Notas iniciais
Okay seus lindos,aqui o outro capítulo u-u créditos da profecia: Timão e Pumba(eu e Ingrid) vou postar o próximo capítulo daqui a pouco e espero que vocês gostem e.e Ronny,a Mary te ama s2 s2

A sala de reuniões estava em polvorosa. Os campistas falavam todos ao mesmo tempo, e alguns estavam com curativos e bandagens, feridos no ataque. Ingrid estava em silêncio e visivelmente irritada. Em uma de suas enormes bochechas havia um band-aid do Wolverine. Seus olhos castanhos exalavam raiva, tempestuosos, fitando um ponto qualquer na mesa. Carlos estava pensativo, olhando para a parede. Quando achou que era hora de iniciar a reunião, fez um leve aceno de cabeça para Gikah, que bateu na mesa, gritando:

— CALEM A BOCA,SEUS IDIOTAS! — Imediatamente,os campistas fizeram silêncio.

— Gikah, seja mais educada,por favor! — Joy reclamou, se encostando na cadeira.

— CALEM A BOCA,SEUS IDIOTAS! POR FAVOR! — acrescentou Gikah, ironicamente. Quíron pigarreou e começou:

— Bem, como vocês sabem,fomos invadidos por monstros subordinados de Hades. Quero parabenizar os campistas pelo ótimo desempenho na batalha. Ninguém morreu nem se feriu gravemente, o que é ótimo, e nenhum chalé foi destruído,o que é impressionante. Ana Paula e Higor, vocês foram incríveis ajudando as crianças e os feridos, gostaria muito de agradecê-los também.

— Não foi nada. — Ana sorriu alegremente.

— Era o mínimo que podíamos fazer. — Higor deu de ombros, como se não ligasse,mas era possível ver que ele se inchava de orgulho.

— Bem, agora vamos ao assunto realmente importante. — A expressão do Quíron ficou severa de repente. — Nós recebemos uma profecia há pouco tempo, e ela é que vai designar os campistas para essa missão. Ingrid,por favor.

Ingrid pegou uma folha de caderno, respirou fundo e começou a ler:

"Uma meio-sangue deve cumprir o seu destino,

Filha do Deus dos Mortos, deve achar o que foi roubado.

Ao ouvir o sino, tem que escolher seu caminho.

Entre o mais estreito e o mais largo,tudo pode estar acabado.

Seis semideuses vão lhe auxiliar,

E para o número perfeito se completar,

Céu e Mar entrarão em conflito,

E seus heróis serão o empecilho.

Muitos tentaram apagar a chama,mas uma arriscará tudo para protegê-la.

Na terra sombria,o sangue da rainha ficará para trás.

Mas quando a magia negra dominar,não se aflijam,

Pois aquela que foi esquecida,se provará a mais leal das amigas.

E a mais querida, se tornará a pior das inimigas,

Mas pelo amor e a lealdade, a serpente escolherá,

E pelo sangue de seu sangue,a guerra começará."

— Okay,saudades lógica nessa profecia. — Joy reclamou.

— Saudades tranquilidade nesse acampamento. — Romulo retrucou.

— Certo, e qual a conclusão que tiramos dessa profecia? — Gigi perguntou.

— Bem,quanto à filha do Deus dos mortos, ninguém duvida que seja a Rebeca,certo? — Carlos falou pensativamente. — E ela vai levar mais seis semideuses com ela.

— Céu e Mar com certeza falam do Carlos e da Ingrid. — Roniara falou.

— Chama... Acho que isso tem a ver com fogo... — Ingrid filosofou.

— Você acha? — Higor franziu uma sobracelha para ela. — Isso é um pouco óbvio,Ingrid.

— O deus do fogo é Hefesto. — Ingrid continuou,ignorando o irmão. — e o único campista de Hefesto aqui é a Mary.

Todos olharam para a minha cara, e eu quase enfiei minha cara num buraco no chão,como uma avestruz. Roniara olhou para a Ingrid e falou:

— A parte da magia negra com certeza é Hécate. Portanto, o Raul vai pra missão também. — Raul fez uma cara de superioridade e começou a falar coisas sobre ser a estrela da missão, e precisou levar um grito para calar a boca.

