Camp Half Blood O Resgate

5 Julia-Eu explodo o vigia


Antes de entrarmos no hotel pude ver as outras três aves longe indo embora, mas algo de diferente percebi, primeiro que uma delas carregava nosso motorista cheio de olhos, e segundo que em cima de duas delas estavam duas pessoas montadas nas aves; Logo que entramos no hotel o porteiro correu para ajudar a me carregar, ele estava assustado, creio eu que era pela explosão do posto de gasolina, mas ficou apavorado ao ver minhas roupas chamuscadas, ele me sentou em uma cadeira que ficava no centro do saguão, me deu um copo com suco de laranja feito da fruta. O saguão do hotel era muito bonito, os lustres antigos e chiques, davam ao saguão um brilho dourado, o chão parecia que era tão bem encerado que quase podíamos ver nossos reflexos nele perfeitamente, pelas paredes haviam quadros gregos, com pinturas de deuses e também de anjos, todos os quadros deviam ter pelo menos 1 metro de comprimento, os funcionários sempre sorrindo dava um ar simpatizante, este era um lugar para até os deuses se hospedarem; logo que terminei meu suco Vitória e Guilherme vieram até min.

-Vamos, eu e você estamos no quarto 322- Disse Guilherme me ajudando a levantar e me levando até o elevador.

-Vitória e Brad vão dormir juntos?- Disse eu em tom baixo.

-Sim.. parece inacreditável mas sim- Disse ele rindo, olhei de relance para o rosto de Vitória que estava com um brilho especial, quase podia ver mil e uma ideias se formando em sua mente do que fazer enquanto Brad dormia. Ao entrarmos no elevador, olhei para Gui, agradeci a baixinho por ele não aparentar tão frio desta vez, mas seu cabelo estava maior do que quando chegamos, estava com uma franja que acabava antes de suas sombracelhas, mas seu olhar.. algo havia de estranho nele.. era perdido.. como se não olhasse para algum lugar, como se ele não estivesse aqui.

-Então quem pagou a estadia?- Disse tentando puxar assunto.

-Brad, ele tem bastante dinheiro guardado.. isso vai ser bom, porque..porque..poque (ele gaguejou, as vezes ele fala gaguejando) porque se a gente precisar de alguma coisa, pelo menos alguém tem dinheiro- Disse ele. Só então percebi que ele carregava minha bolsa no ombro, conseguiram tirar antes da explosão.

-E oque vamos fazer agora? Estamos sozinhos- Disse cruzando os braços em frustração.

-Vamos para Ohio antes de 12:00 de amanhã, a gente passa a noite aqui, e depois vaza- Disse ele fazendo gestos com a mão em quanto falava.

-Devemos falar com o acampamento?

-na..na..não melhor não- Disse ele gaguejando enquanto a porta do elavador abria, saímos e chegamos ao quarto 322 que ficava no 7 andar, logo que entramos tratei logo de abrir a boca; Tinha absolutamente tudo ali dentro, aquário, piscina, camas macias e grandes, tv maior que qualquer uma que eu já tenha visto, videogames, frigobar, tudo mesmo, o quarto era lindo apenas o que estragava era a vista para a fumaça que se abria no céu devido ao posto de gasolina, pude ver carros de bombeiros passando na rua, esperava que nenhum repórter vinhesse fazer perguntas aos “sobreviventes”. Tratei logo de tomar um bom banho na banheira, passei cerca de 1 hora relaxando com xampus, condicionadores, óleos para o corpo, óleos para o rosto, creme pra la creme pra cá, era um verdadeiro spar, imagino como que Brad poderia pagar por isso. Sai e me enrolei em um roupão, quando passei por Guilherme ele abriu a boca e fingiu estar babando, apenas ri era bom ter alguém para fazer palhaçadas; Entrei no closet do apartamento, peguei uma muda de roupa que estava em minha bolsa, um blusa de de algodão sem mangas azul, um short branco curto e uma pequena jaqueta azul, as próximas horas foram bem aproveitadas, bolo de chocolate, pudim, sorvete, videogames entre muitas outras coisas, no final do dia realmente eu estava cansada que logo ao colocar a cabeça no travesseiro adormeci.

