Camp Half Blood O Resgate

2 Julia-Eu recebo minha primeira profecia


Notas iniciais
Agora o POV mudou e ao invés de ser o ponto de vista da Aisla é o da Julia, isso vai acontecer algumas vezes, avisando só pra não ficarem perdidos

E de repente Aisla estava sumindo, mas.. a poucos segundos ela estava do meu lado?

-Como diabos isso é possível? Como um cão infernal penetrou nas barreiras?

Estava indignada, eu nunca fui fã da Aisla mais a cena dela sendo sequestrada se repetia na minha cabeça, ela estava do meu lado, eu devia ter impedido, que DROGA!. Ajoelhei no chão e comecei a socar e esmurrar o chão como se ele fosse o culpado de tudo.

-Não se castigue Julia ninguém tem culpa- Disse Quiron, mas eu sabia que a culpa foi minha de não perceber que a garota estava puxando Aisla pela gola da camisa, a culpa foi minha, de repente algo chamou minha atenção.

-BEEEEEEEEEEHHHHHHHHHH!!!!!- Gritou Laura em desespero misturado com choro, levantei a cabeça e vi ela correndo até o meio do campo onde a pouco estava a fera, avistei Bernardo deitado no campo com uma marca de uma pata ao seu redor, tinha me esquecido que ele havia sido pisoteado, corremos até ele, João estava acabando de se levantar quando a tropa de guerreiros passou por ele o derrubando de novo, ao chegar onde ele estava, paramos, não sabíamos o que fazer, Laura o virou de barriga para cima, pôs suas mãos em seu rosto e começou a balançar devagar sussurrando “ei acorda, ei, ei acorda, você não pode morrer, eu ainda vou cair de árvores preciso de você aqui, ei”, pingos de seu choro caia sobre o rosto dele, seu rosto foi coberto por sujeira e arranhões, um corte imenso estava em seu braço torto que aparentava estar quebrado pelo menos em 3 partes, sangue escorria de um canto de sua boca, ela o suspendeu e o fez deitar em seu colo abraçando a cabeça dele contra seu peito, Gabi estava bastante assustada e soluçava, ela devia estar chocada Aisla era sua melhor amiga. Lenon chegou correndo tirando sua armadura, ajoelhou ao lado de Bernardo, o fez deitar de novo e fez um rápido exame apalpando aqui tocando ali..

-Ele tem 3 costelas quebradas, torceu o tornozelo, o braço esquerdo quebrou em 4 partes, fraturou o pé direito, deslocou o ombro esquerdo. Ele vai sobreviver mais precisa ser levado com cuidado, se tiver perfurado algum órgão interno ele pode morrer dentro de algumas horas.

A palavra “morrer” fez Laura congelar, seus olhos tremeram e ela ficou boquiaberta e assustada, logo eu a fiz levantar, ela abraçou Amanda e enterrou sua cabeça no peito de Amanda e começou a soluçar.

-ele foi levado em uma maca, atrás dele Guilherme ia carregando Vitória nas costas, oque imaginei que se a Aisla visse ia ficar muito mal, Aisla.... aonde aquela loca levou ela?..Gabi vinha chorando do meu lado Amanda vinha atrás de min, Laura estava agarrada nela, João estava chorando e se xingando de muitos nomes e falando como era um inútil e não ter conseguido impedir oque aconteceu.

-Ei flor do dia- Disse Vitória com uma voz tremula da costa de Guilherme se dirigindo a João.

-e..eu

-Você não teve culpa... ninguém teve.

Quando chegamos em frente a casa grande ajudei os feridos a subirem as escadas até a enfermaria, dirigiram o Bernardo para outro local, o deitaram em cima de uma mesa de operação que ficava em uma sala em baixo no saguão, eu, Laura e Amanda ficamos assistindo tudo de longe, Lenon retirou sua camisa e então veio o que fez Laura tapar a boca com as duas mãos com muita força, seus olhos se arregalaram, seu corpo tremeu, acho que a ponta da unha do cão havia perfurado a lateral de Bernardo deixando um imenso buraco que banhava seu corpo de sangue. Foi no momento em que eu retirei elas de lá, as levei até o chalé de Posseidon onde Gabi estava.

-Ei cadê o Percy?- Disse eu a ela.

-Foi atrás de Rachel- Disse ela abraçando Laura- Ei, vai ficar tudo bem- Disse Gabi em uma voz baixa.

