Camp Wild Youth

2 The most beautiful and talented girl is back to the camp


Notas iniciais
OOOOOOOI! Esse é o Edit do capítulo 2, onde eu mudei alguns detalhes acerca de certas coisas AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Espero que gostem!!

Candice Pines

Quando eu era menor, meu pai cansava de me escutar pedindo para que eu pudesse aprender a dirigir e assim que completei quinze anos, papai cedeu. Ele sempre foi um homem de extrema paciência com absolutamente tudo, característica esta que eu sempre admirei naquele homem. Benjamin, papai, sempre priorizou a família acima de qualquer coisa, sempre carregou todos os nossos problemas e angústias nas mãos enquanto guardava os seus no bolso, afim de cuidar de nós para nos ver bem. Aos quinze, eu aprendi a dirigir com os ensinamentos dele nas estradas próximas ao acampamento. Por entre as aulas, Papai dizia que um dia tudo aquilo seria meu e das minhas irmãs e que iríamos cuidar de lá da mesma maneira que ele se doou para cuidar dos negócios da família. Aos dezesseis, exatamente quatorze meses depois de aprender a dirigir, eu perdi o meu pai.

Desde então, quatro anos depois, dirigir é minha fuga pra absolutamente tudo, pois me lembra meu pai e todos os ensinamentos e direcionamentos que ele me passou, não só sobre direção, mas sobre a vida. Meu pai, aos quarenta e seis, era meu melhor amigo e meu porto seguro, ele me ajudou muito na minha indecisão sobre o que fazer da vida. Ele era músico e consequentemente, esse sangue artístico fluiu pra família inteira. Aos dezessete, entrei para a NYU Dance Office, onde estudo dança.

Apesar de estar na faculdade, eu nunca deixei de voltar todo verão para o acampamento onde eu, Serena, America, mamãe e mais uns 70 funcionários, cuidamos do que o meu pai cuidou e zelou com a vida desde 94, quando assumiu a herança do meu avô, que hoje em dia é nossa.

Era sábado, aproximadamente oito da manhã, quando eu atravessei os portões de casa e cheguei ao acampamento. Por mais cedo que seja, todos os funcionários andavam de lá pra cá com os preparativos. Mais um ano estava começando e a tranquilidade tinha acabado. Minhas irmãs devem estar a mil, principalmente America, que é a Coordenadora geral e musical (lê-se: minha chefe/diretora).

Estacionei meu carro próximo a um caminhão de suprimentos que estava sendo descarregado por quatro funcionários. Assim que desci do veículo, pude ouvir um alegre “Bom dia” dos encarregados e não pude conter um sorriso gentil ao responde-los. Caminhei para trás do veículo e quase fui jogada no chão por uma grande bola de pelos dourados que JURA que é gente querendo me abraçar.

—Benjamin! —Gritei ao ver meu cachorro, que já estava calorosamente tentando pular em cima de mim. Ganhamos Ben da mãe da minha mãe meses depois que meu pai morreu e resolvemos dar seu nome para o cachorro. —Que saudade de você, amigão! —Me agachei e o abracei. Ele estava cheiroso, como se tivesse acabado de sair do banho. —Você tá crescendo pros lados, seu balofo! —Me pus de pé e baguncei seus pelos da cabeça, o carinho preferido dele, que deu um sorriso de cachorro e um latido. —Que tal me ajudar com as minhas malas? —Ele, que estava em pé nas quatro patas, sentou-se do meu lado e virou a cabeça para o lado oposto, como se me ignorasse. Logo em seguida, deitou-se na posição de “esfinge”, observando cada movimento meu. —Menino, você é um falso! Eu não acredito que terei mesmo de me virar sozinha? Lembrarei disso! —Revirei os olhos para ele e lhe dei um beijo entre os olhos.

Virei-me para o porta-malas na intenção de pegar minhas bagagens. Sim, no plural. Passeei minhas mãos até encontrar o lugar certo para puxar a mala de cima, onde havia guardado os presentes da família. A segunda mala havia somente sapatos e a terceira, a maior delas, havia roupas. Coloquei-as todas em pé, alinhadas no chão enquanto ia até o banco de trás pegar minha bolsa e uma mochila de viagens onde havia guardado alguns itens essenciais para essa viagem de carro, como muda de roupas, perfume e afins.

