Camp Half Blood Kids

1 Começamos uma Guerra Mirim


Notas iniciais
Faz tempo que quero escrever uma fanfic assim. Como de costume, o primeiro capítulo vai funcionar como um introdução. Irei dar pequenos detalhes sobre cada personagem e fazer com que se conheçam. Espero que gostem. sz

Todas as crianças do Acampamento acordaram cedo naquele dia, algumas nem dormiram por conta da ansiedade. No jantar da noite anterior, dois semideuses haviam anunciado que eram os novos instrutores das crianças, e começariam tutelando ao amanhecer do dia seguinte. A noticia havia sido o suficiente para que os menores acordassem seus irmãos mais velhos uma hora antes de seu treinamento, e do deles, para que ajudassem a escolher suas roupas ou no que tinham que levar.

O grande azar acompanhou a pequena Bailey, que ao acordar sua irmã mais velha, Clarisse, recebeu uma enxurrada de palavrões desferidos contra ela. Ao menos tinha aprendido algumas palavras novas para o expanso vocabulário. A conselheira-chefe tratava a pequena como uma discípula. Não podia deixar que ela fosse despreparada para um treinamento com os outros chalés, onde poderia exibir as vantagens de ser filha de Ares para todos. Clarisse tratou de jogar um travesseiro em um irmão qualquer, para que este ajuda-se a jovem Bailey, que tinha seus seis anos de idade.

As coisas foram bem diferentes no chalé de Hermes. Os irmãos Jeremy e Holly, com seus respectivos dez e oito anos, passaram a maior parte da noite acordados, planejando pegadinhas. Por sorte, os irmãos mais velhos tinham roubado alguns despertadores, ou teriam perdido a hora. Jeremy pegou apenas uma camiseta para a caçula. O resto trataram de escolher individualmente. Sabiam que na menor das distrações de outras crianças, bastaria um olhar para que entendessem o plano referido.

As coisas se assemelharam no Chalé de Atena. A pequena Saphira foi acordada pelo irmão mais velho, Malcolm. Passara grande parte da noite acordada, brincando de soletrar com ele. Não conseguiu conter um sorriso ao perceber que o loiro havia preparado uma mochila para ela antes de a acordar. Deveria ter se sentido culpado por quase fazer com que perdesse o horário.

Harley, apesar da pouca idade, estava no Acampamento havia muito tempo. Isto lhe dava uma certa independência. Conseguia se cuidar sozinho, gostava de ser tratado como igual pelos irmãos, mesmo que tivesse apenas oito anos de idade. Os momentos em que se mostrava como um garoto de oito anos normal, era quando brincava ou quando queria algo dos irmãos mais velhos. Acordara cedo e preparara-se sozinho.

Nicholas, com seus sete anos, era um dos únicos filhos de Quione. Fora acordado pela voz rouca de uma de suas irmãs. Eram espertos, deixaram as coisas dele preparadas desde a noite anterior, para que pudessem dormir até mais tarde. O mesmo valia para Isabella, a filha de Iris com seus seis anos de idade, com toda a certeza era a mais mimada de todo o chalé.

Era um alivio para os filhos de Hécate esse novo projeto. Estavam cansados de ter que se revezar para correr atrás de uma garotinha de um ano de idade, recém-chegada no Acampamento. Mesmo que a achassem uma fofura. Um dos mais velhos a preparou meia hora antes do combinado. Tempo suficiente para vesti-la e dar comida.

Raphael era um garotinho agitado de seis anos de idade. Acordara extremamente cedo, como tinha o costume de fazer todos os dias. De bom grado, o mais velho filho de Eros acordara para ajudar ele a se arrumar. Todos, consideravam o irmão fofo, mas não encontravam paciência para cuidar vinte e quatro horas por dia. O garoto sempre poderia ser visto correndo. Com carinho, recebeu a ajuda necessária, o maior ensinou-o para que no outro dia pudesse fazer tudo sozinho.

Skyler, filha de Afrodite. Com seus oito anos era tão vaidosa quanto o restante de suas irmãs. Era tratada como a boneca pessoal de algumas garotas do Chalé. Elas determinavam como seriam suas roupas e penteados. A jovem não reclamava, adorava ser tratada como uma princesa. A vida de Pietro, filho de Apolo, era semelhante. Fora acordado por Will, que tinha o costume de acordar bem cedo. Pronto para aprender com ele, Pietro estava de bom-humor.

