Can I Back To You?

1 Esperanças que não podem ser cumpridas


Can I back to you?

Eu posso voltar para você?

Mais uma fic minha!! Este é uma história bem curtinha, mas... Tudo bem, né?

Sinopse: O que Winry iria fazer se Ed morresse? .:Edwin:. .:Romance:.

BOA LEITURA!!

Capítulo 1 – Esperanças que não podem ser cumpridas

-Ele... ele... – disse uma voz feminina, meio rouca.

-Ele quem? – disse uma outra voz, masculina.

-Ele faleceu... morreu... tanto faz... – disse a mesma voz feminina

-Quem, Winry?

-Ele, Al.

-Mas... eu ainda não entendi.

-Ele disse que não poderia viver sem mim, e... Ele se suicidou.

-Ele quem? Me responda, agora!

-Ele, Al. Ele.

-Você ainda não respondeu a minha pergunta.

-O E...

-É...?

-O... O Ed morreu!

-Hã? Como assim?

----------------------------------------Flashback----------------------------------------

-Oi Ed!! – Winry chamou Ed, para vir para dentro da casa.

-Hã? Ah, oi Winry.

-Tudo bem como você?

-Por que... Por que está falando desse jeito?

-É... é que eu soube que eu vou ter que mudar para a Cidade Central por causa da guerra...

-Guerra?

-É. A Primeira-Tenente Riza Haweye disse que vão começar uma guerra, entre Resembool e Ichbar. Ela disse que é melhor eu e a Pinako sairmos daqui...

-Winry, não!

-Por que?

-Porque... Porque eu vim para cá pra te ver, e agora você sai? – Ed corou – Eu ia ficar algum tempo aqui, e não dá para voltar... Mas você volta depois que a guerra terminar?

-Eu vou começar a viver na cidade. Nunca mais vou voltar...

-E eu... Eu estou proibido de ir na Cidade Central nas férias... E quando acabarem as férias, eu... eu...

-Você o que?

-Nada, Winry.

-Não minta para mim.

-O Coronel Mustang me chamou para participar da guerra... como uma arma-humana.

-Hã?

-As férias... as férias são para eu me preparar.

-Mas... você recusou, não é? Não é?

-Sim, eu recusei, mas...

-Mas?

-Mas o maldito do Mustang me disse que se eu não participar da guerra como uma arma-humana eles iriam...

-Eles iriam o que?

-Eles iriam te matar.

-O que? Eles não percebem que você não quer?

-Mas, Winry! Eu não quero perder você!

-Mas por que a Primeira-Tenente Haweye ligou?

-Ela também não quer que eu participe da guerra como uma arma-humana. Ela está do meu lado. Só o Coronel não está. Até o Füher está do meu lado! Mas aquele maldito quer que eu morra!

-Não, Ed!

-Deixa quieto, Winry. Ele podem te matar, e eu não quero isto!

-Você... Você pelo menos falou para Al e para Pinako isto?

-Não. E Al vai com vocês!

-Você vai ficar sozinho?

-Vou. E me deixa aqui fora um pouco...

-Mas vai chover...

-E daí?

-E daí que você pode pegar uma gripe.

-Me deixa em paz.

-Grosso!

-E daí?

-Tudo bem, Ed. – disse Winry, indo para dentro.

Na Casa...

-Winry! Você viu uma faca? Está faltando uma... – disse Pinako, enxugando as louças.

-Não!

-Procura para mim?

-Claro, vovó!

-E cadê o Ed?

-Lá fora.

-Não tem ninguém lá fora.

-Deve ter ido visitar o túmulo da Trisha.

-Sem nos avisar? Devia ter chamado Al, também.

-Pois é. – Winry ficou pasma e olho para o chão, triste.

-Winry? O que foi?

-Essa não!

-O que?

-Vou procurar Ed!

-Vai pela sombra, Winry!

-Tá!

Assim, Winry procura Ed, em todos os lugares. Atrás da casa, ao lado da casa, em tudo. Então, vai até uma árvore, onde Ed costumava ficar junto com a Trisha, seu pai e Al.

-Até que em fim te encontrei, Ed!

Silêncio.

-Ed?

Mais silêncio.

-Ed, você está bem?

Idem.

-Ed, me responda!

Novamente.

-Ed, eu não estou de brincadeira!

Winry vai até Ed, e atrás da árvore, do outro lado, vê uma poça de sangue, junto com a faca, ensanguentada.

-Ed? Ed você está bem? Vou chamar uma ambulância. Aguente firme!

Winry pega seu celular, e, com pressa, digita o número da ambulância. Winry senta ao lado de Ed, e o abraça.

-Sabe, Ed, sei que não está me ouvindo agora, mas... Mas... Eu te amo, sabia? Por isto, sobreviva! “Amar é uma questão de tempo”, não é? Então, tenha tempo! Viva, Ed? E por que... por que você fez isto? Para não participar da guerra, e nem me matarem? É por isto? Eu sei, sempre sou a culpada de tudo... Me desculpa!

A ambulância chega.

No hospital...

-Ele vai ficar bem, doutor?

-Infelizmente, não. Além de estar em coma, ele perdeu muito sangue. Ele não respirava. Sinto muito.

-Então... amanhã eu venho visita-lo, tudo bem?

-Tudo bem, senhora.

-Winry.

-Winry, Winry. Tudo bem, Winry.

Assim, Winry desse e quando está quase saindo...

