Campeões de Hera 2.0
11 Despedidas.
Despedidas. Desde pequena essa palavra sempre não teve um bom significado para Gabs.
Desde que era muito pequena e teve que se separar de sua irmã Dani, que fora enviada por sua mãe ao acampamento meio sangue, em um lugar onde ela teria um futuro. Um futuro roubado por uma campista. Isabella.Gabs começou a entender os motivos de Isabella, as duas tinham se aproximado bastante, e os próprios campista de seu chalé (Chalé de Apolo), em seus depoimentos contaram que Dani passou de todos os limites atirando uma flecha no pégaso de Isabella. Isabella também não era a melhor pessoa de se estar perto, ela era grossa, tinha um humor acido, fazia brincadeiras com coisas serias. Pequenas coisas que irritavam bastante Gabs, mas ela já estava aprendendo a conviver com todas as coisas que faziam de Isa a pessoa mais detestável e deplorável.Além de tudo Isa era uma das melhores amigas de Jasper, e ela não queria estragar nada com ele, por mais que não o amasse, Jasper era um cara legal, não queria acabar com ele. Ela também sabia que o coração de Jasper não era totalmente dela, e sim uma parte pertencia a Alícia. Gabs caminhava rumo á arena de combates, lado a lado com Abner, Isabella e Estela. Por ser uma filha de Afrodite Estela era uma ótima companhia, ela era linda, simpática e nem um pouco metida, o pai de Estela era um grande político no Brasil, veio para o acampamento quando tinha alguns meses de idade. Ela era simpática mais Gabs reconhecia que dentro dela havia uma tristeza muito grande, Gabs não sabia ao certo o que era. Abner parou repentinamente. — Acho que não estou preparado para me despedir dos meus irmãos, eles são apenas crianças... – Abner estava com lagrimas nos olhos. — Não estamos preparados pra perder ninguém, como eu, perdi a minha irmã e nem cheguei a conhecê-la – disse Gabs. — Conhecendo sua irmã como eu conheci, eu agradeceria a Isa por ter matado ela – disse Estela, o que pareceu uma piada, mas ela estava falando serio. — Cala sua boca – Gabs partiu pra cima de Estela, mas foi impedida por Isabella, que segurava o riso – Me solta Isabella assassina. Isabella a jogou no chão tirou de sua calça na altura da panturrilha uma faca, colocou-se em cima de Gabs. —olha aqui garota, eu já te contei a história, sua irmã não era santa, ela infernizava o acampamento inteiro, inferniza os sátiros, infernizava as dríades, infernizava a todos ninguém escapava dela. Então não venha me falar que ela era uma donzela em perigos. Ela machucou o meu pégaso, machucou a minha mente, até hoje tenho pesadelos, seu pai me libertou da maldição porem os sonhos ainda vem de vez em quando, então não venha dizer que sente falta do próprio capeta, já matei uma de vocês, pra eu matar mais uma não vai fazer a mínima diferença. Gabs estava com os olhos vermelhos, não acreditava em todas as palavras que Isa havia vomitado sobre ela, ela sabia que esse assunto era um tanto delicado para a Isa, mas ela não havia falado tão abertamente sobre esse assunto com ela. — Garotas, deixem para se combater lá na arena de combates, porque como diz o nome – ele fez um gesto com as mãos – Arena de combates, é pra se combater, mas o combate e apenas lá. Isa se levantou e ajudou Gabs que estava um pouco tonta. — Voce quer ir pra enfermaria? – perguntou Estela. — Não, estou bem. – respondeu Gabs. Os quatro seguiram caminhando. — Voltando ao que eu estava falando – Abner começou a falar – não entendo como os deuses podem ser tão cruéis, meus irmãos, nem cheguei a conhecer Edward direito, não sei nada sobre ele e agora ele está indo pra uma missão suicida, onde um vai morrer. Perder Will ou Rebeca vai ser uma desgraça ainda maior, Rebeca e como nossa mãe, cuida de nós e tem ótimos conselhos quando precisamos. Will é meu irmão mais novo que eu bato nele, mas ninguém além de mim pode bater nele. E agora vou perder um deles. As meninas estavam de cabeça baixa pensando no que dizer, mas não havia palavras certas a se dizer para Abner. — Não pense nisso as profecias geralmente não são tão exatas, elas também erram. – Falou Estela em consolo. Ela usava seu dom, o dom do charme. Pra acalmar um pouco Abner. Os treze campistas estavam reunidos, novos e velhos membros, Hades tomou a palavra.