Simon era o mais novo do Chalé de Deméter. Mesmo que tivesse seus doze anos completados. Considerava-se com idade o suficiente para cuidar de si mesmo sem a ajuda insistente de suas irmãs. Mas não importava o quando ele dizia isso, jamais importaria, até que alguém mais novo chegasse lá. Fora um escarcéu quando as irmãs mais velhas o acordaram, dizendo que chegaria atrasado quando ainda lhe faltavam meia hora. Obedeceu as ordens delas, vestindo-se de modo arrumado demais.

O pensamento de independência era seguido por muitas outras crianças. No chalé de Nêmesis, Evangeline, com seus dez anos, não precisou da ajuda dos irmãos. Tampouco Rosie, com seus doze anos, filha de Perséfone. Zeke, um dos únicos filhos de Hímeros, tratava de se vestir sozinho. Tinham um estilo próprio.

O único que ficaria para trás, seria Clovis, o filho de Hipnos. Atrasado como sempre para o café, por dormir demais. Mas não faria diferença. A única coisa que poderia manter o garoto de oito anos acordado, seria um bom café. Mas recusavam dar café a ele, por conta da idade. Ainda de pijamas, o garotinho saiu da cama desesperado ao ver o horário.

No chalé de Hebe, Carter e Carmella acordaram bem cedo. Demoraram-se conversando sobre como se apresentariam para os menores e como iriam trata-los. Concordaram que uma conversa formal seria ótima para começar. Seguida de uma pequena atividade. No fim do dia, dividiriam-se em times. Um ficaria com Carter e o outro com Carmella, para uma gincana que iria acontecer semanas depois.

Após o café da manhã, todas as crianças correram para praia. A maior parte chegou vinte minutos antes do combinado. O azar dos gêmeos de Hebe foi chegar dez minutos mais tarde que o combinado. As crianças estavam tocando o terror umas com as outras. Parecia uma guerra mirim.

— GENTE, MAS O QUE TÁ ACONTECENDO? — Gritou Carmella desesperada, enquanto seu irmão corria para apartar a briga de dois garotos. Um garotinho pequeno correu até Carter, agarrando-se em sua perna em busca de proteção. Consequentemente, isso o impedia de correr.

— É uma história complicada. — Um garoto moreno, que suspirou dando de ombros. Estava sentado na areia sentado na areia com um olhar sereno e não parecia nem um pouco entusiasmado com a briga. — Tudo começou quando a garotinha ali — apontou para ela. — virou um pote de tinta naquela ali. Ela tentou se vingar de maneira muito brusca. Queria fazer ela comer o resto da tinta. O garoto ali, que eu acho que é irmão da que começou tudo...

— Calma, calma, calma! A gente tem que resolver isso, depois você explica tudo! — Carmella o interrompeu, correndo em direção as outras crianças. — CARTER, LEMBRA QUE EU TE FALEI QUE A CRIANÇA MAIS COMPORTADA IA GANHAR UMA SURPRESA? ACHO QUE ISSO FICOU MAIS FÁCIL DE ESCOLHER!

— VERDADE, NÉ? ACHO QUE NÃO TEM QUASE NINGUÉM MERECENDO ISSO MESMO! — Gritou, pegando uma bebê que estava sentada no meio da areia, com medo de que fosse atropelada ou algo do tipo.

— Mas eu não fiz nada! — Reclamou o garoto sentado. — E ainda tentei ajudar! —Cruzou os braços e inflou as bochechas, emburrado. Logo gritos de protestos começaram entre as crianças. As frases mais ouvidas foram "Mas ele que começou tudo!" e "Eu estava quietinho!".

— Para sorte de vocês! Nós acreditamos em segundas chances. Vamos esquecer todos esses problemas. — Disse Carmella em um tom de liderança. Estava quase se arrependendo da ideia que havia tido. Até o fim do mês estaria sem cabelos. — Mas eu ainda quero saber o que aconteceu! E pra isso, todos sentados em círculo!

Prontamente as crianças obedeceram. Não por causa da surpresa. Estavam com medo da mais velha.

— Tudo bem. — Disse Carter depois que todos estavam organizados. — Primeiro, quero que se apresentem. Eu vou começar. Eu sou o Carter, tenho dezessete anos e sou filho de Hebe. — Disse em um tom que transmitia calma, falando pausadamente. Gesticulava com as mãos. — Essa menina aqui é a Kyra, e de acordo com os irmãos mais velhos ela tem uma ano. Filha de Hécate. — Apresentou a bebê em seu colo, movendo o dedo em seu rosto com um sorriso bobo. Logo voltando o olhar para garotinha que se sentara ao seu lado. — Sua vez.

— Uh... Eu sou a Isabella. Filha de Iris e tenho seis anos. — Procurou a aprovação de Carter com o olhar, ele acenou com a cabeça como resposta.

