Notas iniciais
Mais um capítulo ai. Desculpem ai pela demora, mais não queria postar qualquer coisa. E também a história está chegando ao fim. Mais pelo visto não vieram novos leitores. Espero que gostem desse cap. Boa leitura.

Visão Annabeth:

Eu ainda permanecia amarrada com uma corda a cadeira. A dor latejante que sentia pelo braço não chegava nem perto da dor que meu coração sentia. Parecia que tudo tinha sido espremido aqui dentro. Era uma decepção e ao mesmo tempo uma culpa por tudo que estava acontecendo. Eu tinha demorado de mais para chegar e bem... Tinha acontecido o que eu mais temia. Eu mal conseguia pronunciar tais palavras. Eu queria era fugir dali o mais rápido possível e me isolar do mundo só para poder chorar em paz, sem ter pessoas me julgando ou me recriminando. Eles tinham conseguido tudo o que queriam, agora só havia sobrado um membro da família Chase. Tirando minha mãe postiça que sumiu pelo mundo, bem ela não conta, pois abandonou a própria família.

Respirar perecia mais difícil, mais quando vejo Percy passar por tudo isso comigo, me da um gás extra para continuar com a missão mesmo que ela pareça perdida. Eu estava triste, queria poder voltar no tempo e reparar o meu erro com o meu pai, poder ter sido menos rude com Percy quando ele quis ficar comigo. Eu percebo a tristeza em seus olhos, é tudo culpa minha. Percy era um cara legal, mais eu não o merecia. Não agora, não desse jeito. Na verdade não queria admitir, mais tinha me apegado de mais a ele. Eu estava gostando dele de verdade, isso era um perigo, já que ele ia embora. Toda vez que lembrava disso sentia uma dor inexplicável em meio peito, ele tinha sido uma das poucas pessoas a me compreender e me respeitar. A maioria era como Octavian sempre esperando algo em troca, e esse algo nem sempre era uma coisa que eu estava disposta a dar.

Tudo o que mais me dava conforto me veio à cabeça nesse momento. Pensei em Jason e Reyna, onde será que estariam? Estavam bem? Eram muitas perguntas sem respostas. Tínhamos brigado mais vendo Octavian desse jeito tudo fazia mais sentido agora. Não era culpa do Jason. Não mesmo, ele tinha razão eu não tinha ponderado corretamente o que falei. No dia do alistamento era o idiota do Octavian. E eu culpando Jason todo esse tempo.

Eu tinha que dar um ultimado para Percy ou ele não ia sair vivo de Nova Roma, as coisas estavam ficando mais perigosas. Era capaz de que eu mesma não saísse viva depois que Octavian fizesse o que tinha em mente. De longe dava para se ouvir uns passos ofegantes vindo na direção em que estávamos, eu esperava que entrassem bem nessa sala. Eu não sabia quem era mais minha mente fantasiava o corpo do meu pai. Passando ali pela porta, dizendo que íamos para casa e que esse crápula ia preso. Eu estava tão cansada, a essas alturas eu tremia e soluçava de tanto chorar. Mesmo vendo minha mãe biológica apenas duas vezes na vida, uso o meu braço que estava meio solto e pego o colar que ela me deu o segurando com força mentalizando seu nome. Era a primeira vez que pedia sua ajuda para alguma coisa. Eu nunca tinha feito isso, confesso que ela me intimidava um pouco. Ficamos uns dois minutos em silencio e nada acontecia. Eu já tinha desistido, minha mãe nunca tinha demonstrado gostar muito de mim e não seria hoje que as coisas mudariam.