— Ola seres inferiores, em primeiro lugar vocês tem que entender uma coisa, eu odeio vocês, e odiando vocês o meu território o submundo também os vai odiar, ele vai ir além de todas as barreiras possíveis, ele não vai respeitar os seus sentimentos. Assim que vocês pisarem no solo do mundo inferior seus medos mais íntimos vão aflorar. — Que bom que eu não tenho medos – retrucou Isa cutucando leeh. — Eu duvido disso – falou leeh. — Cala sua boquinha, por favorzinho – disse Isabella. As duas riram, era obvio que uma sabia o segredo da outra.— Não digam que não tens medo garoa, porque eu sei que tens! – exclamou Hades. Isabella ficou ereta, perplexa. — O que o S-senhor E-esta falando – Disse gaguejando Isa. — Você quer que eu fale a todos sobre seus segredos abertamente? – pergunto desafiadoramente Hades.
— N-não Lorde Hades. – Isabella se afastou.Depois que o treinamento terminou, Jasper e Gabs foram ao refeitório pra conversarem e darem “uns pega”. Ocorria tudo bem até serem interrompidos por Abner e Alícia que vinham de mãos dadas caminhando, os dois não estavam sorrindo nem conversando. Abner chegou encarou Jasper. — Cara existe lugares melhores pra vocês se beijarem, não aqui no refeitório isso é um pouco nojento! – brincou Abner com o casal. Jasper sorriu. — O que vieram fazer aqui?— Nada estávamos andando por ai, precisa tomar um ar depois do sonho que eu tive – Respondeu Alí. Gabs se levantou. — Que sonho?— Nós estávamos voltando de alguma missão para acampamento, quando um redemoinho se formou na frente do carro, esse redemoinho tinha uma pessoa dentro. Então essa pessoa, que eu creio ser Tífon pegou a mim e ao Jasper. – Alícia interrompeu fala e começou a chorar, quando Gabs a abraçou. Abner tomou a fala e concluiu o sonho de Alí. — Então logo em seguida pegou mais seis pessoas, Eu, Jasper, Gabs, Leeh e Isa. E falou que nós não poderíamos ficar vivos porque nós somos os destinados a matar ele.Pareceu que Jasper havia levado um soco no estomago, ele cambaleou pra trás.— Como assim nós? – perguntou Gabs ainda consolando Alícia. — Essa missão não depende tanto dos outros, os outros são importantes, porem eles não estão tão evidentes, Tífon foi claro, ele quer nos matar, porque assim ele não precisa se preocupar, nenhum dos outros seis que ficarem serão eficazes para matá-lo. – explicou Alícia. Alícia havia se acalmado. — Se o raciocínio de Alí estiver certo, a parte da profecia que fala sobre, três que ficarão no submundo e dez ao de reinar esta ligada a nós! – concluiu Jasper. — Provavelmente – respondeu Abner— Vocês já falaram com as meninas? – Perguntou Gabs. — Ainda não, estávamos procurando vocês ai íamos procurar Isa, achando Isa achamos Leeh. – Falou Alicia. O sinal para o jantar soou, aquele dia soou mais cedo, os quatro ficaram sem entender, mas seguiram para o refeitório. No refeitório as mesas estavam posicionadas de diferentes formas, havia uma mesa grande com dezoito ou dezesseis lugares, Hdes estava na ponta dela com um cálice, o liquido dentro dele era um tanto duvidoso, era um vermelho vivo, Gabs esperava do fundo do coração que não fosse sangue, e sim algum tipo de vinho ou suco de uva. Nos outros lugares estavam sentados Quíron e o Senhor D. com uma latinha de coca-cola diet, Quíron estava sentado em sua cadeira de rodas mágica, na outra parte da mesa, Will, Rebecca e Edward