— Bem, a parte da serpente... Provavelmente é Hermes. O conselheiro-chefe do chalé e o mais velho é o Higor,portanto ele é quem vai. — Carlos declarou e continuou interpretando a profecia. Olhei para o lado, ainda desesperada por ter sido escolhida para a missão. Ana segurou minha mão direita, tentando me acalmar. Olhei para ela, que observava a parede à sua frente e parecia muito mais preocupada do que queria demonstrar. Sua outra mão apertava com força a do Higor, que parecia não ouvir quando disseram que a última escolhida era a Joy. Depois do anúncio, um minuto de silêncio se instaurou na sala, e foi momentaneamente quebrado pela Roniara.

— Quíron, eu me ofereço pra acompanhá-los na missão. — Todos na sala olharam incrédulos para ela, enquanto ela parecia extremamente autoconfiante. — Eu não posso deixar o Higor ir sozinho, eu preciso cuidar dele!

— Deixe de bobagens, ele é quem cuida de você! O que é que você tem na cabeça,Ronny? Foram apenas sete os escolhidos! — Ana soltou a minha mão e a do Higor e se manisfetou imediatamente.

— Eu e ele somos muito próximos desde que eu cheguei ao Acampamento. Não posso suportar que ele vá em uma missão e eu fique aqui, sabendo que ele pode morrer a qualquer momento!

— Eu sou irmã dele e mais próxima dele do que você, e nem por isso estou me deprimindo ou espernando pra ir atrás dele! — Ana ficou de pé e bateu os punhos na mesa.

— Você não se importa com ele como eu! — Roniara ficou de pé também e as duas se encararam. Comecei a olhar ao redor, procurando um lugar para me esconder caso a briga estourasse. Higor olhava para o teto,sem querer se meter na discussão delas. A tensão no ar estava se tornando insuportável, e Ingrid levantou-se e gritou:

— Ok,já chega vocês duas! Ninguém mais pode ir à missão, apenas os sete e pronto!

— Mas tia, você não entende...

— Você é que não quer entender,Ronny! É para o seu próprio bem que não podemos te deixar ir!

Roniara parecia prestes a chorar a qualquer momento, e Ana ainda a encarava seriamente. Eu continuava considerando a possibilidade de me esconder embaixo da mesa,para evitar ser atingida numa possível briga, e Higor continuava no seu momento autista,encarando o teto. Quíron bateu um dos cascos no chão e todos olharam para ele.

— Os campistas escolhidos para a missão devem se preparar, pois partirão amanhã cedo. Os outros devem acalmar os ânimos. A reunião está encerrada.

Todos levantaram de suas cadeiras e saíram apressados. Depois de empurrar alguns, e me espremer entre outros,consegui sair da Casa Grande e fui correndo para o meu chalé. Fechei a porta e fiquei encarando os beliches vazios. Ir numa missão... Aquilo parecia uma sentença de morte. Eu era nervosa,explosiva, chata e não tinha muita habilidade em lutas,apenas agia por instinto. Que outro propósito teria o destino em me escolher,que não eliminar mais uma inutilidade? Sacudindo a cabeça,tentei afastar esses pensamentos depressivos e pessimistas e fui catar algo útil para levar.

Os filhos de Hefesto, por serem os ferreiros do acampamento, eram exímios inventores e tinham armas e geringonças de todo tipo em uma espécie de quartinho da bagunça. Peguei uma mochila laranja, que na verdade era um artefato mágico,do qual podia-se retirar qualquer tipo de objeto,desde que se obedecesse a uma lógica e um certo intervalo de tempo. Peguei também uma lanterna aleatória e a pus no bolso da frente da mochila. Deitei na cama e fiquei pensando. Talvez tudo pudesse dar certo na missão, afinal de contas só precisávamos ir a Hollywood,descer ao mundo inferior, achar o elmo perdido de Hades e voltar. O que poderia dar errado? Com muita sorte,poderíamos até passar pela Disneyland,tirar fotos com o Mickey e o Pateta, ver o desfile das princesas, e trazer um souvenir pra Ronny e o Juninho. Fiquei remoendo minha doce ilusão e adormeci. Quando acordei, não lembrava muito bem do pesadelo que havia acabado de ter, mas soube que nada ia ser tão fácil dali pra frente.