-Eai o que fazemos agora?- perguntei.

-que tal durmir?- disse Amanda deitando na beliche.

-Como pode pensar em durmir?- Disse Laura em uma voz chorosa.

-Durmir é bom porque sonhar é bom, nos deixa feliz- Disse ela pondo seus fones de ouvido, ela começou a cantar, mas ignoramos ela.

-Nós temos que ir atrás de Aisla- Disse eu sussurrando para que ninguém ouvisse.

-Nós não vamos a lugar nenhum- Disse Gabi recuando.

-Bem Gabi se quiser ficar fica eu tenho certeza que pelo menos a Vitória vai me apoiar.

-Pode crer- Disse Vitória me assustando enquanto mancava para dentro do chalé

-E eu vou junto- Disse Guilherme que a apoiava em seu ombro- Mas agora não, deixa o acampamento se estabelecer um pouco, estão todos muito feridos, deixa passar o choque e então a gente pede uma missão pro sr D- Sr D, onde aquele miserável poderia estar? Não vi ele durante a batalha.

-combinado.

-Vamos precisar de alguém com mais experiência tipo um sátiro seila- Disse Vitória.

-E de suprimentos- Disse Guilherme

-de armas- Disse eu

-de uma benção- Disse Gabi

-De permissão- Disse Laura

- im sexy and i know it- Cantou Amanda, todos olharam para ela até que ela voltou a se calar.

-Bem então esperamos dois dias até nos recuperarmos e partimos- Todos assentiram. João entrou no chalé.

-Opa é bom ver que ninguém morreu, sabe uma patada daquele cão e estaríamos a sete palmos da terra. Laura sentiu-se mal e abraçou Gabi, Vitória socou João que por pouco não caiu, realmente aquele não foi um comentário para se fazer com o Beh internado.

No resto do dia as atividades foram suspensas. Ajudei os filhos de Afrodite que trabalhavam na reconstrução de seu chalé, não parava de pensar na ferida do Bernardo, ele se feriu salvando Gabi, e eu fui incapaz de segurar Aisla! Lembrei de uma conversa que tive com Beh na floresta.

-E ai com medo do que encontrar nesse acampamento?

-Na verdade não, estou mais ansioso sabe- Disse ele enquanto quebrava galhos que arrancava das árvores.

-Ansioso pelo oque?- Disse eu levantando uma das sobrancelhas

-Sabe Ju, minha família é muito desunida, quando eu paro pra ver o quão solitário o mundo se tornou, as pessoas se ferem a todo instante e se vão deixando saudade e tristeza, nesse acampamento eu espero receber treinamento- Sua forma de falar me deixou até sem graça, falou tudo tão sério, parecia que esperava por isso a vida toda.

-Treinamento pra que?- perguntei.

-Pra mudar o mundo- Me assustei com oque ele havia dito.

-Não vou mas permitir que as pessoas se machuquem, vou tornar o mundo um lugar melhor, nem que isso custe muito suor, sei que sou só uma pessoa.. mais isso já o bastante para mudar o mundo..

Lembrar disso quando deixei a Aisla ir , quando fiz um erro estupido e permiti que ela se machucasse, quando ele se jogou para impedir Gabi de ser pisoteada mesmo sabendo das consequências... isso .. isso me deixa mal comigo mesma...E se ela morresse? E se eu fosse a culpada? Novamente me ajoelhei e comecei a socar o chão quando Guilherme vinha correndo e tropeçou em min, ele caiu por cima de min o que foi embaraçoso, o empurrei, levantei e bati o pó da roupa.

-Por que a pressa? Disse eu a ele.

-Preciso encontrar Quiron, Bernardo tem uma visita... muito importante- Disse ele me empurrando e me fazendo cair de bunda, hora aquele menino era um menino morto!.. espera.. o Beh tem visita?, como assim, quem será? Corri para a casa grande ignorando os assédios dos sátiros, logo que entrei na varanda. Pum! Dei de cara em um peitoral que parecia de pedra, cai de bunda no chão, quanto ergui os olhos, vi um moço de mais ou menos 20 a 25 anos, de pele bronzeada, sorriso estonteante, olhos cor azul mar, cabelos loiros castanhos que iam até suas costas, muito bonito, ele sorria delicadamente quando me ajudou a levantar, logo vi que já havia visto esse rosto antes.

-Você é a visita do Beh?

