Campeões de Hera
1 Capítulo 1
Meu nome é Abner. Sou um Semideus. Isso é um fato. Filho de Poseidon, deus do mar.
Vivo em um lugar onde só existem pessoas como eu. La é o único lugar seguro para nos, treinamos e nos preparamos para missões.
Pra mim não foi tão fácil descobrir que sou um semideus. Enquanto as crianças imaginavam estar lutando congra monstros, dragões e serpentes gigantes. Eu já enfrentava isso.
Lembro de uma vez um dragão de duas cabeças invadindo minha casa e destruindo tudo, eu estava no berço, não dava tempo pra nada mais minha mãe me salvou, mais meu pai(mortal) e minha Irma foram consumidos junto com a casa.
Depois de um tempo, quando eu cresci, tinha cerca de oito anos perguntei pra minha mãe sobre o dragão, ela me olhou com um olhar de estranhamento e disse que eu estava imaginando coisas, coisas de criança, mais eu de que ela mesma não acreditara naquilo que falava. Ela sempre me dizia que o deu um curto circuito na parte elétrica da casa, mais sempre senti um tom amargo em sua voz.
Quando tinha dez anos minha mãe faleceu aconteceu quando estávamos prestes para ir á São Francisco, estávamos no portão de embarque em Nova York, estávamos quase embarcando ela me pegou pelo braço e disse:
— Filho tem muita coisa que você precisa saber, mais você precisa saber sozinho, sem minha ajuda.
Neste exato momento um cara todo de preto começou a gritar meu nome Abner Maciel e as pessoas voltaram seu olhar pra mim.
Minha mãe me deu uma borrifada do seu perfume, extremamente doce, e virou com olhos vermelhos de medo:
— Isso vai disfarçar seu cheiro, pelo menos ate você pegar o ônibus até Long Island, meu filho eu te amo tanto, você será meu orgulho agora vá.
Ela me deu um bilhete escrito alguma coisa que na hora não pude entender, tenho dislexia como a maioria dos semideuses, tudo se embolou minha cabeça estava a mil. Minhas sentia pontadas horríveis em minhas têmporas.
Minha mãe olhou e tirou uma bolsa de nossa mala e colocou em minhas costas.
Olhou-me seus olhos já cheios de lagrimas, tirou seu colar ela dissera certa vez que ganhara de um grande amigo do passado, ele era redondo com um tridente cavado no meio, e ondas circulando-o.
— Você logo vai entende o porquê de tudo isso, aquele senhor esta chegando vou tentar distraí-lo ai então você corre até o portão F, use esse colar quando estiver em perigo– O senhor que gritara meu nome colocou as mãos em minhas costas, minha mãe se colocou em minha frente tirando aquelas mãos gélidas dos meus ombros dizendo – O que o senhor deseja com meu filho?
Então dei uma ultima olhada no rosto de minha mãe, ela estava em pânico. Mais mesmo assim podia ler seus pensamentos ‘’corra, corra’’
Corri o mais rápido que eu poderia, quando olhei pra trás tive a pior visão desde o incêndio, o senhor na realidade, não era um senhor, era aquele mesmo dragão, estava se transformando, mais mesmo assim eu poderia reconhecê-lo. Aquelas escamas pretas, com duas cabeças, dentes eram metálicos, e por incrível que pareça eram limpos que eu até poderia me ver neles.
Não entendi o porquê mais as pessoas não ficaram horrorizadas com aquele dragão de três metros que se erguia no meio de uma rodoviária, simplesmente corriam ate os policiais que tentavam chegar perto do dragão, mais sempre que tentavam eram interceptados por uma coluna de fogo.
Mais a pior das cenas não foi essa, a pior das cenas foi ver minha mãe caída ao chão totalmente ensangüentado, tive vontade de parar, eu senti um pânico, minha mae minha única família estava morrendo, seu colar, que agora estava em meu pescoço queimava feito fogo, lembrei do que ela me dissera ‘’Use este colar quando estiver em perigo’’, percebi que ela não estava totalmente inconsciente e também ainda não havia falecido, reuni toda a raiva que estava sentindo o colar já não estava mais em meu pescoço estava em minhas mãos, apertei o mais forte que pude, então surgiu nele um tridente de bronze de um metro e trinta, seu cabo era revestido de couro, com filetes de ouro e dizeres em grego, não sei como sabia que era em grego, mais de alguma forma entendia, sua ponta pendia uma lamina afiada de bronze, e sua ponta tripla também era do mesmo material, o tridente parecia extremamente equilibrado, de alguma forma que eu não entendia sabia como lutar.
Avancei conta aquela fera maldita, o dragão soltou um esguicho de fogo, eu esquivei mais minha blusa saiu chamuscada com o fogo, eu ataquei as duas cabeças soltaram um grito agudo, eu as ataquei de uma vez as duas cabeças foram ao chão, a cena era horrível, a cabeça de um lado desaparecera e virou um pó, demorei pra notar mais o corpo também estava virando pó.
Não fiquei tempo demais pra ver o que virou aquilo, corri ate minha mae me ajoelhei, ela me olhou estava pálida, mais conseguiu dizer:
— Meu herói, agora corra, vá até o portão de embarque.