estavam sentados. Eles estavam conversando aos murmúrios, às vezes rindo olhando para os demais que estavam sentados. As outras mesas estavam mais ao fundo. Chegando lá Hades abriu os braços e disse:— Bem vindos amiguinhos – Ele gesticulou dramaticamente para os quatro – Sentem-se, não demora não demora que meus outros nove convidados cheguem. Alguns minutos se passaram e o refeitório estava repleto de adolescentes. Aos murmúrios cada um ia para as mesas de seus respectivos chalés. Enquanto os treze da profecia se sentavam-se à mesa centra, com todas as honrarias possíveis. Abner cochichou aos ouvidos de Leeh.— Eu sei que ele é seu pai e tal, mas ele me da arrepios. — Em mim também – assumiu ela. Hades fez um gesto e por fila os campistas foram fazer os sacrifícios na fogueira. Cada um para sua respectiva divindade. Após os campistas se reuniram na fogueira pra cantar cantigas ou contar histórias. Isabella sentou-se ao lado de Gabs. — Foi mal por hoje mais cedo, não queria te machucar nem nada. — Não foi nada, eu já havia te desculpado, não havia motivos para eu cutucar a ferida – falou Gabs. As duas se abraçaram. Mas logo depois Isa passou com uma adaga perto do pescoço de Gabs. — Mas não se iluda se pisar na bola com Jasper, eu juro que corto sua garganta. – Ameaçou Isa. A noite foi tranqüila. Na manha seguinte todos partiriam para uma missão, muitos não voltariam. Na manha seguinte todos subiram até a colina onde estava o pinheiro de Thalia. A menina não estava mais lá. Mas a arvore continuava protegendo o acampamento. Abner se despediu de seus irmãos, que partiram uma hora antes. Viajaram de avião para o sul. Os treze estavam reunidos pra sair, uma van preta decorada com símbolos do acampamento meio sangue. Abner passou na lojinha do acampamento e comprou um copo de café, jujubas e um relógio com mil e uma utilidades. Que não durou muito tempo em seus pulsos, porque assim que encontrou Isabella ela roubou dele e o deu de presente para Leeh. Quíron reuniu todos em um circulo. Hasdes estava ao lado dele. Quando um barulho aos pés da colina chamou a atenção de todos. Uma brisa soou. Logo depois uma ventania que derrubou todos. — Andem se escondam – Gritou Quíron em desespero, ele já não estava mais em suas cadeiras de rodas, e sim cm uma armadura completa e um arco. Ele apontou pra baixo. Para semideuses enfrentar um ou dois monstros era facil. Mas um exército com mais de quinhentos monstros não seria tão fácil. Hades gritou.— Recuar para o acampamento, corra.Seria fácil se existisse algum acampamento, o acampamento estava lá, dava pra tudo, mas ver é diferente de entrar.O acampamento estava calmo, uma manha tranqüila, ainda faltava pelo menos meia hora para soar o sinal para que os campistas acordassem. Os monstros subiam a colina em um ritmo acelerado, estavam armados até os dentes, literalmente. — Não nos resta outra saída alem de lutar – exclamou Jasper. — Então agora o bicho vai pegar – exclamou Hades. Quíron gritou algumas ordens. Treze semideuses contra um exército de monstros. Abner assoviou e o apoio no céu não demorou aparecer. E ainda veio com vários reforços. O exército parou a poucos metros. Em sua liderança três velhos conhecidos dos semideuses. A Medusa, o Minotauro e a Quimera.A primeira e ultima a falar foi a Medusa. — Hoje eu não quero papo, hoje estou com vontade de comer bem no meu café da manhã. Ela olhou pra trás, o Minotaura brandiu sua espada e gritou. — ATAQUEM! AGORAAAAAAAAAAAA!O lado dos semideuses não recuou partiu pra cima. Em um circulo fechado.Quando se viram cercados. Os monstros todos atacando, não se dava pra ver mais nada. Apenas ciclopes, dragões, lestrigõe entre outros vários tipos de monstros.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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