-Já vi que ninguém aqui guarda segredo- Disse ele em sua voz galanteadora.

-Quem é você?- Logo que terminei a frase seu sorriso desapareceu, fúria tomou seus olhos.

-quanta ignorância de sua parte não saber quem sou- Eu já tinha visto essa expressão antes, a ums dias quando derrotei uma das crianças de Apolo no jogo da bandeira, o sorriso as expreções, todas idênticas... espera.. será?... não pode ser.

-Você... você é..-” Apolo, querido seja bem vindo a que devo sua visita?” Disse Quiron atrás de min, me virei e vi Guilherme desmontando de suas costas, eu não posso acreditar, estou diante de um Deus? O céus oque devo fazer? Reverenciar? Dizer algo como “ Ó majestade”, ai meu deus ai meu deus ai meu deeeeeeeeeeeus...

-Apenas fique calma e não surte- Disse ele pondo a mão em meu ombro, como ele sabia oque eu estava pensando?... a claro.. ele é um Deus.

-Vim ver o garoto Quiron- Logo tanto o sorriso de Quiron como o de Apolo desapareceram, os dois entraram na casa passando por min como se eu fosse uma ninguém, quando tentei segui-los Quiron me impediu e disse que era melhor que eu ficasse.

-Vamos ficar e esperar?-Disse Guilherme.

-Claro que não só temos que arranjar um jeito de se esconder- Disse sussurrando.

-Já sei, podemos nos esconder na mesinha que tem na frente da sala onde o Bernardo tá e tentar espiar algo- Assenti, e nas ponta dos pés, nos escondemos em baixo da mesa e pela brecha da porta observamos enquanto Apolo recitava encantos, cantava canções, e fazia algumas coisas no corpo do garoto deitado na maca com pinças e agulhas, os gritos de Beh eram grunhidos soltados entre os dentes serrados com tanta força que pareciam que iam quebrar, sua dor era tanta que ele estava suando mais do que jogadores de futebol em uma partida decisiva, a cada toque da agulha ele se contorcia e gritava de dor, logo seus gritos não eram mais gritos, eram choros, desespero, isso realmente doía em min, escondi minha cabeça no peito de Guilherme tentando não ver mais nada, a cada grito parecia que eu quem estava sentindo a dor, e a agonia me tomava, Guilherme deu tapinhas em minhas costas, olhei de novo para a cena, e logo me arrependi, Apolo pegou o braço quebrado dele e começou a esticar e puxar, meu deus aquilo era tortura, Beh já estava gritando tão alto que acho que até Hades deve ter escutado, suas lagrimas pareciam pedras, cada uma trazia uma pedra de dor. Quando mexeram em sua perna ele chorou tão alto que meu coração apertou aquilo era de cortar os sentimentos de qualquer um... logo que Apolo terminou, ele colocou ataduras em torno do corpo dele, Beh continuava chorando de dor quando Apolo e Quiron saíram da sala e começaram a conversar próximos a mesinha onde estávamos.

-Acho que ele já deve saber- Diz Quiron

-Você é doido? O menino chegou nem a duas semanas, ele ainda não digeriu tudo, e você já quer contar que ele não é filho dos deuses? Quer que a vida dele se reduza em mentiras de novo? Temos de esperar mais tempo- Disse Apolo em um tom alterado, oque ele quis dizer com filho de nenhum deus? Quiron nos disse que se você for humano não entra, então oque Bernardo era? Antes que eu pudesse dar um nó em minha própria mente Apolo falou após um grande suspiro.

-Deixe-o acreditar por enquanto que ele é meu filho é o melhor- Não tenho certeza do que aconteceu depois mais acho que Quiron assentiu, e então os dois saíram e votaram para dentro da sala, dessa vez fecharam a porta dando chance para eu e Guilherme saltar para fora da mesinha e cair fora da casa.

-Oque você acha que aquilo quer dizer? Filho de nenhum Deus?- Disse eu falando tão baixo que não sei como ele conseguiu escutar.

