Campistas contra Campistas

21 Capítulo 21- Batalha- parte 2


Notas iniciais
Oie! Penúltimo capítulo da fic pessoal, vou deixar pra fazer o drama no próximo. Espero que gostem!

POV Adam

Eu fiquei com o grupo de Apolo que ia lutar contra os filhos de Ares. E confesso, não foi uma batalha nada fácil. Alguns dos meus irmãos se afastaram para atirar, enquanto outros avançavam para a luta corpo-a-corpo. Os filhos de Hipnos não eram muito habilidosos com as armas, mas não era preciso. Seus poderes foram essenciais. Quanto aos filhos de Hefesto, eles lutavam bem, mas pareciam distraídos.

Guiei meus irmãos e começamos a atirar. Eram dezenas de flechas chovendo em cima dos filhos de Ares. Ainda assim, poucos se feriam por causa de suas pesadas armaduras. Eles avançavam rápido e eram muito fortes. Mesmo com todo o trabalho nas forjas, os filhos de Hefesto mal chegavam aos pés dos de Ares, pelo menos, não no seu estado atual (cansados, feridos e distraídos). Se não fossem suas armas e invenções malucas provavelmente já teríamos sido derrotados.

Eu estava exausto. Minhas flechas já tinham acabado fazia tempo e estava lutando com a espada. O único pensamento que me mantinha em pé era que eu tinha que ver a Carol de novo. Clichê e besta, eu sei, mas fazer o que. Foi então que os filhos de Hipnos salvaram nossa pele. Todos eles se juntaram e formaram um círculo. Deram as mãos e começaram a sussurrar algo. Depois, uma névoa densa veio na nossa direção. Em pouco tempo estava revigorado, e nossos inimigos pareciam bem cansados. Já tinha ouvido falar daquele feitiço. Ele era capaz tanto de te revigorar como uma boa noite de sono, quanto de te deixar exausto como se fosse por causa de uma insônia. Alguns filhos de Ares até dormiram.

Isso, é claro, deixou nossos aliados esgotados, mas estava tudo bem. A sorte estava virando a nosso favor. Já tínhamos conseguido muita vantagem sobre nossos oponentes quando todos eles foram cobertos por uma aura vermelha. O poder de Ares. Eles se viraram pra nós, mais enérgicos que nunca e não tivemos escolha senão entrar na defensiva.

Foi então que vi os filhos de Hefesto preparando alguma coisa. Eles pegaram diversas esferas e jogaram no chão e elas logo começaram a construir algo. Quando acabaram mal pude acreditar nos meus olhos. É, aquela batalha já estava ganha.

POV Leo

Os filhos de Ares avançavam muito rápido pra cima da gente, então tive que pedir pra meus irmãos ligarem a máquina. Tomara que funcione. Era uma coisa nova, que não tinha sido testada. Mas era agora ou nunca então… As esferas se abriram começando a montar minha obra prima. Subi em cima dela e em questão de instantes estava em cima de um gigante de bronze com cerca de três metros de altura.

Ele cercou os filhos de Ares, dando chance para os campistas os amarrarem com cordas metálicas feitas especialmente para isso. Obviamente eles lutaram no começo, mas o gigante rapidamente deu conta deles. Tinha dado certo. É claro que deu certo, fui eu que fiz e eu sou o Leo Valdez afinal de contas…

Ia tudo bem, os semideuses já estavam presos, quando o gigante começou a se desmontar. Ele voltou as esferas que explodiram logo depois. Bom, foi legal enquanto durou, mas ainda prefiro o Festus. Meu dragão estava com Calipso no acampamento Júpiter. Comemorei a vitória junto com meus irmãos, enquanto vários semideuses desocupados vieram checar a explosão.

POV Piper

Eu segui junto com meus irmãos, Percy e Jason, na direção da arena. Era o lugar mais provável de ser usado como prisão então… Tentávamos não chamar atenção, nos escondendo sempre que alguém passava por perto. Destranquei os grandes portões e arfei com a visão que tive. Dezenas de jaulas estavam espalhadas por toda a arena, cada uma com cerca de cinco semideuses presos. Todos estavam exaustos, magros e feridos (alguns mais do que outros). A única fonte de luz eram algumas tochas espalhadas.

Sem perder tempo, nosso grupo se dividiu para começar a abrir as trancas. Não foi muito fácil, algumas estavam tão enferrujadas que não se mexiam, mas no fim todos estavam livres. Vi semideuses de todas as idades, novos campistas desse verão e veteranos de guerras passadas. Algumas crianças choravam e eu usava o charme para acalmá-las.

Em algum momento durante o nosso resgate ouvi uma explosão do lado de fora, mas ignoramos e continuamos o trabalho. Todos já tinham terminado e guiavam os semideuses até a saída. Faltava só uma jaula pra eu abrir. Olhei pra quem estava dentro dela e quase não acreditei. Era o James. Ele devia ser o mais ferido dali, seu corpo estava cheio de cortes e hematomas feios. Já ia começar a destrancar a porta dele quando algo atingiu a arena. O teto quebrou e começou a pegar fogo e todos correram pra fora. Menos eu. Continuei tentando abrir a porta do James, mas devia ser a mais dura dali. Jason estava na saída e me olhou preocupado. O fogo consumia tudo ali dentro e em instantes chegaria em mim. “Vai”, falei só movendo os lábios. Ele ia protestar, mas no mesmo momento uma viga caiu perto dele e ele caiu pra fora, tendo sua passagem bloqueada.

