Canção do Infinito
1 Inverno da Alma
Aqui, velada jaz sob o céu estrelado
Como a lua ilumina a face do mar
Coração aflito, rosto sereno
Assim ela esconde seu pesar.
Beleza terrível
Olhos que nada revelam
Quebrada por dentro
Por fora tão fria quanto os flocos de neve que caem
Ela foge
Faz seu caminho pela escuridão
Perdida através da névoa
Encontrar seu caminho ela não pode
Ela é poesia, é música
Seu coração é uma andorinha
Errada, invisível, diferente
Ela é aquela que sempre está sozinha
Há uma luta em seu peito
Entre a luz e a escuridão
Não há cura, não há vida
Os sonhos escapam por entre suas mãos
Suas lágrimas são quentes
Disfarçadas pela chuva fria
Sentimento de derrota queima no peito
Se ela pedisse ajuda, quem se importaria?
Um sorriso disfarça sua confusão
Sozinha, perdida em sua mente
Ninguém percebe nada
E ela se refugia na solidão
Pelo bem da verdade, uma confissão preciso fazer:
A pessoa de quem falo sou eu mesma
Por favor, não me julgue
Poderia muito bem ser você
Oh, cruel inverno
Que me obrigou a crescer
Oh, pérfido inverno!
Por que não me deixas adormecer?
Dormir para sempre
Cercada de frio e neve
Oh, sono da eterna paz
Em tuas asas me carregue!
Inverno da Alma
Minhas emoções congelam
Um lago cujas profundezas queimam
Mas sua superfície é calma
Meus dias viram noites
Lágrimas queimam nos olhos
Um grito sufoca na garganta
Não consigo respirar
Assim deve ser a morte
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