Notas iniciais
Feito em 15,16 de junho de 2019.

Não te fies do tempo nem da eternidade,
que as nuvens me puxam pelos vestidos
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!

A seda, meio-tom em púrpura, revoa nos frescores da imensidão esmeraldina.
Vê-se o infindo meneio sob a pradaria; do clero, à si, extenuante.
Diz-se à menina:
"É nada senão teu império, donzela loura cuja o riso belo detém de um destemor espantante".

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo!

Sobrevém repentino instante, — de somente um arquejo -, a bochecha cumprimenta o orquidário no relevo das brumas.
Dilui-se pupilas pela premência, pranteia o amante suas injúrias.

Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anêmona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo…

Rega as débeis pétalas o aio querido, com o sódio nas orbes evanescentes.
O cardíaco pulsa tênue ao pavor.
Suas mãos conjuntas entrelaçam as falanges. E descolora-se a face, já transparente.

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te digo…

Foi-se Kenny, sua etérea paixão.
Deus que a tenha! Era ainda tão pubescente!

Notas finais
Ficou tão estranho e foi feito tão rápido. Espero muito que esteja dentro das regras do site citar poesias na estrutura da ficção.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!