-Senhora, senhora!

-Já disse para me chamar de Winry.

-Tudo bem, Winry.

-Então, o que aconteceu?

-Ele acordou da coma.

-E ele está bem?

-Ele... ele morreu na mesma hora.

-O que? Ai meu Deus! Estou ferrada!

-Hã?

-Nada, já estou indo!

-Adeus, senhora.

-Adeus.

“E Adeus, Ed.” Pensou Winry.

----------------------------------------/Flashback----------------------------------------

-Assim, eu fui indo para cá... Pensando no Ed, é claro.

-O quer que eu faça? Ressusite ele? Impossível – disse Pinako

-Ah, vovó! Você é muito... muito... Antipática!

-Winry!

-É isto mesmo, vovó! An-ti-pá-ti-ca. Quer que eu soletre? A-N-T-I-P-Á-T-I-C-A-!

-Que falta de respeito, Winry, com sua vó!

-O que quer que eu faça? É você mesma!

-Você só está preocupada do que vai acontecer com o Ed, só isto!

-Eu já disse que ele morreu, vovó! M-O-R-R-E-U-!

-Ai, minha neta! E nem parece que gostou dele... Falar assim do Ed!

-E vocês nunca se entenderam, né, vovó?

-Já esta de bom-humor?

-Claro que não, Vovó – Winry taca uma chave inglesa na cabeça da Pinako

-Vamos fazer um túmulo para ele, então – Al entrou na conversa.

-Al, você não está nem um pouquinho triste?

-Triste? Estar, eu estou, mas... Mas nós não podemos chorar por uma pessoa que nem nos ouve mais! Ele está morto, e pessoas mortas não merecem isto.

-Isto o que?

-Que nós derramemos lágrimas por causa dele!

-Al, como você é incensível! Ed sempre foi uma boa pessoa. Ele só se suicidou pela minha causa... Ou ele moria ou eu morria! E ele não queria que eu morresse... Ele sempre foi desse tipo, Al! Ele sempre assumiu a culpa! Mesmo ele não tendo nada a ver com “isto” ou “aquilo”.

-Sério? E porque ele se suicidou, Winry? – perguntou Al?

-Ele ao queria que eu contasse...

-O que, Winry?

-Tudo bem, Al. Ele disse estas mesmas palavras: “Mas o maldito do Mustang me disse que se eu não participar da guerra como uma arma-humana eles iriam... Eles iriam te matar. Mas, Winry! Eu não quero perder você! Ela também não quer que eu participe da guerra como uma arma-humana. Ela está do meu lado. Só o Coronel não está. Até o Füher está do meu lado! Mas aquele maldito quer que eu morra!”.

Começou a chover forte.

-Vamos fazer um túmulo para ele. – Pinako murmurou. — Vamos lá! Ao trabalho!

-Certo, vovó!

-Então, Winry, peça pro Al cava ur buraco bem fundo!

-Certo. Al, você ouviu Pinako, não ouviu?

-Ouvi...

-Então, mexa-se!

Passaram horas trabalhando, até que ficou pronto...

-PRONTO! – os 3 disseram juntos.

Depois...

-Hã, Al e vovó, eu posso falar com ele... As sós?

-Hã, claro? – Al olhou para Pinako, que foram embora.

Começou a chover.

-Sabe, Ed... Eu te amo... Pena que você foi embora... Para sempre... – Winry depositou uma flor no túmulo de Ed.

-Pois é Winry. – ela ouviu uma voz – Eu também te amo.

-Hã? Ed?

-Eu mesmo­. – respondeu – Você está imaginando, você está e ouvindo de verdade.

-Ed? Ed, por que você foi embora?

-Já era a minha vez.

-Volta para mim, Ed.

-Não posso.

­-Nem depois que a guerra acabar?

-Quem sabe... Eu posso tentar voltar...

-Ed, como você sabe que eu estou aqui?

-Eu posso te ver. Ao contrário, você não pode.

-Por que?

-Porque o ser humano é formado por “Corpo”, “Alma” e “Mente”. Você apenas está ouvindo a minha mente, a minha alma.

-Volta para mim, Ed.

-Talvez. Agora vai para a casa, que você vai pegar um refriado. Está chovendo muito.

-Você também Ed.

-Hã?

-Só vou se você voltar para mim.

-Nunca.

-Primeiro é quem sabe, depois é talvez, e agora é nunca... Sabe Ed, nunca é uma palavra muito forte...

-Ao contrário de você. Você é fraca, Winry.

-Você também.

-Te amo, Winry. Agora vai para dentro.

-Nunca. Não é você que diz isto?

-Não é você que diz que nunca é uma palavra muito forte?

-É mas...

-Estamos quites.

-Não, não estamos. Você esta morto e eu estou viva. Ou devo pensar que você...

-Eu estou vivo, Winry. Estou vivo do outro lado da Porta.

-Onde você está?

-Devo dizer?

­-Sim.

-Num outro século. Aqui em Munique, na Alemanha.

­-Volta para cá, Ed. Já!

-Já disse que não posso, Winry.

-Então... Adeus.

-Adeus.

E Winry sentiu um ventinho que nunca mais poderia sentir na vida: o amor.

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E aí? Gostaram? Ficou muito lindo este one-shot! Deixem reviews!

E mais um EdWin!

Até uma próxima história!

LOL

Eu já estava querendo fazer esta fic um tempão xD

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!