Notas iniciais
Esse capítulo ficou um pouco curto, já que eu estava meio sem ideia e-e' e meio tenso selecionar quem é que aparecer nela. Mas enfim, espero que gostem.
N/B: Acho que próximo sai essa semana, meus lindos. Muuuuita gente aparece no próximo. Beeeijos da Tia Ingrid linda(sqn)

Capítulo 3-”sendo sociável”

Já era de manhã bem cedo. Alguns raios de sol bateram no meu rosto e me acordaram. Levantei e fui até a janela. Algum idiota havia esquecido de fechar as cortinas (e como eu não tinha irmãos, a culpa era minha mesmo). Olhei pela janela: Um dia lindo e ensolarado com nuvens que pareciam algodão, um céu lindo e azul. Olhei para minha cama que estava um bagunça total, um quarto escuro e uma completa desordem. Era isso ou fazer algo útil da vida naquele ambiente convidativo naquele ambiente lá fora. Por isso, tomei minha decisão: Fechei a cortina e voltei a dormir. O que eu podia fazer? A cama me seduziu.

Depois de algumas horas, a claridade começou a me incomodar mesmo através das cortinas e eu levantei. Tomei um banho, catei na mochila um jeans e uma camisa xadrez. Saí do chalé e olhei ao redor, estava tudo muito sereno. Fui direto ao refeitório, e no caminho, vi campistas fazendo suas atividades diárias, como jogar vôlei, treinamento de luta, estudos e alguns cuidavam de plantas. Sentei na minha mesa e me pus a comer cereal no refeitório vazio. Foi quando ouvir uma voz atrás de mim, dizendo:

-Isso não é hora de levantar, mocinha. Mesmo que seja novata, você precisa aprender as regras daqui e se encaixar em alguma atividade.

Virei-me um pouco incomodada pelo meu momento de ociosidade ter sido estragado, e vi um rapaz, um pouco mais alto que eu, com cara de intimidador e um pouco forte. Olhei-o bem e respondi:

-Quem é você para achar que pode regular?

-Sou Carlos Jackson, general do acampamento e supervisor dos campistas. Você é Mary Valda, eu suponho.

-Valdez.- Repliquei , com cara de raiva. Sempre quando erram meu nome.

-Ah, sim. Desculpe-me. Bem, você já sabe que atividades pretende fazer?

-Creio que não. Sugestões?

-Bem, você precisa aprender a lutar e grego antigo também, mas como é filha de Hefesto, precisa aprender a utilizar sua habilidades também.

-Ok, eu vou assistir a essas aulas.- segui-o até a arena de combate, onde uma garota acertava, com uma lança, vários bonecos de panos montados em estacas de madeira. Ela era branca, de cabelos castanhos e estatura mediana. Quando nos aproximamos, ela virou e seu rosto adorável lembrava uma criança, mas seus olhos irradiavam uma fúria assustadora. Eu a reconheci como a garota que da mesa de Ares no dia de minha reclamação. Carlos acenou para ela e sorriu.

-Mary, essa é a Gikah, conselheira-chefe do chalé de Ares e a pessoa mais indicada para te ensinar a lutar. Só tome cuidado para não ferir muito, ok?

-Certo, eu acho.-Respondi um pouco assustada. A menina sorriu e disse com uma voz infantil, mas não menos assustadora:

-Bem, vamos começar.- E ficamos até a hora do almoço, “treinando, já que eu apanhava e caí o tempo todo. No almoço, os campistas se amontoavam em suas mesas e conversavam mais do que comiam, tornando o refeitório um lugar barulhento. Ana Paula sentou-se junto a mim, com uma tigela com doces e me ofereceu.

-Aqui, Mary. Roubei do Romulo e pensei em dividir com você porque sou legal.

-Ah, obrigada. Eu acho. Não vão reclamar por você estar em outra mesa?

-Claro que vão. Mas eu nem ligo. — E ficamos a conversar até acabarmos o almoço e cada uma foi cuidar dos seus interesses. Alguns campistas foram para arena, outros foram para a quadra. A grande maioria ficava em seus grupos de amigos. Me dirigi ao meu chalé , pensando em dormir mais um pouco, porém, assim que entrei tomei um susto: Meu chalé estava organizado e limpo, minhas roupas, que antes estavam socadas de qualquer jeito na mochila, estavam organizadas em pratilheiras no guarda-roupa e os beliches estavam devidamente arrumados, com as camas feitas. Eu contemplava isso estupefata, quando uma voz atrás de mim atrapalhou.

-Gostou? Falei com uma filha de Afrodite que se dispôs a limpar isso aqui. — Virei-me e Ingrid estava encostada na porta com os braços cruzados.

-Obrigada.- Sorri, com o máximo possível de empolgação que meu cansaço me permitia.

-Não tem de quê. Vamos lá para conversar com os campistas e tentar te integrar ao convívio social.- Eu sorri e a segui até a colina, de baixo de uma árvore, onde nos esperava. E pela primeira vez que chegara, eu me senti à vontade.