— Mãe, eu não posso te deixar, vou te levar ate um pronto socorro, você vai ficar bem, te prometo.
— Não meu amor, eu estou indo, minha missão aqui já acabou, você deve cumprir a sua missão. Um amigo ira lhe encontrar – nesse momento sua voz falhou, ela reuniu um pouco do fôlego que lhe sobrara –... Seu nome e Guilherme. Ele vai levá-lo a um lugar seguro lá completara sua missão, a partir de agora se preocupe em encontrar amigos, achar uma nova família, você encontra no – Ela não terminou de falar me deu um ótimo olhar e com uma voz fraca me pediu um beijo – Eu te amo meu filho, saiba sempre estarei com você, agora vá — Ela me deu mais um abraço, e fechou os olhos, na mesma hora um vento muito forte passou, eu não havia percebido mais tudo em volta estava congelado, inclusive o tempo. Minha mãe foi levada pó uma corrente de ar ate o céu, depois um redemoinho percorreu seu corpo, ela trocou de roupa, parecia uma rainha, ela me deu um sorriso e então explodiu em rosas vermelhas, assim como o perfume que ela borrifou em mim, depois percebi que todos olhavam sem entender, eu estava de joelhos no meio da rodoviária, algumas dezenas de pessoas me olhando, sem entender nada, peguei minhas coisas, só percebi depois de um tempo que o colar voltara a meu pescoço.
Cheguei ao portão F o ônibus estava prestes a sair, só havia um passageiro na estação, na verdade não era um homem, era um menino um pouco mais velho do que eu, ele olhou pra mim assim que cheguei perto dele e disse ao motorista:
— Eu falei que ele vinha, sabe esse probleminha de não agüentar muito tempo sem ir ao banheiro às vezes prejudica muito em nossas tarefas.
Olhei pra ele sem entender nada, ele me lançou um olhar tipo dizendo ‘’Entra na onda cara’’.
Eu fiz que sim com a cabeça e dei um sorriso ao motorista. Ele me encarou e me olhou de cima a baixo.
— Ok! Embarquem logo meninos.
Entrei no ônibus sem entender nada, o menino olhou pra mim.
Ele tinha olhos castanhos, profundos, sua pele era de um tom moreno, parecido com café. Usava um boné escrito ‘’Menino bode feliz!’’ com um bode sorrindo com resto de lata em sua boca. Usava jeans e uma camisa escrita ‘’Acampamento meio-sangue’’ por baixo de uma blusa. Seus jeans já estavam todo surrado, como se ele tivesse usado isso umas trezentas vezes rolado em terra todas às vezes, ele me encarou e ate deu um sorriso e me disse:
— Cara, você foi incrível, ao pegar aquele tridente, meu Zeus! – Ele falando eu me sentia um verdadeiro herói, ate consegui soltar um sorriso – sabe enfrentar aquele dragão não é pra qualquer um, muitos heróis grandes temiam quando viam um. Mais você não, valeu apena passar esses três meses fora te vigiando, o conselho vai ficar orgulhoso, Quíron vai ficar feliz, o tridente foi a maior pista.
Aquilo me deu uma tontura, o ônibus começou a andar, eu me sentei ele sentou ao meu lado, deu um suspiro alto e de como alguém que diz trabalho cumprido.
Ficamos em silencio por um tempo, minha cabeça estava a mil. Então resolvi perguntar:
— Hey! Quem é você cara?
— Foi mal nem me apresentei, eu sou Guilherme.
Aquilo me acertou em cheio a boca do estomago, Guilherme o nome em que minha mãe falou aquele que seria meu amigo. Como ela sabia de tudo isso?
— Bom então Guilherme pra onde estamos indo?
— Pro Acampamento meio-sangue, lá é o único lugar seguro pra pessoas como nós!
— Como assim? Nós?
— Na verdade, nós entre aspas – Fez um sinal com as mãos engraçados, como minha Mãe fazia quando falava com a vizinha dos chocolates que sumiam do armário – eu sou um sátiro, você já é um semideus, filho de um deus com um mortal, sabe um deus grego, Zeus, Poseidon, Atena, Ares... e por ai vai, sua mãe provavelmente deve ter, você sabe ‘’Pegado’’ um deus – Naquela hora senti vontade de dar um murro na cara dele – Não sabemos qual ainda, mais provavelmente saberemos hoje durante a fogueira.
Não demorou muito a chegarmos a uma colina onde aquele sátiro maluco gritou pro motorista:
— OU DO VOLANTE, PAR AI – Ele virou pra mim revirou os olhos e murmurou – esses prestadores de serviço de hoje em dia estão cada piorando a cada dia – e soltou um sorrisinho que me deu um pouco de medo.
Descemos-nos no pé de uma colina, Guilherme mencionou sobre ela no ônibus, se chamava colina meio sangue, era íngreme, tinha um ar de obscuridade, guilherma olhou em volta e falou:
— Me segue, e corre, não é seguro pra semideus ficar aqui, ainda sendo filho... de quem eu acho que você e, agora vamos. Olha vou pegar leve com você mais corra não e bom ficar na floresta. Corra.
