Camping Pokémon
12 Capítulo 12: Treino e salvamento

POV IRIS
Era quase hora do almoço, May havia dado a ideia de treinarmos às 14:30 no galpão de instrumentos. Fomos almoçar e todos estávamos ansiosos para ensaiar.
— Que horas são? — perguntei meio impaciente.
— 14:00, vou dar uma volta… — Dawn disse saindo de lá com Paul.
Olhei para os outros. Nós tínhamos um olhar preocupado, a concorrência esse ano era difícil, iríamos competir contra Gary e N, Serena, Brianna, Harley e Soledad… Disputa acirrada.
— Bom, melhor irmos indo. — Drew se levantou e saímos andando até o galpão, carregando nossos instrumentos.
Nós chegamos no velho galpão e plugamos todos os instrumentos na tomada, até teríamos plateia, no caso eram: Pikachu, Pansage, Axel, Togepi, Piplup, Torterra, Roserade e Glaceon.
— Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
— No Amazonas, no Araguaia, na Baixada Fluminense
No Mato Grosso, Minas Gerais, e no Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
— Terceiro mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Os Pokémons bateram palmas e sorrimos. Estávamos cada vez melhor e olhei para os outros que sorriram mais ainda.
— Melhor treinarmos mais? — Cilan perguntou e May negou.
Guardamos as coisas e saímos do galpão, estava um céu lindo! Meio alaranjado com várias nuvens. Nós combinamos de pegar o violão de Drew e irmos para o campo aberto, daqui a meia hora.
POV MAY
Saí para minha cabana e olhei uma cena estranha. Avisei as garotas que iria ver uma coisa e cheguei mais perto. Parecia duas pessoas brigando, até que notei, eram Gary e N.
— Escuta aqui! Não aceito essa desculpinha! VOCÊ TAVA BEIJANDO MINHA NAMORADA! — Gary berrou, metendo um soco na cara de N.
N tinha um pouco de sangue saindo nos lábios. Eu não podia fazer nada. Olhei Glaceon e esse me deu um olhar de fúria.
— Glaceon, congelamento no Gary! — ordenei e ajudei N.
O garoto estava quase desacordado, os lábios tinham um corte profundo, ele estava totalmente ferido. Fui para minha cabana com ele e as meninas o olharam.
— O que aconteceu? — Dawn perguntou de olhos arregalados.
Contei o que tinha acontecido e elas se espantaram. Misty pegou o kit de primeiros-socorros e me ajudou. Iris foi até a cabana dos garotos chamá-los para nos ajudarem.
— Acha que ele está bem? — perguntei e Dawn me encarou torcendo o nariz.
— Talvez… Ele não está muito bem, mas acho que vive. — A azulada me respondeu e os outros chegaram.
— Mas o que houve com ele?! — perguntou Ash espantado.
Expliquei tudo novamente e foi a vez dos meninos se espantarem. Resolvemos levá-lo à enfermaria correndo e chegando lá, encontramos a Enf., que dormia como um anjo, no balcão.
— Enf. Joy! O N não está bem! Ele foi “espancado” pelo Gary! — exclamei e a Enf. o levou para o quarto.
Nos sentamos e adormeci no ombro de Drew. Alguns minutos depois, fui acordada por Misty e a Enf. Joy.
— Ele está bem, mas vai passar a noite aqui, se quiserem vê-lo…
Todos entramos e lá estava N. Ele nos fitou com os olhos verdes quase fechados dele e sorriu fraco.
— Valeu May… — ele começou ainda um pouco atordoado.
— Na verdade foi Glaceon que te salvou… — disse e ele olhou em volta.
— Serena me disse que tinha terminado com Gary… Ela e eu estávamos meio que… Próximos. Ela me beijou uma vez e Gary disse que viu… Ele me… Espancou… Meu melhor amigo! — disse N meio furioso. Ele cerrou o punho, trincou os dentes e olhou os outros. — Vejo que há mais dois casais… — exclamou sorrindo vendo as mãos entrelaçadas de Ash e Misty e Paul e Dawn.
Eles sorriram e vimos que a noite caiu. Nos despedimos dele e saímos andando para o campo aberto, e Drew com o violão em mãos.
— Bem, que música eu toco? — ele perguntou encarando todos.
— Que tal Ain’t It Fun do Paramore? — sugeri e ele sorriu de canto a canto. — Eu canto!
Todos sorriram e me olharam. Ainda tinha que aquecer a voz para o dia da apresentação.
— I don’t mind
Letting me down easy
But just give me time
If it don’t hurt now but just wait just wait a while
You're not the big fish in the pond no more
You are what they're feeding on
So what are you gonna do
When the world don't orbit around you?
So what are you gonna do
When the world don't orbit around you?
Ain't it fun?
Living in the real world
Ain't it good?
Being all alone
Where you from?
You might be the one who's running things
Well you could ring anybody's bell
To get what you want
You see it's easy to ignore trouble
When you're living in your bubble
So what are you gonna do
When the world don't orbit around you?
So what are you gonna do
When nobody wants to fool with you?
Ain't it fun?
Living in the real world
Ain't it good?
Being all alone
Ain't it good to be on your own?
Ain't it fun you can't count on no one?
Ain't it good to be on your own?
Ain't it fun you can't count on no one?
Ain't it fun?
Living in the real world
Don't go crying to your mama
'Cause you're on your own in the real world
Don't go crying to your mama
'Cause you're on your own in the real world
Don't go crying to your mama
'Cause you're on your own in the real world
Don't go crying to your mama
'Cause you're on your own in the real world
Ain't it fun? Ain't it fun?
Living now you're one of us
Ain't it fun? Ain't it fun? Ain't it fun?
Ain't it fun?
Living in the real world
Ain't it good? Ain't it good?
Being all alone
Ain't it fun?
Living in the real world
('Cause the world don't orbit around you)
Ain't it good? Ain't it good?
Being all alone
Don't go crying to your mama (To your mother)
'Cause you're on your own in the real world (Don't go crying)
Don't go crying to your mama (To your mama)
'Cause you're on your own in the real world
Don't go crying to your mama
'Cause you're on your own in the real world
(This is the real world)
Don't go crying to your mama
'Cause you're on your own in the real world
(This is the real world this is the real world)
Don't go crying to your mama (Don't go crying)
'Cause you're on your own in the real world
Don't go crying to your mama
'Cause you're on your own in the real world
Don't go crying (Don't you go don't you go crying)
Don't go crying (You're on your own)
Don't go crying (Don't go crying to your mother)
Don't go crying
Eles me aplaudiram e sorri de orelha a orelha. Drew me deu um beijo na bochecha e corei de leve. Logo, Ash sugeriu que Drew tocasse Malandragem da Cássia Eller e resolvi cantar também.
— Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola sozinha
Cansada com minhas meias três-quartos
Rezando baixo pelos cantos
Por ser uma menina má
Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida é não sonhar
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar
Bobeira é não viver a realidade
E eu ainda tenho uma tarde inteira
Eu ando nas ruas, eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar [2X tudo] — terminei e olhei o relógio, hora do jantar.
Jantamos e olhamos furiosamente para Gary. O ruivo entendeu e quando estávamos voltando para nossas cabanas ele pegou meu pulso.
— Escuta aqui! Foi pra ele aprender a não ser tão malandro! — Gary berrou e meu pulso doía mais.
— Mas saiba que quem foi o traidor nessa história foi Serena! — Cilan exclamou e eles me ajudaram, indo cada um para sua cabana.
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