Camping Pokémon
7 Capítulo 7: Encontro de sexta

POV MISTY
Estávamos saindo, quando senti uma mão no meu pulso, era Ash, que me virou para perto dele.
– É hoje, não esquece! — ele me disse e corei um pouco.
– Eu sei… — disse meio que sussurrando.
– E nada de timidez ruiva!
Ri um pouco e segui as meninas. Já havia separado uma roupa, uma bermuda jeans, um tênis preto e uma camiseta regata lilás com estampa de flores amarelas.
– Misty, vai sair? — Iris perguntou ao ver a roupa na minha cama.
Assenti com a cabeça e ela ficou boquiaberta. Iris me fez sentar no nosso sofá e estranhei, até que May e Dawn chegaram um pouco depois e contaram sobre minha nova notícia.
– Eu já sabia… — Dawn disse em tom superior e ri.
– Ok… Vou sair com o Ash. Mas isso é novidade?
– Nem tanto… — começou May. — Mas vê se vocês se beijam dessa vez!
– Ok! — disse rindo.
Elas olharam o relógio, que indicava 18:30. Contei que o encontro era às 20:30, então, me deitei um pouco.
– M-meninas… Beijar é bom?
– É só super hiper mega blaster sonicamente bom! — exclamou Iris, me fazendo rir.
– Traduzindo pro humânes, é super hiper mega ultra blaster sonicamente ótimo! — ri mais quando Dawn disse aquilo.
– E traduzindo para o humânes de verdade, é ótimo! — May disse sorrindo e começamos a rir.
Togepi pulou em meu colo e comecei a acariciá-lo. Dei uma cochilada e quando acordei, eram 20:00. Tomei um banho rápido e corri para o campo aberto com Togepi.
POV ASH
Fiquei esperando Misty aparecer com Pikachu. Meu Pokémon precisava de treinar um pouco, então, peguei a Poké-bola de meu Totodile e vi Misty chegar correndo.
– Oi… Desculpa… O atraso. — ela exclamou ofegante e entreguei a ela a Poké-bola de Totodile. — O que tem nela?
– Meu Totodile… Queria treinar Pikachu, então, vamos batalhar?
– Ok. VAI TOTODILE!
– Pikachu, vamos lá!
– Totodile, use o jato d’água!
– Pikachu, choque do trovão!
– Evasiva e use o… Droga, volte Totodile. — ela exclamou meio triste.
Peguei na mão de Misty e fui andando com ela pelo campo. A ruiva me encarou e sorriu tímidamente. Me virei e ficamos muito pertos.
– Por que tá tão próximo? — ela perguntou inocentemente e me aproximei mais. — A-Ash… Por que?
– É surpresa… — sussurrei no ouvido dela e beijei a testa dela, rindo um pouco.
Depois de dar um beijo na testa de Misty, dei um beijo em seu nariz e me separei um pouco, indo lentamente até os lábios dela e quando selei nossas bocas dei um selinho, até que pedi passagem e ela cedeu. Seu beijo era doce e calmo, mas também apaixonante e bom.
– E aí? Tudo bem? — perguntei, vendo Misty vermelha e paralisada. Ela deu um passo atrás e piscou um pouco. — Misty? Tá tudo bem?
– T-tudo… — ela gaguejou um pouco e deu mais alguns passos.
– Jura? Você não tá bem, tá dando alguns passos, vermelhaça e gaguejando, às vezes fica até paralisada!
– É que… Foi meu primeiro beijo… Lembra, te disse que era BV!
Assenti e peguei na mão dela, continuamos a andar e ouvi ela murmurar algo.
– O que? — perguntei e ela se assustou.
– Eu tô cantando Mulher de Fases…
– Que mulher ruim
Jogou minhas coisas fora
Disse que em sua cama
Eu não deito mais não
A casa é minha
Você que vá embora
Já pra saia da sua mãe
E deixa meu colchão — ela começou e sorri.
– Ela é pró na arte
De pentelhar e aziar
É campeã do mundo
A raiva era tanta
Que eu nem reparei
Que a Lua diminuía — fui cantando com Misty deixando-a feliz.
– A doida tá me beijando há horas
Disse que se for sem eu
Não quer viver mais não
Me diz, Deus, o que é que eu faço agora?
– Se me olhando desse jeito
Ela me tem na mão, meu filho aguenta
Quem mandou você gostar
Dessa mulher de fases?
– Complicada e perfeitinha
Você me apareceu
Era tudo que eu queria
Estrela da sorte
Quando a noite ela surgia
Meu bem você cresceu
Meu namoro é na folhinha
Mulher de fases — essa parte cantávamos juntos, o que era bem legal.
– Põe fermento, põe as bombas
Qualquer coisa que aumente
A deixe bem maior que o Sol
Pouca gente sabe que na noite
O frio é quente e arde e eu acendi — comecei e ela riu um pouco.
– Até sem luz dá pra te enxergar
O lençol fazendo congo-blue
É pena, eu sei amanhã já vai miar
Se aguente, que lá vem chumbo quente — ela exclamou feliz da vida.
– Complicada e perfeitinha
Você me apareceu
Era tudo que eu queria
Estrela da sorte
Quando a noite ela surgia
Meu bem você cresceu
Meu namoro é na folhinha
Mulher de fases — cantei sozinho, já que o final seria ela.
– Complicada e perfeitinha
Você me apareceu
Era tudo o que eu queria
Estrela da sorte
Quando a noite ela surgia
Meu bem você cresceu
Meu namoro é na folhinha — Misty finalizou e eu sorri
Continuamos a andar e Misty se deitou na grama, e me deitei do lado dela, Togepi pulou na minha barriga e ri um pouco. Misty o pegou e o deixou em sua barriga.
– Ele é minha única companhia no ginásio… — ela disse um pouco chateada e feliz por tê-lo por perto.
– Um dia posso te visitar em Cerulean. — animei-a e a ruiva me abraçou, ainda deitada.
– E você, como é sua vida na cidade onde mora?
– É um pouco tediante… Às vezes eu batalho com o meu rival de infância, o Gary…
Ela riu um pouco quando disse rival de infância e olhava as estrelas. Ela tinha um brilho nos olhos e sorri, dando um beijo na bochecha dela.
– Melhor voltarmos, são 23:00… — ela exclamou e concordei.
Levei Misty até a cabana dela e percebi que estava tudo apagado, provavelmente as meninas estavam dormindo. Dei um beijo na testa dela e sai.
– Boa noite… — disse para ela enquanto saía.
– Boa noite… E obrigada… Pelo encontro e pelo beijo. — ela acrescentou e eu corei.
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