Só que eu estava enganada, depois de alguns segundos, sinto uma onda de energia tomar conta do meu corpo. Nada muito grande, mais o suficiente para fechar o corte do meu braço. Em seguida uma voz firme e poderosa invade minha mente. “Annabeth aqui é sua mãe, sei o que pensa sobre mim. Mais agora não é hora para dramas familiares. Você chegou ao seu limite de energia física e mental. Se continuar forçar sua mente pode não aguentar. Infelizmente você só tem uma opção, siga seu coração, ele é o único que pode te guiar nesse momento. A propósito você é uma grande guerreira. Tenho que ir já falei demais, os deuses vão ficar irados comigo se eu demorar.” E então a voz sumiu repentinamente. Ainda tentava entender a mensagem que tinha recebido. Eu não sabia exatamente o que ela queria dizer com esse lance de coração. Essa parte nunca fora o meu forte, mais agora precisava dela para sobreviver. Era impressão minha ou tinha recebido um elogio da minha mãe. Querendo ou não uma pontada de esperança invadi-o meu coração. Só que a dor era tão grande que não tinha durado muito.

Quando olho para a porta, uma onda de surpresa invade o ambiente. Jason e Reyna passam pela porta. Reyna começa tentando nos soltar, enquanto Jason trava uma batalha corpo a corpo com Octavian. Assim que Reyna me liberta da corda, faço a primeira coisa que meu coração manda. Trato logo de dar um abraço apertado em Reyna fico feliz ao ver que ela corresponde com a mesma intensidade. Ela parecia cansada, mais tinha um sorriso bobo no rosto. Ela era a Reyna, mais parecia diferente. Eu não podia perder tempo, mais já imaginava o que tinha acontecido entre eles. Em fim eles tinham se acertado.

Começo olhar o ambiente a fim de pensar em algo que pudesse nos ajudar, porém cinto uma dor terrível na cabeça. Minha mãe estava certa usar a razão estava me enfraquecendo. Minha maior virtude tinha se virado contra mim. Eu tinha que lutar pelos meus amigos, pelo meu pai e pela pessoa que eu mais amava o Percy. Tinha que seguir o coração, o extinto. Não ia vencer ninguém pensando de mais. Passado alguns minutos vejo Octavian saindo da sala. Ele cambaleava mais que um bêbado, seus comparsas assustados com sua situação saíram bem rápido a fim de escaparem da briga.

Agora estávamos só nós quatro na sala. Um silencio constrangedor invidia o ambiente, Percy e Jason se encaravam mortalmente. Eu não sabia bem o que fazer. Fiz o que precisava fazer a muito tempo. Corri de encontro a Jason e deu um grande abraço no meu amigo. Ele correspondeu igualmente, só que com uma cara de interrogação. Ouço Percy dar uma pigarreada de reprovação, mas quando nos soltamos vejo que ele se acalma.

–-- O que você está fazendo Annabeth? Jason perguntou rapidamente.

–-- Me desculpa Jason. Todo esse tempo eu fiquei te culpando pelo dia do alistamento. E foi o Octavian, e vi nos olhos dele. E estou bem mal por tudo isso. Não queria ter estragado nossa amizade.

–-- Tudo bem, mais eu quero que você saiba o que aconteceu de verdade naquele dia. Você merece saber. Eu não queria que você fosse escolhida para guerra, digamos que eu sabia que você estava muito bem no novo emprego. Só que meus superiores me obrigaram a fazer isso, porém você fugiu. E ai o Octavian que não é bobo foi atrás de você, para ver se ficava bem na fita. E para que desse certo usou da força física e depois me culpou por tudo. Ele te drogou, para que ficasse inconsciente. Em seguida te deixou alguns hematomas, ou melhor, com vários hematomas. Eu o vi fazendo isso e não pude impedir, no começo achei que ele só ia te assustar, mais a coisa foi ficando séria e eu achei que ele fosse te matar. Ele só não fez isso porque vinha vindo um supervisor. Ele vazou da cena do crime e a culpa recaiu sobre mim. Tudo isso por causa de malditos papeis velhos que você nem sabe onde estão. Eu suponho. Mais eu também peço desculpas, não fui prudente com você quando invadi a sua casa. Eu não me orgulho nada disso.

–-- Está tudo bem agora Jason. Digo, quase desabando no chão.

–-- Não parece Annie. Vocês dois estão escondendo alguma coisa? Perguntou Reyna com seu olhar clinico.