No sonho eu estava de volta a caverna, dessa vez a voz doente andava de um lado para o outro, impaciente e resmungando.

- Como não conseguiram trazer todos? Como não conseguiram?!- Gritou a voz doente.

-Desculpe senhor as aves se assutaram com a explosão- Disse a mesma voz que reconheci no outro sonho, mais não conseguia distinguir quem era, e o completo escuro também não me permitia, ao fundo ouvi Aisla soltando pequenos gemidos de dor, ela já devia estar sem forças para falar, logo Caronte rolou a pedra e entrou na sala ao lado de uma garota, era Amanda!.

-Olá minha pequena- Disse a voz doente suavizando.

-Eu trouce, eu concegui- Disse ela estendendo a mão amostrando um pequeno amuleto, pude ver pos ela era iluminada pela luz da lua que entrava na fenda que caronte abriu para Amanda passar, ela parecia fraca e cansada, estava exausta.

-O.. nem tudo foi perdido neste dia- disse a voz do homem doente, pude sentir um sorriso logo que ele disse isso, mãos saíram da parte escura para a parte clara, eram gigantes com dedos magros e finos, de alguma forma sabia que era o mesmo dono da voz doente, ele agarrou o amuleto de vagar e então voltou a não mostrar nenhuma parte do corpo, logo Amanda se retirou e Caronte voltou a rolar a pedra me deixando no escuro de novo.

-Oque é isso mestre?- Disse uma voz feminina.

-A alma que me dará aliados fortes.. a alma da submissão- Disse a voz doente seguida de gargalhadas, logo minha visão se destorceu e me vi caindo, se tem algo pior do que sonhar com a Asila e seu sequestro, é sonhar caindo, cai, cai, cai até cair no mar, estava afundado no mar até que meus pés tocaram a areia de uma ilha submissa, logo tive a visão de João! João! Fazia tempo que não o via, no sonho ele tentou se comunicar comigo mas a única coisa que conseguiu falar foi.

-Julia- ele estendeu a mão para me tocar mas então um turbilhão de bolhas veio de encontro a min.

Acordei de uma só vez sentando na cama, respirando ofegantemente, olhei ao meu redor, não havia ninguém na sala, geralmente esqueço meus sonhos logo que acordo mais esse.. esse não saia de minha mente, logo percebi que Guilherme não estava no quarto, fui até a cozinha, tomei um copo de água e procurei por ele no apartamento inteiro, ele não estava. Saí do ap e logo no corredor encontrei Brad caído no chão tentando tirar sua cueca que estava esticada até cobrir sua cabeça, não me perguntei como, muito menos por que Vitória tinha feito isso.. passei por cima dele e desci as escadas até o saguão, olhei no relógio da parede e eram 3 horas da manhã, não havia funcionários sorridentes muito menos aquele brilho dourado, pelo contrário, estava tudo vazio e sombrio, o porteiro dormia sobre o balcão, apenas uma luz que vinha do lado de fora do hotel dava sinal de vida no local, vinha da mini TV do vigia, sentado em sua cadeira de balanço ele assitia algum tipo de programa de culinária.

-Boa noite- disse saindo do hotel, andando até o vigia, era um senhor careca, de aparência oriental, era baixo, e cheio de rugas, seu rosto me lembrava um monge mas seus olhos eram sombrios e escuros, oque me deu um cala frio na espinha só de olhar.

-Boa noite menina- Disse ele, ele se virou, me olhou, e virou o rosto rapidamente para a tv em seu colo.

-Você viu um garoto por aqui?- Perguntei a ele.

-Como ele era?- Disse ele sem olhar para min.

-Ele é nem baixo nem alto, branco, cabelo curto ondulado e preto, ele tá com uma jaqueta de couro, e uma camisa com as siglas CHB- Disse fazendo pausas para recordar melhor de como Guilherme era.

-Ele acabou de sair disse que ia encontrar alguém- Disse ele, mas deu 2 segundos e ele me olhou assustado- Você disse CHB?- perguntou ele

-Sim- respondi.