-Acho nada, acho que já está tarde e temos que ir para nossos dormitórios o que escutamos lá não deve ser comentado nem debatido até que tenhamos certeza do que significa ok?- Eu queria hesitar, como deixar isso pra la? Como olhar por Beh com os mesmos olhos? Mas achei o certo a fazer e assenti, Logo depois de nos despedimos cada um foi para o seu chalé, ao entrar Percy, que resolveu dormir aqui conosco hoje para garantir a nossa segurança, e Gabi já estavam roncando, foi fácil entrar sem ser percebida, deitei na minha beliche e demorei pelo menos 1 hora para dormir. Então tive um sonho, um sonho como nunca tive antes, era tão real que estaria me perguntando se aquilo era um sonho ou realidade, estava em um local escuro e úmido, quando digo escuro não quero dizer falta de luminosidade, quero dizer um breu total como se estivesse de olhos vendados, mas meus olhos estavam totalmente abertos, o que me deixava agoniada, logo um arrepio tomou conta do meu corpo, era Aisla, ela estava fraca, podia ver dor em sua voz, e um pouco de choro também, ela falava com alguém, mais não conseguia enxergar nada “Me tira daqui...” disse ela, tentei correr para socorre-la tentei ajuda-la mais não podia me mover muito menos falar, logo uma extremamente leve e suave invadiu meus ouvidos, mas essa era diferente, era uma voz doente, que falava entre torces, mas irradiava poder “Logo que vierem te buscar”, “ninguém vai vim, eles não ligam para min” disse Aisla, “filhas de Afrodite sempre dramáticas” havia nojo na voz ao pronunciar “AFRODITE”, logo uma pedra gigante rolou para o lado no fundo da caverna abrindo uma passagem, luz irradiou na caverna, de relance pude ver o dono da voz doente, era alguem com um manto negro e velho, rapidamente o manto se foi para as sombra que ficavam fora do alcance da luz que a passagem proporcionava, la fora pude avistar um rio negro, de um lado havia algo de um campo vermelho que irradiava calor só de olhar, do outro lado havia um campo mais sadio, porém espécies de fantasmas andavam sobre a terra, aquilo arrepiou meus ossos, como pode haver isso? De um lado de um rio um campo sadio rodeado por fantasmas e do outro lado um campo totalmente parecido com o inferno? O homem que rolou a rocha não usava nada além de um manto velho negro repleto de buracos, seus cabelos grandes trançados caiam ao seu ombro, logo uma menina e um menino entraram no local, a menina eu sabia que era a mesma que estava em cima do cachorro, minha vontade era de esgana-la, que ódio dela, a raiva era tanta que me sentia queimar por dentro, o garoto estava nas sombras não o reconheci. “parece que ainda não ouve nenhuma movimentação lá senhor” disse a garota, “apenas temos que esperar, a garota é importante, Quiron não permitirá que ela morra” disse a voz do homem doente, “e oque fazemos com o sátiro?” disse a garota, sátiro? Eles haviam sequestrado um sátiro também? Logo pensei em Felipe e em como ele e Arthur estavam demorando para voltar da suposta missão, “mate-o ele não tem utilidade nenhuma” disse o homem dando a ordem, aquilo me congelou o sangue, ele não se importou nenhum pouco com oque acabou de falar, era tão frio com as palavras que estava dominada pelo medo, os garotos saíram e a pedra foi rolada fechando e dando a caverna um breu de novo, as imagens começaram a se contorcer até que eu abri os olhos respirando rapidamente, acordei em um impulso só, esse foi o sonho mais real que tive na minha vida, oque aquelas coisas significavam, oque ele quis dizer com Aisla ser importante? Quando corri para a fonte no meu quarto para lavar meu rosto percebi que meu chalé estava vazio , e pelo sol que aparecia na janela já era mais de meio dia, perdi o café da manhã e já era do almoço. Ao escovar meus dentes fui para o refeitório onde todos estavam almoçando, ocorreu tudo normal tirando pelo caso que as perguntas se recusavam a parar de se formarem em minha mente. O dia estava realmente simples e comum, o cheiro de morango fresco vindo das plantações contaminava o ar, filhos de Apolo armaram um torneio de vôlei, o professor Stuck Flinters que tinha chegado no acampamento a pouco tempo coo nós, estava dando aula de combate na arena, ele parecia bem novo para alguém com tanta experiência, seu cabelo loiro bem aparado, seus olhos verdes sem ruga, e seu rosto afilado dava uma impressão jovial a ele, a única coisa que mudava essa concepção era seu corpo forte e suas cicatrizes que se espalhavam por todos os cantos, logo avistei as meninas Gabriella e Vitória na beira do lago, Amanda estava chegando do meu lado arrancando pétalas de uma flor.

