Camp Shadow
22 Fear
Notas iniciais

– Para...serio – disse rindo.
– Que foi não sabe brincar? – perguntou zombando.
– Você – apontei o dedo – Esta jogando sujo!
– Eu? – riu,ele estava deitado na cama me vigiando,não que precisasse, porque eu estava colada no chão. – Foi você que tentou jogar todo seu charme em mim pra conseguir sair! – acusou. Eu havia tentado ir buscar algo para comermos, mas meu erro foi dar uma de toda carinhosa então a hora que eu fui ate perto da porta ele fechou com um feiticio e me empurrou pro chão me deixando presa.
– Hm me desculpa..vai...me solta – disse fazendo biquinho.
– Nada de gracinhas mais? – perguntou desconfiado.
– Não,não – respondi.
– Ta bom –ele estralou os dedos e o peso que estava me segurando sumiu – Boazinha agora,certo?
– Certo – disse me levantando e sentando em cima de suas pernas na cama – Mas também não é certo prender namoradas no chão! – acusei – Sabe o chão do Instituto é frio!
– Vai ficar reclamando? – perguntou se levantando um pouco e me arrumando em seu colo – Sabe...eu conheço uma runa que faz a pessoa ficar mudinha – disse.
– Você é um cretino! Fica me ameaçando – comecei a distribuir vários tapinhas por seus ombros – Meu pai nem devia deixar você tomando conta de mim!
– Háhá – ele zombou de mim segurando meus pulsos — Ele me falou pra mim fazer de tudo pra te manter aqui
– Isso é um complô contra mim – eu ia me levantando mais Daniel soltou meus pulsos e levou as mãos pro meu quadril me segurando firme em seu colo.
– Você sabe que eu faço tudo isso porque eu te amo, não é? – perguntou me encarando serio.
– Claro que eu sei – disse e encostei minha testa na dele – E por te amar que eu não quebro seu braço e saio daqui – brinquei. Ele começou a rir e me beijou de leve.
– Ainda bem que me ama – falou e me puxou pra mais perto.
( Acho que essa musica combina com o momento Do I Wanna Know? – Arctic Monkeys)
Levei a mão no seu rosto e deslizei ate seu peito fique olhando ele por alguns minutos,agora que ele sabia de tudo eu não tinha o porque de ficar com medo de falar algo que não pudesse...era uma sensação de leveza, sem tenção.Ele devia estar pensando o mesmo pelo seu olhar.
– Que foi? Achou bonito? – perguntou brincando.
– Pergunto o mesmo pra você – retorqui.
– Chata – disse me abraçando – Vamos resolver tudo o mais rápido – garantiu.
– Não me preocupo com isso... – falei entediada.
– Devia.
– Shiuu – disse o beijando – Você fica mais bonitinho quietinho sabia... – apertei a bochecha dele
– Engraçadinha – disse e com um movimento só ele me virou ficando em cima de mim.
– Seu gordo,saia de cima de mim!
– Hmmm...- ele fez uma cara de como se tivesse pensando no caso – Não!
E as coisas começaram a acontecer rápido demais, em um momento eu estava tentando me soltar e no outro a camisa do Daniel já estava jogada no chão...
– Você...sabia... – disse tentando me concentrar – que estamos em um Instituto cheio de pessoas.
– Não se preocupe – sussurrou rente ao meu pescoço aonde estava beijando.
Se eu não parasse agora, as coisas iam sair do controle rapidinho como começaram e eu não estava afim de que minha vó me pegasse em uma cama com Daniel sem camisa.
– Não – tentei empurrar ele,mas eu não podia negar que eu estava gostando( e muito)
Ele saiu de cima de mim e se sento na cama me encarando incrédulo, com ele agora sentado na cama dava pra ter um visão o quanto eram definido seus músculos,não que eu já não tivesse uma ideia,mas como ficávamos no acampamento cheio de pessoas sempre por perto, momentos assim eram impossíveis.
– Desculpa... – disse me sentando na cama – È só que...se minha vó ou qualquer outra pessoa aparecer não vai ficar legal – olhei pra ele sem jeito.
– Okay – sua voz tinha um pingo de frustração – Tudo bem – ele se levantou e foi ate a camisa.
– Ei – chamei indignada pela atitude dele – Ficou bravinho, foi?
– Eu não falei ‘tudo bem’?...pronto! – ele vestiu a camisa e pegou o celular na cômoda e começou a mexer me ignorando, me levantei e puxei o celular da mão dele.
