorriso no rosto, brincou – Ah, e caso não tenha reparado, já estou bem mais alto que você.

Após uma gargalhada e uma piscadinha de lado, o garoto continuou sua corrida, desta vez até meu chalé.

– É incrível como você confia nesse garoto. Pior ainda, Thalia: ele quase a derrubou! E você sabe que ele já colocou uma câmera no seu chalé – Phoebe protestou, indignada.

– Phoe, não foi ele, mas o Connor, – corrigi-a – e ele jurou não fazer mais brincadeiras do tipo.

– Eles são iguais, Thay. Não entendo como você suporta esses filhos de Hermes.

Phoebe percebeu o que disse e tentou se desculpar.

– Desculpa, Thay. Sério, não foi a intenção...

– Phoe, por favor, não se preocupe. Eu o amo apenas como irmão mais velho. Só isso.

– Não deixe o Jason saber disso – brincou.

Após alguns minutos, estávamos frente à Casa Grande. A porta estava aberta, possibilitando a visão das patas traseiras de Quíron, que trabalhava em algo.

Com sua audição aguçada, o centauro ouviu nossos passos, pousou os frascos de pesquisa sobre a mesa e virou-se para nós.

– Ora, ora. À que devo a visita das chefes da Caçada? A propósito, é bom vê-la novamente, Thalia. Você também, Phoebe – ele sorriu carinhosamente.

Retribuí o sorriso e abracei o centauro. Senti a falta dele no ano que passei com Ártemis. Infelizmente tivemos alguns imprevistos e não pude visitá-lo no verão anterior.

– Então, Thalia – Quíron retomou ao assunto principal – Aconteceu alguma coisa?

Eu e Phoebe trocamos um olhar nervoso antes de entrarmos na Casa Grande com Quíron e lhe contarmos o motivo de irmos até lá.

Notas finais
E aí, gostaram? Não tivemos nenhum romance, mas prometo que teremos no próximo capítulo. Provavelmente demorarei para postá-lo então mil perdões desde já. T.G.