Eu tinha de dar a noticia para eles, ou ia enlouquecer de vez. Minha boca estava extremamente seca, sentia meus lábios racharem por causa do vento forte que passava por entre as portas e janelas. Eu não sabia como ainda permanecia em pé, mais tinha que usar o final das forças para falar sobre isso com eles.

–-- Bem... Eee... Meu pai faleceu. Octavian matou meu pai. Há essas horas ele deve ter jogado o corpo dele em um rio qualquer para evitar as evidencias do crime.

–-- Eu gostaria de dizer que é mentira Annie, mais nos conhecemos o Octavian e sabemos que ele não tem limites. Falou Jason.

–-- Se não se importam, gostaria de falar umas palavrinhas com o Jackson. Eu já vou indo.

–-- Tudo bem Annie, se cuida. Reyna e Jason falaram e se despediram com um aceno.

–-- Tudo bem, eu nem sei como agradecer vocês.

–-- Não precisa Annnie amigo são para essas coisas. Disse Jason.

Eles foram se retirando da sala, e só sobraram eu e Percy. Eu não sabia bem o que falar e nem se ia conseguir desenvolver uma conversa. Eu estava muito chocada e tenho que admitir com medo também.

–-- Eu Annie, não precisa falar nada. Bem eu nem sei o que dizer. Percy se enrolava nas palavras, mas tentava me confortar. Era isso que valia.

–-- Percy, só me abraça. Por favor. Eu não quero que meus amigos me vejam assim.

Sai correndo de encontro a ele. Precisava me sentir, segura e protegida por alguém. Tinha de sentir que não estava sozinha. Enquanto ele me abraçava, afagava meus cabelos e tentava em vão secar minhas lágrimas com as costas de suas mãos.

–-- Annie eu só quero que você saiba que se eu pudesse fugia com você agora mesmo, para qualquer lugar longe daqui.

–-- Valeu Percy, mais acho que só tempo vai fazer eu me sentir melhor.

Sai da sala com os braços envoltos em Percy. Eu estava mal, mais nessa posição eu me sentia mais segura e melhor para andar. Andamos até ao centro de Nova Roma. Quando chego lá, me deparo com uma cena irreal. Reyna e Jason estavam ambos com a mão na boca e com os olhos arregalados. Quando olho para o lado deles vejo meu pai rastejando no chão. Eu não sabia o que fazer e muito menos o que falar. Seria possível ele estar vivo? Eu tinha claramente visto a foto e ele bem não parecia vivo. Eu não sabia se era ele, ou se era mais uma das brincadeiras de Octavian. O homem que era igualzinho ao meu pai foi se aproximando de mim vagarosamente. Em seguida ele ousou tocar em mim. Eu recuei, estava com medo. Não sabia quem ele era ao certo. Podia ser meu pai como não podia.

Eu estava atordoada, por isso hesitei em chegar perto do tal homem. Meu corpo estava enfraquecido demais para que eu pudesse fazer algo contra ele ou para em proteger. Percy esboçava a mesma cara que Reyna e Jason, porém não saia de perto de mim. Eu respirava pesadamente e já não conseguia ficar em pé.

–-- Annie minha querida. É o seu pai. O homem fala se aproximando de mim, em seguida passa uma das mãos em meu rosto.

–-- Eu não sei...Eu vi a foto. Não pode ser verdade. Minha voz saiu mais tremula do que eu queria.

–-- Eu entendo que o Octavian tenha enchido sua cabeça com asneiras. Só que é tudo mentira.

Minha cabeça rodava a mil por hora, eu não sabia ao certo se podia confiar nele. Minha mente me recriminava por ficar mais tempo ali olhando diretamente nos olhos dele. Já meu coração corria apertado, queria ir de encontro a ele e abraça-lo. Dizer o quanto o amo e voltar a ter uma vida pacifica. Quem eu realmente deveria seguir? A mente ou o coração?

Notas finais
Se gostaram, favoritem, comentem.. Quem leu o sangue do Olimpo?? Eu não gostei mt do final, e vocês? Até o próximo cap.