-E ai fazendo oque?

-o que achou de Caronte?- De algum jeito eu sabia que Amanda falava do homem que rolou a pedra no meu sonho, mas.. co.. como ela?

-como você sabe? Perguntei mais assustada do que queria aparentar.

-Ele parece ser chato mas depois que o conhece ele é uma boa pessoa- O..oque ela .. como?

-Como vo..” ei vocês duas venham aqui” Disse Vitória gritando da beira do lago, decidi encerrar a conversa com Amanda, ela é uma pessoa que esconde coisas dos outros, mas ela realmente estava me assustando agora, desde que chegamos no acampamento ela está diferente, sua aparência está mais sombria, seus cabelos longos e negros com algumas mechas roxas, seus olhos com um brilho escuro, ela era mais alta que eu, sua expressão mostra que ela parece estar em outro mundo, de pele morena e roupas largas, ela realmente estava me preocupando nos últimos dias. Ao chegar lá aonde estavam as duas, Vitória e Gabriela conversavam sobre o sumiço de Aisla.

-Então, oque foi?- Disse tentando tirar da minha mente a minha conversa com a Amanda que agora jogava pétalas no mar.

-A Vitória está falando que vai pedir uma missão ao Quíron para irmos resgatar Aisla, afinal já se passaram os dois dias e tudo está calmo- Disse Gabi. Eu ainda não havia parado para pensar mais já passara dois dias desde que Aisla foi raptada, sabe está tudo acontecendo tão rápido que ainda estou digerindo tudo, a uma semana matamos uma Hidra e ficamos sabendo que Deuses existem indo contra todas as coisas que aprendi na minha vida, então depois disso um cachorro gigante invadiu o acampamento deixando muitos campistas feridos e sequestrou Aisla, agora que parei pra fazer um resumo do que aconteceu, a ideia de pedir uma missão me apavora.

-Vocês tem certeza?- Digo com a voz tremula.

-Sim, eu sei que o treinamento que tivemos foi pouco e que eu não gosto muito daquela filha de Afrodite, mais eu não vou ficar aqui sem fazer nada, João não tá nada bem com a situação- Disse ela abaixando os olhos, João er ao único garoto que fazia Vitória abaixar o tom da voz.

-E quando vamos pedir a missão?- Disse a Vitória.

-Quanto antes melhor ele não quer esperar muito- Disse Amanda enquanto jogava a última pétala.

-Quem não quer esperar muito?- Disse Gabi.

-O senhor- Disse Amanda deixando-nos assustadas nos entreolhando.

-Que senhor Amanda?- Disse Vitória, mais antes que pudesse ser respondia Guilherme apareceu.

-A ê vocês sabem onde tá o centauro?- Disse ele

-Ele não gosta de ser chamado assim!- Disse Gabi aumentando seu tom.

-Tanto faz, o professor de combate ta procurando ele.

-Ele deve estar na varanda, ele e o senhor D sempre jogam a essa hora, vamos lá comigo, ai eu aproveito e falo com ele- Disse Vitória levantando e batendo a poeira de sua calça.

-Eu também vou, vou visitar o Beh e ver a Laura, ela ta la com ele desde hoje de manhã- Disse Gabi se levantando. Logo todos estávamos indo em direção a casa grande menos Amanda que ficou no lago, ao chegarmos na varanda não tinha ninguém, oque era estranho porque a essa hora eles sempre jogam e se tem algo que aprendi sobre ao senhor D é que ele não gosta que modifiquem sua rotina, Gabi entrou e foi em direção a enfermaria, eu Gui e Vitória entramos, em passos leves começamos a procurar por sinal de vida, logo ouvimos vozes vindo de dentro do escritório da casa, nos aproximamos, e então nos escondemos atrás de uma mesa, algo que já era familiar para min, escutar conversas escondidas, lá estavam, Quiron, Apolo, senhor D, um homem que eu não conhecia ainda, mais ele tinha cabelos loiros e olhos por todas as partes e mais um outro desconhecido, um homem de jaqueta de couro musculoso, rosto intimidador, cabelos curtos e óculos escuros, oque era estranho é que labaredas de fogo pareciam se formar atrás de seus óculos, sentado em uma cadeira estavam Percy, Annabeth, Rachel e Nico que a tempo não dava as caras pelos campos.

-Ninguém sabe algo sobre um cachorro infernal muito menos suspeitam de algo- Disse Nico com um ar de frustação.