Voltei a focar na porta da jaula na minha frente. A fumaça entrava pelas minhas narinas e me fazia ter dificuldades para respirar. Puxei a camiseta sobre o nariz e continuei trabalhando. Suspirei aliviada quando a fechadura finalmente cedeu. Entrei na cela e passei o braço de James sobre os meus ombros, dando apoio pra ele andar. Ele mal estava consciente, mas fazia o possível para ajudar. Fui desviando do fogo e da madeira queimada tentando desesperadamente chegar na saída.

POV Jason

Quando a viga caiu na minha frente e fui empurrado pra trás, tentei voltar lá dentro, mas a passagem tinha sido bloqueada. Tentava ver alguma coisa entre o fogo e a fumaça, mas era muito difícil. Foi então que o teto desabou. E ela ainda não tinha saído. Lágrimas escorreram pelo meu rosto enquanto eu processava o que tinha acabado de acontecer. Então ouvi um barulho. Alguém tentava passar pelos escombros. Piper surgiu apoiando James, que tossia e foi rapidamente levado para sentar no chão e descansar. Acho que deram um pouco de néctar e ambrosia pra ele, mas não importava. Toda minha atenção estava na morena na minha frente. Corri até ela e a abracei.

— Piper! Graças aos deuses você está bem! Quase me matou do coração!- ela não disse nada, só me abraçou de volta.

POV Luli

Chegando na porta da Casa Grande, decidimos avançar com cuidado. Éramos só três e ninguém sabia quantos guardas o Ian tinha consigo. A porta estava trancada, mas isso não foi problema porque Nico viajou nas sombras e abriu ela por dentro. Entramos. Tentei ao máximo não fazer barulho e ir pelas sombras. Ouvi vozes vindo do segundo andar.

Como assim eles estão ganhando?! Vão lá, soltem os nossos e lutem! Andem!- consegui reconhecer o Ian berrando. Logo depois dois campistas desceram as escadas correndo apressados, tão assustados que nem viram a gente. Fiz um sinal e subimos as escadas bem devagar e com cuidado. Fui andando por um corredor e vi uma porta entreaberta no fim dele. Nico sumiu nas sombras, Carol se preparou e eu me escondi atrás da porta. Três, dois, um…

Entrei rapidamente pela porta junto com a Carol e Nico apareceu do outro lado da sala, cercando todos os presentes. Lá estavam quatro guardas e o Ian, nos olhando surpresos. Mas seu líder logo se recuperou do susto e começou a conversar.

— Ora, ora, ora, o que temos aqui? Devia saber que essa invasão tinha dedo de vocês.

— Vai continuar aí de papo furado Ian? Enquanto seus soldados lutam lá fora, você vai ficar aqui se escondendo?-perguntei, só pra provocá-lo. Mas Carol sempre foi melhor em fazer isso do que eu.

— Sempre soube que era covarde.- falou minha amiga, baixo, mas ainda audível para todos da sala.

—Covarde?! Eu não sou covarde coisa nenhuma! Só estou aqui pra fazer a estratégia.- se defendeu rapidamente- O que vocês estão esperando? Ataquem!

Foi só ele gritar e seus soldados avançaram na gente. Nico e Carol lutavam cada um contra dois, me deixando com o caminho livre pro Ian. Ele logo viu que eu corria na sua direção, então sacou a espada. Tenho que admitir, ele era bom. O filho de Ares era forte e quase não conseguia me defender. Mas eu tinha anos de experiência e ele logo começou a se cansar. Consegui derrubá-lo e pus minha espada em seu pescoço.

Olhei em volta. A sala estava toda revirada, uma bagunça, mas meus amigos tinham tudo sob controle. Me distraí apenas por um instante, mas esse foi o meu erro. Ian viu isso como brecha e conseguiu me dar uma rasteira e me derrubar. De repente, um estrondo foi ouvido, vindo do lado de fora. Ele deu um sorriso presunçoso e saiu, levando junto seus guardas. Nos entreolhamos e saímos correndo da sala. A cena que vi foi de puro caos.

A arena tinha desmoronado, os chalés estavam em chamas e o refeitório estava destruído. Nossas formações estavam completamente desfeitas. Pelo visto o plano não tinha dado certo, ou os semideuses tinham conseguido se soltar. A batalha se desenvolvia no centro do acampamento. Todo mundo lutava contra todo mundo. Amigo contra amigo. Irmão contra irmão. Campista contra campista. Ver aquilo me destruiu completamente. Quando cheguei, o acampamento era um lugar de união, onde, mesmo com pais divinos diferentes, éramos todos semideuses, que passavam a vida sem os pais e em constante perigo. Éramos iguais.

Numa onda de raiva corri até onde o Ian estava, e mais uma vez, voltamos a lutar. À nossa volta todos lutavam, sem dar sinal de redenção. Quem ainda tinha força o suficiente usava seus poderes, mas a maior parte já estava tão cansada que ficava só na espada. Não achava que ia acabar nunca, estávamos empatados e não sabia por quanto tempo mais ia aguentar. Foi então que ouvi um grito.

— CHEGA!!!

Notas finais
Bem, vejo vocês semana que vem (última vez que vou falar isso aqui, que emoção). Até!