Olhei em volta, respirei o ar puro de casa e fiquei em silêncio afim de escutar os sons da floresta. Me alonguei, pois estava um pouco dolorida da viagem e chamei um funcionário para se encarregar de todas as minhas malas maiores, enquanto eu entrava no Chalé Principal para procurar minhas irmãs. O Chalé tinha a mesma decoração rústica e aconchegante de sempre na intenção de que faça com que quem entre dentro sinta-se em casa. A sala da recepção havia uma lareira enorme para os dias mais frios com sofás em volta. Ao lado da sala haviam dois balcões de atendimento onde, em um deles, se encontrava Claire Woods, nossa recepcionista faz-tudo, que parecia estar em pé a horas me esperando

—Bom dia, Senhorita Candice. —Ela disse com um sorriso no rosto. Claire carregava nas mãos o iPad do acampamento que usamos para nos comunicar. Os funcionários chefe de cada ala, tais como cozinha, dormitório, áreas de lazer, trilhas e afins tinham um. —Estávamos todos esperando por você. Seu quarto e o chalé do seu time foram limpos e organizados para a sua chegada, senhorita.

—Bom dia, Claire. —Eu apoiei minhas coisas no chão e apertei sua mão. —Obrigada pela gentileza —Sorri.— Onde estão minhas irmãs e minha mãe?

—Suas irmãs lá em cima no escritório da America e sua mãe... um segundo. —Elas desbloqueou o tablet e digitou alguma coisa. —Sua mãe está na cozinha dando as últimas ordens aos chefs. —Ela sorriu e correu os dedos pelo ipad novamente para ligar para o escritório. Contudo, eu a interrompi. —Não, não precisa avisar. Vou subir, deixar minhas coisas no quarto e depois dar um abraço nelas antes de ir para o meu chalé do time. —Ela concordou.

Subi as escadas correndo com a bolsa e a mochila nos braços. O barulho do salto batia na madeira polida da escada. Tec, tec, tec, tec. Caminhei pelo corredor não muito longo à caminho do meu quarto. Ao abrir a porta, reparo que está limpo e com os móveis em lugares diferentes do verão passado. Sorri, pois era impossível não ficar feliz em casa. Entrei com o pé direito e o barulho do salto no chão de madeira ecoou no ambiente. Deixei meus pertences em cima da cama arrumada em um jogo de cama azul petróleo que contrastava muito bem com a madeira que predominava no meu quarto, virei em direção à porta aberta e assim que eu estava saindo do quarto, um funcionário trazia duas das minhas três malas. Eu o cumprimentei com a cabeça e sai do seu caminho para ele conseguir passar. Corri pelo corredor, passando três portas até chegar no escritório.

—A mais linda e talentosa garota deste acampamento voltou! —Eu abri a porta rápido, assustando minhas duas irmãs que conversavam sentadas no sofá e meus sobrinhos que procuravam algum livro na enorme prateleira madeira maciça do escritório.

—Candy! —America gritou ao me ver e veio correndo para um abraço. —Senti sua falta. My Gosh, você está linda. Que cabelo é esse, C? Não estava azul no verão passado? Mamãe já viu isso?—Ela pegou uma mexa do meu cabelo verde e analisou criteriosamente, como a mamãe sempre faz quando troco a cor do cabelo.

Eu sinto muita falta das minhas irmãs quando não estamos perto uma da outra. Serena e eu moramos juntas em Nova York, onde eu estudo na NYU e Serena está terminando o curso de Teatro e música na Juilliard School. Já America mudou-se para Los Angeles, onde mora com o marido e os dois filhos, devido à uma proposta de trabalho em uma produtora musical de sucesso.

—Também senti muito a sua falta. Você está linda, Los Angeles está lhe fazendo um bem danado menina! —America sorriu e deu um tapinha nas minhas costas. —Ficou lindo, não é? O colori tem quase um mês e mamãe ainda não viu. —Segurei uma mexa grande do meu cabelo, ela concordou e me abraçou novamente.

Olhei por trás de America e vi Serena de pé com uma caneca de café na mão, sorrindo ao me ver. Assim que Meri me soltou, fui até a outra irmã e a cumprimentei com um abraço.

—S, eu estava com saudade! Nem parece que lhe vi dois dias atrás.Gargalhamos. Está tudo OK para amanhã? —Virei para America esperando uma resposta positiva. Ela sorriu e fez que sim com a cabeça. —Ah, que bom. CRIANÇAS, EU TROUXE PRESENTES! —Me virei para Anna e Thomas, filhos de America, que eram os próximos na fila do abraço e só sabiam repetir em meio aos sorrisos "presente, presente, presente"

—Trouxe para nós também, não é?— Meri perguntou como quem dissesse: “É bom não ter trago presente só pro seus sobrinhos”. Eu ri e acenei com a cabeça dizendo que sim.

Nós rimos.

Notas finais
ENTÃO? Gostaram do edit or nah? Beijoss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.