-E onde ele arrumou essa blusa?- Ele perguntou, colocando a tv no chão e se levantando.

-A no nosso acampamento de verão- Disse, não entendi o interesse dele no acampamento mais acho que não era nada de mais.

-É.. diga menina, vamos juntos, eu te ajudo a achar seu amiguinho- Disse ele em um tom estranho, agora aquele vigia estava me assustando, recuei um passo para trás para cada paço que ele dava para frente.

-é.. não obrigado.. eu nem estou tão afim de ver ele- Disse dando um risinho, mas eu estava apavorada, logo o vigia começou a aumentar seu tamanho, de uma hora para outra, o chinês baixinho agora era um chinês de 2 metros.

-Venha vou te ajudar.- Disse ele estendendo sua mão para me tocar, e de repente eu escutei “ Julia olha no espelho” era a voz de Vitória, então eu olhei para o reflexo da porta do hotel, lá estava eu caída no chão, mas na minha frente.. não era o vigia.. era.. era algo orrendo, um monstro sem pele, brando e careca, sua língua se debatia fora da sua boca, grandes garras ocupavam sua mão que estava prestes a me tocar, foi quando vitória voou sobre ele em uma voadora que acertou sua cabeça em cheio, logo Brad veio e me ajudou a me levantar.

-oque é isso !?- perguntei a ele.

-é um metamorfo, são extremamente raros, se alimentam de meio sangues, esse dai deve tá tão fraco que nem concegue voltar ao normal.

-Vitória estava no chão quando o vigia investiu suas unhas que agora tinham pelo menos 30 centimetros cada, Brad a pegou no colo e se jogou para o lado antes que ela fosse massacrada, ele olhou para min, e veio de encontro, andei para trás e tropecei, cai de bunda, isso já está virando um habito, logo que ele investiu meu reflexo foi rápido, rolei para o lado e quando ele investiu com o lugar onde a pouco segundos eu estava, suas unhas rasgram o chão como se fosse papel, ele investiu contra min de novo, mas antes de me tocar, segurei seu punho antes que suas garras me atacassem, passei minha perna por sobre seu ombro e o fz cair para o lado, sem sabr como fiz, me vi dando um armlock no vigia, puxei seu braço e o senti quebrar, ele gritou, rolei para trás, levantei e quando ele se levantou corri, pisei em sua cabeça, saltei por cima dele e antes de cair no chão, girei meu corpo, puxei a minha faquinha de serra ainda manchada de sangue de águia, e atirei no vigia, não mirei em lugar nenhum, mas concegui acertar bem no meio das suas costas, e então BUMMMMM!! O vigia explodiu em cinzas, então quando cheguei ao chão me vi coberta de cinzas, olhei para trás Brad estava rolando no chão com Vitória, os dois estavam brigando, Vitória falava algo como não precisava ser salvada e como tudo estava sobre controle, logo vi que havia cinza por todos os cantos.

-O que eu perdi?- Disse Guilherme entrando no no local.

-Onde você estava ?- Perguntei respirando ofegantemente, não fazia ideia de como havia feito aquelas coisas, foi meio que um istinto, apenas não queria morrer.

-Fui no posto comprar umas coisas- Disse ele.

-Mas o vigia disse que você..” Vamos pegar nossas coisas e cair fora daqui, aqui não é mais seguro” Disse Brad me interrompendo, logo percebi que Vitória estava de cabeça para baixo, suspensa no ar por Brad, ele segurava sua perna, mantendo-a de cabeça para baixo no ar, ela se debatia mas não conseguia se soltar, aquele sardento e aquela brigona realmente eram um caso sério de cão e gato, então corremos para dentro do hotel, pegamos nossas bolsas, roubamos comida da cozinha do hotel e fugimos de lá, sem saber para onde iriamos, só queriamos nos distânciar daquele local, achamos um parque onde entramos em sua peuena floresta, não sabíamos oque fazer mas decidimos passar o resto da noite ali, agora devia ser pelo menos umas 4 hors da manhã, foi quando ele apareceu, chegando próximo a nós em paços leves ele realmente me deixou surpresa... era ele!