-meus guerreiros mortos relataram que fantasmas estão pirando no rio Aqueronte- Disse o homem de jaqueta de couro, o fato de ele ter “guerreiros mortos” fez minha garganta secar.

-Alguma coisa Rachel ?- Disse Percy

-Não, nada, nenhuma visão- Disse ela em frustação.

-Seu pai anda reclamando também sobre o sumiço de seu barqueiro Nico ele o encontrou?- Disse senhor D enquanto tomava sua cook diet.

-Não Caronte continua desaparecido- Disse Nico

-Caronte...- Disse eu em por impulso, logo tapei minha boca com as duas mãos, todos olharam para a mesa em que nos escondíamos, Vitória e Guilherme me olharam me fuzilando com os olhos. Então o homem com jaqueta de couro sacou uma espada que devia ter o dobro do meu tamanho e em um movimento que quase não deu de ver levantou a mesa com uma mão e apontou a espada em nossa direção, nos encolhemos contra a parede enquanto esperávamos a morte.

-Júlia?- Disse Percy, mas agora o medo daquela ponta afiada era tão grande que não respondi.

-Hora deixe-os em paz, não creio que seria conveniente matar sua própria filha não é?- O homem olhou para Vitória e as labaredas que acendiam atrás de seus olhos diminuíram, ele a tocou na cabeça dela e guardou a espada. Não pude acreditar, demorei para ligar os pontos mas aquel.. aquele.. aquele era..

-Ares.. tsc.. sempre grosseiro- Disse Percy, aquele homem de jaqueta de couro era Ares!

-Obrigado por não nos matar pai- Disse Vitória soltando um suspiro de alivio, ele não disse nada mais todos continuavam fuzilando-nos com os olhos.

-Caronte o velho de tranças sumiu?- Disse tentando amenizar o ar de tenção, mas ao terminar a frase todos arregalaram os olhos e me olharam, isso realmente me fez querer sair correndo.

-Como você sabe que ele usa tranças?- Disse Nico, todos esperavam uma resposta, achei que aquela era a hora de contar meu sonho, eu disse tudo, a caverna, Aisla, Caronte rolando a pedra, somente poupei os comentários de Amanda.

-Isso é intrigante, acho que assim como percy tinha na sua idade, você teve uma visão- Disse Quiron, Percy assentiu e todos na sala se calaram, inclusive os deuses Apolo e Ares.

-Nós precisamos de uma missão- Disse Vitória quase cuspindo as palavras, seu pai riu.

-Essa é minha filha- Disse ele entre risos.

-Não é assim tão fácil- Disse Annabeth rindo, por algum motivo havia do e sua voz o que me fez subir uma raiva oque me fez querer socar a cara dela, mas Gui segurou minha mão e a colou em sua cintura antes que alguém pudesse saber oque se passava.

-Acho que não seria sensato enviar duas novatas para uma missão com paradeiros desconhecidos- Disse Quiron.

-Por que não? Se morrerem, serão menos três- Diz Senhor d, ele realmente não gostava dos campistas.

-E então temos a missão ou não?- Disse Vitória impaciente.

-Não, vocês não tem porque ir, vocês não tem nada a ver com essa história- Disse Apolo, e todos assentiram, isso era injusto, idai se não temos nada a ver, tenho direito a ter uma missão, não posso só ficar aqui enquanto as coisas acontecem, mas então antes que eu pudesse protestar uma luz verde começa a iluminar a sala, a iluminação estranha vinha dos olhos de Rachel que se contorcia enquanto ela andava em minha direção, recuei até dar de costas com a parede, ela tocou sua mão em meu ombro e sua voz multiplicou em quatro

Tu e mais três saíram na missão

A do mar e a da guerra irão

O inreclamado será de grande triunfo

O fugitivo ira descobrir a verdade

O traidor que se arrependerá muito tarde

Muitos irão

Alguns voltaram

Alguns ficaram

Logo os olhos de Rachel voltaram para o normal, ela sacudiu a cabeça, olhou para min com espanto.

-O que eu fiz?- Disse ela olhando em volta e vendo que todos a encaravam

-Acabou de dar a eles uma missão- Disse Quiron abrindo um sorriso no rosto de Vitória um sorriso no de Guilherme, e uma imensidão de preocupação e min

Notas finais
obrigado por lerem ate aqui