Não entendi muito bem o que ele falara mais acatei a ordem, o que aconteceu logo em seguida, foi o fato menos interessante, Guilherme tirou sua calça jeans surrada e revelando suas pernas de bode, eram grandes com pelos da cor chumbo u emaranhados de pelos que nunca ouviram falar de escova. Por um momento fiquei parado perplexo, sem reação nenhuma pra expressar.
— Ou, cara vai ficar ai admirando minhas belas cochas?
Não pude de soltar um sorriso, por mais de que tudo que acontecera naquela manhã com a minha mãe, o dragão, eu estava feliz, minha mãe não era um ser comum, no ultimo momento sua aura era leve e branca como a neve, o cheiro que ela deixou na rodoviária, mesmo a quilômetros de lá eu conseguia sentir. Rosas e tulipas minha mãe era sim uma rosa, ela dissera que era pra eu criar uma nova família, era isso o que eu ia fazer agora minha família seria o acampamento meio sangue.
Chegamos até um pinheiro gigante Guilherme bateu a mão na arvore e disse:
— Oi Thalia, esse aqui é o Abner!
Ele falou como se a arvore fosse uma pessoa. Mais logo em seguida me contou a historia da arvore (acompanhe a historia em Percy Jackson e o mar de monstros).
Nós atravessamos a fronteira, ate hoje fico sem fôlego ao ver aquela vista.
Hoje já faz cinco anos que vivo aqui, logo que cheguei já fui reclamado como filho de Poseidon.
Não tive grande dificuldade de arrumar amigos. Nós vamos a floresta caçamos monstros, nos dias de caça-bandeira reunimos um grupo e vamos, sempre aquilo:
Atena X Ares
Poseidon X Ares
Atena e Poseidon não são os melhores amigos, mais desde que eu cheguei no acampamento, eu e Maria Eduarda(filha de Atena) se tornamos amigos.
Hoje e um dia de caça-bandeira, o chalé de Ares estava com sangue nos olhos durante o jantar, so em cochichos dizendo que iam nos massacrar e que dessa vez, nos do time azul estávamos sossegados.
Estava ocorrendo tudo bem no jantar, até aquele momento, Quiron estava sentado observando os campistas, o Senhor D não estava prestando atenção no que acontecia, estava distraído, brincando com uma garrafa de coca-cola.
Foi quando um grito agudo e estridente ouviu-se da mesa de Hermes, a líder do chalé, Isabella saiu cambaleando de um lado, uma garota surgiu no meio dela, caiu no meio do refeitório quando ela se levantou tinha uma águia em sua cabeça, ela foi reclamada, uma filha de Zeus. Um trovão ribombou no céu, sentiu-se um medo percorrendo em todo o acampamento, todos nós em reverencia nos ajoelhamos.
Quíron foi o primeiro a falar, Dionísio olhava com desdém para a garota, mais logi em seguida desapareceu, como uma bolha de sabão, Quíron me pareci nervoso, mais deu os parabéns a menina, e ordenou que Isabella ajudasse a garota a arrumar suas coisas no chalé 11 e fosse para o 1.
Quíron achou melhor cancelar os jogos daquela noite, os filhos de Ares lamentaram e soltaram vaias e outros ainda gritavam palavrões.
A noite ainda apenas tinha começado mais tarde na fogueira Quíron nos contara historias dos tempos antigos, quando der repente a fogueira se apagou e um vento frio percorreu todo o anfiteatro, alguns campistas se abraçaram a outros, alguns se levantaram e desembainharam suas espadas, em vão porque foram todas derrubadas ao chão pelo vento, assim como os campistas.
Num estrondo a fogueira se acendeu do outro lado deu pra ver a silueta de uma mulher Quiron ficou paralisado.
A mulher saiu de trás da fogueira andando calmamente, seus cabelos castanhos iam ate a cintura, seus olhos eram da mesma cor do cabelo, suas roupas eram de uma rainha ,toda branca, simples, mais as jóias que ela usava eram lindas, ouro, e prata.
Ela tinha em suas mãos um cetro, de ouro também, em sua ponta havia uma flor de lótus.
Eu sabia que era, Hera. De cara eu percebi, percebi pelo seu olhar vazio, cheio de raiva e rancor por estar em um lugar cheio de pessoas que ela detestava e que também não iam muito com a cara da deusa super produzida.
Todos estavam em silencio, a deusa rompeu dizendo:
— Jovens heróis, receio que não seja muito bem vinda aqui.
Só vim para ver o rosto de minha enteada – A menina se encolheu mais Hera olho diretamente pra ela, fiquei com um pouco de medo do que era poderia fazer com a menina. – Minha querida, receio que tenha ouvido boatos sobre minha pessoa, porem não bima aqui pra te fazer nenhum mal – Quíron estava perplexo, não esboçava nenhuma reação –... tenho noticias a vocês jovens semideuses, haverá uma missão a alguns de vocês, não demorara muito, meus campeões se revelarão e se reeguerao contra o gigante de terra.
Hera terminou a sua fala e desapareceu.
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