Canção do Infinito

23 Espírito da Lua


Espírito da lua

Apaixonado pelo sol

Na órbita de um planeta morto

Com suas almas ao léu

Uma voz sussurra na escuridão

Falsas promessas

De uma doce fascinação

A silhueta sem rosto espera com a mão estendida

Dedos de ébano, dedos de alabastro

Se encontram e se entrelaçam

A mão negra a minha engolfa

E a figura sem rosto me guia

Nosso tempo é curto

Interrompido pelo despertar

Mas mesmo no dia mais claro

A Sombra sempre está lá

Sempre me acompanhando em segredo

Com o seu rosto sempre oculto

E seus longos cabelos cheios de estrelas

Não é uma mera sombra, ela é a Noite

Escura, protetora

Fria e acolhedora

A Noite é uma velha amiga

Protetora e guardiã

Pois um espírito da Lua jamais teme a escuridão