— Eu sou o Rapha! Tenho assim, ó! — Indicou seis anos com as mãos. — E sou filho de Eros! — Assim as apresentações se seguiram. Algumas seguidas de vaias e barulhos peculiares.

— Tá... Agora. Simon, né? — Perguntou Carmella, indicando o garoto que estava sentado. — Você pode me explicar o que aconteceu?

— Claro. — Ajeitou a armação dos óculos, corrigiu a postura e pigarreou antes de começar a falar. — Tudo começou quando a hã... Holly, jogou tinta na Evangeline. Ela tentou se vingar tentando fazer a Holly comer a tinta! — Enfatizou a palavra comer com os olhos arregalados.

— Ela mereceu, olha o estado do meu cabelo! — Interrompeu Evangeline.

— Mereceu nada, ela é muito menor que você! — Defendeu Jeremy. Ambos se calaram após um olhar firme desferido por Carmella.

— Continuando. — Disse Simon. — O Jerome...

— É Jeremy, quatro olhos! — Disse Holly. Sua expressão era séria, mas estava brincando.

— Precisa mesmo falar assim, Holly?! — Protestou Rosie, logo voltando a fitar o garoto que narrava de modo concentrado. A garotinha respondeu com uma careta.

— Hã... Tá, tá legal! O Jeremy foi lá e apartou a briga. Aí a Bailey chutou ele, porque queria ver a briga acontecendo. Aí a Holly deu a louca e puxou o cabelo dela porque ninguém pode bater no irmão dela além dela. — Disse Simon, havia se perdido com as palavras. Torcia para que não notassem o rosto que ruborizara depois da fala de Rosie.

— E não pode mesmo! — Disse Holly novamente.

— Tá legal, o próximo que interromper o Simon vai ter que... Pagar mico! — Disse Carmella cerrando os olhos, como se aquele fosse o pior castigo de todos.

— Obrigado. — Simon revirou os olhos. — A briga começou. O Jeremy tentou apartar de novo, mas o Harley disse que uma briguinha ou outra não ia fazer mal. Aí o Nicholas chamou ele de louco, e disse que iam ter problemas. Aí o Harley disse que um menino da neve não devia saber de muita coisa. Então o Nicholas partiu pra cima dele, com o argumento de que sabia brigar muito bem. O Zeke tentou separar a briga dos meninos e o Jerom... Jeremy separar a das meninas. Mas a Evangeline disse que não deviam fazer isso porque brigas eram comuns no Acampamento e todos deviam aprender a se defender, por causa dos monstros. A... A Rosie discordou dela, e elas começaram a discutir! O Pietro começou a incentivar as brigas, dizendo que cuidaria dos feridos depois. E nisso o Raphael começou a correr com medo e a Skyler começou a chamar todo mundo de selvagem. O Jeremy jogou tinta nela pra ela calar a boca mas só fez ela gritar mais. Aí a Saphira mandou ele parar de jogar tinta em todo mundo por que isso era irritante. Ele jogou tinta nela e ela começou a bater nele. A Kyra estava se divertindo comendo areia. E nisso eu estava quietinho, apenas vendo até onde isso ia. Aí vocês chegaram e o Raphael agarrou a sua perna, Carter.

— Uou. Que merda a gente fez? — Disse Carter, chocado para Carmella. — Okay.

— Tá legal... A gente ta ferrado. Mas que tal a gente tentar alimentar o conflito de forma positiva? Íamos fazer uma atividade para formar times, mas acho que não vamos precisar. Você definiram os times vocês mesmos. — Disse Carmella. Era a única coisa que tinha pensado em dizer. — Um dos times fica com o Carter e o outro comigo. Como eu sei que o meu vai ganhar, vou deixar o Carter escolher primeiro.

— Ah tá! — Revirou os olhos, soltando uma risada. — Eu quero você aí! — Apontou para Pietro. — Alguém pra cuidar dos feridos.

— Eu escolho o Simon. — Disse Carmella quase comemorando. Logo, os times estavam definidos de acordo com o conflito. Simon e Pietro, que tinham observado o conflito, sussurram as pessoas que os mais velhos deveriam escolher.

— Gente, eu perdi muita coisa? — Um garoto de pijamas e cabelos desgrenhados disse em meio a um bocejo. — Desculpa o atraso, eu sou o Clovis, filho de Hipnos.

Notas finais
O sono bateu. Juro que eu ia continuar. Fica para o próximo capítulo. Espero que tenham gostado da breve apresentação. Juro que vai melhorar quando os semideuses se conhecerem. Beijos, Maraia. sz