– Você vai falar comigo direto! – falei contendo a vontade de jogar o celular no chão e moer em vários pedaços – Só porque eu não quis continuar você se fecha comigo?
–Você não entende... é só que – ele respirou e fechou os olhos. – Vou tomar um banho. – e se virou pro banheiro.
– Espera – puxei seu braço com um pouco de força demais nos chocando um contra o outro. – Eu não queria.... – mas ele já tinha começado a me beijar de novo,sem perder tempo sua mão desceu até minha coxa ,aonde ele começou a distribuir apertões por cima da calça.
Era difícil tentar parar ele de novo, as coisas tinham ficado mais tentadoras ainda por causa da quase briga. Não me controlei levei minha mão no seu pescoço e desci arranhando até seu abdômen.
Vendo que eu havia cedido Daniel me empurrou até bater minhas costas na cômoda, aonde me levanto pela cintura me colocando sentada me deixando da sua altura.
– Sabe – disse com um sorriso travesso – sempre tive um problemas em tirar a blusa das garotas – e com um leve passar do indicador no meio da minha blusa ela se rasgo.
–Das garotas? – perguntei fingindo estar ficando brava, mas eu não me importava,ele estava comigo agora.
–Não se faça de ciumenta – disse acariciando meu rosto.
– Quem sabe outra briga não anime mais as coisas? – falei provocando.
– Quem sabe? – ele levou as mão na minha cintura me puxando pra cima, trancei as pernas em torno dele.
Enquanto nos beijamos ele me deitou devagar na cama, agora eu só tinha que torcer pra ninguém bater na porta, mas pelo visto não deu certo.
TOC TOC TOC.
Dei um pulo assustada derrubando Daniel da cama.
– Estamos ferrados – falei me levantando atrás da minha blusa, ah não...Daniel rasgou ela. — Ai Daniel.... — choraminguei.
– Katherine? – uma voz chamou.
– Ow não – sussurrei, corri no guarda roupa e abri esperançosa que esse fosse um quarto de uma caçadora.
– Quem é? – Daniel perguntou arrumando o cabelo bagunçado. – Porque Raziel?Porque agora – resmungou baixo.
Se eu não tivesse tão assustada já teria desmaiado, meu coração parecia que ia sair pela boca de tanto que batia. Por sorte era uma guarda roupa de uma garota, vesti a primeira blusa que apareceu.
– Antonny – respondeu a voz.
Meu coração desacelero,não era minha vó,nem meus pais...só era um garoto, mas o que ele queria? Eu já tinha treinado com ele algumas vezes, não éramos amigos mas conversávamos as vezes.
– Oi Tonny – falei abrindo a porta.
– Tudo bem? Você parece meio...assustada e vermelha – Antonny disse me olhando intrigado.
– Ah é...hm..deve ser o calor – respondi notando agora o quanto meu rosto estava quente. –È então...houve algo? – perguntei forçando um sorriso.
– Ah! – disse – Então,um tal de..como é..Jon...Jone...
–Jonas? — perguntei impaciente.
– È isso... – falou – Ele esta chamando o Daniel – ele se esticou um pouco tentando ver Daniel atrás de mim.
– Porque? – perguntou Daniel ficando do meu lado.
– Olha não sei – disse calmo – Só falou pra você descer rápido lá embaixo e disse...hm..pra você descer sozinho – terminou
–Okay – disse Daniel indo pro corredor.
–Não – disse segurando o braço do Daniel, Tonny olhou alarmado pra mim – Eu vou junto!
– Não amor – disse me dando um selinho – Eu vou e já volto, por favor – pediu.
– Tudo bem – disse contra gosto.
–Então...que tal uma treinada na sala de armas? – sugeriu Tonny enquanto Daniel desparecia no corredor.
– È pode ser – disse puxando a porta.
Alcançamos a sala de treinos quando lembrei do meu celular, papai tinha pedido pra mim não desgrudar dele.
– Ah tenho que voltar pro quarto – falei.
– Porque? – perguntou Tonny.
– Celular... – disse me virando pra voltar.
–Não espera – disse segurando meu braço – Depois você pega – falou nervoso.
–Não vou pegar agora! – puxei meu braço, algo estava me incomodando,como se alguem tivesse me alfinetando irritantemente. Corri de volta pro quarto, peguei meu celular e fui até a janela dar uma olhada em Daniel e Jonas, puxei a cortina e foi quando meu estômago afundou,eu não conseguia sentir minhas pernas,mas eu não podia ficar ali parada, sai correndo desesperada...se eu corresse o suficiente...por favor Raziel me ajude!
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